O recorde anual do número de grandes tempestades que se formam no Atlântico acaba de ser quebrado, com a tempestade subtropical Theta a tornar-se o 29º evento nomeado na época de furacões de 2020.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões, o desenvolvimento de Theta, atualmente a agitar-se no coração do Atlântico, bateu um recorde que se mantém desde 2005, quando se registaram 28 tempestades nomeadas.
Este ano, houve tantas grandes tempestades que a Organização Meteorológica Mundial (OMM) esgotou a sua lista de nomes e ficou sem nomes de furacões no alfabeto, em setembro, e recorreu à utilização de letras gregas. Só nesse mês, houve cinco tempestades alinhadas no Atlântico ao mesmo tempo.
“Penso que todos se sentem surpreendidos com o número de tempestades que vimos”, disse uma especialista em meteorologia da Universidade Estatal da Louisiana, nos EUA, Jill Trepanier. “O número absoluto superou as minhas expectativas”, acrescentou ao The Guardian.
As tempestades são nomeadas quando atingem uma velocidade do vento de, aproximadamente, 63 quilómetros, com 12 das tempestades nomeadas de 2020 a acelerarem ainda mais para se tornarem furacões.
Um recorde de 12 tempestades nomeadas e seis furacões ocorreram nos Estados Unidos até agora, este ano, com algumas regiões repetidamente atingidas por ventos fortes e inundações.
A época de furacões de 2020, que começa oficialmente em junho, matou dezenas de pessoas e causou danos no valor de milhões de euros em casas, linhas elétricas, edifícios e infraestruturas, durante uma época de sobreposição de crises económicas e sociais.













