Especialista Manuel Carmo Gomes vê «com muita preocupação» o não encerramento das escolas

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, vê com «muita preocupação» o facto de as escolas, pelo menos aquelas com alunos a partir dos 12 anos, não terem fechado portas e de este novo confinamento ter «muito mais exceções» do que o primeiro.

Em declarações à ‘Antena 1’, o responsável referiu que «o meu parecer foi que houvesse encerramento e incluísse as escolas, a partir dos 12 anos», disse, recordando:« A situação da primeira vaga, de confinamento, era uma situação em que nós fechámos tudo».

«Se nós levarmos tanto tempo a controlar uma epidemia que estava num nível inferior a mil casos por dia, eu pergunto-me quanto tempo vamos levar para controlar a atual epidemia, com medidas de confinamento que têm muito mais exceções do aquelas que tivemos na primeira vaga?», questionou, sublinhando que vê a situação «com muita preocupação».

Manuel Carmo Gomes revelou que este novo «confinamento é menos exigente do que foi em março e, como vejo que estamos com um nível de incidência muito superior, suscita-me preocupações», indicou.

Para além disso, o especialista falou na importância dos testes, num cenário como este. «Quando se tem 14 mil casos (diários) é necessário ter uma capacidade de testagem muito elevada». Caso contrário, «a partir de uma certa altura começamos a deixar fugir um número crescente de pessoas que foram infetadas e não foram isoladas», afirmou.

«Por cada mil que deixamos escapar ao fim de dois dias temos outros mil e, ao fim de seis dias, dois mil», apontou. E acrescentou: «É perigosíssimo uma doença destas fazerr-nos chegar a níveis tão altos como aqueles a que chegámos».

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