Estado deve injectar mil milhões de euros na TAP

O valor ainda não está fechado, mas deve rondar esta ordem de grandeza, avança a rádio “TSF”, que cita fontes próximas às negociações.

Ao que a “TSF” apurou, a «métrica» deverá ser um rácio entre o número de aviões e o número de passageiros transportados em 2019.

A “TSF” lembra, contudo, que fica por saber de que fora será injectado este dinheiro. A “TSF” sabe que, nem David Neeleman ou Humberto Pedrosa demonstraram, até aqui, qualquer disponibilidade para o fazerem.

De acordo com a rádio, há três opções em cima da mesa. A primeira é um apoio temporário, que consiste em dívida privada com garantias do estado até 90%. Poderá estar também a ser estudada a chamada compensação de danos – o cenário que, segundo a “TSF”, «mais agrada» aos privados -, onde o Estado pode garantir até 100%. Ou ainda um apoio de emergência que implica uma reestruturação da companhia aérea.

O ministro da Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse na passada quarta-feira, durante uma audição parlamentar, que a dívida financeira líquida da TAP é de mil milhões de euros. Juntando os contratos de leasing de aviões o valor chega aos 3,3 mil milhões de euros. «Uma dívida brutal», considerou, defendendo «uma intervenção de emergência que garanta a liquidez da empresa».

Recorde-se que, a TAP tem a sua operação suspensa quase na totalidade devido à pandemia de Covid-19.

O primeiro-ministro, António Costa, já garantiu, no início de Maio, que a TAP só receberá apoio com «mais controlo e uma relação de poderes adequada».  «Haja o que houver, a TAP continuará a voar com as cores de Portugal», vincou, acrescentando que a transportadora continuará a promover a «continuidade territorial», bem como a servir a diáspora.

A TAP é detida em 50% pelo Estado, através da Parpública, em 45% pelo consórcio privado Atlantic Gateway e em 5% pelos trabalhadores.

«TAP continuará a voar com as cores de Portugal», diz Costa

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