Escritórios flexíveis registam taxa de ocupação superior a 85% e acolhem 6.000 postos de trabalho em Portugal

Em Portugal, tem-se verificado uma crescente procura de flex offices (escritórios flexíveis) não apenas por pequenas empresas e freelancers, mas também por empresas de diferentes tamanhos e setores.

André Manuel Mendes
Junho 21, 2024
9:28

Em Portugal, tem-se verificado uma crescente procura de flex offices (escritórios flexíveis) não apenas por pequenas empresas e freelancers, mas também por empresas de diferentes tamanhos e setores.

De acordo com dados da CBRE, a taxa de penetração dos flex offices em Lisboa é de 2,7%, dentro de um total de aproximadamente 4.500.000 m² de escritórios. A taxa de ocupação nacional desses espaços supera 85%. Em 2023, Lisboa acolheu cerca de 6.000 novos postos de trabalho em flex offices, e a procura no Porto continua a crescer.

Um destaque foi a colocação completa do LACS no edifício Boavista Office Center, com cerca de 7.800 m², marcando a maior transação de flex offices já registada em Portugal.

“A mudança de paradigma no mundo do trabalho é inegável e têm ocorrido enormes transformações, especialmente nos últimos dois anos. O segmento dos flex offices é dinâmico e tem despertado cada vez mais interesse na Europa e em Portugal, o que significa flexibilidade e agilidade para as empresas”, comentou André Almada, Senior Diretor de Offices na CBRE Portugal.

Outra tendência identificada pela CBRE é a oferta de experiências diferenciadoras, que visa fomentar um sentimento de comunidade e aumentar a satisfação e o senso de pertencimento dos utilizadores dos flex offices. Além da flexibilidade, mais da metade das empresas participantes do estudo “Spring 2023 U.S. Occupier Sentiment Survey” da CBRE indicaram a importância de ter acesso a serviços e comodidades partilhadas, como salas de reuniões, espaços adicionais, creches e ginásios. Quase 40% das empresas também demonstraram interesse em gerir os custos de arendamento com base na utilização real do espaço, especialmente no contexto do trabalho híbrido.

A CBRE organizou o primeiro evento em Portugal dedicado exclusivamente aos principais operadores de flex offices, também conhecidos como espaços de co-working. O encontro contou com a participação de empresas como Avila Spaces, Flexoffices, Heden, Idea Spaces, IWG, LACS, Leap, Maleo, Monday, Nimbler, Second Home, SITIO, Unicorn Workspaces e WeWork. O objetivo foi discutir as tendências e desafios desse setor que oferece alternativas flexíveis aos escritórios tradicionais, permitindo às empresas usufruírem de espaços dinâmicos e zonas comuns partilhadas em um modelo de prestação de serviços.

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