O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), dos Estados Unidos, anunciou que gastou perto de 300 milhões de euros num medicamento para tratar doenças de radiação em caso de emergência nuclear. A administração do organismo americano, em comunicado, apontou que adquiriu o ‘Nplate’, da Amgen, “como parte de esforços contínuos e de longa data para estar mais bem preparado para savlar vidas após emergências radiológicas e nucleares”.
O Síndrome da Radiação Aguda, causada pela exposição a uma elevada dose de radiação, pode causar uma série de sintomas: nos casos mais graves pode ter efeitos devastadores no corpo, incluindo a destruição da medula óssea e hemorragias internas, apontou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) – o ‘Nplate’, que pode ser usado tanto em adultos como em crianças, visa reduzir o sangramento descontrolado geralmente causado pela radiação.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o medicamento pela primeira vez em 2008 para combater um distúrbio autoimune que causava sangramentos graves e estendeu outra aprovação em janeiro do ano passado para o uso do medicamento como tratamento de doença por radiação. A aquisição dos medicamentos segue em linha com a crescente preocupação internacional sobre o potencial uso de armas nucleares na guerra da Rússia na Ucrânia.
A capital ucraniana, Kiev, está a receber pílulas de iodo de potássio nos seus centros de evacuação, preparando-se para um possível ataque nuclear à cidade.




