Escola australiana exige aos pais que assinem contrato para garantir que os filhos são heterossexuais

Petição a denunciar o caso já tem mais de 70 mil assinaturas

Executive Digest

As mini-bandeiras com as cores do arco-íris multiplicaram-se a uma velocidade nunca vista nos espaços verdes em frente ao Citipointe Christian College, conhecida faculdade de orientação pentecostal na localidade de Brisbane, na Austrália, e traduzem bem o repúdio pelas condições exigidas a quem lá quer inscrever os filhos. 

Antes de mais, é preciso que aceitem e pratiquem os valores “cristãos” em vigor na escola. Mas não só: ao que denunciaram pais de candidatos a alunos para o próximo ano letivo, as solicitações vão bem além disso. Segundo a petição a denunciar o caso já assinada por 70 mil pessoas, foi-lhes igualmente pedido que assinassem um contrato com detalhes muito para lá do razoável.

Ao longo de um documento com cerca de 16 páginas, era então pedido aos pais que subscrevessem ideias como “só o quadro matrimonial heterossexual é recomendado para se ter relações carnais” e ainda que assumissem considerar a homossexualidade como um “vício e um ato repreensível”.

Além disso, era ainda preciso que repudiem “qualquer forma de imoralidade sexual, seja adultério, fornicação, atos homossexuais e bissexualidade, mas também incesto, pedofilia e pornografia”, como denuncia, no twitter, o comediante australiano Christian Hull, que se tornou um rosto do protesto.

No fundo, é tudo “pecado e um insulto a Deus”, além, claro de “destrutivo para as relações humanas e sociedade”.

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https://twitter.com/christianhull/status/1487658974216622083

Lançada por Bethany Lau, uma ex-aluna do Citipoint Christian College, a petição a denunciar as condições estipuladas naquele contrato recolheu 70 mil assinaturas em poucos dias. “É desumano”, sublinhou, citada pelo jornal local Courier Mail.

Já Brian Mulheran, o diretor da instituição, tudo fez para defender a posição do Citipointe Christian College, recusando antes de mais que o contrato fizesse qualquer tipo de julgamento sobre a sexualidade dos futuros alunos. “Não decidiríamos a sua matrícula apenas com base nisso. Tentámos apenas ser justos e transparentes para todos os membros da nossa comunidade”.

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