Espaço de eventos em Gaia que tinha sido fechado após queixas de ruído reabre hoje

O espaço de eventos Casa Yala, em Vila Nova de Gaia, que tinha sido fechado no final de julho após queixas de ruído, vai reabrir hoje, foi divulgado nas redes sociais.

Executive Digest com Lusa

O espaço de eventos Casa Yala, em Vila Nova de Gaia, que tinha sido fechado no final de julho após queixas de ruído, vai reabrir hoje, foi divulgado nas redes sociais.

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De acordo com várias publicações na rede social Instagram, hoje à noite, a partir das 23:00, estão marcadas várias atuações, havendo ainda apelos ao civismo dos visitantes.

A Lusa tentou contactar o responsável pela Casa Yala, Filipe Silva, para saber em que circunstâncias foi possível reabrir o espaço, mas sem sucesso até ao momento.

Na quarta-feira, a empresa responsável pela Casa Yala, encerrada pela Câmara de Gaia após “dezenas de reclamações” sobre ruído, disse à Lusa que iria avançar para tribunal “face à interrupção da atividade a meio da operação”.

“Face à interrupção da atividade a meio da operação, à dimensão do investimento realizado e aos compromissos assumidos com trabalhadores, artistas, fornecedores e parceiros, a empresa decidiu recorrer aos tribunais competentes”, lia-se num comunicado de Filipe Silva enviado à agência Lusa.

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Em causa estava o encerramento, pela Câmara de Gaia, no final de julho, do estabelecimento no Cais de Quebrantões após “dezenas de reclamações” relativas ao ruído e desordem pública, revelando ainda a autarquia que o espaço tem uma licença de utilização industrial.

A PSP realizou três operações de fiscalização no estabelecimento Casa Yala e elaborou vários autos de notícia, incluindo por crime de desobediência, algo que o estabelecimento contestou.

Segundo o responsável, “serão submetidos à apreciação judicial os títulos existentes, o histórico administrativo da Quinta, os procedimentos iniciados desde 2025, as comunicações trocadas com as entidades, os fundamentos utilizados para impedir a atividade, a proporcionalidade das decisões adotadas e os prejuízos provocados”.

Recordando que durante este período reuniu-se com as entidades competentes, apresentou procedimentos, documentação e corrigiu situações indicadas pelas autoridades, Filipe Silva considerou “esgotadas as tentativas razoáveis de resolução administrativa e extrajudicial”.

“A Casa Yala nunca pediu para funcionar à margem da lei. Desde o início pediu exatamente o contrário: um enquadramento claro e definitivo que lhe permitisse cumprir a lei e trabalhar. Sempre que nos foi concretamente indicado algo que deveria ser corrigido, procurámos corrigi-lo. É essa documentação e essa cronologia que serão agora apresentadas em tribunal”, salientou.

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Ainda segundo o responsável, “o investimento e os compromissos económicos associados ao projeto deste verão situam-se na ordem de um milhão de euros”, estando e causa prejuízos “muito significativos”.

Tendo sido, no início, “disponibilizado como título existente do imóvel uma licença de utilização industrial”, a Casa Yala procurou “saber qual o procedimento necessário para desenvolver a atividade pretendida em conformidade”, acrescentou.

Assim, Filipe Silva rejeitou a ideia de que a Casa Yala “funcionava simplesmente ‘sem alvará'”, acrescentando que no âmbito de uma fiscalização feita na madrugada de 15 para 16 de julho, foi analisado o sistema de videovigilância, “tendo sido considerado necessário instalar câmaras adicionais”, o que sucedeu, rejeitando a “falta de condições de segurança” do espaço.

Filipe Silva disse ainda, sobre o ruído, que ainda não foi “apresentado qualquer relatório de medição acústica oficial que demonstre um excesso de ruído produzido pela Casa Yala” e que o número de reclamações apresentadas sobre o funcionamento do espaço “não deve ser automaticamente confundido com o número de reclamantes distintos nem apresentado como representativo de toda a comunidade”, dizendo que “cerca de 500 pessoas da zona de Quebrantões subscreveram presencialmente uma manifestação de apoio à continuidade do projeto”.

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