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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2026 17:33:30 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Centro de Saúde da Costa da Caparica fechou na tarde de hoje por falta de água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a ULS Almada-Seixal (ULSAS), a USF Costa do Mar encerrou às 13:00, tendo sido garantida toda a atividade assistencial até essa hora]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Unidade de Saúde Familiar (USF) Costa do Mar, na Costa da Caparica, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, encerrou na tarde de hoje devido à falta de água na região, segundo fontes oficiais.</P><br />
<P>Segundo a ULS Almada-Seixal (ULSAS), a USF Costa do Mar encerrou às 13:00, tendo sido garantida toda a atividade assistencial até essa hora.</P><br />
<P>As consultas programadas e tratamentos de enfermagem previstos para a parte da tarde foram reprogramados, acrescenta a ULSAS.</P><br />
<P>Nos últimos dias, moradores de várias localidades do concelho têm relatado sucessivas falhas de água, com especial incidência na Costa da Caparica, não se verificando constrangimentos nas restantes unidades da ULSAS.</P><br />
<P>Entretanto, foi ativado o plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada e criado um gabinete de crise.</P><br />
<P>A Junta de Freguesia da Costa da Caparica e os bombeiros locais estão a disponibilizar água à população, que está há vários dias com sucessivas falhas na rede, anunciou hoje aquela autarquia.</P><br />
<P>&#8220;Todos os munícipes da Costa da Caparica que necessitem de água podem dirigir-se ao Quartel dos Bombeiros da Costa da Caparica, onde estará disponível o respetivo abastecimento&#8221;, refere a Junta de Freguesia numa nota publicada na sua página oficial no Facebook.</P><br />
<P>A Câmara Municipal de Almada anunciou na segunda-feira que está a diligenciar licenciamentos de novos furos de captação de água junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), por ser &#8220;a solução mais rápida&#8221; para colmatar as falhas de abastecimento que têm ocorrido.</P><br />
<P>Num comunicado emitido conjuntamente com os SMAS na noite de segunda-feira, a autarquia assumiu que já foram iniciados contactos com a Águas de Portugal e com a APA para colmatar as falhas de abastecimento.</P><br />
<P>O PSD, na oposição no município, anunciou que vai apresentar uma moção de censura à presidência da autarquia, liderada por Inês de Medeiros (PS).</P><br />
<P>A moção de censura, mesmo que seja aprovada, não é vinculativa e, por isso, não terá qualquer efeito prático na continuidade do executivo.</P><br />
<P>A Câmara Municipal de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, tem quatro elementos eleitos pelo PS, três pela CDU (PCP-PEV), dois pelo PSD e outros dois eleitos pelo Chega. Em minoria, o PS assinou um acordo de governação com a CDU.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786517]]></sapo:autor>
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		<title>Equipas de resgate começam a sair e famílias venezuelanas ficam entregues aos mortos nos escombros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipas internacionais de resgate preparam-se para abandonar o país, admitindo discretamente que são cada vez menores as hipóteses de encontrar sobreviventes ao fim de 12 dias sob os destroços]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase duas semanas depois dos sismos que devastaram zonas da Venezuela, o esforço de resgate começa a abrandar e milhares de famílias ficam entregues a uma tarefa brutal: procurar, identificar e retirar os corpos dos seus familiares dos escombros, muitas vezes sem maquinaria pesada, sem equipas suficientes e sem respostas das autoridades.</p>
<p>Segundo a &#8216;Associated Press&#8217;, as equipas internacionais de resgate preparam-se para abandonar o país, admitindo discretamente que são cada vez menores as hipóteses de encontrar sobreviventes ao fim de 12 dias sob os destroços. As autoridades locais, por sua vez, estão a deslocar o foco para o alojamento de milhares de desalojados. Mas, para quem ainda procura familiares desaparecidos, a emergência não terminou.</p>
<p>Em La Guaira, uma das zonas mais atingidas, muitos residentes dizem que foram deixados sozinhos. Primeiro, para tentar salvar quem ainda estava vivo. Agora, para recuperar os mortos. Entre prédios colapsados, famílias escavam com as mãos, pás, serras e picaretas, tentando chegar a corpos que continuam presos sob toneladas de betão.</p>
<p>O caso de Noel Márquez, de 26 anos, resume a dimensão do abandono. O prédio onde vivia com a mãe, os avós e os irmãos caiu e incendiou-se durante os sismos. Márquez estava em casa da namorada quando tudo aconteceu e regressou a correr, chamando pela família. Só o irmão Leonel, de 17 anos, respondeu: estava preso sob colunas de betão, com as pernas esmagadas.</p>
<p>Durante horas, Márquez e o pai, que também sobreviveu, falaram com Leonel através das camadas de betão. Ouviram-no sofrer, pedir ajuda e respirar o fumo sufocante enquanto esperava por uma grua que nunca chegou. Depois de várias horas, os gritos cessaram.</p>
<p>O que mais o perturba, contou à &#8216;AP&#8217;, não foi apenas não conseguir salvar o irmão. Foi ter de tentar recuperar os corpos da família quase sem meios. Márquez disse que usou uma serra para libertar partes dos corpos de Leonel e da mãe, mas foi obrigado a deixar sob os destroços a irmã, grávida de oito meses, a avó e outros familiares.</p>
<p>“É injusto. É desumano, tudo o que está a acontecer”, afirmou, a partir da morgue improvisada e sobrelotada no porto de La Guaira. “Não conseguimos tirar o meu irmão porque não tivemos resposta do Estado. E, depois de 11 dias, continuamos a pedir uma grua.”</p>
<p><strong>A espera que continua depois da morte</strong></p>
<p>Para muitas famílias, a dor já não é a esperança de encontrar alguém vivo. É a impossibilidade de recuperar os corpos e fazer um funeral digno. A passagem dos dias tornou a tarefa ainda mais dura. Os cadáveres estão em decomposição avançada e, segundo bombeiros no terreno, muitos desfazem-se quando as equipas tentam removê-los.</p>
<p>Norely Rodríguez tenta retirar dos escombros a filha de cinco anos. “Encontrei a mão dela, mas o tronco está esmagado”, contou. Ainda assim, insiste em tentar recuperar o corpo inteiro.</p>
<p>Outras famílias passam dias a escavar e não encontram nada. Algumas chegam finalmente aos seus familiares, mas já não conseguem reconhecê-los. Há ainda quem consiga entregar corpos às morgues improvisadas e depois os volte a perder no caos provocado pela chegada constante de cadáveres.</p>
<p>As autoridades venezuelanas anunciaram que o número de mortos subiu para 3.535 e que há 16.740 feridos. Mas o balanço real continua incerto. Não existem dados oficiais sobre quantas pessoas permanecem enterradas nos destroços, enquanto mais de 30 mil relatos de desaparecidos foram enviados para uma plataforma criada pela oposição venezuelana.</p>
<p><strong>Sem gruas, sem equipas, sem respostas</strong></p>
<p>No fim de semana, em La Guaira, a &#8216;AP&#8217; não encontrou equipas governamentais de proteção civil nem forças de segurança a ajudar as famílias a escavar em vários locais atingidos. A maioria dos que trabalhavam nos escombros eram civis, por vezes acompanhados por bombeiros e por alguns socorristas mexicanos que ainda permanecem no país.</p>
<p>A escala da destruição torna a ausência de meios ainda mais pesada. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento estima que existam 1,2 milhões de toneladas de escombros nas zonas mais afetadas de La Guaira.</p>
<p>Perante a falta de resposta, alguns vizinhos começaram a organizar-se em grupos de WhatsApp para juntar dinheiro e alugar uma grua por conta própria. Num dos casos, o valor pedido chegava aos 11.500 dólares.</p>
<p>“Somos nós que nos ajudamos: a nossa família. Mais ninguém nos ajuda, além de alguns voluntários”, disse Yeikhary Urbina, que encontrou os corpos da mãe e do irmão suspensos sob pilhas de betão, aparentemente abraçados.</p>
<p><strong>A raiva cresce entre os sobreviventes</strong></p>
<p>A revolta contra as autoridades aumenta, sobretudo entre moradores de blocos de habitação pública construídos durante o período de Hugo Chávez para famílias de baixos rendimentos. O colapso de torres residenciais inteiras reacendeu críticas antigas sobre a qualidade da construção e sobre queixas de segurança que, segundo moradores, nunca foram atendidas.</p>
<p>Alexander, polícia de 42 anos que vivia numa das torres, tremia de raiva ao falar com a &#8216;AP&#8217;. Acusa o Governo de não ter ouvido os alertas sobre a má construção do complexo, de não ter enviado equipas a tempo de salvar a mulher e as três filhas, e de continuar sem disponibilizar maquinaria pesada para recuperar os corpos.</p>
<p>Pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome, por recear represálias enquanto funcionário público. Depois de 11 dias de buscas, conseguiu chegar à última pessoa da família que continuava desaparecida: a filha de 12 anos.</p>
<p>“Ela estava à espera que eu a tirasse”, disse, segurando nos braços um saco mortuário preto.</p>
<p><strong>Governo fala em reconstrução, famílias pedem corpos</strong></p>
<p>O Governo venezuelano ainda não declarou encerrada a busca por sobreviventes. Mas o discurso oficial já mudou. Depois de dias a divulgar histórias de resgate nas redes sociais, as autoridades passaram a anunciar planos de reconstrução ao abrigo de um programa chamado “Venezuela Renasce”.</p>
<p>A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou na televisão estatal que o país está a entrar num processo de recuperação de infraestruturas e habitação. Também rejeitou críticas à lentidão da resposta governamental e acusou órgãos de comunicação social de espalharem desinformação.</p>
<p>No terreno, porém, para milhares de famílias, a prioridade é outra. Antes da reconstrução, querem encontrar os seus mortos. Antes dos planos oficiais, pedem gruas, equipas e meios para retirar corpos que continuam sob o betão.</p>
<p>A tragédia dos sismos na Venezuela entra, assim, numa fase menos visível, mas profundamente cruel. A esperança de resgate dá lugar à solidão da recuperação dos mortos — e à sensação de que, quando as câmaras e as equipas internacionais partem, são os próprios sobreviventes que ficam a carregar os seus mortos para fora das ruínas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786516]]></sapo:autor>
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		<title>Aguiar-Branco indefere pedido de debate de urgência do Chega sobre exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:14:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Assembleia da República indeferiu hoje um pedido de debate de urgência requerido pelo Chega sobre exames nacionais, para o próximo dia 15, por não reunir os pressupostos regimentais para a sua realização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Assembleia da República indeferiu hoje um pedido de debate de urgência requerido pelo Chega sobre exames nacionais, para o próximo dia 15, por não reunir os pressupostos regimentais para a sua realização.</p>
<p>Na segunda-feira, através de um requerimento, o Chega solicitou a marcação de um debate de urgência, subordinado ao tema &#8220;caos verificado no processo de classificação dos exames nacionais e o impacto das sucessivas falhas no acesso ao ensino superior&#8221;.</p>
<p>No seu despacho, ao qual a agência Lusa teve acesso, José Pedro Aguiar-Branco começa por deixar uma nota sobre o que está concretamente em causa no processo de admissibilidade desta iniciativa da bancada do Chega.</p>
<p>&#8220;Cumpre apreciar a admissibilidade regimental do requerido, não quanto ao mérito político do tema indicado &#8212; que não cabe ao presidente da Assembleia da República sindicar &#8211;, mas quanto à verificação dos pressupostos regimentais de que depende a marcação do debate de urgência, em particular à luz (&#8230;) do Regimento da Assembleia da República e dos entendimentos já firmados em conferência de líderes sobre a realização deste tipo de debates&#8221;.</p>
<p>Depois desta nota de advertência, o presidente da Assembleia da República fundamenta o motivo de ter indeferido o pedido do Chega: &#8220;À luz do quadro normativo aplicável, dos antecedentes relevantes e da organização dos trabalhos parlamentares fixada em conferência de líderes, conclui-se que não se encontram reunidos os pressupostos regimentais necessários à realização do debate de urgência solicitado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Um direito potestativo regimental exercido por um grupo parlamentar não se pode exerce contra o Regimento do Parlamento, mas nos termos do Regimento, referiu.</p>
<p>A interpretação contrária, segundo Aguiar-Branco, conduziria a um resultado desadequado do ponto de vista sistémico: &#8220;Permitiria que um grupo parlamentar, mediante requerimento de debate de urgência, determinasse unilateralmente a convocação de uma reunião plenária em dia não agendado, fora da ordenação dos trabalhos fixada em conferência de líderes e independentemente do calendário parlamentar já estabilizado&#8221;.</p>
<p>No seu despacho, invoca também o que foi decidido em sede conferência de líderes sobre o calendário das últimas reuniões plenárias antes das férias do verão.</p>
<p>E, para a semana em causa proposta pelo Chega, &#8220;os momentos plenários estabilizados&#8221; foram o debate sobre o Estado da Nação, em 16 de julho, e a reunião plenária de 17 de julho, dedicada a votações. Não foi agendada reunião plenária para 15 de julho. Este entendimento, segundo José Pedro Aguiar-Branco &#8220;foi, aliás, aplicado de forma coerente perante outros pedidos de agendamento para o mesmo dia&#8221;.</p>
<p>Aponta, como exemplo, o caso do Livre, partido que apresentou um requerimento, datado de 29 de maio, solicitando a marcação de um debate de atualidade para o dia 15 de julho &#8211; uma pretensão não foi integrada no calendário final dos trabalhos plenários. E não o foi &#8220;precisamente porque a prorrogação dos trabalhos parlamentares até 17 de julho não significou a abertura de uma sessão plenária no dia 15 de julho, tendo a conferência de líderes estabilizado a semana final em torno do debate sobre o Estado da Nação e das votações finais&#8221;, refere-se.</p>
<p>Em suma, tanto no caso do Livre, como no do Chega, a pretensão de realização de um debate em plenário, em 15 de julho, &#8220;dependia da existência de reunião plenária nesse dia, ou da marcação consensual de uma nova reunião plenária&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não se tendo verificado tal pressuposto, nem tendo a conferência de Líderes alterado o calendário já fixado para admitir nova sessão plenária nesse dia, não existe base regimental para integrar, em 15 de julho, qualquer debate parlamentar&#8221;, acrescenta o presidente da Assembleia da República.</p>
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		<title>Rússia intensifica repressão contra criadores de conteúdo em plena vaga de ataques ucranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[Detidos denunciaram brutalidade policial, ameaças e acusações de terem publicado ou transmitido conteúdos considerados ofensivos para a nação russa. Os visados negam qualquer intenção política]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a intensificar a repressão contra criadores de conteúdo e jovens que publicam vídeos nas redes sociais, numa altura em que os ataques ucranianos contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas energéticas russas estão a agravar a escassez de gasolina em várias regiões do país.</p>
<p>Segundo o ‘El Español’, dois casos recentes divulgados pelo meio de oposição russo ‘Ostorozhno Novosti’ mostram uma escalada no comportamento das autoridades. Em ambos, os detidos denunciaram brutalidade policial, ameaças e acusações de terem publicado ou transmitido conteúdos considerados ofensivos para a nação russa. Os visados negam qualquer intenção política.</p>
<p>O contexto é particularmente sensível para o Kremlin. Nas últimas 24 horas, o exército ucraniano confirmou ataques a três refinarias nas regiões russas de Leninegrado, Yaroslavl e Omsk, esta última situada a quase 2.500 quilómetros da fronteira com a Ucrânia. Kiev atacou ainda uma subestação elétrica na Crimeia, provocando cortes no fornecimento de energia a Sebastopol, e um terminal petrolífero.</p>
<p>No fim de semana, o Estado-Maior ucraniano afirmou que a capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi reduzida em 43%. A consequência tem sido visível nas filas junto a postos de abastecimento, inicialmente nas regiões fronteiriças com a Ucrânia, mas cada vez mais presentes noutras zonas do país.</p>
<p>A escassez tornou-se tema de piadas nas redes sociais russas. Alguns vídeos ironizam que, perante a falta de combustível, é melhor levar um litro de gasolina do que um ramo de flores para um encontro. Mas o que começou como humor sobre filas e racionamento passou a ser encarado pelas autoridades como mais um foco de contestação potencial.</p>
<p><strong>Streamers e jovens na mira da polícia</strong></p>
<p>Um dos casos relatados envolve Vitali, um ‘streamer’ detido de forma violenta enquanto fazia uma transmissão em direto no centro de Moscovo. De acordo com o relato divulgado pelo ‘Ostorozhno Novosti’, o jovem acenou a polícias dentro de um carro patrulha. O veículo parou e um agente saiu para o agredir.</p>
<p>Vitali e os jovens que estavam com ele foram levados para a esquadra. O ‘streamer’ afirmou ter sido atingido com socos na cara e nas pernas, além de ter sido alvo de insultos e ameaças. Um dos detidos terá sido também atacado com uma arma de choque. “Humilharam-nos, gritaram que éramos idiotas. Ameaçaram rapar-me a cabeça”, relatou.</p>
<p>No mesmo dia, segundo o mesmo meio de comunicação, a polícia realizou uma operação no distrito central de Kitai-Gorod, em Moscovo. Dezenas de jovens, incluindo menores, terão sido detidos de forma arbitrária. Um deles disse ter sido levado apenas por estar a passear pela cidade com um amigo.</p>
<p>Uma testemunha, citada sob anonimato, relatou agressões, humilhações e ameaças contra os detidos. Entre os jovens visados estaria um rapaz com uma suástica tatuada, que terá sido alvo de ameaças sexuais e comentários degradantes por parte dos agentes.</p>
<p><strong>Kitai-Gorod, símbolo da juventude que o Kremlin quer controlar</strong></p>
<p>Kitai-Gorod tornou-se nos últimos anos um dos centros da vida noturna da juventude moscovita mais alternativa e rebelde. Essa visibilidade colocou a zona na mira da cruzada ultraconservadora promovida pelo Kremlin sob o argumento da defesa dos “valores tradicionais”.</p>
<p>Um dos espaços mais conhecidos do bairro, o Club-Club, anunciou o encerramento temporário na semana passada depois da visita da jornalista Ksenia Sobchak, proprietária do ‘Ostorozhno Novosti’. Sobchak é filha de Anatoly Sobchak, antigo presidente da Câmara de São Petersburgo e mentor político de Vladimir Putin no início da sua carreira.</p>
<p>A sua posição dentro da oposição russa continua a ser ambígua. Embora o seu meio de comunicação esteja a documentar denúncias de repressão contra criadores de conteúdo, parte da oposição acusa Sobchak de estar demasiado próxima do Kremlin e de funcionar como figura tolerada pelo sistema.</p>
<p><strong>Passaporte queimado pode dar prisão</strong></p>
<p>O segundo caso citado pelo ‘El Español’ envolve um jovem de Chelyabinsk, nos Montes Urais, detido depois de queimar publicamente o passaporte russo. As autoridades acusam-no de “profanação do emblema nacional da Rússia”, uma vez que o documento continha o brasão oficial do país.</p>
<p>Segundo o ‘Ostorozhno Novosti’, o jovem não queimou o passaporte como protesto político, mas depois de perder uma aposta. Ainda assim, o caso está a ser tratado como crime e pode resultar numa pena de até um ano de prisão.</p>
<p>A repressão surge num momento em que a guerra se faz sentir de forma cada vez mais concreta dentro da Rússia. Os ataques ucranianos a refinarias e depósitos de combustível não têm apenas impacto militar ou económico: alimentam escassez, filas, irritação social e comentários nas redes sociais.</p>
<p>Para o Kremlin, esse desconforto interno representa um risco. A resposta das autoridades mostra que Moscovo está menos disposta a tolerar humor, críticas ou gestos simbólicos que possam transformar problemas quotidianos — como a falta de gasolina — em sinais públicos de fragilidade do Estado russo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a Rússia continua a castigar a população ucraniana com ataques de grande escala. Um novo bombardeamento com mísseis e drones contra Kiev provocou pelo menos 20 mortos e 56 feridos, incluindo sete crianças. A guerra mantém assim duas frentes cada vez mais ligadas: a destruição na Ucrânia e o endurecimento repressivo dentro da própria Rússia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786499]]></sapo:autor>
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		<title>Professores informados que plataforma estará &#8220;temporariamente indisponível&#8221; na quarta-feira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/professores-informados-que-plataforma-estara-temporariamente-indisponivel-na-quarta-feira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:05:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ Cristina Mota, da Missão Escola Pública (MEP) sublinha que, a confirmar-se, será mais um dia em que os docentes não vão conseguir corrigir as provas, tornando impossível o cumprimento dos prazos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores classificadores foram hoje informados que a plataforma eletrónica em que é feita a correção dos exames nacionais do ensino secundário estará &#8220;temporariamente indisponível&#8221; na quarta-feira, revelou a Missão Escola Pública.</p>
<p>&#8220;Será realizada uma intervenção de manutenção, pelo que a Plataforma de Classificação e Supervisão estará temporariamente indisponível&#8221;, refere a mensagem partilhada pelo movimento de professores.</p>
<p>Em declarações à Lusa, Cristina Mota, da Missão Escola Pública (MEP) sublinha que, a confirmar-se, será mais um dia em que os docentes não vão conseguir corrigir as provas, tornando impossível o cumprimento dos prazos.</p>
<p>Na segunda-feira, os professores já tinham ficado sem acesso à plataforma de classificação, que esteve em manutenção durante algumas horas devido a uma fragilidade detetada na segurança do sistema.</p>
<p>Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.</p>
<p>No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início e, nas últimas semanas, professores classificadores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e problemas técnicos na plataforma de distribuição e classificação.</p>
<p>Na segunda-feira, o ministro da Educação, Ciência e Inovação garantiu que &#8220;os grandes obstáculos estão todos resolvidos&#8221; e que os exames ainda em atraso seriam distribuídos até ao final daquele dia.</p>
<p>&#8220;Continuam a existir classificadores que ainda não tiveram acesso à plataforma e outros que, tendo acesso, não têm itens para classificar&#8221;, contrapôs hoje Cristina Mota.</p>
<p>Devido aos problemas técnicos identificados logo nos primeiros dias do processo, o Governo adiou a divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.</p>
<p>Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), mas a MEP alerta que os quatro dias adicionais são, ainda assim, insuficientes e que, por conta dos sucessivos constrangimentos, muitos professores não vão dispor dos 10 dias para cumprir a tarefa.</p>
<p>&#8220;Já não temos os 10 dias e, não tendo sequer metade dos itens totais que cada um certamente terá de classificar, vai ser impossível cumprir estes prazos&#8221;, alertou a professora.</p>
<p>Ainda na semana passada, a MEP defendeu a realização da segunda fase dos exames nacionais apenas no início de setembro, por considerar que o adiamento anunciado pelo Governo não respondia às dificuldades enfrentadas no processo de correção.</p>
<p>&#8220;O mais prudente, neste momento era reunirem-se os cadernos e serem entregues aos agrupamentos para que os professores os classificassem no formato papel&#8221;, acrescenta Cristina Mota.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786487]]></sapo:autor>
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		<title>Junta da Costa da Caparica anuncia que bombeiros estão a distribuir àgua à população</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:03:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Entretanto, foi ativado o plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada e criado um gabinete de crise]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Junta de Freguesia da Costa da Caparica, no concelho de Almada, e os bombeiros locais estão a disponibilizar água à população, que está há vários dias com sucessivas falhas na rede, anunciou hoje aquela autarquia.</p>
<p>&#8220;Todos os munícipes da Costa da Caparica que necessitem de água podem dirigir-se ao Quartel dos Bombeiros da Costa da Caparica, onde estará disponível o respetivo abastecimento&#8221;, refere a Junta de Freguesia numa nota publicada na sua página oficial no Facebook.</p>
<p>Os bombeiros da Costa da Caparica são uma secção dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas.</p>
<p>Em declarações à agência Lusa, a presidente da Junta de Freguesia, Vanessa Krausse (PSD), explicou que, face às sucessivas faltas de água na zona, contactou os bombeiros locais a solicitar ajuda no sentido de, através do seu reservatório, dispensarem à população água para as necessidades básicas em casa e não para beber.</p>
<p>&#8220;Entrei em contacto com os bombeiros e perguntei se era possível tal como já o fez um pequeno agricultor da zona&#8221;, explicou.</p>
<p>Entretanto, adiantou Vanessa Krausse, a Junta de Freguesia comprou um bidon de inox para distribuir água às pessoas mais vulneráveis de algumas zonas da Costa da Caparica.</p>
<p>Nos últimos dias, moradores de várias localidades do concelho têm relatado sucessivas falhas de água, tendo sido lançada uma petição, que conta já com mais de quatro mil assinaturas, na qual são exigidas medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.</p>
<p>Entretanto, foi ativado o plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada e criado um gabinete de crise.</p>
<p>A Câmara Municipal de Almada anunciou que está a diligenciar licenciamentos de novos furos de captação de água junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), por ser &#8220;a solução mais rápida&#8221; para colmatar as falhas de abastecimento que têm ocorrido.</p>
<p>Num comunicado emitido conjuntamente com os SMAS na noite de segunda-feira, a autarquia assumiu que já foram iniciados contactos com a Águas de Portugal e com a APA para colmatar as falhas de abastecimento.</p>
<p>O PSD, na oposição no município, anunciou que vai apresentar uma moção de censura à presidência da autarquia, liderada por Inês de Medeiros (PS).</p>
<p>A moção de censura, mesmo que seja aprovada, não é vinculativa e, por isso, não terá qualquer efeito prático na continuidade do executivo.</p>
<p>A Câmara Municipal de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, tem quatro elementos eleitos pelo PS, três pela CDU (PCP-PEV), dois pelo PSD e outros dois eleitos pelo Chega. Em minoria, o PS assinou um acordo de governação com a CDU.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786493]]></sapo:autor>
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		<title>Produtos contrafeitos e pirateados apreendidos em 2025 superam 27M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:03:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As autoridades que compõem o Grupo Anticontrafação (GAC) apreenderem no ano passado 1.232.522 produtos contrafeitos ou pirateados, sobretudo em feiras e mercados, num valor total de 27.648.361,99 euros, foi hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p> As autoridades que compõem o Grupo Anticontrafação (GAC) apreenderem no ano passado 1.232.522 produtos contrafeitos ou pirateados, sobretudo em feiras e mercados, num valor total de 27.648.361,99 euros, foi hoje divulgado.</P><br />
<P>Segundo dados hoje fornecidos por este grupo, que congrega várias autoridades policiais, fiscais e económicas, entre os produtos apreendidos em 2025 pelas diferentes autoridades destacam-se 575.559 peças de vestuário e acessórios (48,2% do total de artigos apreendidos).</P><br />
<P>Foram igualmente apreendidos 331.709 artigos que incluem peças e partes que integram e complementam produtos de vestuário e calçado, bem como as próprias embalagens, rótulos, etiquetas e adesivos (27,8% do total de artigos apreendidos).</P><br />
<P>As autoridades apreenderam ainda 138.979 artigos de calçado, incluindo peças e acessórios (11,6% do total), 73.132 acessórios, designadamente, óculos, malas, cintos, relógios, joias, entre outros (6,1% do total ), 65.404 brinquedos e jogos (incluindo jogos eletrónicos e consolas), assim como artigos desportivos (5,5% do total). </P><br />
<P>De acordo com o documento, estas apreensões resultaram de &#8220;inúmeras ações de fiscalização e de investigação levadas a cabo, em 2025, pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), GNR e PSP, algumas executadas em cooperação com entidades nacionais, europeias e internacionais&#8221;, afirma o GAP, destacando &#8220;a importância de uma cada vez mais intensa concertação de esforços neste domínio&#8221;. </P><br />
<P>Em matéria de controlo aduaneiro, foram objeto de desalfandegamento 276.326 unidades de medicamentos, no âmbito do protocolo existente entre a AT e a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED). </P><br />
<P>O GAP adianta tratar-se de pequenas remessas de mercadorias por via postal, resultantes de compras &#8216;online&#8217; realizadas por particulares, na sua maioria correspondendo a medicamentos contrafeitos. </P><br />
<P>No que se refere ao Comércio Eletrónico e Proteção de Conteúdos, a Delegação Aduaneira das Encomendas Postais de Lisboa, na jurisdição da Alfândega do Aeroporto de Lisboa, procedeu à suspensão do desalfandegamento de várias remessas, na sua grande maioria alvo de vendas via Internet, tendo instaurado 6.303 processos de contrafação, cujo valor ascendeu a 8.098.026 euros. </P><br />
<P>No mesmo período, a ASAE, na sua competência de fiscalização no âmbito do comércio eletrónico, procedeu à fiscalização de 10.246 sites, tendo registado 22 processos-crime por violação dos Direitos de Propriedade Industrial. </P><br />
<P>No que diz respeito à fiscalização em ambiente digital de conteúdos protegidos pelo direito de autor e conexos, a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) instruiu 2012 denúncias, confirmando 81% das situações identificadas e determinando a remoção e/ou o impedimento de acesso aos referidos conteúdos disponibilizados ilicitamente em rede. </P><br />
<P>Tendo por referência os domínios da Cultura, as denúncias instruídas reportam 94,4% ao audiovisual e multimédia, 5,2% a livros e imprensa e 0,4% a artes cénicas (obras musicais). </P><br />
<P>No domínio do audiovisual e multimédia, 56,7% das denúncias reportam a &#8216;live streaming&#8217; de eventos desportivos, 32,7% a obras cinematográficas e 5% a videojogos. </P><br />
<P>Relativamente à fiscalização dos conteúdos disponibilizados ilicitamente &#8216;online&#8217; em tempo real e por duração limitada, foram visionados 86 eventos desportivos (jogos de futebol da Liga de Portugal) e determinado o bloqueio de 3.950 domínios. </P><br />
<P>Estes dados integram o Relatório de Atividades de 2025 do GAC.</P><br />
<P>O GAC é um grupo interministerial que congrega entidades como  o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a ASAE, a AT, a GNR, a Polícia Judiciária (PJ) e a PSP, entre outros membros observadores. </P><br />
<P>Cabe ao INPI a coordenação deste grupo, procedendo, entre outras atividades de cooperação, ao intercâmbio de dados estatísticos sobre a apreensão de produtos contrafeitos.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786497]]></sapo:autor>
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		<title>SpaceX estreia-se no índice Nasdaq com queda de 5,7%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:02:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa aeroespacial SpaceX estreou-se hoje no índice Nasdaq-100, menos de um mês depois de ter passado a ser cotada em bolsa, com as suas ações a caírem 5,7%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A empresa aeroespacial SpaceX estreou-se hoje no índice Nasdaq-100, menos de um mês depois de ter passado a ser cotada em bolsa, com as suas ações a caírem 5,7%. </P><br />
<P>As ações da SpaceX estavam hoje a cair 5,7% para 151,28 dólares. </P><br />
<P>O preço definido para a sua estreia na bolsa de Wall Street foi de 150 dólares. </P><br />
<P>Apesar da sua avaliação, o peso da SpaceX no Nasdaq-100 ronda cerca de 1%, uma vez que o índice tem em conta as ações disponíveis para a negociação no mercado. </P><br />
<P>A empresa vendeu menos de 5% das suas ações na sua oferta pública inicial (IPO). </P><br />
<P>Uma parcela dos títulos continua bloqueada, o que limita o número de ações disponíveis e o volume de compras. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786498]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Condenada, mas ainda elegível: Marine Le Pen reabre guerra política com esquerda francesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:53:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Marine Le Pen foi condenada a três anos de prisão, incluindo um ano de pena efetiva suscetível de adaptação, e a 45 meses de inelegibilidade, dos quais 30 com pena suspensa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Marine Le Pen voltou ao centro da política francesa depois de o tribunal de recurso de Paris a ter condenado no caso dos assistentes parlamentares europeus da antiga Frente Nacional. A líder do Reagrupamento Nacional foi considerada culpada de desvio de fundos públicos, mas a nova decisão deixa em aberto a possibilidade de uma candidatura às presidenciais de 2027.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, Marine Le Pen foi condenada a três anos de prisão, incluindo um ano de pena efetiva suscetível de adaptação, e a 45 meses de inelegibilidade, dos quais 30 com pena suspensa. Na prática, a decisão reduz de forma significativa a pena aplicada em primeira instância e já não impede, neste momento, a dirigente de extrema-direita de se apresentar às próximas presidenciais.</p>
<p>Em 2025, Marine Le Pen tinha sido condenada a quatro anos de prisão, dois dos quais em regime efetivo com vigilância eletrónica, e a cinco anos de inelegibilidade com execução imediata. O novo acórdão altera esse cenário e reabre o debate sobre a sua presença na corrida ao Eliseu.</p>
<p>A líder do RN tem, no entanto, repetido nos últimos meses que não pretende fazer campanha presidencial se tiver de usar uma pulseira eletrónica. Depois de sair do tribunal, dirigiu-se à sede do partido para se encontrar com Jordan Bardella, o seu sucessor natural e figura cujo futuro presidencial depende diretamente da decisão que Le Pen venha a tomar.</p>
<p>A dirigente deverá pronunciar-se esta noite numa entrevista à TF1, num momento decisivo para a estratégia do Reagrupamento Nacional. A questão já não é apenas jurídica: é também política, simbólica e eleitoral.</p>
<p><strong>A esquerda reage: “exemplaridade” em causa</strong></p>
<p>As reações à esquerda foram imediatas e duras. Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa, defendeu na rede social X que o país deve “livrar-se do RN” pela “via das urnas e pela vontade do povo”. Para Mélenchon, pouco muda com a eventual candidatura de Marine Le Pen ou de outro nome do partido.</p>
<p>François Ruffin, antigo deputado da França Insubmissa, foi mais longe, considerando que imaginar uma candidata presidencial a fazer campanha com uma pulseira eletrónica presa ao tornozelo seria sinal do “grau de corrupção da nação”.</p>
<p>Também Marine Tondelier, secretária nacional dos Ecologistas, criticou a decisão, considerando que Le Pen beneficiou de “grande indulgência” por parte da justiça, nomeadamente pela rapidez com que o recurso foi apreciado. Para a dirigente ecologista, as restrições associadas à pulseira eletrónica parecem pouco compatíveis com uma campanha presidencial.</p>
<p><strong>Socialistas e comunistas pressionam Le Pen</strong></p>
<p>Do lado socialista, Olivier Faure, primeiro secretário do Partido Socialista, sublinhou que um candidato à mais alta função do Estado deve ser exemplar. Na sua leitura, Marine Le Pen não cumpre esse requisito neste processo.</p>
<p>Boris Vallaud, deputado das Landes e presidente do grupo socialista na Assembleia Nacional, usou termos ainda mais duros, afirmando que a decisão judicial mostra que Marine Le Pen é uma “delinquente”. “Depois, cabe-lhe a ela colocar a questão de saber se, sendo uma delinquente, se apresenta aos eleitores. Eu tenho a minha resposta”, declarou.</p>
<p>Fabien Roussel, secretário nacional do Partido Comunista Francês, também considerou que uma condenação desta natureza, independentemente do regime de cumprimento da pena, não permite a alguém apresentar-se perante os franceses numa eleição presidencial.</p>
<p><strong>Macron evita comentar</strong></p>
<p>Emmanuel Macron recusou comentar a decisão judicial. A partir da Síria, onde se encontra em visita oficial, o presidente francês afirmou que o mais saudável para a democracia é que o chefe de Estado não comente decisões dos tribunais, sobretudo estando no estrangeiro.</p>
<p>O silêncio de Macron contrasta com a forte pressão política da esquerda e com a expectativa em torno da decisão de Marine Le Pen. A nova situação judicial deixa a líder do RN num terreno ambíguo: juridicamente, pode voltar a sonhar com 2027; politicamente, terá de medir o custo de uma candidatura marcada por uma condenação e pela eventual vigilância eletrónica.</p>
<p>O caso coloca o Reagrupamento Nacional perante uma escolha estratégica. Se Le Pen avançar, tentará transformar a condenação em prova de perseguição política, como já fez no passado. Se recuar, abre caminho a Jordan Bardella, que surge como alternativa natural para disputar o Eliseu.</p>
<p>A esquerda, por seu lado, procura fixar a discussão no terreno da exemplaridade democrática. Para os adversários de Marine Le Pen, a questão não é apenas saber se a lei permite a candidatura, mas se alguém condenado por desvio de fundos públicos deve disputar a mais alta função do Estado francês.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786492]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Arranha-céus em construção evacuado em Nova Iorque por receio de colapso</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/arranha-ceus-em-construcao-evacuado-em-nova-iorque-por-receio-de-colapso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:42:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Iorque]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipas de emergência foram chamadas ao número 235 da East 42nd Street pouco antes das 8h00, depois de operários terem alertado para problemas nas vigas de sustentação entre o 21.º e o 22.º pisos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um arranha-céus em construção perto do Grand Central Terminal, em Nova Iorque, foi evacuado esta terça-feira depois de trabalhadores terem detetado sinais de falha estrutural no edifício de 38 andares, incluindo vigas a ceder, fissuras e pisos a afundar.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, as equipas de emergência foram chamadas ao número 235 da East 42nd Street pouco antes das 8h00, depois de operários terem alertado para problemas nas vigas de sustentação entre o 21.º e o 22.º pisos. As autoridades identificaram também várias fissuras e deformações nos pavimentos entre o 21.º e o 26.º andares.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">BREAKING: Midtown Manhattan high rise evacuated after construction workers discover buckled columns &#8230; sagging floors and falling bricks. 42nd &amp; 43rd streets near 2nd avenue closed as DOB assesses the danger. <a href="https://t.co/294MXBdkeY">pic.twitter.com/294MXBdkeY</a></p>
<p>&mdash; Steven Bognar (@Bogs4NY) <a href="https://x.com/Bogs4NY/status/2074508310867292580?ref_src=twsrc%5Etfw">July 7, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O edifício, situado em Midtown East, já acolheu escritórios da farmacêutica Pfizer e está atualmente a ser convertido num complexo residencial com mais de 1.600 apartamentos. A conclusão do projeto estava prevista para 2027.</p>
<p>O Departamento de Bombeiros de Nova Iorque, conhecido pela sigla FDNY, descreveu a ocorrência como uma “grande operação de resgate técnico”. Cerca de 40 viaturas e 130 bombeiros e paramédicos foram mobilizados para o local. Até ao momento, não há registo de feridos.</p>
<p>Por precaução, vários edifícios próximos foram também evacuados, incluindo um hotel e uma escola. Entre os imóveis abrangidos pelas medidas de segurança estão edifícios nas ruas 42 e 43, numa zona central de Manhattan, perto de uma das estações ferroviárias mais movimentadas da cidade.</p>
<p>O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, afirmou que a prioridade das autoridades é garantir a segurança de quem vive e trabalha na área. “Felizmente, não há relatos de feridos até ao momento. Todos os trabalhadores foram localizados. O edifício foi evacuado”, declarou, acrescentando que vários prédios altos nas imediações também estavam a ser esvaziados.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Video shows two columns buckled inside a Midtown building under construction. Dozens were evacuated and multiple streets were closed at the height of rush hour. See the full story : <a href="https://t.co/lgH632z6TN">https://t.co/lgH632z6TN</a> <a href="https://t.co/7eYIZtJNPI">pic.twitter.com/7eYIZtJNPI</a></p>
<p>&mdash; PIX11 News (@PIX11News) <a href="https://x.com/PIX11News/status/2074485553471373418?ref_src=twsrc%5Etfw">July 7, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Uma escola com cerca de 400 crianças foi igualmente evacuada. Na sequência da operação, grande parte das ruas 42 e 43, entre a Primeira e a Terceira Avenida, foi encerrada ao trânsito.</p>
<p>A circulação de peões e veículos foi também interrompida na East 42nd Street, entre a Segunda e a Terceira Avenida, enquanto as autoridades avaliavam a estabilidade da estrutura e mantinham o perímetro de segurança.</p>
<p>O FDNY recorreu a drones para examinar o edifício a partir do exterior, enquanto o Departamento de Edifícios de Nova Iorque deslocou equipas para o local para investigar os relatos de problemas estruturais.</p>
<p>As autoridades aconselharam residentes, trabalhadores e passageiros a evitarem a zona e a utilizarem percursos alternativos até que a avaliação técnica esteja concluída.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786484]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha no &#8216;verde&#8217; com Jerónimo Martins a subir 3,55%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:33:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Jerónimo Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje com ganhos ligeiros, com o PSI a subir 0,34% para 9.249,11 pontos, em contraciclo com a generalidade das praças europeias e impulsionada pela Jerónimo Martins, que avançou 3,55%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje com ganhos ligeiros, com o PSI a subir 0,34% para 9.249,11 pontos, em contraciclo com a generalidade das praças europeias e impulsionada pela Jerónimo Martins, que avançou 3,55%.  </P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, nove fecharam no &#8216;verde&#8217; e as restantes sete em terreno negativo. </P><br />
<P>A bolsa de Lisboa contrariou o sentimento vivido na generalidade das restantes principais praças europeias: o alemão DAX caiu 1,37%, o francês CAC-40 recuou 0,51% e o espanhol IBEX-35 perdeu 0,22%. Em contrapartida, o britânico FTSE 100 ganhou 0,13%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786473]]></sapo:autor>
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		<title>A armadilha da inteligência artificial: produzimos mais, mas estamos a aprender menos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:31:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A inteligência artificial está a tornar muitos profissionais mais rápidos, mais produtivos e, em algumas tarefas, aparentemente melhores. Mas há um custo menos visível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial está a tornar muitos profissionais mais rápidos, mais produtivos e, em algumas tarefas, aparentemente melhores. Mas há um custo menos visível: a possibilidade de estar a enfraquecer a capacidade de pensar, aprender e resolver problemas sem ajuda da máquina.</p>
<p>A ideia é explorada pelo ‘Washington Post’ a partir de uma metáfora simples: contratar um treinador pessoal para ficar mais forte, mas pedir-lhe que levante os pesos por si. O resultado exterior pode parecer impressionante, mas o corpo não ganhou força. Com a IA, o risco é semelhante: a tarefa fica feita, mas a competência humana pode não evoluir — e até regredir.</p>
<p><strong>Ganhar produtividade, perder capacidade</strong></p>
<p>Os ganhos de produtividade são reais. Num estudo publicado em 2026 na revista ‘Organization Science’, Ethan Mollick, da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, e outros investigadores analisaram o desempenho de centenas de consultores da Boston Consulting Group com e sem acesso a IA. Os participantes que usaram a tecnologia concluíram mais 12% de tarefas e fizeram-no, em média, 25% mais depressa. Nas tarefas para as quais a IA estava bem preparada, a qualidade também foi avaliada como superior.</p>
<p>Outro estudo, liderado por Grace Liu, da Universidade Carnegie Mellon, testou o impacto da IA na resolução de problemas matemáticos com frações. Os participantes com acesso ao GPT-5 resolveram quase 90% dos problemas, contra 72% no grupo sem IA. À primeira vista, os resultados parecem confirmar o potencial das ferramentas de inteligência artificial como apoio ao trabalho e à aprendizagem.</p>
<p>Mas os mesmos estudos revelam uma armadilha. No caso dos consultores da BCG, quando as tarefas estavam fora da zona de competência da IA, os utilizadores da tecnologia cometeram mais erros do que os colegas que trabalharam sem ajuda. Fabrizio Dell’Acqua, coautor do estudo, descreveu o fenómeno como “adormecer ao volante”: a pessoa continua no comando, mas deixa de vigiar o caminho.</p>
<p>No estudo sobre matemática, o problema foi ainda mais claro. Depois de lhes retirarem o acesso à IA, os participantes que tinham usado a ferramenta passaram a ter resultados piores do que aqueles que nunca a tinham utilizado. Também desistiam mais depressa. O efeito surgiu após apenas dez minutos de assistência da IA.</p>
<p><strong>A “rendição cognitiva”</strong></p>
<p>Outra investigação, de Steven Shaw e Gideon Nave, investigadores da Wharton, analisou como as pessoas reagem quando recebem respostas certas ou erradas de ‘chatbots’ fluentes. Num estudo com mais de 1.300 participantes, os investigadores observaram que muitos adotavam as respostas da IA sem as questionar, mesmo quando estavam erradas. Chamaram a este estado “rendição cognitiva”: o momento em que o utilizador abdica do controlo mental e assume o julgamento da máquina como seu.</p>
<p>Quando a IA estava certa, a precisão dos participantes subia 25 pontos percentuais face ao grupo sem IA. Quando estava errada, caía 15 pontos abaixo. Em ambos os casos, os utilizadores sentiam-se mais confiantes. O problema, portanto, não é apenas errar: é errar com mais segurança.</p>
<p>Os autores descrevem este fenómeno como uma espécie de “Sistema 3”, uma camada externa e automatizada de pensamento que se junta aos dois modos popularizados pelo psicólogo Daniel Kahneman: a intuição rápida, ou Sistema 1, e o raciocínio lento e deliberado, ou Sistema 2. Em teoria, este terceiro sistema pode ajudar a corrigir intuições falhadas e a melhorar decisões. Na prática, muitos utilizadores acabam por se demitir do esforço de pensar.</p>
<p><strong>O que queremos continuar a saber fazer?</strong></p>
<p>A questão central passa a ser o que cada pessoa quer preservar. A IA pode redigir um memorando, resolver um exercício, escrever código ou sintetizar investigação. Mas se essas tarefas são também o caminho para aprender, ganhar critério e desenvolver capacidade própria, entregar tudo à máquina pode ter um custo. Ethan Mollick resume a ambivalência de forma direta: a IA “pode tornar-nos ótimos ou terríveis”.</p>
<p>A história não é nova. Platão, ao recordar Sócrates, alertou que a escrita poderia criar esquecimento. A chegada das calculadoras, nos anos 70, também gerou receios sobre o impacto na aprendizagem. Mais tarde, a internet trouxe a pergunta sobre se o Google estaria a tornar-nos menos inteligentes. A diferença, diz Shaw, é que a IA permite agora delegar não apenas memória ou cálculo, mas o próprio processo de raciocínio.</p>
<p>Os grandes modelos de linguagem não pensam como humanos. São treinados para prever a palavra seguinte, não para ter senso comum ou compreender o mundo como uma pessoa. Podem ser brilhantes a escrever código, sobretudo quando o resultado pode ser testado, mas também podem ser manipulados, inventar respostas ou aceitar premissas absurdas com enorme fluência.</p>
<p><strong>Usar a IA sem entregar o volante</strong></p>
<p>Para os especialistas ouvidos pelo ‘Washington Post’, a resposta não passa por rejeitar a IA, mas por decidir como a usar. A primeira regra é perceber em que tarefas a tecnologia é forte e onde continua frágil. A fronteira muda rapidamente e é irregular: em alguns domínios a IA supera humanos, noutros falha de forma inesperada. O julgamento humano continua a ser decisivo para saber quando aceitar, corrigir ou rejeitar a resposta da máquina.</p>
<p>A segunda regra é proteger o espaço da criação e da aprendizagem. Vários investigadores citados pelo jornal recusam usar IA para gerar as primeiras ideias ou escrever primeiros rascunhos, mas aceitam usá-la depois como parceira crítica: para testar argumentos, encontrar fragilidades, sugerir contraexemplos ou assumir partes mais mecânicas do trabalho.</p>
<p>Na aprendizagem, o ponto é ainda mais sensível. Uma IA que desafia o aluno, faz perguntas e obriga a explicar raciocínios pode ser útil. Uma IA que se limita a dar respostas pode ser corrosiva. Um estudo com 27 mil estudantes chineses concluiu que os resultados pioravam quando os alunos usavam IA para despachar trabalhos de casa. Mas as perdas eram menores quando mantinham o mesmo tempo de estudo e usavam a ferramenta como apoio, não como substituto.</p>
<p><strong>A tecnologia deve aprofundar o esforço, não eliminá-lo</strong></p>
<p>Na programação, investigadores da Anthropic concluíram que o uso de IA prejudicou, em média, a compreensão conceptual, a leitura de código e a capacidade de depuração de programadores a aprender uma nova biblioteca. Mas os que pediam explicações e faziam perguntas de seguimento preservavam melhor a aprendizagem do que os que apenas pediam código pronto.</p>
<p>A conclusão é simples, mas exigente: a IA deve aprofundar o esforço cognitivo, não eliminá-lo. Usá-la bem implica resistir à tentação de aceitar a primeira resposta, pedir explicações, confrontar argumentos e manter espaço para o trabalho mental independente.</p>
<p>A inteligência artificial pode ser uma ferramenta de produtividade poderosa. Mas, se for usada como substituto permanente do raciocínio, arrisca transformar ganhos imediatos em perda de autonomia intelectual. A pergunta decisiva deixa de ser apenas “o que é que a IA consegue fazer por mim?” e passa a ser: “que capacidades quero continuar a desenvolver por mim próprio?”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786476]]></sapo:autor>
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		<title>Trump tem aliados secretos dentro da NATO — e nem todos estão do seu lado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:16:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Em Ancara, o antigo magnata chega com uma lista de aliados indiretos que lhe dão sobretudo uma coisa: margem de pressão sobre os restantes membros da Aliança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO está reunida em Ancara para uma cimeira de dois dias marcada por uma missão central: manter Donald Trump dentro da Aliança, mostrando que a Europa e o Canadá estão dispostos a assumir uma fatia maior dos custos da sua própria defesa.</p>
<p>Segundo a ‘Newsweek’, os verdadeiros aliados de Trump dentro da NATO nem sempre são os líderes que o elogiam ou que partilham a sua orientação política. Muitas vezes, são os Governos, ameaças, setores industriais e dependências estratégicas que tornam a Aliança mais cara, mais vulnerável e mais fácil de renegociar em termos favoráveis a Washington.</p>
<p>A NATO continua a assentar no artigo 5º, o compromisso de defesa coletiva entre aliados, e reafirmou a Rússia como ameaça de longo prazo. Mas a pressão de Trump já mudou a fasquia: os membros comprometeram-se a caminhar para uma meta de investimento em defesa equivalente a 5% do PIB até 2035. Mesmo assim, o próprio Trump diz que o dinheiro já não é o ponto central. Depois de se reunir com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou: “Não precisamos do dinheiro deles. Não precisamos de nada. Só quero lealdade.”</p>
<p>A questão, sublinha a análise, é se Trump procura lealdade ou submissão. Em Ancara, o antigo magnata chega com uma lista de aliados indiretos que lhe dão sobretudo uma coisa: margem de pressão sobre os restantes membros da Aliança.</p>
<p>Um dos casos mais simbólicos é Giorgia Meloni. A primeira-ministra italiana parecia, à partida, uma ponte natural para Trump na Europa: lidera um Governo nacionalista de direita e cultivou uma relação pessoal com o líder americano. Mas tornou-se também um aviso para os restantes aliados. Trump criticou-a depois da cimeira do G7 em França, acusou Itália de falta de cooperação durante a guerra no Irão e voltou a atacá-la antes da cimeira de Ancara. A lição é clara: proximidade ideológica não garante proteção perante a imprevisibilidade de Trump.</p>
<p>Outro aliado silencioso está na tecnologia. A dependência tradicional da NATO em relação aos Estados Unidos sempre passou por tropas, bases, armas nucleares e equipamento militar avançado. Agora, passa também por dados, computação em nuvem, inteligência artificial, software de campo de batalha e sistemas autónomos. A Europa tenta desenvolver alternativas próprias, mas continua longe de substituir o poder das grandes tecnológicas americanas e dos fornecedores de defesa dos Estados Unidos.</p>
<p>A pressão orçamental europeia também joga a favor de Trump. A meta dos 5% dá-lhe uma vitória política, mas cria uma tensão permanente dentro da Aliança. Cada atraso nos planos de investimento, cada debate interno sobre despesa pública e cada falha no cumprimento dos objetivos alimenta o argumento de que a Europa continua a depender dos Estados Unidos sem pagar o suficiente pela sua segurança.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há países que reforçam a posição de Trump por comparação. Polónia, países bálticos e nórdicos surgem como exemplos de aliados que estão a aumentar a despesa em defesa e a levar a ameaça russa mais a sério. Para Washington, estes países servem de contraponto aos parceiros da Europa Ocidental que avançam mais devagar ou enfrentam maiores resistências políticas internas.</p>
<p>Vladimir Putin é, neste quadro, o adversário que reforça a fatura apresentada por Trump. A guerra na Ucrânia justifica a existência da NATO e mantém viva a necessidade de dissuasão militar. Mas permite também a Trump perguntar por que razão devem os contribuintes americanos suportar uma parte tão pesada da defesa europeia quando a ameaça russa está no continente europeu.</p>
<p>Dentro da própria estrutura da NATO, há figuras que ajudam a traduzir a pressão de Trump numa linguagem institucional. Matt Whitaker, embaixador dos Estados Unidos junto da Aliança, tem insistido que Trump espera dos aliados uma resposta imediata e um caminho credível para a meta dos 5%. O seu papel é funcionar como uma espécie de intermediário: reforça a pressão de Washington, mas tenta apresentá-la como uma forma de tornar a NATO mais forte.</p>
<p>Mark Rutte desempenha uma função semelhante, mas a partir do topo da organização. O secretário-geral da NATO tem procurado transformar as exigências de Trump numa narrativa de sucesso para a Aliança. Na Casa Branca, chegou a apresentar gráficos que atribuíam ao líder americano o mérito por mais de um bilião de dólares em despesa adicional de aliados europeus e do Canadá desde 2017. Para a ‘Newsweek’, Rutte tornou-se o “tradutor” do trumpismo dentro da NATO: suaviza as ameaças, enquadra-as institucionalmente e devolve-as como prova de que a Aliança está a adaptar-se.</p>
<p>Também a indústria americana de defesa surge como uma das grandes beneficiárias. O discurso de Trump é muitas vezes apresentado como isolacionista, mas o fluxo de dinheiro conta outra história. Se os aliados europeus aumentarem a despesa militar, muitos dos novos contratos acabarão em empresas dos Estados Unidos. Para a Europa, trata-se de autonomia estratégica; para Trump, é procura externa para a indústria americana.</p>
<p>Xi Jinping é outro elemento central nesta equação. A ascensão da China como potência militar, tecnológica e estratégica permite a Washington deslocar o foco para o Pacífico e para o hemisfério ocidental. Quanto mais os Estados Unidos definem Pequim como o principal desafio global, mais fácil se torna para Trump dizer à Europa que deve financiar a sua própria segurança.</p>
<p>No topo da lista surge a Turquia. Recep Tayyip Erdoğan recebe a cimeira em Ancara e oferece a Trump uma combinação rara de diplomacia pessoal, geografia estratégica, capacidade militar e margem negocial dentro da Aliança. O encontro ocorre num momento em que se discute a venda de caças F-35 à Turquia e o levantamento de sanções ao setor de defesa turco, ao mesmo tempo que Ancara tenta recuperar espaço no centro da arquitetura de segurança euro-atlântica.</p>
<p>Para Trump, a NATO é cada vez menos uma comunidade política de aliados e cada vez mais uma conta a cobrar, um mercado a abrir e uma dependência a reavaliar. A sua estratégia não procura necessariamente amigos ideológicos. Procura atores que lhe deem influência, argumentos e capacidade de pressão.</p>
<p>A cimeira de Ancara mostra precisamente isso: na NATO de Trump, a amizade conta menos do que a utilidade. O que importa é quem ajuda a transformar a Aliança numa negociação permanente — e quem lhe permite chamar “lealdade” ao que, na prática, é poder de negociação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786471]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação nas Caldas da Rainha</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/meia-centena-de-pessoas-com-sintomas-de-intoxicacao-nas-caldas-da-rainha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:07:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Caldas da Rainha]]></category>
		<category><![CDATA[intoxicação alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação alimentar foram assistidas no Hospital das Caldas da Rainha, a maioria jovens que participam num torneiro de futebol, informou hoje a Câmara Municipal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação alimentar foram assistidas no Hospital das Caldas da Rainha, a maioria jovens que participam num torneiro de futebol, informou hoje a Câmara Municipal.</P><br />
<P>&#8220;Estima-se que entre 40 a 50 pessoas se tenham deslocado ao hospital desde ontem [segunda-feira] à noite, com sintomas como vómitos e diarreias&#8221;, disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques (independente).</P><br />
<P>O autarca precisou que &#8220;a maioria são jovens&#8221; que participam no torneiro &#8216;Footmania&#8217;, que decorre neste concelho e no de Óbidos (ambos no distrito de Leiria) até quarta-feira.</P><br />
<P>O Footmania 2026, Torneio Internacional de Futebol Juvenil, teve início em 24 de junho e reuniu 3.600 atletas, de 200 equipas, dos quais, nesta última fase, se encontram no concelho &#8220;mais de 1.500 jovens e alguns adultos&#8221;, explicou o autarca. </P><br />
<P>Porém, esclareceu, &#8220;nem todas as pessoas que apresentaram estes sintomas têm ligações ao evento, havendo também caldenses que tiveram que recorrer ao hospital&#8221;.</P><br />
<P>As causas deste surto &#8220;estão a ser investigadas pela Unidade de Saúde Pública&#8221;, informou Vítor Marques, adiantando que &#8220;já foi feita uma vistoria a todo o processo alimentar e não foi detetado qualquer problema&#8221;.</P><br />
<P>O restaurante que fornece as refeições dos atletas, na Expoeste &#8212; Centro de Exposições, &#8220;vai continuar a fazer as refeições hoje e quarta-feira&#8221;, já que, segundo o autarca, a inspeção realizada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já terá permitir concluir que &#8220;a situação não estará relacionada com a proveniência das refeições&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A Saúde Pública está a enveredar um conjunto de esforços para perceber as causas, se estão relacionadas com intoxicação alimentar ou com viroses&#8221;, acrescentou, sublinhando que a Câmara já despistou também &#8220;suspeitas de que possa haver alguma relação com a rede de água [do concelho] ou com a água da Lagoa de Óbidos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A nossa rede de água tem análises consecutivas e não temos, até à data, nenhum registo de alteração de resultados das análises&#8221;, afirmou, dando ainda nota de que, relativamente às análises à qualidade da água da lagoa e aos bivalves, também &#8220;não há registo de alterações&#8221;.</P><br />
<P>Os pedido de auxílio de jovens, até aos 16 anos, começaram a surgir cerca das 21:00 de segunda-feira e, segundo o comandante sub-regional de operações de Socorro, Carlos Silva, &#8220;até às 10:30 de hoje tinham sido transportados pelos bombeiros 16 pessoas, das quais 15 jovens e um adulto, sendo que destas pessoas, nem todas tinham comido a refeição fornecida pela organização do torneio&#8221;.</P><br />
<P>O número de pessoas que recorreram ao hospital aumentou ao longo do dia mas, segundo Vítor Marques, &#8220;quase todos foram tendo alta, havendo apenas um número reduzido que ficou a receber soro&#8221;.</P><br />
<P>A Lusa contactou o Hospital das Caldas da Rainha e a organização do Footmania mas ainda não foi possível obter mais esclarecimentos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786451]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Descoberto novo método de combate a bactérias resistentes a antibióticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Califórnia]]></category>
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					<description><![CDATA[Cientistas descobriram que comunidades bacterianas conhecidas como biofilmes são capazes de ativar uma "cápsula de escape" para libertar células e garantir a sobrevivência da colónia, abrindo caminho ao combate a bactérias resistentes a antibióticos sem usar medicamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cientistas descobriram que comunidades bacterianas conhecidas como biofilmes são capazes de ativar uma &#8220;cápsula de escape&#8221; para libertar células e garantir a sobrevivência da colónia, abrindo caminho ao combate a bactérias resistentes a antibióticos sem usar medicamentos.</P><br />
<P>Estas são as conclusões de um estudo da Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade Pompeu Fabra em Barcelona, publicado na revista da especialidade Nature Microbiology, que documenta pela primeira vez este fenómeno, semelhante ao mecanismo usado pelas medusas para expelir células urticantes, enquanto estudavam à bactéria bacilo do feno (bacillus subtilis).</P><br />
<P>&#8220;Descobrimos que, no final do seu ciclo de vida, esses biofilmes bacterianos ejetam à força células específicas da comunidade&#8221;, explicou o investigador principal do estudo, Gürol Süel, da Universidade da Califórnia.</P><br />
<P>Para desvendar os mecanismos físicos por detrás dessa expulsão, a equipa de investigação obteve imagens de alta resolução em escala de célula única que permitiram analisar a matriz extracelular que conecta as bactérias.</P><br />
<P>Os cientistas da Universidade Pompeu Fabra desenvolveram um modelo matemático que confirma que a ejeção é resultado direto de mudanças mecânicas na própria estrutura do biofilme.</P><br />
<P>As bactérias segregam um polímero que forma um hidrogel capaz de absorver até mil vezes o seu peso em água, e à medida que incha devido à acumulação de fluido, impulsiona as células internas através das camadas externas, expelindo este microrganismos da colónia.</P><br />
<P>Esta capacidade de dispersão permite que as bactérias garantam o futuro da espécie, desenvolvendo células móveis que podem viajar e colonizar novos ambientes saudáveis. </P><br />
<P>Após decifrar o processo, os cientistas conseguiram forçar a completa destruição dos biofilmes através da manipulação genética e química desse polímero, permitindo a eliminação da comunidade sem a necessidade de medicamentos tradicionais.</P><br />
<P>Este método inovador para destruir bactérias nocivas e resistentes a antibióticos pode ser também uma ajuda na compreensão da disseminação da metástase do cancro, visto que os tumores compartilham características conceituais com os biofilmes bacterianos, destacam os investigadores. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786456]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mais de 5.700 peticionários pedem anulação dos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 5.700 pessoas subscreveram uma petição em que pedem a anulação dos exames nacionais, sem prejuízo dos alunos, devido aos problemas no processo de correção, argumentando que as sucessivas falhas técnicas comprometem a validade das provas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 5.700 pessoas subscreveram uma petição em que pedem a anulação dos exames nacionais, sem prejuízo dos alunos, devido aos problemas no processo de correção, argumentando que as sucessivas falhas técnicas comprometem a validade das provas.</p>
<p>&#8220;Se não for possível garantir, de forma imediata e inequívoca, a correção integral e rigorosa das provas, então a única solução justa, proporcional e juridicamente segura é a anulação dos Exames Nacionais 2026 sem qualquer prejuízo para os alunos&#8221;, lê-se na <a href="https://peticaopublica.com/?pi=PT131831" target="_blank" rel="noopener">petição</a>.</p>
<p>O texto, da iniciativa de encarregados de educação e alunos, foi subscrito por mais de 5.700 pessoas, aproximando-se do mínimo de 7.500 assinaturas necessário para garantir que é debatido em sessão plenária na Assembleia da República.</p>
<p>Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.</p>
<p>No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início e, nas últimas semanas, professores classificadores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e problemas técnicos na plataforma de distribuição e classificação.</p>
<p>Na semana passada, o Governo anunciou o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais devido aos problemas técnicos que, na segunda-feira, o ministro da Educação disse estarem resolvidos.</p>
<p>Ainda assim, os peticionários manifestam-se preocupados com o risco de &#8220;injustiças irreversíveis&#8221;, por considerarem que as falhas registadas não permitem &#8220;garantir que todas as provas foram digitalizadas e classificadas corretamente&#8221;.</p>
<p>Para os peticionários, está em causa o principio de igualdade, o direito à avaliação justa e rigorosa e a potencial violação do direito ao acesso ao ensino superior.</p>
<p>Consideram ainda que o reconhecimento das falhas, por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, &#8220;confirma que o sistema implementado não estava preparado, não foi devidamente testado e falhou em aspetos essenciais da avaliação externa&#8221;.</p>
<p>Além da anulação dos exames nacionais, a petição defende ainda que as notas internas dos alunos sejam validadas como base para o acesso ao ensino superior, garantias de que nenhum aluno será prejudicado e a elaboração de um relatório público sobre o processo de classificação.</p>
<p>Por outro lado, os peticionários sublinham o impacto emocional e psicológico nos alunos e o impacto financeiro para as famílias do adiamento da segunda fase dos exames nacionais, que deveria começar a 16 de julho e arranca apenas na tarde de 20 de julho, e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.</p>
<p>Por isso, pedem também mecanismos de compensação para as famílias que sofreram perdas financeiras devido às alterações de calendário.</p>
<p>Ressalvando que não contestam o modelo digital, mas a &#8220;implementação apressada, sem testes adequados&#8221;, pedem igualmente que a correção eletrónica seja suspensa e retomada apenas quando for fiável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786453]]></sapo:autor>
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		<title>Cumpriu 14 meses de prisão por acidente mortal. Agora diz que a culpa foi dos travões do Ferrari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Robert Ebert]]></category>
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					<description><![CDATA[Robert Ebert, antigo responsável pela área de ações do Deutsche Bank para a região Ásia-Pacífico, foi condenado por condução perigosa após o atropelamento mortal de Ku Lap-chi]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um antigo alto quadro do Deutsche Bank, que cumpriu 14 meses de prisão em Hong Kong depois de atropelar mortalmente um segurança ao volante de um Ferrari 458 Spider, quer agora processar a marca italiana, alegando que o acidente terá sido causado por uma falha nos travões.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, Robert Ebert, antigo responsável pela área de ações do Deutsche Bank para a região Ásia-Pacífico, foi condenado por condução perigosa após o atropelamento mortal de Ku Lap-chi, ocorrido em junho de 2015, quando seguia de carro para o trabalho.</p>
<p>Ebert sempre afirmou que se tratou de um acidente e que os travões do Ferrari 458 Spider falharam. No julgamento em Hong Kong, porém, um funcionário da Ferrari prestou depoimento como perito e defendeu que a falha descrita era “impossível”, tendo em conta a sofisticação do sistema de travagem do veículo.</p>
<p>O antigo banqueiro, nascido em Londres, foi condenado a 22 meses de prisão, dos quais cumpriu 14, antes de ser deportado para o Reino Unido. Agora, pretende avançar com uma ação de milhões de libras contra a Ferrari, sustentando que milhares de veículos da marca, incluindo o seu, foram posteriormente alvo de recolhas por problemas relacionados com os travões.</p>
<p>Esta terça-feira, Robert Ebert iniciou no Supremo Tribunal de Londres um pedido prévio à ação judicial para obrigar a Ferrari a entregar documentos que, segundo a sua defesa, poderão ajudar a esclarecer que conhecimento tinha a empresa sobre estes problemas na altura do julgamento em Hong Kong.</p>
<p>Andrew Butler KC, advogado de Ebert, afirmou em tribunal que o antigo banqueiro perdeu o controlo do Ferrari 458 Spider a 9 de junho de 2015, tendo o veículo saído da estrada e embatido no segurança Ku Lap-chi, que morreu na sequência do acidente.</p>
<p>A defesa sublinhou que Ebert manteve desde o início a versão de que os travões tinham falhado, mas acabou condenado depois de a Ferrari enviar um representante ao julgamento, Martino Casolari, cujo depoimento sustentou que o cenário descrito pelo condutor era cientificamente impossível.</p>
<p>Segundo o advogado, esse depoimento foi um fator relevante na condenação. A defesa argumenta agora que a situação ganhou novo significado depois de a Ferrari ter emitido, anos mais tarde, recolhas de determinados modelos por defeitos associados ao sistema de travagem.</p>
<p>Em outubro de 2021, a marca italiana chamou à oficina vários modelos nos Estados Unidos, incluindo veículos da mesma classe do Ferrari 458. Em 2022, foi anunciada uma nova recolha na China, abrangendo mais de dois mil automóveis importados entre março de 2010 e março de 2019, também por uma falha relacionada com os travões.</p>
<p>De acordo com a defesa, o anúncio chinês fazia referência a uma tampa do reservatório do fluido dos travões que poderia não ventilar corretamente. O carro de Ebert tinha sido produzido em fevereiro de 2012, o que, segundo os seus advogados, o colocaria dentro do universo de veículos abrangidos por essa recolha.</p>
<p>O antigo banqueiro sustenta que quer conhecer exatamente que informação tinha a Ferrari sobre estes eventuais problemas na altura do seu julgamento, com vista a apresentar uma ação contra a fabricante italiana. A defesa afirma que a condenação teve consequências devastadoras na sua vida pessoal e profissional.</p>
<p>Na altura do acidente, Ebert ganhava entre 2,5 e 5 milhões de dólares por ano no Deutsche Bank e, segundo o seu advogado, estava em progressão para funções que poderiam render entre 6 e 7 milhões de dólares anuais, com potencial para chegar a valores entre 8 e 11 milhões. Após a condenação, perdeu o cargo e o emprego.</p>
<p>Atualmente, segundo a defesa, vive no Reino Unido e dirige uma empresa própria de serviços financeiros, com rendimentos anuais de cerca de 80 mil libras. O advogado acrescentou que a condenação continua a limitar a sua vida, uma vez que lhe terá sido recusada a entrada em vários países, incluindo Hong Kong, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.</p>
<p>A Ferrari contesta o pedido. Tim Otty KC, advogado da marca italiana, afirmou em tribunal que Ebert está a tentar contornar os procedimentos legais adequados e que qualquer pedido de acesso a documentos deveria ser feito em Hong Kong ou em Itália, não em Londres.</p>
<p>A defesa da Ferrari rejeita ainda que as recolhas posteriores tenham qualquer relação com o acidente ou com a condenação do antigo banqueiro. A empresa nega que o defeito associado às recolhas tenha causado o acidente e contesta a alegação de que o depoimento prestado no julgamento tenha sido falso, enganador ou negligente.</p>
<p>Para a marca italiana, o pedido apresentado em Londres representa uma tentativa imprópria de obter documentos detidos no estrangeiro fora dos mecanismos legais internacionais adequados. A Ferrari defende que Ebert deveria primeiro intentar uma ação e procurar a divulgação de provas nas jurisdições competentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786454]]></sapo:autor>
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		<title>Horas de filas e passageiros a perder voos: o horror de verão nos aeroportos europeus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entry-Exit System, conhecido pela sigla EES, obriga viajantes de fora da União Europeia a registar dados biométricos, incluindo impressões digitais e imagem facial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo sistema digital de controlo de fronteiras da União Europeia está a provocar atrasos em vários aeroportos europeus, numa altura em que o fluxo de passageiros aumenta com as viagens de verão. O Entry-Exit System, conhecido pela sigla EES, obriga viajantes de fora da União Europeia a registar dados biométricos, incluindo impressões digitais e imagem facial, sempre que entram ou saem do espaço Schengen.</p>
<p>Segundo o ‘El Confidencial’, há aeroportos onde as filas para passageiros extracomunitários já chegam às duas horas. Um dos casos mais visíveis é o aeroporto de Berlim-Brandeburgo, onde os maiores constrangimentos se concentram na Terminal 2, usada por várias companhias ‘low-cost’ e por muitos passageiros britânicos.</p>
<p>O sistema aplica-se a nacionais de países terceiros que viajam para estadas curtas no espaço europeu. Ficam fora, entre outros casos, cidadãos do Espaço Económico Europeu — Islândia, Noruega e Liechtenstein — e titulares de passaporte suíço, além de situações específicas como autorizações de residência ou vistos de longa duração.</p>
<p>O aeroporto de Berlim-Brandeburgo admite que a introdução do EES pode gerar tempos de espera mais longos na entrada e saída do espaço Schengen. A infraestrutura explica que os passageiros podem fazer um pré-registo em quiosques automáticos antes de seguirem para os agentes de controlo fronteiriço, mas o processo acrescenta etapas ao controlo tradicional de passaportes.</p>
<p>A razão é simples: além da leitura do passaporte, o novo sistema exige a recolha e verificação de dados biométricos. Na prática, o passageiro extracomunitário tem de passar por quiosques eletrónicos, registar impressões digitais e tirar uma fotografia. Em períodos de maior afluência, qualquer falha técnica, falta de pessoal ou insuficiência de equipamentos transforma o controlo fronteiriço num ponto de estrangulamento.</p>
<p>A ACI Europe, associação que representa mais de 600 aeroportos em 55 países, atribui os problemas a uma combinação de fatores: falta de funcionários em alguns postos de fronteira, dificuldades técnicas nos quiosques eletrónicos e instabilidade do sistema central, com interrupções frequentes. Segundo a organização, os tempos de processamento nos controlos fronteiriços aumentaram até 70% em alguns aeroportos.</p>
<p>O impacto tem sido particularmente sentido desde a chegada da época alta. O que nos primeiros meses podia ser gerido com maior ou menor dificuldade tornou-se mais complexo com a multiplicação de viajantes. Há relatos de atrasos, filas prolongadas e passageiros que perderam voos de ligação em aeroportos como Berlim, Lisboa, Paris ou Frankfurt.</p>
<p>Para os aeroportos, o problema já não é apenas tecnológico, mas operacional. A ACI Europe fala numa “tempestade perfeita” e pediu à Comissão Europeia maior flexibilidade durante o verão, incluindo a possibilidade de suspender preventivamente o sistema em determinados pontos fronteiriços quando surgirem problemas operacionais graves.</p>
<p>Bruxelas, porém, tem resistido a esse caminho. A Comissão Europeia reconhece preocupações e dificuldades em alguns locais, mas sustenta que o impacto permanece limitado na maioria dos aeroportos e que os problemas devem ser avaliados caso a caso. O executivo comunitário insiste que eventuais atrasos podem resultar não apenas do EES, mas também da preparação de cada Estado-membro, incluindo pessoal, infraestrutura e equipamento disponível.</p>
<p>O objetivo oficial do sistema é reforçar a segurança nas fronteiras externas, substituir progressivamente o carimbo manual dos passaportes e permitir um controlo mais rigoroso do tempo de permanência de viajantes de países terceiros no espaço europeu. O EES regista entradas, saídas, recusas de entrada e dados biométricos, procurando identificar mais facilmente situações de permanência irregular ou utilização fraudulenta de documentos.</p>
<p>A tensão está, assim, na execução. Os aeroportos dizem apoiar os objetivos do novo sistema, mas defendem que a transição está a ser feita com pouca margem operacional para lidar com picos de passageiros, falhas técnicas e diferenças de preparação entre países. A Comissão, por sua vez, considera que a segurança das fronteiras exige uma aplicação consistente e que a suspensão do sistema poderia criar novas inconsistências no controlo dos viajantes.</p>
<p>O caso mostra a dificuldade de aplicar, ao mesmo tempo, uma infraestrutura tecnológica comum em dezenas de fronteiras geridas por administrações nacionais diferentes. Em teoria, o EES promete fronteiras mais seguras e controlos mais modernos. Na prática, neste primeiro verão de plena pressão sobre o sistema, muitos passageiros estão a descobrir que a fronteira digital europeia também pode significar mais tempo na fila.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786447]]></sapo:autor>
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		<title>Cinco batalhas ameaçam a NATO em Ancara — e a maior pode vir de dentro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Ancara]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[Organização que durante décadas ligou a segurança da Europa ao poder militar americano está a tentar adaptar-se a uns Estados Unidos menos previsíveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO está reunida em Ancara numa das cimeiras mais delicadas da sua história recente. Aos 77 anos, a Aliança Atlântica mantém a imagem habitual de unidade, com líderes dos 32 Estados-membros sentados à mesma mesa, mas o contexto mudou profundamente: a organização que durante décadas ligou a segurança da Europa ao poder militar americano está a tentar adaptar-se a uns Estados Unidos menos previsíveis.</p>
<p>Segundo a análise do ‘El País’, a cimeira decorre com cinco frentes abertas em simultâneo: a volatilidade de Donald Trump, a ameaça russa, as tensões entre aliados europeus, a crise no Médio Oriente e o crescimento das ameaças híbridas contra infraestruturas críticas, telecomunicações e cabos submarinos.</p>
<p>A frente mais sensível está dentro da própria Aliança. Donald Trump chega à cimeira depois de voltar a criticar os aliados europeus, acusando-os de dependerem da proteção americana sem contribuírem o suficiente. Mesmo com o compromisso de os membros caminharem para gastos em defesa equivalentes a 5% do PIB até 2035, o presidente dos Estados Unidos continua a questionar o valor estratégico da NATO para Washington.</p>
<p>O desconforto europeu aumentou depois de os Estados Unidos anunciarem uma revisão da sua presença militar no continente. Washington já confirmou a retirada de quase cinco mil militares de bases na Alemanha e cortes em equipamento associado aos planos de defesa da NATO, incluindo capacidades aéreas e navais. Para os aliados, o problema não é apenas operacional: é a dúvida sobre até que ponto Trump continua comprometido com o artigo 5º, o princípio de defesa coletiva que sustenta a Aliança desde 1949.</p>
<p>A Rússia continua a ser o outro grande teste. A versão preliminar da declaração da cimeira, citada pelo ‘El País’, descreve Moscovo como uma ameaça de longo prazo à segurança euro-atlântica. A guerra na Ucrânia arrasta-se há mais de quatro anos e, embora Vladimir Putin possa estar a ver a sua janela de oportunidade estreitar-se, várias fontes diplomáticas admitem que isso pode aumentar o risco de novas ações agressivas contra países aliados.</p>
<p>Os números citados pelo Conselho Europeu de Relações Externas ajudam a explicar a preocupação. Apesar de cerca de 1,2 milhões de baixas na frente ucraniana, a Rússia terá aumentado o efetivo militar em 234 mil soldados só em 2025, além de formar novas divisões, brigadas e regimentos. A mensagem que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, quer transmitir a Moscovo é direta: qualquer tentativa de testar a Aliança encontrará os aliados preparados.</p>
<p>O apoio à Ucrânia continua a ser uma prioridade estratégica, mas também aqui o equilíbrio mudou. Com Trump de regresso à Casa Branca, são sobretudo os aliados europeus e o Canadá que financiam Kiev, muitas vezes através da compra de armamento americano. A declaração da cimeira deverá reafirmar que a Ucrânia contribui para a segurança transatlântica e apontar para 70 mil milhões de euros em apoio este ano, embora grande parte desse montante já tenha sido anunciada ou desembolsada.</p>
<p>A terceira frente está na própria Europa. A NATO continua a ser uma aliança transatlântica, mas o seu centro de gravidade está a deslocar-se. Com Washington menos disponível para garantir sozinho a segurança europeia, os aliados do continente terão de assumir mais responsabilidades. Isso abre uma disputa inevitável: quem lidera a defesa europeia quando os Estados Unidos já não querem ocupar esse lugar da mesma forma?</p>
<p>As tensões já são visíveis. Reuniões em formato restrito entre França, Alemanha e Ucrânia, sem Itália e Polónia, foram recebidas com irritação em Roma e Varsóvia. O debate sobre autonomia estratégica europeia deixou de ser teórico. Passou a envolver dinheiro, indústria de defesa, comandos militares, prioridades nacionais e estatuto político dentro da própria Aliança.</p>
<p>A guerra no Irão e a segurança no Estreito de Ormuz acrescentam outra camada de tensão. Embora o conflito não seja formalmente uma questão da NATO, Trump transformou a falta de apoio europeu à ação americana numa queixa contra os aliados. Alguns países recusaram a utilização de bases nos seus territórios para operações ligadas ao conflito, agravando o mal-estar entre Washington e várias capitais europeias.</p>
<p>A Turquia, anfitriã da cimeira, procura também dar peso regional ao encontro. Ancara convidou representantes dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Bahrain, países ligados à Iniciativa de Cooperação de Istambul. O objetivo é projetar a discussão para lá da guerra na Ucrânia e abordar uma instabilidade que afeta energia, comércio, rotas marítimas e segurança global.</p>
<p>A quinta frente é menos visível, mas cada vez mais central: a guerra híbrida. A NATO identifica uma “zona cinzenta” onde propaganda, sabotagem, ciberataques, pressão económica, manipulação de redes sociais, inteligência artificial e desinformação substituem tanques e mísseis. Rússia, China e atores não estatais exploram vulnerabilidades nas cadeias de abastecimento, nos sistemas digitais e nas infraestruturas críticas.</p>
<p>A sabotagem de cabos submarinos, os ataques informáticos e os sobrevoos de drones ligados à Rússia em vários países aliados aceleraram a preocupação. A Aliança quer reforçar o flanco oriental, proteger infraestruturas críticas, fortalecer a base industrial de defesa e acompanhar a cooperação crescente entre Moscovo e Pequim, incluindo exercícios conjuntos no Mar Báltico.</p>
<p>A cimeira de Ancara é, por isso, mais do que uma demonstração de unidade. É um teste à capacidade da NATO de mudar sem se partir. A organização que durante décadas assentou na proteção norte-americana tenta agora continuar a dissuadir a Rússia, apoiar a Ucrânia, responder a crises globais e proteger infraestruturas críticas, enquanto aprende a viver com uns Estados Unidos menos previsíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786433]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>40 pessoas, milhões de folhas e segurança apertada: os bastidores dos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os exames começaram a chegar ao armazém desde 16 de junho, data do primeiro exame do calendário, o de Português. A partir daí, as equipas trabalharam sete dias por semana, das 8h00 às 22h00, para garantir que as provas fossem preparadas, digitalizadas e encaminhadas para classificação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Num armazém discreto em Mem Martins, entre Lisboa e Sintra, cerca de 40 pessoas trabalharam durante vários dias para digitalizar os exames nacionais do 11.º e 12.º anos. Foi ali que foram encaminhadas as provas realizadas no continente, antes de seguirem em formato digital para os professores classificadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, o Ministério da Educação garante que não há exames perdidos e que qualquer problema de digitalização pode ser corrigido a qualquer momento. A tutela assegura também que todo o processo decorre num ambiente controlado, com segurança, videovigilância e intervenção apenas de pessoas ligadas ao Ministério da Educação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A visita ao espaço decorreu esta segunda-feira, 6 de julho, com a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre, do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e do presidente do EduQa. Foi a primeira vez que jornalistas tiveram acesso ao local onde decorreu a operação de digitalização dos exames nacionais.</p>
<p><strong>Milhões de folhas processadas desde 16 de junho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos passaram por este centro de digitalização. O número traduz-se em milhões de páginas, já que cada prova pode ter várias folhas. O presidente do EduQa deu como exemplo o exame de Matemática, que tem cerca de 16 folhas, o que ajuda a perceber a dimensão da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os exames começaram a chegar ao armazém desde 16 de junho, data do primeiro exame do calendário, o de Português. A partir daí, as equipas trabalharam sete dias por semana, das 8h00 às 22h00, para garantir que as provas fossem preparadas, digitalizadas e encaminhadas para classificação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os exames foram transportados até Mem Martins pelas forças de segurança. Chegaram organizados e catalogados por origem, para permitir o controlo de todo o processo. Antes da digitalização, cada prova teve de ser preparada para garantir que podia ser corretamente processada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo do espaço, foram instalados vários equipamentos de digitalização. Luís Santos, presidente do EduQa, explicou aos jornalistas que os aparelhos podem parecer domésticos, mas são profissionais. Cada um custou três mil euros e foi comprado com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência destinadas à avaliação digital.</p>
<p class="isSelectedEnd">O EduQa adquiriu mais de 70 equipamentos, embora nem todos tenham sido utilizados. A compra incluiu unidades adicionais para prevenir eventuais falhas técnicas durante o processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A principal fase de digitalização já estava concluída no momento da visita, motivo pelo qual algumas salas se encontravam vazias. No piso inferior, permaneciam os exames devidamente acondicionados em envelopes e prateleiras, separados por zonas do país.</p>
<p><strong>Ministério garante que “os exames estão todos” no local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Fernando Alexandre garantiu que todos os exames se encontram no espaço de Mem Martins. O ministro sublinhou que o armazém é um local controlado e vigiado, onde o manuseamento das provas foi feito essencialmente por professores do Júri Nacional de Exames. Em alguns momentos, colaboradores do EduQa reforçaram as equipas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando é identificado um erro numa digitalização, o sistema permite localizar rapidamente o envelope correspondente, recuperar a prova, repetir o processo e voltar a colocá-la na plataforma que distribui os itens aos professores classificadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tutela tem insistido que não há exames desaparecidos e que o modelo permite retificar situações sempre que sejam reportados problemas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O armazém de Mem Martins tem também uma ligação histórica ao processo dos exames. O espaço pertenceu ao antigo Editorial do Ministério da Educação e Ciência e, até ao ano passado, ainda ali existiam máquinas usadas para imprimir provas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este ano, os exames passaram a ser impressos pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. O centro de Mem Martins foi, por isso, usado sobretudo para a nova fase digital do processo: receber, organizar e digitalizar as provas antes da classificação.</p>
<p>A visita terminou junto das equipas que trabalharam no local, incluindo professores que se dirigiam a uma antiga cantina para aquecer os almoços que tinham levado de casa. Para o presidente do EduQa, o momento teve caráter inédito: aquele processo nunca tinha sido mostrado publicamente.</p>
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