Esta empresa tem salários mínimos de 70 mil dólares… E está a crescer

Desde 2015, o número de trabalhadores da Gravity Payments duplicou e o valor dos pagamentos processados pela empresa saltou de 3,8 mil milhões de dólares (perto de 3,4 mil milhões de euros) para 10,2 mil milhões de dólares (quase 9 mil milhões de euros).

Executive Digest

Em 2015, a Gravity Payments foi notícia por ter decidido pagar, pelo menos, 70 mil dólares (cerca de 61,5 mil euros) anuais a todos os seus colaboradores. Na altura, a medida não convenceu os mais cépticos mas, cinco anos volvidos, o sucesso da empresa norte-americana mostra que este talvez possa ser um caminho seguido por mais companhias.

Recorde-se que, para conseguir oferecer salários mínimos tão elevados aos seus funcionários, o CEO Dan Price aceitou um corte no seu próprio ordenado. Mas nem todos mostraram tanta abertura à possibilidade: o co-fundador da Gravity Payments (também irmão do CEO) processou a empresa, alguns executivos despediram-se e Dan Price foi chamado de comunista.

Agora, a história é recuperada pela BBC, que indica que o salário mínimo de 70 mil dólares continua em vigor que os resultados são positivos. Desde 2015, o número de trabalhadores duplicou e o valor dos pagamentos processados pela empresa saltou de 3,8 mil milhões de dólares (perto de 3,4 mil milhões de euros) para 10,2 mil milhões de dólares (quase 9 mil milhões de euros).

Além disso, antes da implementação do salário mínimo, o número de nascimentos de bebés na equipa estava entre o zero e os dois. Agora, somam-se mais de 40 bebés, o que poderá ser um sinal positivo em termos de cultura e ambiente de trabalho.

No mesmo sentido, mais de 10% dos colaboradores conseguiu comprar casa própria, sendo que Seattle é uma das cidades mais caras dos Estados Unidos da América. Dan Price sublinha ainda que os funcionários não estão a esbanjar o dinheiro extra, como anteciparam algumas vozes críticas. Pelo contrário, a quantia investida nos fundos de pensões mais do que duplicou e 70% diz ter pago dívidas pendentes.

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«Espero que esta empresa seja um caso de estudo em programas de MBA sobre como o socialismo não funciona», afirma Dan Price à BBC. Rosita Barlow, directora de Vendas da Gravity Payments, acrescenta que «quando o dinheiro não é a primeira coisa em que se pensa quando se está a fazer o nosso trabalho, permite-nos ser mais apaixonados em relação àquilo que nos motiva».

A preocupação deixou de estar no dinheiro para pagar as contas, mas sim na melhor forma possível de desempenhar as respectivas funções.

Dan Price admite ter falhado, porém, na sua missão em termos de expansão desta medida. O CEO acreditava que seria um exemplo e que outras empresas adoptariam a mesma política, mas não foi o caso.

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