Mudar de comercializador de energia é gratuito para o consumidor. O lembrete é deixado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) no seu mais recente Boletim do Mercado Liberalizado de Electricidade. Segundo este organismo, há, contudo, algumas regras a seguir.
O ponto de contacto preferencial é o comercializador e, na mudança, deve ser o novo operador a assumir esse papel. Mudar de comercializador não implica alteração da instalação consumidora (contador, por exemplo), excepto se o cliente o solicitar, e o prazo máximo de mudança é três semanas.
Segundo a ERSE, não há limite ao número de mudanças. Quanto à tarifa social, é aplicada por todos os comercializadores, garante ainda a entidade responsável por este sector.
Quem estiver a pensar avançar com uma mudança deste tipo, deve ter em consideração aquilo que a ERSE apelida dos 3 C’s: consultar (perceber quem são os comercializadores activos no mercado e as ofertas que propõem), comparar (ver preços, condições de pagamento, duração da oferta, entre outros elementos) e contratar (deixar nas mãos do novo comercializador o processo de mudança, sem interrupção do fornecimento de energia).
“Os consumidores domésticos ainda fornecidos por um comercializador de último recurso têm até 31 de Dezembro de 2025 para procurar assegurar o fornecimento de electricidade por um comercializador em mercado”, lembra a ERSE.
Mudança de comercializador em Maio
No passado mês de Maio, entraram 19.983 clientes no mercado livre de electricidade (quase mais 10.800 do que em Abril). Destes, 3.579 transitaram do mercado regulado e 16.404 entraram directamente para as carteiras de comercializadores em regime de mercado.
A ERSE dá conta ainda de 33.994 mudanças de carteira entre comercializadores no mercado livre (mais 6.528 do que em Abril). “O retorno da actividade é visível nestes valores, observando-se uma recuperação relativamente a Abril, mês em que se registaram valores de entradas dos mais baixos desde 2012”, adianta ainda a entidade.
No sentido inverso, cessaram contrato 9.848 clientes sem que tenha sido celebrado um novo contrato de fornecimento. Trata-se de um valor 20% inferior ao homólogo.
Destaque ainda para o regresso ao mercado regulado de 78 clientes, “decorrente da possibilidade dos consumidores domésticos de electricidade optarem pelo regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas”.
Quanto à mudança de comercializador, o segmento mais activo em Maio foi o dos grandes consumidores, tanto em número de clientes como em consumo. A intensidade de mudança de comercializador representou 1% do total de clientes e 2% do consumo global do mercado continental português.













