O Espaço será um campo de batalha chave no futuro, com a ameaça mais perigosa a ser um “ataque nuclear exo-atmosférico”, alertou um relatório do Ministério da Defesa britânico, que o jornal inglês ‘Independent’ noticiou. O órgão do Governo descreveu tal evento como um cenário de “morte permanente”, o que seria muito mais perigoso do que a guerra eletrónica, lasers, ataques cibernéticos ou ASAT orbitais (armas antissatélites).
“O domínio espacial pode ser interrompido (temporariamente ou a longo prazo e potencialmente em momentos críticos) ou alvo de ameaças que variam de efeitos não cinéticos e guerra eletrónica a ataques cinéticos”, afirmou o relatório, que não entrou em detalhes sobre a possibilidade de tal ataque. “O espaço trouxe vantagens sem precedentes e novas ameaças. A vida quotidiana depende do espaço e, para as Forças Armadas, o Espaço sustenta tecnologias vitais e vencedoras de batalhas”, escreveu Ben Wallace, secretário de Estado da Defesa.
O acesso ao espaço ficou mais barato e fácil com a implantação de megaconstelações e foguetes reutilizáveis, como os desenvolvidos pela SpaceX e pelo Projeto Kuiper da Amazon, o que tornou a área mais “competitiva, congestionada e contestada”. Países que podem ser hostis ao Reino Unido, como Rússia e China – ambos mencionados especificamente no relatório – poderão usar guerra eletrónica, armas de energia direta, armas antissatélite coorbitais e mísseis antissatélite de ascensão direta para “intercetar e explorar comunicações por satélite e ameaçar e potencialmente destruir os nossos sistemas espaciais”.
Os especialistas sugeriram a proibição de todas as armas antissatélite por causa do seu potencial impacto em detritos espaciais. Astronautas, agências espaciais e funcionários do Governo pediram às Nações Unidas para proibir armas que “empregam ataques físicos de alta velocidade através do uso de um ‘veículo para matar’ ou estilhaços para destruir ou desativar objetos em órbita”.
A Rússia “conduziu um teste não destrutivo de uma arma antissatélite baseada no Espaço” em julho de 2020, segundo o Comando Espacial dos Estados Unidos, e novamente em dezembro. A China também está a desenvolver mísseis e armas eletrónicas que podem atingir satélites de alta e baixa órbita, de acordo com um relatório do Pentágono.


