Os portugueses vão passar a ver e ouvir carros-patrulha da PSP e, por vezes, polícias a ciruclar com mais frequência, em viaturas equipadas com um sistema de alta voz, com altifalantes e, através dele quem estiver na rua pode ser questionado sobre o motivo da sua deslocação. Caso não se enquadre nas excepções que foram definidas, como ir ao supermercado, farmácias, assistência a família ou por motivos de saúde, os agentes têm ordens para detenção, de acordo com o “Diário de Notícias” (DN).
O “DN” adianta que, na PSP, força de segurança presente nas grandes cidades do país, o plano operacional já tinha começado a ser preparado antes mesmo da decisão do Presidente da República.
No início da semana, segundo o jornal, a Polícia Municipal do Porto tinha começado a colocar nas ruas carros com ecrãs no tejadilho a passar a mensagem «Vá para casa». «Todos os nossos agentes foram devidamente enquadrados para essa missão. Não estamos em estado de sítio, mas sim de emergência. Temos de ter muito bom senso e tolerância, mas não vamos permitir abusos e declaradas desobediências. Quem desobedece será detido», diz um oficial da PSP que está envolvido neste planeamento operacional.
Segundo o “DN”, a PSP vai utilizar de drones, sempre que se entender necessária, está prevista no plano de operações, bem como a utilização de câmaras de videovigilância nos locais onde já estão instaladas (Bairro Alto e Amadora, por exemplo). Na estradas, os condutores vão deparar com operações stop mais frequentes da PSP e da GNR, para controlo de viaturas e de deslocações. «O objectivo é que se limitem ao mínimo indispensável quaisquer deslocações entre localidades, mas claro que vão ser tidas em conta, por exemplo, as viagens para apoio a familiares isolados, como idosos, etcétera», explica a mesma fonte.
Está também previsto o reforço da segurança em alguns estabelecimentos, como supermercados, tanto de dia como de noite, tendo em conta que nos últimos dias foram registadas algumas tentativas de roubos nesses locais.
Recorde-se que o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou nesta quinta-feira, depois da reunião de Conselho de Ministros em que foi desenhado o pacote de medidas do estado de emergência, que as forças de segurança terão um papel «repressivo» e «pedagógico». O governante frisou que a avaliação das polícias sobre a forma como estão a ser cumpridas as medidas servirá para eventuais decisões de agravamento sancionatório.
Já sobre o papel das Forças Armadas, destacou: «O quadro de intervenção das Forças Armadas está claramente definida na lei. Em tudo o que for necessário poderemos contar com as nossas Forças Armadas e utilizaremos esse recurso se e quando for necessário».





