ESG: “Boom” de 3 biliões de dólares ameaçam “velha guarda dos combustíveis fósseis”

As empresas petrolíferas e de gás dos EUA estão a negociar a menos de metade dos níveis de 2014 — a última vez que o crude do West Texas Intermediate ultrapassou os 80 dólares por barril — enquanto as ações energéticas europeias estão igualmente a ter um desempenho inferior, ao registado no passado.

“As ações energéticas não estão nem perto de onde estavam em 2014, quando os preços do petróleo bruto estavam nos níveis atuais”, disse Michael Shaoul, CEO da Marketfield Asset Management, em entrevista à Bloomberg TV.

Segundo os analistas do Morgan Stanley, liderados por Devin McDermott, a pressão dos padrões ESG, um mercado avaliado em 3 biliões de dólares sobre a indústria energética global “está a condicionar o investimento no petróleo e no gás”.

Para os especialistas há ainda outras razões para este mau desempenho: as más decisões e os gastos excessivos, segundo o Morgan Stanley.

A última vez que o Brent esteve nos 80 dólares, os stocks de energia europeus subiram 26%

Entretanto, os fundos de pensões e as seguradoras estão e emitir green bons, obrigações destinadas a alimentar padrõe ESG. Os investimentos da ESG atingiram um recorde de 1,65 mil milhões de dólares em 2020, de acordo com a pesquisa da Morningstar, uma sociedade que analisa fundos sustentáveis.

Há também evidências crescentes de que as empresas que não cumprem os padrões ESG estão a ser punidas. O valor de mercado da Exxon Mobil Corp caiu de mais de 400 mil milhões de dólares em 2014 para cerca de 260 mil milhões de dólares em 2020.

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