Espanha: «Falta de médicos» obriga ao encerramento das urgências dos centros de saúde

A «falta de médicos» está a deixar cerca de duas mil pessoas todos os dias sem atendimento médico de urgência nos centros de saúde de Madrid.

Simone Silva

A «falta de médicos» está a deixar cerca de duas mil pessoas todos os dias sem atendimento médico de urgência, nos centros de saúde da capital espanhola, Madrid, de acordo com o ‘El Pais’.

O alerta foi lançado pelo CSIT Professional Union, que estima que o encerramento dos Serviços de Emergência da Comunidade é uma consequência directa do «défice estrutural na equipa médica que está entre 15% a 20% abaixo, face à média das restantes comunidades autónomas».

Tal como o sindicato escreveu em comunicado, a Comunidade de Madrid é uma das «mais afectadas» pelo novo coronavírus, continuando a liderar o ranking das regiões que «menos» investem no sector da saúde, com uma perda de «4.500 profissionais nos últimos anos, e com uma das menores percentagens de gastos em saúde pública alocados ao nível de cuidados primários».

O impacto piorou com o aumento de surtos de coronavírus na região. Na quarta-feira, foi relatada a existência de um quarto surto na Comunidade de Madrid. Os três anteriores, dois no local de trabalho e um em casa, continuam «inalterados», com 18 casos da doença confirmados.

Dada a «escassez» de pessoal médico, a CSIT indicou que «o Ministério da Saúde decidiu unilateralmente limitar a actividade de vários centros de saúde no verão, reorganizando os seus recursos de acordo com os modelos disponíveis».

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Assim, segundo dados do sindicato da UGT, Madrid é o município que acumula o maior número de pacientes (95.327) que não estão a ser atendidos, seguido por San Sebastián de los Reyes (11.587) e Fuenlabrada (10.460).

«Mais uma vez, o Ministério da Saúde esquece-se do importante papel que estes profissionais desempenham e continuam a desempenhar no diagnóstico e controlo da Covid-19, preferindo não ouvi-los. A medida vai originar o reagrupamento de profissionais, com mudanças e limitações», alertaram. «Manter as urgências dos centros de saúde fechadas «pode ​​representar um risco maior para a saúde», acrescentam.

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