Os diretores escolares garantem que durante a crise de saúde pública da Covid-19 não foi feita qualquer avaliação da qualidade do ar nos estabelecimentos de ensino, uma medida que é obrigatória por lei, sobretudo em temos de pandemia, avança o ‘Público’.
A lei estipula que devem ser feitas avaliações anuais à qualidade do ar interior de alguns estabelecimentos escolares, como as escolas primárias, mas segundo os responsáveis isso não aconteceu.
“A abertura de janelas e portas é a forma de ventilação natural mais comum nas escolas portuguesas”, refere Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), ao ‘Público’.
Segundo o responsável, “estamos a promover a qualidade do ar através do arejamento constante dos espaços. É isso que a DGS [Direcção-Geral da Saúde] nos pede, mas penso que não esteja a ser avaliada”, adianta.
Esta informação é corroborada também por Manuel Pereira, presidente da Direcção da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que desconhece que tenha havido alguma avaliação nesse sentido, durante a pandemia.
“Uma coisa é aquilo que os técnicos dizem outra coisa é a realidade. Ninguém anda a avaliar a qualidade do ar nas escolas, que eu saiba”, disse, citado pelo jornal.
Da mesma forma, o sindicato dos Técnicos de Saúde Ambiental, que faz as avaliações à qualidade do ar interior, refere que “embora sem dados concretos”, existe “a perceção de não terem sido realizadas muitas avaliações simplificadas anuais”.
Do lado oposto, o Ministério da Educação contraria estas declarações, sublinhando que existe uma “parte considerável do edificado da responsabilidade da área governativa da Educação em que a avaliação da qualidade do ar já é efetuada, revelando valores apropriados”, afirma ao ‘Público’.












