Escândalo sexual na Eurovisão: Voluntárias dizem ter sido “apalpadas” durante a festa de lançamento em Itália

As mulheres foram todas anfitriãs de uma festa de lançamento que aconteceu no último fim de semana e contou com a presença de artistas, backing vocals, dançarinos e convidados VIP.

Simone Silva

O festival Eurovisão da Canção está envolvido num escândalo sexual depois de várias voluntárias terem alegado que foram “apalpadas” durante a festa de lançamento deste ano, em Itália, avança o ‘Daily Mail’.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

As mulheres foram todas anfitriãs de uma festa de lançamento que aconteceu no último fim de semana e contou com a presença de artistas, backing vocals, dançarinos e convidados VIP.

A Eurovisão – que organiza o concurso anual de maratona transcontinental de canto – negou as acusações, mas grupos de mulheres italianas estão a pressionar por um inquérito policial urgente.

Uma das mulheres, Chiara, disse que tinha sido apalpada, adiantando que “bailarinos de uma cantora estrangeira lhe tocaram no rabo e na cintura”, mas não os identificou em concreto.

Outra mulher que esteve presente na festa lançamento disse: “Eu senti-me violada. Estava lá como voluntária para ajudar as delegações e eles colocaram as mãos em cima de nós”.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

“Estavam continuamente a agarrar-nos e um deles colocou a mão na minha cintura e tentou beijar-me. Eu consegui fugir, mas depois alguém tentou fazer o mesmo”, afirmou, adiantando que “aconteceu com muitas outras voluntárias”.

A festa de domingo passado para celebrar a abertura de uma semana de eventos da Eurovisão – antes da final no sábado – foi realizada no Palácio Venaria, nos arredores de Turim, uma antiga residência real.

O local – que é Património Mundial da UNESCO – recebeu um lançamento para mais de 40 países que participaram no evento musical deste fim de semana.

Vários relatos nas redes sociais falam sobre uma “noite de bebedeira selvagem”, enquanto os convidados desfrutavam de champanhe, cerveja e cocktails para lançar o concurso.

Martin Osterdahl, da União Europeia de Radiodifusão, que organiza o festival, disse que “não sabia de nenhuma reclamação” enquanto a TV italiana, que está a cobrir o evento, sublinhou que “ouviu as notícias e estava a investigar”.

Continue a ler após a publicidade

Alessandra Aires, da Câmara Municipal de Turim, que organizou os voluntários, disse: “Se eu tivesse notado algo assim, teria parado o evento. Posso garantir que estive na festa sempre e isso não aconteceu”.

Também um porta-voz do festival já veio negar as acusações. “O conselho da cidade já negou tudo. Não aconteceu”, sublinhou, citado pelo ‘Daily Mail’.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.