O grupo jihadista Estado Islâmico lançou um ataque em larga escala contra posições do Exército na província de Deir Ezzor, conforme foi relatado esta terça-feira pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sem detalhar sobre o número de vítimas. A agência, com sede em Londres e informadores no país árabe, denunciou no site oficial que o ataque foi perpetrado contra postos de segurança em Al Busaira, Zeban, Al Hariyi e Al Suar.
A recente ofensiva do Estado Islâmico segue na sequência dos combates dos últimos dias na prisão de Ghueiran, controlada pelas autoridades curdas sírias, localizada na província de Hasaka, que resultou em mais de 200 mortos. O ataque, na passada 5ª feira, foi consumado com dois atentados suicidas detonados no portal principal e num dos muros da prisão, segundo revelou a agência de notícias Amaq, afiliada do grupo jihadista, ao que se seguiram violentos confrontos ao longo de vários dias em redor e dentro desta prisão no nordeste da Síria.
As Forças Democráticas Sírias (FDS) asseguraram que cerca de 200 homens-bomba participaram na incursão, naquela que foi a ação mais importante do grupo nos últimos três anos – estavam presos cerca de 5 mil suspeitos de integrarem o Estado Islâmico e cerca de 800 terão conseguido escapar.
Segundo o balanço mais recente, divulgado esta segunda-feira pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, o número de mortes é de 154 em cinco dias de combates entre forças curdas e jihadistas – 102 combatentes extremistas, 45 soldados curdos e sete civis. Esta terça-feira, as Forças Democráticas Sírias indicaram terem recuperado o controlo de vários edifícios dentro da prisão onde prisioneiros do grupo jihadista Estado Islâmico permanecem amotinados, apesar de 550 deles se terem rendido.
Desde março de 2019, após a tomada da cidade de Baghuz, que foi decretada a queda do califado do Estado Islâmico na sua forma territorial, depois de terem perdido o controlo de todas as áreas na Síria e no Iraque (onde foi derrotado em dezembro de 2017). No entanto, o grupo jihadista aumentou os seus ataques nos últimos meses, especialmente no triângulo entre as províncias sírias de Aleppo, Hama e Raqqa.










