“Estamos a fazer o contrário da austeridade”, garante Mário Centeno

Questionado sobre a ‘fatura’ que o país está a pagar pela crise da pandemia da covid-19, o ministro não revelou números mas afirmou que “os números de abril são díspares mas obviamente não são bons”.

Sónia Bexiga

O ministro das Finanças, Mário Centeno, em entrevista na manhã desta terça-feira à TSF, faz um ponto de situação sobre os grandes temas da atualidade, e o ‘fantasma’ da austeridade neste tempo que se pretende de retoma económica, também foi abordado.

Direto ao assunto, o ministro das Finanças defende que “neste momento estamos a fazer o contrário da austeridade”, e que está a ser dada “a resposta adequada à crise”. Contudo, não deixou de sublinhar que o futuro será marcado pela recessão e sobretudo pelo tempo que esta durar.

“A previsão da Comissão Europeia para a dívida é acima de uma décima do que estava previsto, não vamos entrar em território que desconhecemos”, ressalva Centeno, acrescentando que a situação de 2016 “era muito mais frágil do que a de hoje”, nomeadamente na Caixa Geral de Depósitos.

“Ninguém se pode comprometer com resultados, mas no contexto do que é conhecido hoje, podemos e devemos fazer o possível para nos mantermos dentro das limitações das propostas políticas do OE2020”, refere o governante.

 

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Abril: “números obviamente não são bons”

Questionado sobre a ‘fatura’ que o país está a pagar pela crise da pandemia da covid-19, o ministro não revelou números mas afirmou que “os números de abril são díspares mas obviamente não são bons”. E como exemplos das diferenças aponta a “venda de automóveis caiu 85%, mas a de cimento cresceu 11,5%”.

Em termos de receita fiscal ainda não há é visível um efeito da crise: “a receita de IVA de abril refere-se a fevereiro e ainda mostra uma aceleração”.

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