Os Estados Unidos podem vir a adiar a imposição de novas taxas alfandegárias, previstas para este domingo, 15 de Dezembro, a 160 mil milhões de dólares de bens chineses, segundo o “El País”, que cita negociadores chineses e norte-americanos.
Apesar de estarem em constante contacto, as negociações entre os Estados Unidos e a China para a primeira fase de um acordo comercial ainda não estão fechadas. Contudo, os líderes das duas maiores potências mundiais deverão apertar as mãos e concordar em atrasar as extensão das taxas alfandegárias, depois de Donald Trump já ter vindo avisar, na semana passada, que o acordo com a China poderá só chegar depois das eleições presidenciais de 2020.
Em declarações à “CNBC”, o conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, reveloou, recentemente, que as negociações estão «intensas» e de que o acordo «está ainda mais perto do que estava a meio de Novembro». No entanto, alertou que os norte-americanos abandonarão as negociações se não houver «garantias» de que certas condições serão cumpridas. «O presidente já disse muitas vezes que se o acordo não for bom não o assinará», reafirmou Larry Kudlow.
Já segundo o “El País”, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirma que Donald Trump «gosta das tarifas», pelo que não aprovará o acordo até estar convencido de que «funciona para todos».
Os Estados Unidos e a China estão em conflito desde Março de 2018, depois de Washington ter denunciado práticas comerciais «desleais». Era esperado que os dois países fechassem o acordo de primeira fase, anunciado em Outubro, um mês depois, na cimeira do G7, que acabou por ser cancelada devido aos protestos no Chile, país que seria o anfitrião. Nesse mês, já tinha sido suspensa a entrada em vigor de uma subida das taxas aduaneiras, de 25% para 30%, e, naquela altura, Trump anunciou que tinha sido atingido um acordo parcial entre os dois países. Só que, até hoje, não foi assinado.




