Estado português paga cada vez mais tarde: Mais de 2.000 empresas dizem que é “inaceitável” e pedem “pagamento pontual”

No final de 2022, o Estado português tinha o valor mais baixo de pagamentos a fornecedores dos últimos 11 anos, em que os atrasos registados eram superiores a 90 dias. A iniciativa Compromisso Pagamento Pontual (CPP) diz que este cenário é inaceitável.

Revista de Imprensa

No final de 2022, o Estado português tinha o valor mais baixo de pagamentos a fornecedores dos últimos 11 anos, em que os atrasos registados eram superiores a 90 dias. A iniciativa Compromisso Pagamento Pontual (CPP) diz que este cenário é inaceitável.

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A notícia avançada pelo ‘Negócios’ dá conta que, no ano passado, a administração pública esperou por dezembro para pagar mais de 900 milhões de euros de faturas em atraso, quando é pedida mais regularidade, sendo que a CPP exige ao Governo que amortize a totalidade até ao final de junho.

Depois desta regularização, que não deixa descansadas as cerca de 2.200 empresas representadas pela CPP, a plataforma pede que não se perca esta tendência e exige que até ao final do primeiro semestre o Governo salde a totalidade dessas dívidas.

“O Estado Central (Governo), durante o ano de 2022, até novembro, registou um crescimento de 650% do valor em dívida com mais de 90 dias atraso”, diz o CPP, considerando isto “inaceitável”, e pedido que o Estado que “assuma o pagamento pontual não deixando aumentar a dívida ao longo do ano e liquidando o valor em dívida até junho de 2023”.

As entidades públicas pagaram, até novembro de 2022, 1,2 mil milhões de euros de faturas em faturas emitidas há mais de 90 dias, e apenas no mês de dezembro liquidou 900 milhões, o que não altera o problema dos atrasos nos pagamentos.

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