Estados Unidos ultrapassam China e Itália em número de infetados

Começou a temida explosão da Covid-19 nos Estados Unidos. Os números oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não saíram, mas segundo dados avançados pelo The New York Times e pelo Financial Times, os EUA são hoje o país mais afetado pela pandemia, passando a Itália e a China.

Na tarde desta quinta-feira, os EUA, registava um total de 81.896 casos. A China contabilizava 81.285. E a Itália, em terceiro lugar, tinha 80.589.  Num único dia os EUA registaram mais 13.685 novos casos de Covid-19.

Apesar deste valor, os Estados Unidos registam um número de mortes muito inferior a estes dois países. Segundo as últimas contagens, 1136 pessoas morreram em território norte-americano, enquanto a Itália contabiliza 8215 mortes e a China 3291 vítimas mortais.

O aumento explosivo do número de casos era esperado por dois motivos. Primeiro, porque os EUA, com um grande atraso, só começaram agora a fazer testes em massa. Mas não é só. A situação dos EUA preocupa mais porque o país, diferentemente de China e Itália, tem vários focos importantes de dispersão do novo coronavírus.

Na China, a doença concentrou-se fortemente em Hubei. Na Itália, na Lombardia. Já os EUA mostram focos ativos de propagação de Leste a Oeste.

A Organização Mundial de Saúde já tinha avisado que o país seria o próximo epicentro da pandemia. “Estamos a assistir a uma disseminação muito rápida de casos nos EUA”, afirmou Margaret Harris, porta-voz da OMS.

A aceleração do número de casos pode ser explicada por uma melhor triagem, que demorou a ser feita, e pela elevada taxa de transmissões, antes da implementação das medidas de contenção agora em vigor. Com uma taxa tão elevada de infecção, a pandemia pode atingir o seu nível mais alto dentro de 14 a 21 dias, mais cedo do que era esperado, tornando o combate à doença por parte dos serviços de saúde ainda mais difícil.

“O contágio de cada indivíduo a duas ou três pessoas demora entre três e cinco dias. O que estamos a observar agora foi o que sucedeu há três, quatro ou cinco dias, em vários países”, disse Margaret Harris, para explicar a tendência de crescimento dos mais recentes números. “Nos Estados Unidos, há uma semana, havia muitas transmissões”, afirmou a porta-voz da OMS, dizendo ser expectável que o número de infectados naquele país continue a crescer nos próximos dias, tornando-o o epicentro da pandemia.

As autoridades norte-americanas revelaram também que Nova Iorque, o estado mais afectado, está a ver o número de casos confirmados duplicar a cada três dias. Este estado tem já mais de 25 mil casos confirmados, quase 10 vezes mais do que o número de casos na Califórnia, o segundo estado mais atingido pela pandemia.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, referiu esta terça-feira que gostaria que o país estivesse reaberto na época da Páscoa, que se celebra a 12 de Abril. “Temos de ter o nosso país de regresso ao trabalho. O nosso país quer voltar ao trabalho”, afirmou. Já na noite de segunda-feira Trump afirmara que o país “não foi feito para estar fechado”.

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