A China é o principal concorrente estratégico dos Estados Unidos ao passo que a Rússia foi classificada como “uma série ameaça à ordem mundial” devido à sua “invasão não provocada” e as suas “táticas cruéis”, explicou a número 2 do Departamento de Defesa dos EUA, Kathleen Hicks, em conferência de imprensa, no qual apresentou em detalhe o pedido de orçamento de defesa americano para o ano fiscal de 2023, que terá 703 mil milhões de euros.
Hicks salientou que a estratégia dos Estados Unidos será baseada “na dissuasão”, tendo a China como o seu “concorrente estratégico mais importante”. “A República Popular da China tem potencial militar, económico e tecnológico para desafiar o sistema internacional e os nossos interesses dentro dele”, explicou a responsável, acrescentando que as outras “ameaças persistentes” incluem Coreia do Norte e Irão, assim como diversas “organizações extremistas violentas”.
“Defender a pátria; acompanhar a crescente ameaça multidomínio representada pela China; deter ataques estratégicos; deter a agressão enquanto se prepara para prevalecer no conflito quando necessário; prioritarizar o desafio da China no Indo-Pacífico; o desafio da Rússia na Europa e a construção de uma força conjunta resiliente e ecossistema de defesa”, detalhou Kathleen Hicks.
Os objetivos para 2023 dos Estados Unidos passam por concentrar-se na região do Pacífico em termos de “investimento” para apoiar a sua “vantagem militar comparativa, melhorar a sua postura, fornecer logística resiliente e aumentar a cooperação com aliados e parceiros regionais”. “Da mesma forma, o nosso pedido de orçamento faz investimentos que apoiam o Comando Europeu dos EUA e aprofundam o nosso forte compromisso com a NATO”, referiu.






