O presidente da Repsol, Antonio Brufau, e o ex-presidente do Caixabank, Isidro Fainé foram imputados no suposto caso de espionagem de Villarejo, ocorrido há uma década. O juiz espanhol Manuel García-Castellón está a investigar se os então responsáveis pela Repsol e pelo Caixabank terão mesmo contratado o ex-comissário da polícia José Manuel Villarejo para espionar Luis del Rivero, então presidente da Sacyr, em 2011 e 2012, que pretendia na altura tomar o controlo da Repsol com a ajuda da petrolífera Pemex. Quatro outros executivos de ambas as empresas estão também sob investigação.
O magistrado dá, assim, seguimento ao pedido apresentado pelo Ministério Público espanhol (Anticorrupção), no dia 9 de abril, que solicitava a investigação a seis altos dirigentes da Repsol e do Caixabank, depois de terem sido implicados no caso pela documentação apreendida e pelo depoimento de vários dos seus subordinados. De acordo com as investigações, a Repsol e o Caixabank pagaram, pelo menos, 413.600 euros a Villarejo.
O juiz instrutor imputou-os sobre o possível crime de corrupção activa, ainda que fontes das duas empresas o tenham negado, esta quinta-feira, ao jornal El País. García-Castellón tomou a decisão no âmbito do processo de corrupção da “Operação Tandém”, na qual se investigam as actividades criminosas do esquema de espionagem e extorsão encabeçado por Villarejo.
“A investigação sobre Luis del Rivero, no âmbito do seu acordo com a Pemex para aumentar significativamente a sua participação na Repsol, foi uma reacção conjunta promovida pelos dois presidentes das empresas [Brufau e Fainé]”, de acordo com o despacho emitido esta terça-feira pelo juiz, e citado pelo El País.
De recordar que o esquema de corrupção foi revelado pelo jornalista Javier Ayuso, então director do El País, em julho de 2017.














