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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>PJ faz buscas na Junta das Avenidas Novas e recolhe documentação sobre contratos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:52:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
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					<description><![CDATA[Diligências começaram ao início da manhã e envolvem cerca de três dezenas de elementos das autoridades]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Judiciária está a realizar esta sexta-feira buscas na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, no âmbito de uma investigação relacionada com procedimentos internos realizados no ano passado.</p>
<p>Segundo avançou a &#8216;RTP&#8217;, em causa estarão atos ligados aos departamentos de licenciamento e contabilidade. O &#8216;Correio da Manhã&#8217; acrescenta que a investigação também abrange o aprovisionamento da junta de freguesia.</p>
<p>As diligências começaram ao início da manhã e envolvem cerca de três dezenas de elementos das autoridades. Durante as buscas, estarão a ser recolhidos documentos relacionados com contratos celebrados entre a Junta de Freguesia das Avenidas Novas e empresas privadas.</p>
<p>A investigação incide sobre procedimentos realizados em 2025, embora ainda não sejam conhecidos mais detalhes sobre o objeto concreto das diligências ou sobre eventuais suspeitos no processo.</p>
<p>A Polícia Judiciária terá já falado com o presidente da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, Daniel Gonçalves da Silva, eleito pela coligação PPD/PSD, CDS-PP e IL.</p>
<p>As buscas decorrem ainda durante esta sexta-feira, não havendo, para já, informação sobre detenções ou constituição de arguidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785208]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Juros de renegociações e novos créditos para casa sobem para 2,89% entre abril e maio, indica BdP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:40:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[banco de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[crédito habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em maio, para 2,89%, mas continuando abaixo do registado um ano antes, divulgou hoje o BdP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em maio, para 2,89%, mas continuando abaixo do registado um ano antes, divulgou hoje o BdP.</p>
<p>Segundo dados do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgados, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que inclui novos contratos e renegociações, atingiu em maio 2,89%, um valor que compara com 2,85% no mês anterior e 2,97% um ano antes.</p>
<p>Este valor tem oscilado entre um máximo de 2,89% em setembro de 2025 e 2,81% em março, depois de um período mais alto em 2023 &#8211; chegando aos 4,31%.</p>
<p>Por segmento, a taxa de juro média dos novos contratos avançou 0,05 pontos percentuais em cadeia, para 2,91%, e a das renegociações manteve-se em 2,83%. Em termos homólogos, a taxa era de, respetivamente, 2,91% e 3,23%.</p>
<p>Na área do euro, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais em cadeia, para 3,45%, tendo Portugal apresentado a quarta taxa de juro média mais baixa para as novas operações de empréstimos à habitação, atrás de Malta, Bulgária e Espanha.</p>
<p>Já a prestação média mensal do &#8216;stock&#8217; de empréstimos à habitação aumentou quatro euros face a abril, para 432 euros, pelo nono mês consecutivo, e atingiu o valor mais alto da série.</p>
<p>A taxa fixa apresentava a maior taxa de juro entre as novas operações (3,77%, mais 0,08 p.p. em cadeia), seguindo-se a taxa variável (3,05%, +0,07 p.p.) e a taxa mista (2,77%, +0,03 p.p.).</p>
<p>A Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril do ano passado, representou, no mês em análise, 33,9% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 11,4%. As operações com Euribor a seis meses representaram 48,5%.</p>
<p>Em maio, 85,1% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, 13,1% com recurso a taxa variável e 1,8% a taxa fixa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785193]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Duas aldeias evacuadas na serra do Caramulo em Tondela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Serra do Caramulo]]></category>
		<category><![CDATA[Vouzela]]></category>
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					<description><![CDATA[Duas aldeias de Tondela foram evacuadas, uma durante a noite, outra está a ser agora, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros de Vale de Besteiros, pois o incêndio que deflagrou em Vouzela "está descontrolado" na encosta da serra do Caramulo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas aldeias de Tondela foram evacuadas, uma durante a noite, outra está a ser agora, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros de Vale de Besteiros, pois o incêndio que deflagrou em Vouzela &#8220;está descontrolado&#8221; na encosta da serra do Caramulo.</p>
<p>&#8220;Estamos a defender as aldeias com os meios que estão lá alocados, mas os meios são poucos, há aldeias sem meios&#8221;, afirmou o comandante Miguel Santos, que tem um hangar da corporação em São João do Monte, &#8220;uma das freguesias mais expostas&#8221; à frente do fogo.</p>
<p>À agência Lusa, o responsável disse, pelas 11:45, que &#8220;durante a noite foi evacuada a aldeia de Matadagas e agora está a ser evacuada a aldeia de Mansores&#8221;, ambas na freguesia de São João do Monte, no concelho de Tondela, distrito de Viseu.</p>
<p>As pessoas estão a ser retiradas para a sede da freguesia, São João do Monte, que fica numa &#8220;envolvência, como se pode ver, de verde, a única diferença é a espécie das árvores, carvalho, eucalipto, pinheiro, é tudo verde&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nesta encosta está tudo em perigo, porque este flanco apanha a vertente norte da serra do Caramulo e não está controlado. Estamos a falar de cerca de 15 quilómetros de frente para oito veículos de combate&#8221;, salientou.</p>
<p>Miguel Santos disse à agência Lusa que &#8220;os reforços foram pedidos&#8221; e, na ocasião, sobrevoava &#8220;um helicóptero, mas não de combate, mas sim de coordenação&#8221; e, portanto, agora, &#8220;a esperança é chegarem [meios] de combate&#8221;.</p>
<p>A presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, já tinha dito à agência Lusa que da aldeia de Matadagas foram retiradas &#8220;três pessoas idosas e uma criança&#8221; e &#8220;dois cães&#8221;.</p>
<p>O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, Vouzela (distrito de Viseu). Pelas 12:15, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 960 operacionais no terreno, apoiados por 307 veículos e nove meios aéreos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785190]]></sapo:autor>
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		<title>Queda do preço dos cereais e do açúcar faz recuar índice alimentar da FAO em junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços dos alimentos desceram ligeiramente em junho, com a queda dos cereais, açúcar e produtos lácteos a compensar a subida dos óleos vegetais e da carne, indicou a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os preços dos alimentos desceram ligeiramente em junho, com a queda dos cereais, açúcar e produtos lácteos a compensar a subida dos óleos vegetais e da carne, indicou a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</P><br />
<P>Este índice, que regista as variações mensais dos preços internacionais de um cabaz de produtos alimentares comercializados a nível mundial, situou-se, em média, nos 130,3 pontos em junho, 0,3 pontos abaixo do valor registado em maio, mas 2,2 pontos acima do valor do ano anterior.</P><br />
<P>No mês passado, o preço dos cereais caiu 3,5% em relação a maio, devido à queda dos preços internacionais do milho e do trigo, mas manteve-se 2,7% acima do máximo do ano anterior.</P><br />
<P>Por sua vez, o preço do trigo registou uma queda de 4,4%, uma vez que as boas colheitas e as sólidas perspetivas de abastecimento na região do Mar Negro contrabalançaram as preocupações quanto às perspetivas na Austrália e nos Estados Unidos.</P><br />
<P>O preço mundial do milho caiu 6,2%, refletindo as perspetivas de uma oferta abundante nos países exportadores da América do Sul e uma menor procura de etanol.</P><br />
<P>Em contrapartida, o preço do arroz aumentou 3,2% em junho, devido à forte procura asiática de arroz, ao mesmo tempo que o preço dos óleos vegetais aumentou 3,8% em relação a maio.</P><br />
<P>As cotações mais elevadas do óleo de palma e da colza, apoiadas por uma maior procura de biocombustíveis e pela estabilidade geral dos preços do óleo de girassol, compensaram largamente a queda dos preços do óleo de soja.</P><br />
<P>No que diz respeito ao preço da carne, a FAO calculou um aumento de 0,5%, atingindo um novo máximo histórico.</P><br />
<P>Os preços internacionais da carne de porco sofreram um aumento, em parte devido a uma menor disponibilidade interna temporária resultante de ajustamentos na produção em resposta ao excesso de oferta anterior, enquanto os preços da carne de peru e de bovino diminuíram.</P><br />
<P>O índice de preços dos produtos lácteos caiu 1,5% em comparação com o mês anterior e o açúcar também registou uma descida de 5,7% em relação a maio, devido à queda dos preços internos do etanol no Brasil e à desvalorização do real brasileiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785183]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Líderes mundiais lançam comissão internacional para ampliar confiança e acesso na IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:34:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[AI for Good Global Commission]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A tecnológica Salesforce, em conjunto com o presidente do Ruanda, Paul Kagame, e com a secretária-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Doreen Bogdan-Martin, anunciaram o lançamento da AI for Good Global Commission]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A tecnológica Salesforce, em conjunto com o presidente do Ruanda, Paul Kagame, e com a secretária-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Doreen Bogdan-Martin, anunciaram o lançamento da AI for Good Global Commission.</P><br />
<P>Esta comissão conta com mais de 40 membros fundadores, incluindo chefes de Estado e de governo, presidentes executivos (CEO) e altos executivos do setor empresarial e dirigentes de agências da ONU, e visa ajudar a definir os caminhos &#8220;de reforço da confiança, ampliação do cesso e valorização do potencial da inteligência artificial (IA) na resolução de desafios do mundo real, à velocidade que a tecnologia exige&#8221;, lê-se no comunicado.</P><br />
<P>A comissão &#8220;ocupa uma posição singular no panorama global da IA, ao conectar líderes que desenvolvem e implementam tecnologia em larga escala com os que criam e moldam políticas e representam comunidades&#8221;. </P><br />
<P>A AI for Good Global Commission pretende ajudar a criar soluções de IA responsáveis em diversos setores e fronteiras, garantindo, ao mesmo tempo, a participação de países em desenvolvimento.</P><br />
<P>&#8220;Uma coisa é certa: a tecnologia deve ser uma força para o bem, e temos a responsabilidade de a utilizar de acordo com este princípio&#8221;, diz o Paul Kagame, copresidente da AI for Good Global Commission, citado em comunicado. </P><br />
<P>&#8220;Vamos trabalhar em conjunto para reduzir a desigualdade e permitir que cada vez mais cidadãos beneficiem do bem que a IA pode proporcionar a todos nós&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>A promessa da inteligência artificial &#8220;não se baseia apenas em oportunidades incríveis para o crescimento da nossa economia, mas também no alicerce de confiança necessário para o nosso sucesso conjunto&#8221;, diz, por sua vez Marc Benioff, copresidente da Comissão.</P><br />
<P>Com 2,2 mil milhões de pessoas ainda desligadas, um quarto da população mundial está à margem dos avanços da inteligência artificial. </P><br />
<P>Um dos principais focos da AI for Good Global Commission &#8220;será o de superar essas divisões digitais e ajudar a garantir que a IA se torna numa ferramenta para solucionar desafios à escala global, em vez de aprofundar desigualdades&#8221;.</P><br />
<P>Esta nova estrutura assenta no legado da Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável da UIT/UNESCO, uma iniciativa multissetorial que ajudou a definir prioridades globais de conectividade, inclusão digital e desenvolvimento económico.</P><br />
<P>&#8220;Nenhuma organização consegue, sozinha, colocar a IA ao serviço de toda a humanidade. Será necessária uma liderança coletiva e a experiência conjunta de parceiros de diversos setores para garantir que a IA beneficia todas as pessoas, em todo o lado&#8221;, salienta Bogdan-Martin, vice-presidente da nova estrutura.</P><br />
<P>A AI for Good Global Commission vai ainda realizar a sua reunião inaugural durante a AI for Good Global Summit de 2026, organizada pela UIT (de 07 a 10 de julho), em Genebra, na Suíça. </P><br />
<P>A cimeira integra a Semana Digital, uma série de eventos sobre cooperação digital que terão lugar em Genebra de 06 a 10 de julho, incluindo também o primeiro Diálogo Global sobre a Governação da IA sob mandato da ONU (06 e 07 de julho) e o Fórum WSIS 2026 (06 a 10 de julho).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785172]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios mobilizam mais de 1.200 operacionais. MAI diz que país está preparado e aponta Vouzela como prioridade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:28:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Administração Interna garantiu que Portugal tem meios preparados para responder aos incêndios em curso, numa altura em que quatro grandes ocorrências mobilizam 1.223 operacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O ministro da Administração Interna garantiu que Portugal tem meios preparados para responder aos incêndios em curso, numa altura em que quatro grandes ocorrências mobilizam 1.223 operacionais. Luís Neves colocou o foco no fogo que lavra em Vouzela, atualmente a situação que mais preocupa as autoridades, e disse esperar que a evolução do vento permita estabilizar a ocorrência durante a tarde.</p>
<p class="isSelectedEnd">A noite foi particularmente exigente no combate às chamas na zona Centro, devido às rajadas de vento que dificultaram o trabalho dos bombeiros. Segundo o ministro, esse cenário já estava previsto, mas as condições deverão tornar-se mais favoráveis ao longo do dia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Luís Neves sublinhou que a estratégia passa por atacar rapidamente os focos de incêndio assim que são detetados, evitando que ganhem dimensão. O governante defendeu que essa resposta inicial tem tido resultados positivos, permitindo que a maioria das ignições seja dominada em pouco tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Vouzela concentra maior dispositivo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ocorrência de Vouzela é, nesta altura, a mais pesada em termos de meios mobilizados. Estão no terreno 941 operacionais, apoiados por 290 veículos e 13 meios aéreos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O incêndio é também aquele que o Ministério da Administração Interna identifica como a principal preocupação operacional. A expectativa das autoridades é que a diminuição do vento ajude os bombeiros a consolidar o combate e a estabilizar as chamas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de Vouzela, há outras três ocorrências relevantes no terreno. Em Barcelos, o fogo está a ser combatido por 104 operacionais, 32 meios terrestres e um meio aéreo. Em Cinfães, estão mobilizados 91 operacionais, 27 veículos e três aeronaves. Já em Castelo de Paiva, o dispositivo conta com 87 operacionais e 23 meios terrestres.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dois suspeitos detidos após fogo que consumiu mais de 200 hectares</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto decorrem os combates em vários pontos do país, a Polícia Judiciária anunciou a detenção de dois homens, de 24 e 32 anos, suspeitos de terem ateado um incêndio florestal em Ligares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fogo ocorreu no domingo e destruiu mais de 200 hectares, sobretudo de mato e áreas agrícolas. De acordo com a PJ de Vila Real, os dois homens foram detidos fora de flagrante delito e estão fortemente indiciados pela prática de um crime de incêndio florestal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação aponta para a utilização de chama direta numa zona rural com vegetação seca. Depois de atearem o foco de incêndio, os suspeitos terão abandonado o local. As chamas acabaram por alastrar a terrenos públicos e privados, colocando em perigo bens patrimoniais e populações próximas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Judiciária destaca que o incêndio só não teve consequências mais graves devido à intervenção rápida dos bombeiros e de vários meios aéreos. Ainda assim, as chamas apenas foram dominadas no dia seguinte, cerca das 22h50.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um dos detidos também é suspeito de outro incêndio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos homens detidos está igualmente indiciado por outro fogo ocorrido a 16 de junho, também em Ligares. Esse incêndio terá sido provocado da mesma forma, com recurso a chama direta, e consumiu cerca de meio hectare de mato e pinheiro-bravo, acabando por atingir uma zona agrícola de amendoeiras.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação contou com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução das Ignições do Interior Norte e da GNR de Torre de Moncorvo.</p>
<p>Os dois suspeitos vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação. A investigação continua sob direção do Ministério Público de Torre de Moncorvo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785181]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Fecho de fábricas, milhares de empregos em risco e pressão chinesa: automóvel europeu enfrenta o maior teste em décadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:27:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Indústria automóvel europeia poderá estar perante um dos maiores processos de reestruturação da sua história moderna]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria automóvel europeia poderá estar perante um dos maiores processos de reestruturação da sua história moderna. A análise é da XTB, que alerta para o impacto dos recentes relatos de que a Volkswagen estará a avaliar o fecho de quatro fábricas na Alemanha e o corte de até 100 mil postos de trabalho.</p>
<p>Em causa estarão unidades em Hanover, Zwickau, Emden e a fábrica da Audi em Neckarsulm. A notícia provocou forte pressão nos mercados financeiros e arrastou as ações da Volkswagen para mínimos de 16 anos, num sinal da preocupação dos investidores com a dimensão da crise que atravessa o maior grupo automóvel europeu.</p>
<p>Segundo a XTB, os cortes que estarão a ser ponderados pelo presidente executivo da Volkswagen, Oliver Blume, superam em escala algumas das maiores reestruturações conhecidas no setor, incluindo a da General Motors durante a crise de 2009. Além da redução de postos de trabalho, a marca deverá também cortar em 15% o investimento em Investigação e Desenvolvimento nos próximos cinco anos.</p>
<p>A pressão sobre a Volkswagen não se explica apenas pelos elevados custos de produção na Alemanha ou pela rigidez laboral. Para a XTB, a causa central está na crise de vendas e na perda acelerada de quota de mercado, sobretudo na China, onde a marca alemã deixou de dominar e caiu para a terceira posição, atrás da BYD e da Geely.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, a XTB assinala que as ações da Volkswagen já quebraram os mínimos registados em 2020 e caminham para uma zona considerada relevante, entre cerca de 61,30 e 66 euros. Essa área coincide com máximos registados no início dos anos 2000 e em 2006, bem como com mínimos de 2010, segundo a análise feita através da plataforma xStation5.</p>
<p>A dúvida que se coloca agora é se a crise da Volkswagen pode contagiar o resto da indústria automóvel europeia. A Stellantis, dona de marcas como Peugeot, Fiat e Citroën, continua a ser a segunda maior força na Europa, mas tem vindo a perder terreno. O grupo enfrenta dificuldades na transição para os veículos elétricos e uma procura mais fraca nos segmentos de combustão interna mais acessíveis.</p>
<p>A pressão competitiva tem obrigado a Stellantis a entrar numa guerra de preços que ameaça diretamente as margens operacionais. Segundo a XTB, a tendência técnica ascendente que vinha desde 2008 foi quebrada no primeiro trimestre de 2025, com as ações a registarem novos mínimos relativos desde então.</p>
<p>A BMW surge como uma das fabricantes mais resistentes, tendo conseguido contrariar parte da contração do setor e manter um crescimento sólido de registos na Europa. Ainda assim, a XTB sublinha que a marca não está imune às dificuldades atuais: apesar de cair com menor intensidade do que outras empresas do setor, permanece num processo lateral de longo prazo e registou recentemente novos mínimos relativos.</p>
<p>A Mercedes-Benz apresenta um comportamento semelhante ao da BMW. A marca continua a crescer em alguns mercados periféricos, incluindo Portugal, onde tem registado volumes de vendas fortes, mas também enfrenta riscos. A desaceleração económica na China já começou a pressionar as perspetivas de lucro no segmento premium, embora a XTB considere que Mercedes-Benz e BMW continuam entre as fabricantes europeias mais resilientes.</p>
<p>A Renault tem conseguido resistir melhor através da aposta em marcas de valor económico, como a Dacia, e em parcerias estratégicas na área dos motores híbridos. Ainda assim, o volume global do grupo na Europa permanece ameaçado pela entrada de marcas asiáticas nos segmentos mais acessíveis. Tecnicamente, a XTB nota que a Renault está próxima dos mínimos de 2022, que coincidem também com níveis registados entre 2008 e 2011.</p>
<p>A pressão sobre as fabricantes europeias não pode ser dissociada do crescimento dos concorrentes chineses. Marcas como BYD, Chery, SAIC e Leapmotor duplicaram a sua quota de mercado combinada na Europa em 2026, mesmo num contexto de tarifas aduaneiras e tensões geopolíticas.</p>
<p>A vantagem chinesa na cadeia de abastecimento de baterias continua a ser um dos principais fatores de desequilíbrio. Essa capacidade permite às marcas chinesas colocar no mercado veículos tecnologicamente avançados a preços que os fabricantes europeus têm dificuldade em replicar sem comprometer as suas margens.</p>
<p>Para a XTB, o caso da Volkswagen não deve ser visto como um episódio isolado, mas como o início de um “choque de realidade” para a indústria automóvel europeia. O setor, tradicionalmente valorizado pelos dividendos atrativos, terá agora de provar que consegue manter fluxos de caixa suficientes num contexto de quebra de vendas e pressão sobre margens.</p>
<p>Os investidores deverão acompanhar de perto a evolução do free cash flow das principais marcas e a capacidade de manter a remuneração aos acionistas. Ao mesmo tempo, a volatilidade no setor automóvel europeu poderá aumentar, em especial no índice alemão DAX, muito exposto a grupos como Volkswagen e BMW.</p>
<p>A XTB alerta ainda para o impacto das batalhas laborais que deverão surgir na Alemanha, nomeadamente com sindicatos como o IG Metall, perante eventuais fechos de fábricas e cortes de emprego. Para os mercados, a mensagem é clara: as fabricantes tradicionais, intensivas em capital e mais lentas nas reformas estruturais, estão a ser penalizadas, enquanto os investidores procuram cada vez mais setores ligados à tecnologia, inteligência artificial e eficiência de software.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785180]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Parlamento elege à segunda tentativa Luísa Neto para o cargo de provedora de Justiça</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/urgente-parlamento-elege-a-segunda-tentativa-luisa-neto-para-o-cargo-de-provedora-de-justica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O parlamento elegeu hoje, à segunda vez tentativa, a candidata indicada pelo PS, e apoiada pelo PSD, para o cargo de provedora de Justiça, Luísa Neto, eleição que requereu uma maioria de dois terços de aprovação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O parlamento elegeu hoje, à segunda vez tentativa, a candidata indicada pelo PS, e apoiada pelo PSD, para o cargo de provedora de Justiça, Luísa Neto, eleição que requereu uma maioria de dois terços de aprovação.</P><br />
<P>Num total de 218 deputados votantes, Luísa Neto teve 159 votos favoráveis, 29 brancos e 30 nulos. O anúncio do resultado pela mesa da Assembleia da República foi recebido com palmas por parte das bancadas do PSD e PS.</P><br />
<P>Em 12 de junho passado, Luísa Neto, atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA), falhou na primeira tentativa de eleição para o cargo de provedora de Justiça, obtendo 131 votos favoráveis, insuficientes nessa altura para alcançar a necessária maioria de dois terços.</P><br />
<P>Dessa primeira vez, num universo de 207 deputados votantes, Luísa Neto teve então 58 brancos e 18 nulos. Para ser eleita, teria de chegar aos 138 votos, ou seja, mais sete do que os que obteve.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785182]]></sapo:autor>
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		<title>Ondas de calor põem economia portuguesa à prova: “Vamos ter de reorganizar a forma como trabalhamos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:18:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ondas de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[O alerta surge numa altura em que Portugal continental atravessa um período de temperaturas elevadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas em Portugal e na Europa estão a transformar-se num desafio que vai além da saúde pública. As temperaturas extremas já estão a pressionar a organização do trabalho, a produtividade e setores estratégicos da economia, como o turismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal, o calor extremo é um sinal do futuro e obriga empresas e trabalhadores a repensarem a forma como a atividade profissional está organizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O calor e as vagas de calor são um acelerador da necessidade de reinventar o trabalho e a forma como nós trabalhamos”, defende o responsável, em declarações à CNN.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Horários rígidos já não respondem à nova realidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Jorge Portugal, o modelo de trabalho dominante no século XX, assente em horários fixos, presença física e condições climáticas mais previsíveis, deixou de corresponder às necessidades atuais. A resposta, sublinha, não passa por trabalhar menos, mas por trabalhar de forma mais inteligente.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Vamos ter de reorganizar a forma como trabalhamos”, afirma o diretor-geral da COTEC, defendendo modelos mais flexíveis, capazes de adaptar horários, presença física e tarefas às condições de cada momento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Jorge Portugal, a questão central é perceber quando é indispensável que as pessoas estejam presencialmente juntas e quando o trabalho pode ser feito de forma coordenada, mas sem exposição desnecessária ao calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Trabalhar de forma inteligente é precisamente isso: perceber que aquilo que era uma realidade no século XX, em que era necessário sincronizar horários e trabalhar presencialmente, hoje pode ser feito de forma mais coordenada”, sublinha.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Do desporto à agricultura, já há setores a adaptar-se</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O diretor-geral da COTEC aponta o desporto como um dos setores que já começou a responder às temperaturas extremas. Em competições realizadas sob calor intenso, como no Mundial de Futebol, foram introduzidas pausas para hidratação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas Jorge Portugal considera que a adaptação não pode limitar-se à distribuição de água. O desafio passa por criar novos modelos de organização do trabalho e reduzir a exposição direta dos trabalhadores ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Já existem exemplos concretos, seja nas pedreiras ou na agricultura, com cabines climatizadas, drones, máquinas de automação e armazéns automatizados”, refere. Para o responsável, a tecnologia permite hoje manter a atividade produtiva com menor risco para os trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde, cerca de 2,4 mil milhões de pessoas estão expostas a calor excessivo no trabalho. O mesmo estudo aponta ainda para 22 milhões de acidentes laborais relacionados com estas condições.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante estes números, Jorge Portugal considera que o desafio das empresas será conciliar dois objetivos: proteger os trabalhadores e preservar a produtividade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Turismo português também terá de se adaptar ao calor extremo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As ondas de calor não colocam apenas em causa a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Também representam um risco para setores estratégicos da economia portuguesa, em particular o turismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Portugal defende que Portugal terá de refletir sobre a forma como mantém a atratividade das cidades e dos destinos turísticos num cenário de temperaturas cada vez mais elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É evidente que temos de repensar o turismo enquanto setor vital, porque as cidades estão cada vez mais afetadas pelo calor”, afirma. O responsável lembra que há mais calor, mais pessoas nas cidades e, por isso, a necessidade de encontrar novos modelos para que os destinos continuem a ser visitados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o diretor-geral da COTEC, se Portugal quiser continuar a receber turistas em períodos com temperaturas próximas dos 40 graus, terá de criar alternativas que reduzam a exposição direta ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se queremos que os turistas continuem a visitar o país com temperaturas de 40 graus, teremos de criar alternativas em ambientes com menor exposição ao calor”, alerta.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Espanha pode servir de exemplo para Portugal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Portugal aponta Espanha como um exemplo a observar. Segundo o responsável, o país vizinho tem conseguido desenvolver soluções como circuitos turísticos que não obrigam os visitantes a permanecer na rua sob calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Talvez seja preciso começarmos a pensar nisso com algum sentido de urgência”, afirma, defendendo que Portugal deve preparar-se para uma realidade em que as vagas de calor serão mais frequentes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Doze distritos sob aviso vermelho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O alerta surge numa altura em que Portugal continental atravessa um período de temperaturas elevadas. Esta sexta-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera elevou de 10 para 12 o número de distritos sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está ativo esta sexta-feira nos distritos de Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria e Setúbal.</p>
<p>Segundo o IPMA, as temperaturas máximas podem chegar aos 44 graus Celsius, enquanto as mínimas deverão variar entre os 24 e os 28 graus. O cenário reforça a pressão sobre empresas, trabalhadores e setores económicos expostos ao calor, num contexto em que a adaptação às temperaturas extremas começa a tornar-se inevitável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785177]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndio em Girona obriga a confinar 150 crianças numa casa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendio-em-girona-obriga-a-confinar-150-criancas-numa-casa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:08:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Para combater o incêndio, os bombeiros ativaram 22 meios, dos quais 17 terrestres e cinco helicópteros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um incêndio declarado esta sexta-feira de manhã em La Bisbal d’Empordà, em Girona, obrigou ao confinamento de uma casa de colónias onde se encontravam 150 crianças. Segundo os Bombers de la Generalitat, citados pela Europa Press, as crianças encontram-se bem.</p>
<p class="isSelectedEnd">O alerta para o incêndio foi dado às 9h17. As chamas deflagraram junto à estrada GI-660, que foi cortada por segurança devido à forte presença de fumo na zona.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true">
<p lang="ca" dir="ltr">Actualment la prioritat és el tercer terç del flanc esquerre, estem treballant perquè no s&#39;obri. Sol·licitem també els amfibis tipus FOCAS. <a href="https://x.com/hashtag/IFBisbaldemporda?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#IFBisbaldemporda</a> <a href="https://t.co/D6nr1Kycin">pic.twitter.com/D6nr1Kycin</a></p>
<p>&mdash; Bombers (@bomberscat) <a href="https://x.com/bomberscat/status/2072992357461479799?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2026</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bombeiros mobilizam meios terrestres e aéreos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para combater o incêndio, os bombeiros ativaram 22 meios, dos quais 17 terrestres e cinco helicópteros. O objetivo é atacar o foco de forma intensa e estabilizar o incêndio o mais rapidamente possível.</p>
<p>As autoridades mantêm a operação em curso e a situação continua em atualização.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785168]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor extremo leva CP a cancelar seis Intercidades esta sexta-feira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-extremo-leva-cp-a-cancelar-seis-intercidades-esta-sexta-feira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:56:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa explica que a decisão foi tomada de forma preventiva, tendo em conta o alerta vermelho e a necessidade de reduzir o risco de constrangimentos durante a operação ferroviária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A CP decidiu cancelar seis circulações Intercidades esta sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas e às temperaturas excecionalmente elevadas registadas em várias regiões do país. A empresa explica que a decisão foi tomada de forma preventiva, tendo em conta o alerta vermelho e a necessidade de reduzir o risco de constrangimentos durante a operação ferroviária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em causa está uma vaga de calor que coloca desafios acrescidos ao sistema ferroviário e aos equipamentos de climatização dos comboios. A CP afirma que tem acompanhado de forma permanente a evolução da situação e que se mantém articulada com as entidades do setor ferroviário e com a Proteção Civil.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Serviços cancelados devido ao calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão abrange um número limitado de serviços considerados mais vulneráveis às atuais condições meteorológicas. Segundo a CP, não se realizam esta sexta-feira as circulações IC 517, entre Lisboa-Santa Apolónia e Guarda, com partida prevista às 12h30 e chegada às 16h44, e IC 512, entre Guarda e Lisboa-Santa Apolónia, com partida às 12h48 e chegada às 17h00.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também foram cancelados o IC 523, entre Lisboa-Santa Apolónia e Porto-Campanhã, previsto para sair às 15h30 e chegar às 18h43, e o IC 524, entre Porto-Campanhã e Lisboa-Santa Apolónia, com partida às 12h45 e chegada às 16h00.</p>
<p class="isSelectedEnd">No eixo do Algarve, a medida afeta o IC 572, entre Lisboa-Oriente e Faro, com partida às 14h02 e chegada às 17h35, e o IC 672, entre Faro e Lisboa-Oriente, previsto para sair às 14h15 e chegar às 17h56.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>CP bloqueia venda de lugares e reforça água nas estações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos cancelamentos, a CP implementou outras medidas extraordinárias para reduzir o impacto das temperaturas extremas na operação ferroviária. Entre as medidas está a gestão da ocupação de alguns comboios de Longo Curso, através do bloqueio da venda de lugares em circulações e horários considerados mais críticos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa reforçou também a informação aos clientes através dos canais habituais, apelando à adoção de comportamentos preventivos durante as viagens e recomendando que, sempre que possível, sejam evitadas deslocações nos períodos de maior calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outra das medidas passa pelo reforço da disponibilização de água em várias estações e pontos estratégicos da rede.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comboios parqueados com cortinas e portas fechadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para minimizar o impacto do calor a bordo, a CP está também a adotar medidas operacionais nos comboios parqueados. A empresa indica que estes são mantidos com as cortinas fechadas e as portas encerradas. Sempre que for operacionalmente possível, os comboios permanecerão ligados durante o período de parqueamento, de forma a garantir melhores condições térmicas para os passageiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa refere ainda que reforçou o acompanhamento técnico das circulações consideradas mais críticas e a monitorização dos equipamentos de climatização. O objetivo é reduzir o risco de degradação das condições de refrigeração durante a viagem, protegendo o conforto e o bem-estar dos clientes e dos trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Passageiros podem trocar bilhete ou pedir reembolso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os clientes afetados pelos cancelamentos estão a ser contactados pelos canais habituais da CP. A empresa garante que os passageiros devidamente identificados podem pedir a troca ou o reembolso do bilhete, sem quaisquer custos adicionais.</p>
<p>A CP adianta que continuará a acompanhar a evolução das condições meteorológicas em articulação com as entidades competentes. A manutenção das medidas será reavaliada em função da evolução da situação, com a empresa a assegurar que manterá os clientes informados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785155]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Juros dos depósitos a prazo sobem em maio pelo 4.º mês consecutivo para 1,48%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/juros-dos-depositos-a-prazo-sobem-em-maio-pelo-4-o-mes-consecutivo-para-148-bdp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:47:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.</p>
<p>Segundo o Banco de Portugal (BdP), a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares avançou 0,04 pontos percentuais em maio face a abril, para 1,48%.</p>
<p>Este indicador compara com uma média de 1,49% no mesmo mês do ano passado.</p>
<p>A remuneração dos novos depósitos a prazo caiu de forma consecutiva desde janeiro de 2024 (2,91%) até agosto de 2025 (1,39%, tendo registado ligeiras variações nos meses seguintes.</p>
<p>No final de maio, face a abril, o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares recuou 976 milhões de euros face ao máximo histórico então alcançado, para 12.422 milhões de euros.</p>
<p>Em termos homólogos, compara com os 13.093 milhões de euros colocados em maio de 2025.</p>
<p>A taxa de juro média dos novos depósitos com prazo até um ano também aumentou 0,04 pontos percentuais, cifrando-se em 1,48%, tendo estes representado 97% dos novos depósitos no mês em análise.</p>
<p>No quadro europeu, a taxa de juro média avançou 0,05 pontos percentuais, cifrando-se em 1,96%.</p>
<p>Portugal foi, no mês em análise, o sexto país com a taxa mais baixa da zona euro.</p>
<p>Junto das empresas, a remuneração média para depósitos a prazo subiu face a abril, passando de 1,83% para 1,88%, que compara com 1,84% um ano antes.</p>
<p>Junto das sociedades, os novos depósitos somaram 11.636 milhões de euros, mais 310 milhões de euros do que no mês anterior. No mês em análise, os depósitos a prazo até um ano representaram 99,6% dos novos depósitos a prazo das empresas.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785151]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>TAP: Cogestão antecipada sem aval de Bruxelas pode violar regras europeias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:45:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma eventual cogestão da TAP pelo futuro comprador, antes da autorização final da Comissão Europeia, poderá violar as regras da concorrência se permitir influência sobre decisões estratégicas da companhia sem aval excecional de Bruxelas, alertam advogados consultados pela Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma eventual cogestão da TAP pelo futuro comprador, antes da autorização final da Comissão Europeia, poderá violar as regras da concorrência se permitir influência sobre decisões estratégicas da companhia sem aval excecional de Bruxelas, alertam advogados consultados pela Lusa.</p>
<p>Em causa está a possibilidade de o futuro comprador de até 49,9% do capital TAP vir a assumir algum tipo de envolvimento na gestão da companhia ainda em 2026, antes da entrada efetiva no capital, que o Governo estima que só possa ocorrer em 2027, após as autorizações regulatórias necessárias.</p>
<p>A possibilidade foi admitida recentemente pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, em entrevista à Antena1.</p>
<p>Questionada pela Lusa, a cocoordenadora da área de Concorrência, Regulação e União Europeia da Abreu Advogados, Maria João Melícias, explicou que, estando a operação sujeita às regras europeias de controlo de concentrações, as partes ficam impedidas de a executar antes de Bruxelas a autorizar.</p>
<p>Essa obrigação, conhecida como &#8216;standstill&#8217;, mantém a operação suspensa até que Bruxelas declare a concentração compatível com o mercado interno, impedindo o comprador de influenciar decisões estratégicas ou exercer influência de facto na atividade da TAP.</p>
<p>A antecipação desse controlo antes da autorização é conhecida como &#8216;gun jumping&#8217;. &#8220;Neste sentido, uma verdadeira cogestão da TAP pelo comprador antes da autorização da Comissão Europeia poderia configurar uma prática de &#8216;gun jumping'&#8221;, afirmou Maria João Melícias.</p>
<p>No mesmo sentido, os especialistas na matéria da Albuquerque &amp; Almeida Associados, António Mendonça Raimundo e Miriam Brice, defendem que &#8220;qualquer forma de cogestão que confira ao adquirente uma influência determinante sobre a TAP antes da autorização de Bruxelas constituirá uma implementação antecipada da operação, violando a obrigação de &#8216;standstill&#8221;.</p>
<p>&#8220;O critério central desta avaliação é saber se há, na prática, uma antecipação do controlo&#8221;, referem, sublinhando que uma cogestão que ultrapasse a mera preparação da transição será incompatível com o Regulamento das Concentrações.</p>
<p>Os advogados distinguem atos preparatórios legítimos &#8212; como auditorias, planeamento da integração futura, planos pós-concentração, cláusulas proporcionais de preservação do valor da TAP e troca restrita de informação &#8212; de atos que possam dar ao comprador influência sobre a gestão.</p>
<p>Entre os comportamentos que poderão indiciar &#8216;gun jumping&#8217; apontam a participação em decisões estratégicas, o acesso a informação comercial sensível, a indicação ou destituição de gestores e a definição de rotas, frota, preços, contratos, campanhas comerciais ou políticas de gestão das receitas e tarifas, conhecidas no setor como &#8216;yield management&#8217;.</p>
<p>Maria João Melícias recorda que a Autoridade da Concorrência identifica como indícios de controlo de facto direitos de veto sobre matérias estratégicas ou de gestão corrente, coordenação de políticas comerciais, alterações na organização da empresa-alvo, assunção da gestão corrente ou acesso a informação comercial sensível não necessária.</p>
<p>No entanto, como todos os advogados apontaram, o Regulamento das Concentrações, nomeadamente o artigo 7.º, n.º 3, permite pedir à Comissão Europeia uma derrogação à obrigação de &#8216;standstill&#8217;, possibilitando, em casos excecionais, algum grau de implementação antes da decisão final.</p>
<p>Mas os especialistas sublinham que essa via é limitada. Segundo Maria João Melícias, &#8220;trata-se [&#8230;] de um mecanismo excecional&#8221;, dependente de pedido fundamentado e da ponderação dos efeitos da suspensão sobre as empresas ou terceiros e do risco para a concorrência.</p>
<p>António Mendonça Raimundo e Miriam Brice acrescentam que, mesmo quando concedida, a derrogação não legitima uma cogestão plena, sendo normalmente reservada a situações de prejuízo grave, urgência financeira ou necessidade de assegurar a continuidade do negócio.</p>
<p>Contactado pela Lusa, o Ministério das Infraestruturas não respondeu às questões sobre os poderes concretos que poderiam estar em causa numa eventual &#8220;cogestão&#8221; da TAP, nem sobre se esse envolvimento excluiria rotas, frota, preços, contratos comerciais, nomeação de gestores ou acesso a informação comercial sensível.</p>
<p>O Governo também não esclareceu se pondera requerer à Comissão Europeia uma derrogação à obrigação de suspensão da operação, caso esteja previsto algum tipo de envolvimento do comprador antes da autorização formal de Bruxelas.</p>
<p>Quanto a exemplos de casos em que os futuros compradores assumiram indevidamente poderes de gestão antes do aval de Bruxelas, os advogados destacaram os processos Marine Harvest/Morpol e Altice/PT Portugal.</p>
<p>Para os advogados da Albuquerque &amp; Almeida Associados, o caso da compra da operadora de telecomunicações portuguesa pelo grupo de Patrick Drahi é o precedente &#8220;mais relevante e próximo do contexto português&#8221;, no qual Bruxelas aplicou à Altice uma coima de 124,5 milhões de euros.</p>
<p>Pelo contrário, no setor da aviação, identificam precedentes em que Bruxelas concedeu derrogações, nomeadamente nos casos Connect Airways/Flybe, Ryanair/Laudamotion e Lufthansa/ativos da Air Berlin, ligados à necessidade de evitar a perda de licenças, &#8216;slots&#8217;, frota ou continuidade operacional.</p>
<p>Ainda assim, para António Mendonça Raimundo e Miriam Brice, &#8220;atendendo ao histórico de fragilidades económico-financeiras estruturais da TAP e à sensibilidade do seu plano de reestruturação, é abstratamente viável que a transportadora e o adquirente equacionem a submissão de um pedido de derrogação mitigada, focado exclusivamente na proteção da continuidade do negócio e na estabilidade operacional até ao fecho da operação em 2027&#8221;.</p>
<p>O processo de privatização parcial da TAP, relançado pelo Governo em 2025, prevê a venda de até 49,9% do capital da companhia, com 5% reservados aos trabalhadores, mantendo o Estado como acionista maioritário.</p>
<p>Na fase atual do processo, permanecem na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa, que deverão apresentar propostas finais para a entrada no capital da transportadora até ao final deste mês.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785149]]></sapo:autor>
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		<title>Trump endurece críticas à NATO antes da cimeira: “Não estiveram lá por nós”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:43:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a relação de Washington com a NATO, classificando como “ridículo” que os EUA continuem a manter aquilo que considera ser uma ligação “unilateral” com a Aliança Atlântica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a relação de Washington com a NATO, classificando como “ridículo” que os EUA continuem a manter aquilo que considera ser uma ligação “unilateral” com a Aliança Atlântica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A declaração foi feita esta quinta-feira, menos de uma semana antes da próxima cimeira da NATO, marcada para os dias 7 e 8 de julho, em Ancara, na Turquia. O encontro deverá reunir os 32 Estados-membros da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não estiveram lá por nós”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Numa publicação na sua plataforma Truth Social, Trump escreveu que os aliados “não estiveram lá” pelos Estados Unidos e afirmou que a relação de Washington com a NATO “não é recíproca”.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente norte-americano tem criticado repetidamente os aliados europeus, em particular pela resposta à guerra no Irão. Trump insiste também que quer ver a Europa assumir o papel principal na sua própria defesa, numa altura em que Washington já começou a reduzir alguns dos seus compromissos internacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A publicação feita por Trump incluiu ainda um gráfico sobre a despesa militar na NATO, mostrando os Estados Unidos com um investimento muito superior ao dos restantes Estados-membros apresentados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pressão para aumentar gastos militares</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sob pressão de Trump, os líderes da NATO acordaram, numa reunião realizada no ano passado, aumentar a despesa com defesa para 5% do PIB até 2035.</p>
<p class="isSelectedEnd">A exigência de maior esforço financeiro por parte dos aliados europeus tem sido uma das linhas centrais do discurso de Trump sobre a Aliança Atlântica. Para o Presidente norte-americano, os Estados Unidos suportam uma parte desproporcionada dos custos de defesa coletiva, enquanto outros membros beneficiam da proteção sem contribuir ao mesmo nível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cimeira em Ancara ganha peso político</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A próxima cimeira da NATO, em Ancara, deverá decorrer sob forte pressão política. As declarações de Trump colocam novamente no centro do debate a repartição dos encargos de defesa entre os aliados e o papel futuro dos Estados Unidos na segurança europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fundada em 1949, a NATO tornou-se uma força de defesa liderada pelos Estados Unidos, creditada com a manutenção da estabilidade na Europa, a contenção da União Soviética e a consolidação de Washington como potência mundial ao longo de décadas.</p>
<p>As novas críticas de Trump surgem, por isso, num momento sensível para a Aliança Atlântica, que se prepara para discutir o seu futuro estratégico numa cimeira marcada pela pressão norte-americana para que os aliados assumam maiores responsabilidades na defesa comum.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785144]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Empresa da família Azevedo investe 120 milhões de euros em Santarém para criar polo industrial e gerar 400 empregos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:31:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A BB&#038;G, empresa controlada pela Prismore Capital (antiga Sonae Capital Industrials), da família de Belmiro de Azevedo, vai investir 119,8 milhões de euros na construção de um polo industrial dedicado à valorização de pneus em fim de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A BB&amp;G, empresa controlada pela Prismore Capital (antiga Sonae Capital Industrials), da família de Belmiro de Azevedo, vai investir 119,8 milhões de euros na construção de um polo industrial dedicado à valorização de pneus em fim de vida, em Tremês, no concelho de Santarém.</p>
<p>O projeto, que prevê a criação de mais de 100 postos de trabalho diretos, foi reconhecido com o estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN).</p>
<p>O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, que destacou o reconhecimento atribuído pela Comissão Permanente de Apoio ao Investidor (CPAI), da AICEP, considerando tratar-se de um investimento estratégico para o concelho.</p>
<p>O projeto, denominado BBGreentyre – Polo Industrial para a Valorização de Pneus em Fim de Vida, será desenvolvido em duas fases. A primeira representa um investimento de 88 milhões de euros — montante que sustentou a atribuição do estatuto PIN — e deverá estar concluída em 2029. A segunda fase está prevista entrar em funcionamento em 2031.</p>
<p>Quando estiver em plena operação, a unidade terá capacidade para valorizar cerca de 30 mil toneladas de pneus em fim de vida por ano, recorrendo a um processo contínuo de pirólise química, baseado numa tecnologia patenteada pela empresa. O processo permitirá produzir carbono recuperado (rCB), óleo de pirólise de pneus (TPO) e gás de processo destinado ao autoconsumo energético, contribuindo para a promoção da economia circular e para a valorização de resíduos.</p>
<p>Além da criação de mais de 100 empregos diretos, estima-se que o projeto gere cerca de 300 postos de trabalho indiretos, reforçando o impacto económico na região.</p>
<p>Segundo João Teixeira Leite, a Câmara Municipal acompanhou todo o processo de candidatura e emitiu parecer favorável à atribuição do estatuto PIN, considerando o elevado potencial do investimento em termos de desenvolvimento económico, criação de emprego qualificado e inovação industrial.</p>
<p>O autarca sublinha ainda que este é mais um investimento privado de dimensão relevante que escolhe Santarém, reforçando a atratividade do concelho para projetos industriais de base tecnológica e sustentável.</p>
<p>Com a atribuição do estatuto de Potencial Interesse Nacional, o projeto beneficiará de um acompanhamento mais próximo por parte das entidades da Administração Pública, permitindo agilizar os procedimentos administrativos, sem comprometer o cumprimento das exigências legais e ambientais.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fjoaoteixeiraleite%2Fposts%2Fpfbid0kavBGKHX1D76mv8mbjrVzaT5oE4x1Psvz46MvjcjkWCqAGhpFDBwxVbh8EGJtNyrl&amp;show_text=true&amp;width=500" width="500" height="591" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785134]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preços na produção de serviços sobem 4,0% no 1.º trimestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/precos-na-producao-de-servicos-sobem-40-no-1-o-trimestre-ine/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:23:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O índice de preços na produção de serviços (IPPS) subiu 4,0% no primeiro trimestre de 2026, em termos homólogos, acelerando 0,3 pontos percentuais face ao último trimestre de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O índice de preços na produção de serviços (IPPS) subiu 4,0% no primeiro trimestre de 2026, em termos homólogos, acelerando 0,3 pontos percentuais face ao último trimestre de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Em relação ao trimestre anterior, o IPPS aumentou 0,1% entre janeiro e março, o que compara com uma variação de -3,2% no período precedente e de -0,1% no período homólogo.</p>
<p>Já a taxa de variação média do ano terminado no primeiro trimestre de 2026 foi de 3,5%, contra 3,2% no quarto trimestre de 2025.</p>
<p>Analisando as várias secções dos serviços, o INE assinala que, no primeiro trimestre do ano, &#8220;as atividades administrativas e dos serviços de apoio&#8221; apresentaram o maior contributo (1,3 pontos percentuais) para a variação homóloga total, traduzindo uma desaceleração de 2,1 pontos percentuais face ao último trimestre do ano passado.</p>
<p>O instituto estatístico realça o desempenho das &#8220;atividades de aluguer&#8221; e das &#8220;agências de viagem, operadores turísticos, outros serviços de reservas e atividades relacionadas&#8221;, com variações homólogas de 17,3% e 14,4%, respetivamente (40,6% e 10,5% no trimestre anterior).</p>
<p>O contributo conjunto das secções do &#8220;alojamentos, restauração e similares&#8221; e das &#8220;atividades de consultoria, cientificas, técnicas e similares&#8221; fixou-se em 1,4 pontos percentuais (0,7 pontos percentuais cada), sendo de realçar as variações homólogas observadas na restauração e similares, com 6,2% (mesmo valor no trimestre precedente).</p>
<p>O IPPS é um indicador trimestral de conjuntura que fornece informação sobre a evolução de preços de produção, ao nível nacional, de um conjunto de atividades no domínio dos serviços.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785130]]></sapo:autor>
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		<title>Crédito aos consumidores aumenta em maio para 856 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:20:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Os consumidores em Portugal contrataram em maio 856,3 milhões de euros em crédito ao consumo, uma subida homóloga acumulada de 12,8%, enquanto o número de novos contratos avançou para 149.845, divulgou hoje o Banco de Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consumidores em Portugal contrataram em maio 856,3 milhões de euros em crédito ao consumo, uma subida homóloga acumulada de 12,8%, enquanto o número de novos contratos avançou para 149.845, divulgou hoje o Banco de Portugal.</p>
<p>As informações hoje divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.</p>
<p>No quinto mês do ano foram, assim, contratados 856,3 milhões de euros em 149.845 contratos de crédito aos consumidores, o que significa que no mês em análise foram contratados menos 24,8 milhões de euros que em abril, apesar de terem sido feitos mais 3.828 contratos.</p>
<p>Em termos homólogos, são mais 48,8 milhões de euros, num período em que o número de novos contratos praticamente não mexeu (-991 contratos).</p>
<p>O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 12,8%. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, recuou para 16,2% no crédito pessoal (menos 0,5 pontos percentuais), para 12,5% no crédito automóvel (menos 1,1 p.p.) e para 4,3% no crédito renovável (4,8% em abril).</p>
<p>Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de junho de 2025 a maio de 2026) foi 12,6% superior ao valor de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em maio de 2025.</p>
<p>No mês em análise, o crédito renovável foi a categoria mais relevante a nível de contratos, tendo sido responsável por praticamente metade do total de créditos (74.974), mas apenas responsável por 14,5% do montante total, com 123,9 milhões de euros.</p>
<p>No caso do crédito automóvel, foram celebrados 20.813 contratos, num montante de 341,4 milhões de euros, que compara com 20.789 contratos e 326,8 milhões de euros um ano antes.</p>
<p>No crédito pessoal, houve a contratação de mais 3.359 contratos em maio deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 35,3 milhões de euros para 390,9 milhões de euros.</p>
<p>Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito &#8211; como comissões e impostos.</p>
<p>O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 18,0%, à frente do custo com crédito pessoal (12,0%) e automóvel (9,9%).</p>
<p>O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em abril metade teve um valor contratado igual ou superior a 14.902 euros, contra 5.000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.</p>
<p>O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,8% em maio de 2026.</p>
<p>No final de maio havia 6,48 milhões de contratos vivos, num montante de 24.928,5 milhões de euros.</p>
<p>A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.234 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.913 milhões de euros em 980.278 contratos) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.781 milhões de euros em 1,7 milhões de contratos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785128]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Embaixada de Portugal na China clarifica apoios ao regresso de emigrantes ao país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo português clarificou, através da informação divulgada pela Embaixada de Portugal na China, as condições atualizadas dos apoios ao regresso de emigrantes, num momento em que continuam a existir instrumentos ativos para incentivar o retorno ao país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo português clarificou, através da informação divulgada pela Embaixada de Portugal na China, as condições atualizadas dos apoios ao regresso de emigrantes, num momento em que continuam a existir instrumentos ativos para incentivar o retorno ao país.</p>
<p>No âmbito do Programa Regressar, a Medida de Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal (MAREP) terminou a sua vigência a 31 de março de 2026. Ainda assim, mantém-se em vigor até 31 de dezembro de 2026 o regime fiscal de apoio ao regresso, que continua a abranger emigrantes que decidam voltar a Portugal e que cumpram os requisitos legais definidos.</p>
<p>Em paralelo, foi também reforçada a divulgação da medida Emprego Interior Mais, que pretende incentivar a fixação de trabalhadores nos territórios do interior através de apoios financeiros à mobilidade geográfica e à mudança de residência para essas regiões, desde que acompanhada de atividade profissional.</p>
<p>Este instrumento passou a incluir também emigrantes que tenham saído de Portugal após 31 de dezembro de 2015 e que tenham residido no estrangeiro durante pelo menos um ano, desde que regressem para se instalar no interior do país. As condições de candidatura, bem como os montantes dos apoios, estão disponíveis no portal do Instituto do Emprego e Formação Profissional.</p>
<p>No âmbito destes processos, pode ser exigida a apresentação de uma declaração de situação de emigrante, emitida pelos postos consulares. Caso não seja possível obter esse documento, podem ser aceites outros comprovativos de residência no estrangeiro, conforme as regras definidas pelo IEFP. A emissão do certificado tem um custo de 75 euros, segundo a tabela de emolumentos consulares em vigor.</p>
<p>A informação foi partilhada pela Embaixada de Portugal na China, num contexto de esclarecimento dirigido à comunidade portuguesa residente no país e a potenciais interessados no regresso a Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785121]]></sapo:autor>
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		<title>Ministro da Presidência secundariza adoção de penas para perda da nacionalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Presidência secundarizou hoje a possibilidade de Portugal continuar sem criar a pena acessória de perda da nacionalidade, considerando que os passos essenciais foram concretizados com a aprovação das novas leis de estrangeiros e nacionalidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Presidência secundarizou hoje a possibilidade de Portugal continuar sem criar a pena acessória de perda da nacionalidade, considerando que os passos essenciais foram concretizados com a aprovação das novas leis de estrangeiros e nacionalidade.</p>
<p>Esta posição foi transmitida por António Leitão Amaro na abertura do debate parlamentar requerido pelo Chega para a confirmação do decreto que altera o Código Penal, prevendo a criação da pena acessória de perda da nacionalidade.</p>
<p>Um decreto considerado por unanimidade inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, que foi depois vetado pelo Presidente da República e, em relação ao qual, PSD e CDS não aceitam confirmá-lo.</p>
<p>O ministro da Presidência manifestou concordância em relação às alterações propostas pelo PSD e CDS em relação ao decreto chumbado pelo Tribunal Constitucional. Mas, também, relativizou a hipótese (muito provável) de essas alterações do PSD/CDS não alcançarem um consenso equivalente a uma maioria absoluta de deputados, ou seja 116 &#8212; fasquia necessária para a sua aprovação.</p>
<p>&#8220;A sanção acessória de perda de nacionalidade por prática de crimes muito graves, que aterrorizam a comunidade e ameaçam o Estado, é um mecanismo útil, sobretudo pela sua força sinalizadora e preventiva e pela sua coerência. Mas não tem, nem de perto, a importância e o impacto que teve a mudança da lei da nacionalidade já efetuada&#8221;, sustentou António Leitão Amaro.</p>
<p>Na sua intervenção, o membro do Governo procurou realçar que Portugal tem uma nova lei da nacionalidade em vigor, dizendo que se tratou de uma lei que &#8220;acabou com a banalização da nacionalidade, aumentou a exigência na sua atribuição e garantiu que, para ser cidadão português, é preciso ter ligação efetiva e estar verdadeiramente integrado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Sabemos, por isso, que o essencial está feito, que a nacionalidade voltou a ser o que nunca devia ter deixado de ser e o que o povo português exigiu que assim fosse. O que hoje discutimos é um passo adicional, acessório e reconheçamos que se estima de ser de reduzida aplicação&#8221;, assumiu António Leitão Amaro.</p>
<p>Em relação à questão em concreto da perda da nacionalidade por crimes graves, o ministro da Presidência referiu-se à existência de leis análogas em vários Estados-membros da União Europeia e, também, à jurisprudência do Tribunal Constitucional.</p>
<p>&#8220;Admite a perda com certas condições. As alterações em causa destinam-se a permitir que um juiz, ponderando as circunstâncias do caso concreto, possa determinar a perda de nacionalidade de quem, sendo também nacional de outro país, praticar em Portugal crimes gravíssimos, aterrorizantes &#8211; crimes que rompem laços cívicos com o Estado e com a comunidade nacional. O que propomos é a coerência de um regime consequente perante comportamentos que revelam não apenas agressão das pessoas e desrespeito das nossas leis, mas, igualmente, uma rejeição da própria comunidade, uma ação violenta para a destruição do Estado que em algum momento a pessoa disse que queria integrar&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Deixou, também, uma nota de demarcação face ao Chega, propondo uma solução caracterizada pela &#8220;razoabilidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não podemos ter um Estado de mãos atadas perante situações limite. O que propomos por isso é razoável, necessário e acautela as preocupações do Tribunal Constitucional. Tentamos mais uma vez aprovar um instituto a que a Constituição abre expressamente a porta&#8221;, defendeu o ministro da Presidência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785114]]></sapo:autor>
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		<title>Vale a pena amortizar o crédito da casa antes do prazo? A conta que decide</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Com os juros de novo em alta, muitas famílias ponderam usar poupanças para abater no empréstimo da casa. A decisão certa depende de uma comparação simples, e nem sempre o resultado é avançar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das perguntas que mais chega aos especialistas em finanças pessoais: tendo algum dinheiro de lado, vale a pena usá-lo para amortizar o crédito à habitação antes do fim do prazo? Com o Banco Central Europeu a retomar a subida das taxas e a EURIBOR de novo em terreno ascendente, a dúvida ganhou força. A resposta honesta é que depende, e o critério para decidir cabe numa folha de papel.</p>
<p>Amortizar significa entregar ao banco uma parte do capital em dívida mais cedo do que o previsto. O efeito é duplo: a dívida fica menor e, com ela, encolhem os juros que se pagam até ao fim do contrato. Quanto mais elevada estiver a taxa de juro, maior é o ganho de abater capital, porque cada euro amortizado deixa de vencer juros à taxa atual. Num contexto de EURIBOR em alta, é por isso que a pergunta regressa às conversas de quem tem empréstimo.</p>
<p>O peso do crédito ajuda a perceber o que está em jogo. Segundo a <a href="https://www.comparaja.pt/credito-habitacao/analise-de-mercado" target="_blank" rel="noopener">análise de mercado de crédito habitação</a> do ComparaJá, plataforma de comparação e intermediação de crédito, o montante médio financiado ultrapassa os 200 mil euros e o prazo médio dos novos contratos alongou-se para 33 anos. Em empréstimos tão longos, a fatia de juros é considerável, e abater capital nos primeiros anos, quando os juros pesam mais na prestação, é onde a amortização rende mais.</p>
<p>Há, no entanto, custos e alternativas a pesar. A lei limita a comissão de amortização antecipada a 0,5% do capital reembolsado nos contratos de taxa variável e a 2% nos de taxa fixa, um valor a descontar ao ganho. E há o outro lado da balança: o dinheiro usado para amortizar deixa de estar disponível. Esvaziar o fundo de emergência para reduzir a prestação pode sair caro se, mais tarde, for preciso recorrer a crédito ao consumo, bem mais oneroso. A comparação relevante é entre a taxa do crédito e o que esse dinheiro renderia em segurança numa aplicação sem risco.</p>
<p>A regra prática é direta. Se a taxa do empréstimo for claramente superior ao rendimento líquido que as poupanças conseguem gerar sem risco, e se a família mantiver uma almofada para imprevistos, amortizar tende a compensar, sobretudo se o objetivo for reduzir o prazo em vez da prestação, porque é assim que se poupam mais juros no total. Se a taxa do crédito estiver baixa, se as poupanças renderem o suficiente ou se o fundo de emergência ficar comprometido, o mais sensato é manter a liquidez e não amortizar.</p>
<p>Segundo Rita Sogalho, Team Leader de Crédito Habitação do ComparaJá, a decisão deve ser tomada com números à frente e não por impulso. «Amortizar pode ser uma excelente decisão quando a taxa está alta e há folga financeira, mas nunca à custa da almofada de segurança da família. Antes de avançar, vale a pena simular o impacto e comparar com as alternativas», observa a responsável. O efeito de cada cenário, reduzir prazo ou reduzir prestação, pode ser testado num <a href="https://www.comparaja.pt/credito-habitacao/simulador/mapa-de-prestacoes-mensais" target="_blank" rel="noopener">simulador de prestações</a> antes de qualquer passo.</p>
<p>No fim, a conclusão é menos sobre amortizar ou não e mais sobre comparar antes de decidir. Quem faz as contas raramente se arrepende: ou descobre que abater capital lhe poupa milhares de euros em juros, ou percebe que o dinheiro lhe é mais útil disponível. O erro é o mesmo de sempre, decidir sem pôr os números lado a lado.</p>
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