Os escândalos recentes do partido Chega de André Ventura fizeram notícia em vários órgãos de comunicação social estrangeiros.
É o caso do espanhol ‘El País’, que fez tema de manchete na secção internacional. “Líder extremista português que defendia a castração de pedófilos é acusado de prostituição de menores”, pode ler-se na publicação online, destacando que “Nuno Pardal, toureiro e amigo pessoal do fundador do Chega, demite-se de todos os cargos”.
“Se na semana da tomada de posse de Donald Trump o país inteiro fez piadas quando se descobriu que um deputado do Chega foi acusado de roubar malas no aeroporto de Lisboa, a notícia que surgiu esta quinta-feira não convida ao riso. O Ministério Público acusou Nuno Pardal Ribeiro — líder do Chega em Lisboa, deputado municipal e amigo pessoal de Ventura — de dois crimes de prostituição de menores, um consumado e outro tentado. Pardal defendeu a castração química para pedófilos”, referiu o jornal do país vizinho.
Também no país vizinho a publicação ‘La Voz de Galicia’ destacou “o novo escândalo do partido português de extrema-direita” e recordou as palavras de Pardal ao jornal ‘Público’. “Foi uma coisa que aconteceu”. “Não costumo ter essas práticas”, frisou, lembrando que o caso vai ter “tanto consequências políticas, como pessoais”. “É a minha reputação […]. Tenho dois filhos”, declarou.
A plataforma ‘Euronews’ fez um peça jornalística sobre os problemas do partido de André Ventura. “Deputado municipal do Chega renuncia ao mandato depois de ser acusado de prostituição de menores”, é o título escolhido.
A agência ‘Reuters’ também deu ênfase às polémicas no Chega. “Três membros seniores do Partido Chega de extrema-direita de Portugal tiveram nas últimas duas semanas de enfrentar acusações de cometer um crime, ameaçando a imagem de ‘lei e ordem’ que ajudou o Chega a tornar-se a terceira maior força no Parlamento”, apontou
Por último, a espanhola RTVE. “Em menos de dez dias, a extrema-direita do Chega teve vários políticos nas primeiras páginas por escândalos que vão desde o roubo de malas, à condução sob o efeito de álcool ou, mais recentemente, um vereador da Câmara de Lisboa que foi acusado pelo Ministério Público de prostituição de menores”, pode ler-se na publicação online,




