Escassez de talento? Empresas têm que perceber que as pessoas são o seu “asset mais valioso”, explica o CEO da Randstad

José Miguel Leonardo, CEO da Randstad, subiu ao palco do Museu do Oriente na XXII Conferência Executive Digest para falar d´”A nova era do talento” onde “as pessoas são o asset mais valioso que qualquer organização tem”.

O CEO da Randstad sublinhou que a escassez de pessoas é algo que reiteradamente ouvimos falar, no entanto, não estamos a falar de escassez na sua verdadeira terminologia, mas sim o problema de encontrar as pessoas certas para o projeto que queremos. “O que fazemos na randstad é procurar o Wally”, afirmou, ou seja, a pessoa com as skills necessárias e o perfil adequado.

Para José Miguel Leonardo, a escassez de recursos humanos advém de duas dimensões. Em primeiro lugar a indisponibilidade, ou seja, há pessoas mas não estão disponíveis. O executivo deu como exemplo da Great Resignation nos EUA onde houve um grande pico de demissões, o que já é sentido em todo o Ocidente e em Portugal.

A pandemia teve o seu papel neste cenário, permitiu que as pessoas reorganizassem ideias, repensassem o seu posicionamento no mercado de trabalho, e fossem também idealistas, procurando um equilibro entre a vida pessoal e a profissional, este último fator que representa 90% dos inquiridos de um estudo elaborado pela Randstad.

Esse mesmo estudo revela ainda que 40% dos inquiridos diria que desistiria do trabalho se esse fosse incompatível com a sua vida.

Para José Miguel Leonardo, é necessário rransformar esta Great Resignation numa grande oportunidade para adaptar as organizações. As empresas devem investir em employer branding, sublinha.

Outro grande fator que destaca é a inadequação, ou seja, o perfil indicado para as organizações. As empresas solicitam experiência mais do que qualquer outra palavra, estando assim a limitar o espetro de procura dos talentos, o que é um erro para o CEO da Randstad.

De acordo com o World Economic Forum, em 2025 cerca de 50% das pessoas empregadas vão precistar de ser reskilled (formadas novamente), e até 2030 cerca de 700 mil trabalhadores terão de alterar a sua ocupação e adquirir novas competências.

Para José Miguel Leonardo, as competências técnicas têm que ser acompanhadas de soft skills e, para tal, destaca a importância da formação para o desenvolvimento. De acordo com um estudo da Randstad, os inquiridos querem crescer na função atua, desenvolver as suas soft skills e desenvolver as skills técnicas necessárias para a sua função

O CEO da Randstad terminou a sua apresentação sublinhando que “As pessoas são o asset mais valioso que qualquer organização tem”, e que estas têm que se focar em encontrar o “Wally” e dar-lhe oportunidade de crescimento e desenvolvimento dentro das empresas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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