Lisboa vai testar o seu sistema de alerta de tsunami na manhã da próxima terça-feira, num exercício que incluirá a ativação das quatro sirenes já instaladas na cidade e a verificação das rotas de evacuação e da capacidade de resposta das entidades envolvidas.
A iniciativa, designada LisbonWave26, decorrerá entre as 10h30 e as 12h00. Durante esse período, as sirenes serão acionadas durante cerca de 20 a 30 minutos, emitindo uma sequência de toques seguida de uma mensagem de voz em português e inglês.
Atualmente, o sistema conta com sirenes instaladas na Praça do Império, Ribeira das Naus, Passeio Carlos do Carmo e Doca de Alcântara, sendo que as duas últimas foram recentemente colocadas. O objetivo da Câmara Municipal de Lisboa passa por alargar este número para dez equipamentos ao longo da frente ribeirinha até ao final do mandato.
O presidente da autarquia sublinha que este tipo de iniciativas faz parte de uma estratégia mais ampla de reforço da proteção civil na cidade. “Temos vindo a apostar no reforço do investimento na Proteção Civil, dotando de mais recursos e de mais meios esta que é uma área crucial”, afirma Carlos Moedas, destacando a crescente eficácia na resposta aos desafios urbanos.
O autarca lembra ainda que Lisboa está exposta a diversos riscos naturais, como sismos, tsunamis e inundações, defendendo que exercícios como o LisbonWave26 são fundamentais para preparar a população. “Contribuem de forma decisiva para que a população disponha de toda a informação e esteja preparada para situações de emergência”, acrescenta.
O exercício de terça-feira surge como culminar de várias ações promovidas ao longo de março no âmbito do Dia Internacional da Proteção Civil, envolvendo diferentes entidades e públicos. Entre elas, destacam-se sessões com embaixadas, juntas de freguesia e reuniões com estruturas municipais, onde foi apresentado o ponto de situação do sistema de alerta.
O vereador com o pelouro da Proteção Civil, Rodrigo Mello Gonçalves, destaca a importância da coordenação entre entidades. “Não conseguimos prever um tsunami, mas Lisboa conhece os riscos e prepara-se em função disso. É fundamental testar a organização e a articulação das várias entidades envolvidas no socorro”, afirma.
O responsável sublinha também o papel dos cidadãos, considerando que todos devem estar preparados para agir em caso de emergência. “Saber o que fazer num cenário desses é crucial e tem de envolver toda a comunidade”, refere.
Já o diretor dos Serviços Municipais de Proteção Civil, André Fernandes, explica que, em caso de sismo, os cidadãos devem afastar-se da zona ribeirinha e procurar locais mais elevados. Alerta ainda para sinais de possível tsunami, como o recuo anormal da água, e reforça a importância de seguir as rotas de evacuação devidamente sinalizadas.




