Escassez de alimentos vai afectar metade da população mundial

Metade da população mundial pode vir a ser atingida por uma «crise humanitária», devido ao aumento dos preços dos alimentos, antevê um novo relatório do grupo financeiro japonês Nomura, citado pela “CNBC”.

Dos 50 países mais vulneráveis, todos eles são economias em desenvolvimento, concentradas em África, no Médio Oriente e na Ásia, à excepção de quatro. «Os países mais vulneráveis ao aumento dos preços dos alimentos são responsáveis por uma pequena fatia da economia mundial, mas constituem uma porção muito maior da população mundial.» «É pouco provável que o aumento dos preços venha a causar uma recessão económica, mas pode gerar uma crise humanitária à escala global», alertam os consultores do banco.

As projecções indicam que a Líbia, o Tajiquistão, Montenegro, Síria e Argélia representam as situações mais alarmantes. Na Líbia, por exemplo, as importações de alimentos valem 9,1% do PIB, enquanto na Nova Zelândia (a menos vulnerável à inflacção dos preços dos alimentos) representa 9,5% do, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Mais: cerca de 22% das famílias líbias têm negócios agrícolas e quase todas consomem o que produzem.

Recorde-se que, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estima uma diminuição drástica das colheitas agrícolas, devido à escassez de água. Em zonas temperadas e tropicais, o IPCC prevê uma quebra de 2% na produção de trigo, milho e água, a cada 10 anos.

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