Estado de Emergência. CDS não passa ‘cheque em branco’ ao Governo. Reuniões no Infarmed voltam esta quinta-feira

A iminente renovação do Estado de Emergência em Portugal, para o CDS-PP, é uma matéria que precisa ainda de ser esclarecida pelo Governo, e assegura, desde que o partido “não passa cheques em branco” e precisa conhecer as medias em detalhe.

À saída da reunião com o Presidente da República, esta quarta-feira, o deputado Filipe Lobo D’Ávila afirmou que esta “é uma situação preocupante e reafirmamos que é preciso saber que medidas o Governo se propõe fazer para acompanhar esta renovação do Estado de Emergência. A navegação à vista é evidente e numa crise como esta não podemos navegar à vista. O momento é muito sério para passar cheques em branco de medidas que não conhecemos à partida”.

Filipe Lobo d’Ávila, vice-presidente do CDS-PP, anunciou ainda que haverá uma reunião na quinta-feira com especialistas, o primeiro-ministro e o Presidente da República no Infarmed. O objetivo é fundamentar as medidas que serão tomadas no âmbito do novo Estado de Emergência.

“Fiquei com a ideia de que a reunião de amanhã será preliminar e preparatória das decisões tomadas pelo Governo que darão corpo e substância ao decreto do Estado de Emergência. É o próprio Governo que precisa de ouvir os especialistas”, ressalvou.

No que diz respeito ao cenário de o Governo avançar com o nivelamento entre os concelhos, o CDS defende a criação de um mapa de risco, criado em função do risco de contágio, uma medida que já apontou “há mais de um mês”, frisou o deputado.

“O que é inusitado e bizarro é isto acontecer agora na sequência de dois fins de semana para os quais foram aprovadas um conjunto de regras basicamente generalizadas a todo o país, totalmente incompreensíveis porque pretendiam evitar as pessoas e acabou por fazê-lo em determinados horários e locais, como supermercados, e demonstra, um desnorte total e uma falta de estratégia que é muito preocupante”, destacou ainda.

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