Espanha aprova lei da amnistia para acusados no processo de independência da Catalunha

Congresso dos Deputados aprovou esta quinta-feira, com 178 votos (PSOE, Sumar, Junts, ERC, PNV, EH Bildu, Podemos e BNG, além de José Luis Ábalos) a favor e 172 contra ((PP, Vox, UPN e CC), a lei de amnistia

Francisco Laranjeira

O Congresso dos Deputados aprovou esta quinta-feira, com 178 votos (PSOE, Sumar, Junts, ERC, PNV, EH Bildu, Podemos e BNG, além de José Luis Ábalos) a favor e 172 contra ((PP, Vox, UPN e CC), a lei de amnistia para os acusados ​​do processo de soberania catalã, acordada entre o Governo e os partidos independentistas.

A norma irá agora para o Senado onde, previsivelmente, será rejeitada pela maioria absoluta do PP. Em seguida, regressará à Câmara dos Deputados para aprovação final, indicou o jornal espanhol ‘El País’.

“Uma amnistia abrangente que não deixe de fora nenhum defensor da independência e que seja imediatamente aplicável”, comemorou o deputado Josep María Cervera, do partido Junts per Catalunya. Já Míriam Nogueras, do mesmo partido, salientou que a nova lei “não é o fim”. “O objetivo continua a ser a independência”, salientou a deputada pró-independência.

O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, deixou críticas. A amnistia “não é reconciliação, mas sim submissão” do Governo aos independentistas, apontou, tendo acusado o Governo de Pedro Sánchez e o PSOE de terem “feito tudo” o que os partidos pró-independência pediram. “Não subestimem a inteligência dos espanhóis, não venham com a convivência porque a amnistia esmaga direitos; não venham com justiça porque quer evitá-la; não venham com a democracia porque eliminam a separação de poderes; não venham com igualdade porque liquidam com regalias; não venham com a reconciliação porque a amnistia divide a Catalunha e a Espanha em duas”, frisou.

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