Está a tomar banho da forma errada? Saiba o que mudar, segundo uma especialista

Tomar banho é uma prática diária para a maioria das pessoas, muitas vezes realizada de forma automática e sem grande atenção aos detalhes. No entanto, especialistas alertam que muitas pessoas podem estar a lavar-se da forma errada, comprometendo a saúde da pele e a sua hidratação natural.

Pedro Zagacho Gonçalves

Tomar banho é uma prática diária para a maioria das pessoas, muitas vezes realizada de forma automática e sem grande atenção aos detalhes. No entanto, especialistas alertam que muitas pessoas podem estar a lavar-se da forma errada, comprometendo a saúde da pele e a sua hidratação natural. A dermatologista Nicole Negbenebor, do Iowa Health Care, revelou recentemente o segredo para um banho eficaz e saudável.

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Segundo a especialista, um dos erros mais comuns é tomar banhos longos e com água demasiado quente, que podem remover os óleos naturais da pele, essenciais para a sua proteção. Em vez disso, recomenda optar por um banho curto e com água morna, que ajuda a limpar sem agredir a barreira cutânea. “A sua pele é uma barreira, pelo que deve tratá-la corretamente, e às vezes até o excesso de cuidados pode ser prejudicial”, afirmou Nicole Negbenebor à Associated Press.

Outro fator determinante é o tipo de sabonete utilizado. A dermatologista aconselha a escolher produtos suaves, adequados para pele sensível, e a evitar sabonetes antibacterianos, exceto em casos específicos de condições médicas como a hidradenite supurativa. Sabonetes demasiado perfumados ou agressivos podem provocar ressecamento e irritação. A ordem correta do banho também é importante: primeiro lavar o cabelo com champô, seguido de condicionador, e só depois passar para o corpo.

A técnica de dupla limpeza, popularizada nas redes sociais, não é necessária, segundo os especialistas. Utilizar primeiro um produto oleoso e depois outro à base de água para remover resíduos adicionais pode ser excessivo. Do mesmo modo, produtos de luxo como óleos de banho, esfoliantes intensivos ou loções perfumadas devem ser usados com moderação para não prejudicar a pele.

Embora o uso de óleos de limpeza no próprio duche não seja recomendado, aplicar um óleo corporal após o banho é uma prática eficaz para manter a pele hidratada e selar a humidade. Esta etapa é especialmente importante em climas secos ou durante o inverno, quando a pele tende a perder mais água.

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Por fim, a dermatologista alerta para o cuidado na esfoliação. O uso excessivo de esfoliantes corporais ou lufas tradicionais pode deixar a pele seca e irritada. Em alternativa, produtos que contenham ácidos suaves, como o láctico ou glicólico, são mais adequados e respeitam melhor a barreira cutânea, permitindo uma limpeza eficaz sem comprometer a saúde da pele.

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