Estado de emergência. Parlamento vai receber pedido de Marcelo (quase) em unanimidade

Se for declarado o estado de emergência, após reunião do Conselho de Estado na quarta-feira, o Presidente da República terá de solicitar a autorização ao Parlamento após audição do Governo.

Sónia Bexiga

A medida referente à declaração do estado de emergência, levada a Conselho de Ministros na está quarta-feira,  deverá avançar com o apoio de quase todos os partidos com assento parlamentar, apenas o deputado único do Iniciativa Liberal coloca entraves à aprovação da emergência nacional.

O CDS não diz que vota contra, mas espera que seja mesmo decretada uma quarentena.

O primeiro-ministro garantiu logo no domingo passado que o Governo “não colocaria qualquer tipo de reserva” quando Marcelo entender que o Estado de Emergência deve ser decretado, ideia corroborada pelo líder do PSD, Rui Rio que recorreu ao Twitter para reforçar a disponibilidade para apoiar o Executivo.”O Governo continua a ter todo o nosso apoio, e mesmo incentivo, para escalar as medidas de combate ao Covid-19, incluindo a declaração do estado de emergência; sendo que o encerramento das fronteiras com a Espanha me parece muito urgente. Mais vale prevenir do que remediar”.

À esquerda, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, reconhece que não se pode excluir a possibilidade de se ter de decretar estado de emergência, à semelhança de outros países, sendo que também não será o PCP a criar obstáculos à decisão do Presidente da República: “O PR tem esse poder constitucional. Creio que a Assembleia da República terá em conta o argumento e as razões do Presidente”, disse Jerónimo de Sousa este domingo à noite numa entrevista à RTP.

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