Um relatório do Tesouro norte-americano revela que o magnata russo Oleg Deripaska terá ajudado o Presidente da Rússia, Vladmir Putin, a montar um esquema de lavagem de dinheiro. A notícia está a ser avançada pelo “Financial Times” (FT), que teve acesso a uma carta enviada em Janeiro aos advogados de Derispaka.
Na carta, o Gabinete De Controlo Dos Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, na sigla em inglês» escreve que Deripaska foi em 2016 «alegadamente identificado como um dos indivíduos que detêm activos que lavam fundos em nome do presidente russo Vladimir Putin». «Em Julho de 2011 ou antes, a actividade comercial da Deripaska foi usada, pelo menos numa ocasião, como meio para facilitar a transferência de fundos para uso pessoal do então primeiro-ministro russo Vladimir Putin, acrescenta a OFAC.
A carta do OFAC defende ainda que Deripaska terá feito um investimento de 800 milhões de dólares em «projectos associados» aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 na cidade russa de Sóchi, depois de Putin ter «alegadamente compelido os oligarcas russos» a fazê-lo.
Em reacção, Derispaka admitiu ao “FT” que as empresas onde tem capital investiram no aeroporto de Sóchi antes dos Jogos e financiaram projectos de construção relacionados com o evento, mas insistiu que não haviam respondido a instruções de Putin.
Sublinhou ainda que a OFAC «não disponibilizou factos, apenas suposições, rumores e calúnias». «São alegações não fundamentadas. Isto é um disparate», reafirmou.
Também Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, garantiu ao FT: «Não é verdade. Tão simples quanto isso».
Contactado, o Tesouro dos Estados Unidos recusou-se a comentar quer a carta como a resposta de Deripaska.






