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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Jul 2026 13:33:56 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 71 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:34:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 71, havendo ainda 71 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 71, havendo ainda 71 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</P><br />
<P>De acordo com o MNE, entre os 71 mortos, 61 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 11 crianças e 60 adultos.</P><br />
<P>O anterior balanço dava conta de 68 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no dia 24.</P><br />
<P>O duplo sismo que atingiu a Venezuela na passada quarta-feira provocou 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o último balanço oficial hoje divulgado pelas autoridades venezuelanas.</P><br />
<P>Os dados oficiais indicam também acima de 15 mil desalojados, informou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, atualizando o último balanço de vítimas, que era de 1.719 mortos e 5.034 feridos.</P><br />
<P>De acordo com as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas desde o início das operações de socorro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784214]]></sapo:autor>
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		<title>Caso choca os EUA. Menino de 7 anos morreu com 116 quilos: pais acusados de homicídio e abuso infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Damien e Jessica O’Brien foram acusados no condado de Genesee de homicídio em segundo grau, tortura e várias acusações de abuso infantil. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de prisão perpétua]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os pais de um menino de sete anos, que morreu no Michigan, nos Estados Unidos, com 116 quilos, foram acusados de homicídio, tortura e abuso infantil, avançou o &#8216;ABC&#8217;, citando as autoridades locais. O caso envolve Casper O’Brien, uma criança de Flint Township que morreu em novembro de 2025 depois de os serviços de emergência terem sido chamados à casa da família.</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, Damien e Jessica O’Brien foram acusados no condado de Genesee de homicídio em segundo grau, tortura e várias acusações de abuso infantil. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de prisão perpétua.</p>
<p>Casper O’Brien morreu depois de os paramédicos terem respondido a uma chamada para o 911 por dificuldades respiratórias. Quando chegaram à habitação, encontraram a criança em sofrimento médico. O menino acabou por morrer após ser transportado para o hospital, segundo relatos de meios locais citados pela imprensa americana.</p>
<p>De acordo com o relatório da autópsia, a causa da morte foi cardiomiopatia dilatada, uma doença em que as câmaras do coração ficam dilatadas e enfraquecidas, dificultando o bombeamento do sangue. No caso de Casper, as autoridades associaram a condição à obesidade grave.</p>
<p>A criança media cerca de 1,28 metros e pesava o equivalente a aproximadamente 116 quilos, quando morreu. O seu índice de massa corporal era de 71,7, um valor muito acima do esperado para uma criança da mesma idade, segundo os dados divulgados no processo.</p>
<p>As autoridades afirmam que Casper tinha autismo não verbal, não estava matriculado em nenhuma escola e recebia acompanhamento médico insuficiente. A última consulta conhecida com um pediatra terá ocorrido em fevereiro de 2024, quando já pesava cerca de 47 quilos. Nessa altura, foi encaminhado para um endocrinologista pediátrico, mas, segundo a acusação, essa consulta nunca chegou a acontecer.</p>
<p>O procurador do condado de Genesee, David Leyton, disse que os pais alimentavam a criança de forma inadequada e que o menino “não estava a receber a nutrição de que precisava”. O responsável descreveu o caso como um exemplo de negligência extrema, com consequências fatais.</p>
<p>Segundo documentos judiciais citados pela &#8216;CNN&#8217; e pela imprensa local, os procuradores alegam ainda que a negligência dos pais contribuiu para problemas físicos graves, incluindo úlceras de pressão, erupções cutâneas e outros sinais de deterioração do estado de saúde da criança.</p>
<p>O caso não envolve apenas Casper. As autoridades acusam também os pais de abuso infantil em relação a uma filha de cinco anos. Quando os investigadores chegaram à casa da família, encontraram a menina suja, com o cabelo emaranhado e também com obesidade mórbida, de acordo com documentos judiciais citados por meios americanos.</p>
<p>A habitação foi descrita pelas autoridades como estando em más condições, com lixo acumulado e sinais de negligência. A menor foi retirada da casa e colocada sob proteção das autoridades.</p>
<p>Os pais permanecem acusados, mas ainda não foram julgados. A defesa mantém a presunção de inocência, enquanto o processo segue nos tribunais do Michigan. O caso volta a colocar em discussão os limites legais da negligência parental quando problemas de saúde graves, falta de acompanhamento médico e ausência de escolarização se acumulam até uma morte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784213]]></sapo:autor>
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		<title>“Grande guerra com a NATO”: Moscovo nega ameaça, mas fabricantes russos de drones já se preparam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Organização do Dronnitsa, conferência anual que reúne fabricantes, operadores e especialistas russos em drones, definiu duas prioridades para a edição de 2026: “preparar uma grande guerra com a NATO” e “virar a maré da atual guerra dos drones” a favor da Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os organizadores de um dos principais festivais russos dedicados a drones militares afirmam que o encontro deste ano terá como objetivo “preparar uma grande guerra com a NATO”, apesar de o Kremlin insistir que Moscovo não tem planos para atacar a Aliança Atlântica.</p>
<p>Segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, a organização do Dronnitsa, conferência anual que reúne fabricantes, operadores e especialistas russos em drones, definiu duas prioridades para a edição de 2026: “preparar uma grande guerra com a NATO” e “virar a maré da atual guerra dos drones” a favor da Rússia.</p>
<p>O evento deverá realizar-se durante dois dias no final de agosto, na cidade russa de Veliky Novgorod, no oeste do país. Em 2025, a conferência contou com mais de 2.000 participantes, segundo dados divulgados por meios estatais russos.</p>
<p>O Dronnitsa tem vindo a funcionar como ponto de encontro para a comunidade russa ligada à tecnologia não tripulada. Em edições anteriores, o evento abordou temas como a formação de operadores de drones, a organização de unidades especializadas e a correção de “erros” na forma como as forças russas utilizam estes sistemas no campo de batalha.</p>
<p>A guerra na Ucrânia transformou os drones numa das armas centrais do conflito. Moscovo acelerou a produção militar para abastecer as frentes, enquanto Kiev desenvolveu uma das capacidades mais avançadas do mundo na utilização de sistemas não tripulados em combate. Os dois países passaram a funcionar como laboratórios de guerra moderna, numa área em que muitos membros da NATO tentam agora recuperar atraso.</p>
<p>Drones russos e ucranianos têm também entrado ocasionalmente em espaço aéreo de países da NATO, expondo fragilidades nas defesas antidrone ocidentais e aumentando a pressão para acelerar sistemas de deteção, interceção e resposta. A própria NATO tem vindo a integrar drones e tecnologias não tripuladas em exercícios recentes no Báltico e no Mediterrâneo, como parte da adaptação às ameaças emergentes.</p>
<p>A linguagem usada pelos organizadores do Dronnitsa surge num momento de forte tensão entre Moscovo e os países aliados. A Ucrânia tem avisado repetidamente que, se a Rússia conseguir libertar centenas de milhares de militares atualmente presos na frente ucraniana, outros países europeus poderão tornar-se alvos de pressão ou agressão.</p>
<p>Vários responsáveis da NATO também têm alertado para o risco de a Rússia testar o flanco leste da Aliança nos próximos anos, embora existam avaliações diferentes sobre a vontade de Moscovo de provocar um confronto direto. Um eventual ataque russo teria como cenários mais sensíveis a Polónia, a Estónia, a Letónia ou a Lituânia.</p>
<p>No mês passado, exercícios militares no Reino Unido simularam a resposta da NATO a uma eventual invasão russa dos Estados bálticos em 2030, um cenário que reflete a preocupação crescente com a segurança do leste europeu.</p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, advertiu em dezembro que os aliados precisam de estar preparados para uma escala de guerra semelhante à vivida pelas gerações dos avós e bisavós dos atuais europeus. “A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa”, afirmou, defendendo que a Aliança deve reforçar rapidamente a capacidade militar.</p>
<p>Rutte disse ainda que a NATO é o “próximo alvo” da Rússia, declarações que foram criticadas pelo Kremlin. Moscovo classificou esse tipo de avisos como irresponsável e tem insistido que não pretende atacar países europeus ou membros da Aliança Atlântica.</p>
<p>A posição oficial russa contrasta, no entanto, com o histórico recente. Nas semanas anteriores à invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, responsáveis russos também garantiam que não havia planos para invadir o país vizinho.</p>
<p>A preocupação dos aliados não se limita a uma ofensiva militar convencional. Serviços de informação ocidentais e países da NATO têm alertado para uma guerra híbrida russa contra a Europa, incluindo ciberataques, operações de desinformação, sabotagem e ataques a infraestruturas críticas, como redes elétricas ou cabos submarinos.</p>
<p>Na semana passada, fontes ocidentais citadas pelo &#8216;The Guardian&#8217; indicaram que os serviços de informação da Letónia avaliam que a Rússia poderá estar a preparar “provocações militares” contra países bálticos ou a Polónia. Essas ações não seriam necessariamente uma invasão em larga escala, mas poderiam envolver drones, mísseis, sabotagem ou outras formas de pressão destinadas a testar a unidade da NATO.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os países europeus estão a acelerar o investimento em defesa. A Rússia, por sua vez, já dedica uma fatia muito elevada da sua economia ao esforço militar e continua a produzir grandes quantidades de drones, tanques, veículos blindados e sistemas de artilharia para sustentar a guerra na Ucrânia.</p>
<p>É neste contexto que a mensagem do Dronnitsa ganha relevância. Mesmo sem representar uma declaração oficial do Kremlin, o objetivo assumido pelos organizadores mostra como a indústria russa de drones já olha para além da guerra na Ucrânia — e como a tecnologia não tripulada passou a ocupar um lugar central nos cenários de confronto entre a Rússia e a NATO.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784207]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Portugueses procuram familiares sobreviventes em La Guaira e Caracas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugueses-procuram-familiares-sobreviventes-em-la-guaira-e-caracas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[ Entre os mortos, há pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugueses e luso-venezuelanos tentam conhecer o paradeiro de familiares de La Guaira que sobreviveram ao duplo sismo na Venezuela, mas que entretanto foram levados para centros de acolhimento locais e em Caracas.</p>
<p>&#8220;Sim foram resgatados. Há uma grande desorganização aqui. Estão a levá-los para um sítio, depois transferem-nos para outro e não se conseguem localizar os familiares&#8221;, disse à Lusa um membro da direção do Centro Luso-Venezuelano de Cátia La Mar (CLVCM).</p>
<p>Freddy de Quintal, tesoureiro do CLVCM, explicou ainda que ele próprio tem um sobrinho que sobreviveu, precisando que este estava na igreja, porque faria a primeira-comunhão.</p>
<p>&#8220;Tenho um sobrinho cuja mãe morreu; o edifício ruiu e ele estava na igreja porque ia fazer a comunhão. Temos andado à procura dele, tinham-no enviado para o campo de golfe em Caribe, esteve lá porque aparece no registo, mas não sabem para onde o enviaram&#8221;, disse.</p>
<p>Freddy de Quintal explicou ainda que soube através da Internet que o sobrinho estaria no Centro Desportivo de La Guaira, para onde se dirigiu para o encontrar, mas sem sucesso.</p>
<p>&#8220;Chegamos lá e não estava. Está desaparecido, não o encontramos em lado nenhum. Estamos muito angustiados porque o pai está na Madeira e a mãe estava aqui. Eles já tinham comprado os bilhetes para regressarem de uma vez por todas para lá viver (&#8230;). A esposa faleceu e não conseguimos encontrar o filho. Estamos à procura aqui na Guaira, em Caracas, por todo o lado&#8221;, frisou.</p>
<p>O dirigente do CLVCM lamentou que as autoridades tenham encerrado a autoestrada que liga a cidade de Caracas àquele estado.</p>
<p>&#8220;É um problema, a autoestrada está bloqueada neste momento, não deixam ninguém passar, exceto quem tenha um salvo-conduto. É duro, é mesmo duro o que estamos a viver aqui&#8221;, disse.</p>
<p>Explicou ainda que esteve na localidade de Playa Grande, uma das áreas afetadas de La Guaira, e que está irreconhecível, a tal ponto que as pessoas se desorientam.</p>
<p>&#8220;Conheço bem Playa Grande, e de repente estando lá não sabia onde estava. Porque, por todo o lado, tudo desabou, grandes edifícios desabaram (&#8230;) completamente. Tive de perguntar às pessoas onde estava porque não sabia, de tão irreconhecível que está Playa Grande&#8221;, frisou.</p>
<p>Este luso-venezuelano explicou à Lusa que o duplo sismo foi ainda mais devastador que as enxurradas de 1999, que provocaram muitas vítimas, entre elas portugueses.</p>
<p>&#8220;Isto foi pior do que essa tragédia, porque durou apenas um segundo e tudo desabou. A tragédia [enxurradas] durou uma noite inteira e, quando acordámos de manhã, estava tudo destruído. Mas isto durou apenas um segundo, foi horrível, horrível&#8221;, disse.</p>
<p>Sobre o Centro Luso-venezuelano de Cátia La Mar, explicou que sofreu danos estruturais consideráveis.</p>
<p>&#8220;Na parte de cima, tínhamos a sala onde se davam aulas de português. As suas salas desabaram, tudo caiu. Na parte de baixo, o restaurante onde os portugueses passam o tempo, está tudo rachado, praticamente (&#8230;) destruído&#8221;, disse.</p>
<p>Explicou ainda que não houve vítimas porque o sismo duplo decorreu num dia feriado.</p>
<p>No entanto, disse, em La Guaira ainda não há números totais, mas morreram milhares de pessoas, entre elas mais de 20 associados do CLVCM, incluindo o vice-presidente.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada no Centro Luso-Venezuelano de Cátia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784201]]></sapo:autor>
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		<title>Diga adeus ao enjoo no carro: nova tecnologia da Bosch promete viagens mais confortáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bosch]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Vehicle Motion Management]]></category>
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					<description><![CDATA[Viajar de carro pode ser uma experiência desconfortável para muitas pessoas, sobretudo quando vão no lugar de passageiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar de carro pode ser uma experiência desconfortável para muitas pessoas, sobretudo quando vão no lugar de passageiro. Estima-se que até um terço dos adultos sofra algum tipo de enjoo durante deslocações, um problema que pode agravar-se em viagens longas, trânsito intenso ou estradas com muitas curvas.</p>
<p>A pensar nesse desconforto, a Bosch desenvolveu uma nova tecnologia que promete reduzir os sintomas de enjoo através de uma gestão mais inteligente dos movimentos do veículo. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a solução chama-se Vehicle Motion Management, ou VMM, e não depende de uma nova suspensão nem de um componente mecânico específico.</p>
<p>Na prática, trata-se de um software avançado que funciona como uma espécie de “cérebro” central do automóvel. O sistema coordena vários elementos que influenciam o comportamento do carro, como direção, travões, motor e suspensão, para tornar a condução mais suave, estável e previsível.</p>
<p>Nos veículos modernos, estes sistemas funcionam muitas vezes de forma separada. A proposta da Bosch é integrá-los numa gestão comum, capaz de controlar aquilo que a empresa descreve como os seis graus de liberdade do veículo — ou seja, todos os movimentos que um automóvel pode realizar durante a condução.</p>
<p>O sistema atua sobre os movimentos para a frente e para trás, laterais e verticais, mas também sobre inclinações e rotações da carroçaria. Isto inclui, por exemplo, a inclinação sentida ao acelerar ou travar, o balanço em curva e a oscilação provocada por mudanças de direção.</p>
<p>É precisamente este conjunto de movimentos que pode contribuir para o enjoo. O problema surge quando o cérebro recebe sinais contraditórios: os olhos podem estar fixos no interior do carro, no telemóvel ou num livro, enquanto o ouvido interno sente acelerações, travagens, curvas e balanços. Esta diferença entre o que se vê e o que se sente pode provocar náuseas, tonturas e mal-estar.</p>
<p>A tecnologia da Bosch procura reduzir esse conflito, suavizando acelerações, travagens e oscilações. Em trânsito, por exemplo, onde as mudanças constantes de velocidade são frequentes, o software pode ajudar a tornar a resposta do veículo mais progressiva e menos brusca.</p>
<p>O resultado esperado é uma viagem mais confortável, tanto para o condutor como, sobretudo, para os passageiros. A Bosch acredita que esta tecnologia será particularmente importante nos próximos anos, à medida que os automóveis se tornarem mais automatizados.</p>
<p>Com a condução autónoma ou semi-autónoma, os ocupantes tenderão a aproveitar melhor o tempo dentro do carro para ler, trabalhar no computador, ver filmes ou usar o telemóvel. Mas essas atividades aumentam o risco de enjoo, precisamente porque desviam a atenção visual da estrada. Reduzir os movimentos bruscos do veículo pode tornar-se, por isso, uma condição essencial para melhorar a experiência a bordo.</p>
<p>Outra vantagem do Vehicle Motion Management é o facto de não depender de hardware específico. O sistema pode ser instalado no veículo e receber novas funções através de atualizações remotas, conhecidas como OTA, de forma semelhante ao que acontece com os telemóveis.</p>
<p>Isto significa que os fabricantes poderão melhorar o comportamento do veículo ao longo da sua vida útil, sem obrigar o condutor a deslocar-se à oficina. Também será possível oferecer diferentes configurações de condução, desde uma experiência mais confortável até uma condução mais desportiva, alterando apenas o funcionamento do software.</p>
<p>A aposta integra-se na estratégia da Bosch para o chamado veículo definido por software, em que cada vez mais funções deixam de depender exclusivamente de componentes físicos e passam a ser geridas por programas informáticos.</p>
<p>A empresa prevê que, nos próximos anos, o negócio ligado a software e serviços digitais ultrapasse os 6 mil milhões de euros em vendas, impulsionado sobretudo pelo setor da mobilidade.</p>
<p>Segundo Ricardo Olalla, vice-presidente de Vendas da Bosch Mobility em Espanha e Portugal, o controlo inteligente do movimento do veículo pode melhorar não só a segurança e a dinâmica de condução, mas também o conforto e o bem-estar dos ocupantes.</p>
<p>A promessa é simples: carros mais inteligentes, capazes de se mover de forma mais suave e previsível. E, para quem costuma enjoar em viagem, isso pode fazer toda a diferença.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784197]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor: Três estações do metro de Lisboa abertas fora do horário para acolher sem-abrigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:08:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As estações do Metropolitano de Lisboa do Oriente, Rossio e Santa Apolónia vão estar abertas fora do horário de funcionamento a partir de hoje, garantindo "áreas mais frescas" para pessoas em situação de sem-abrigo, revelou à Lusa o município.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As estações do Metropolitano de Lisboa do Oriente, Rossio e Santa Apolónia vão estar abertas fora do horário de funcionamento a partir de hoje, garantindo &#8220;áreas mais frescas&#8221; para pessoas em situação de sem-abrigo, revelou à Lusa o município.</P><br />
<P>A medida, de acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), foi decidida como resposta à previsão de tempo quente, em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso vermelho para o distrito de Lisboa, a partir de quinta-feira e até pelo menos sexta-feira, período em que se prevê persistência de valores muito elevados de temperatura máxima e mínima.</P><br />
<P>O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius e mínimas entre os 24º e os 28º.</P><br />
<P>A agência Lusa questionou a CML sobre as medidas que serão implementadas na cidade como resposta ao calor, inclusive se será interditado o Parque Florestal de Monsanto, tendo fonte oficial do município afirmado que &#8220;para já não&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A CML está a acompanhar e a monitorizar em contínuo a situação meteorológica, em estreita articulação com os serviços e com as entidades nacionais, e continuará a emitir informações sempre que necessário&#8221;, adiantou a autarquia, em resposta à possibilidade de o Parque Florestal de Monsanto ser interditado.</P><br />
<P>Apesar de ainda não haver decisão sobre o encerramento do espaço florestal, a CML determinou que, perante as condições climatéricas adversas previstas para o fim de semana, o festival de música Lisb-On, agendado para sexta-feira e sábado, &#8220;não poderia realizar-se em Monsanto, tendo a autarquia, em articulação com o promotor, decidido que o evento se realizaria, em alternativa, no Parque Eduardo VII&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, a CML decidiu que três estações do Metropolitano de Lisboa &#8211; Oriente, Rossio e Santa Apolónia -, vão estar abertas fora do horário de funcionamento, a partir de hoje, &#8220;para garantir áreas mais frescas durante a noite para a população em situação de sem-abrigo&#8221;.</P><br />
<P>Em condições normais, o Metropolitano está aberto das 06:30 à 01:00, todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784192]]></sapo:autor>
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		<title>Governo venezuelano fala em 1.943 mortos, mas ONU prepara 10 mil sacos para cadáveres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:04:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Contagem oficial surge num momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, acusado por críticos e organizações no terreno de divulgar a informação de forma lenta, centralizada e insuficiente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Venezuela elevou para 1.943 o número oficial de mortos nos dois sismos que atingiram o norte do país há uma semana. O novo balanço foi divulgado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, segundo o &#8216;El Español&#8217;. As autoridades apontam ainda para 10.571 feridos e quase 16 mil pessoas desalojadas.</p>
<p>A contagem oficial, transmitida pelo canal estatal &#8216;Venezolana de Televisión&#8217;, surge num momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, acusado por críticos e organizações no terreno de divulgar a informação de forma lenta, centralizada e insuficiente. A dimensão real da tragédia continua incerta, com dezenas de milhares de pessoas ainda dadas como desaparecidas.</p>
<p>O Coordenador Residente da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla, já tinha avisado que as autoridades poderiam estar a subestimar a dimensão da catástrofe. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, o diplomata italiano afirmou, a partir de Caracas, que a sua equipa estava a coordenar com o Governo venezuelano a chegada de 10 mil sacos para cadáveres, descritos como um “indicador aproximado” da gravidade do desastre.</p>
<p>A mesma preocupação aparece noutras avaliações internacionais. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram pelo menos 1.943 mortos, mais de 59 mil edifícios danificados ou destruídos e estimativas de desaparecidos na ordem das dezenas de milhares.</p>
<p>A análise preliminar de dados de satélite, citada pelo &#8216;The Guardian&#8217;, aponta para cerca de 58.870 edifícios danificados ou destruídos, um número muito superior às primeiras estimativas oficiais. A publicação refere ainda que a ONU estima que até 6,8 milhões de pessoas possam precisar de ajuda humanitária, incluindo abrigo, água potável, saneamento e cuidados médicos.</p>
<p>La Guaira, região costeira próxima de Caracas, é uma das zonas mais atingidas. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento citados pelo &#8216;El Español&#8217;, até 1,2 milhões de toneladas de detritos poderão ter-se acumulado nesta área. Muitos moradores continuam a dormir na rua, por medo de regressar a edifícios danificados ou por não terem alternativa segura.</p>
<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos já tinha indicado, nos primeiros dias da catástrofe, que o número de vítimas poderia ascender a vários milhares, com base em fatores como a magnitude dos sismos, a densidade populacional e a vulnerabilidade das infraestruturas. A &#8216;Al Jazeera&#8217; referiu que o modelo do USGS apontava para uma probabilidade substancial de o balanço ultrapassar 10 mil mortos.</p>
<p>A discrepância entre os números oficiais e as estimativas de organismos internacionais está a alimentar críticas à gestão da comunicação. O sociólogo venezuelano Rafael Uzcátegui, ouvido pelo &#8216;El Español&#8217;, considera que, em sistemas altamente centralizados, os números de vítimas podem tornar-se uma ferramenta política.</p>
<p>Segundo Uzcátegui, a divulgação gradual dos balanços permite às autoridades gerir o impacto de cada anúncio, em vez de enfrentarem de imediato o efeito de um número muito elevado. O especialista admite que, em catástrofes desta dimensão, a identificação das vítimas pode demorar e justificar prudência. Mas alerta que, quando as atualizações são pouco claras ou não explicam a metodologia usada, essa prudência se transforma num problema de credibilidade.</p>
<p>O sociólogo aponta ainda uma possível dimensão política: um número elevado de vítimas levanta questões sobre a preparação do Estado, a qualidade da construção, a rapidez da resposta, a capacidade hospitalar e a eficácia das operações de busca e salvamento. Divulgar a informação de forma faseada pode adiar esse debate enquanto a atenção pública continua concentrada na emergência imediata.</p>
<p>Carolina Jiménez Sandoval, antiga diretora de investigação para as Américas da Amnistia Internacional, que se encontra em La Guaira a documentar a situação, fala mesmo em “duas tragédias”. Uma provocada pela natureza e outra pela política. Para a especialista, o governo mostrou-se desde o primeiro dia preocupado em controlar a narrativa.</p>
<p>Segundo Jiménez Sandoval, a informação foi centralizada na presidência e na figura do presidente, com Jorge Rodríguez a assumir comunicações que, na sua perspetiva, deveriam caber a ministérios técnicos. A antiga responsável da Amnistia Internacional considera que essa estratégia de comunicação está agora sob pressão, porque “todos os olhos estão postos no país”.</p>
<p>A resposta humanitária continua em curso, mas enfrenta obstáculos significativos. A Financial Times noticiou que morgues e serviços públicos estão sobrecarregados, que há locais improvisados para armazenamento de corpos e que a ONU está a fornecer 10 mil sacos para cadáveres perante a expectativa de aumento do número de vítimas.</p>
<p>As buscas por sobreviventes prosseguem em várias zonas destruídas, embora as esperanças diminuam à medida que passam os dias. Equipas internacionais de resgate juntaram-se aos esforços locais, mas há relatos de comunidades obrigadas a procurar sobreviventes por meios próprios em edifícios colapsados.</p>
<p>A experiência de outras grandes catástrofes mostra que os balanços finais podem demorar meses ou até anos a estabilizar. O &#8216;El Español&#8217; recorda que, depois do furacão Maria em Porto Rico, em 2017, o número oficial de mortos começou por ser 64 e só quase um ano depois foi revisto para 2.975. No tsunami do Oceano Índico, em 2004, as autoridades demoraram mais de um ano a chegar a uma estimativa final de cerca de 230 mil vítimas.</p>
<p>Na Venezuela, o balanço oficial é já devastador. Mas a questão central deixou de ser apenas quantas pessoas morreram. Passou também a ser se o país está a conseguir contar, explicar e responder à dimensão real da tragédia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784193]]></sapo:autor>
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		<title>Macron recebeu Seguro em Paris para almoço focado nas relações bilaterais e crises internacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:44:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República chegou hoje ao Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho que terá como tema as relações bilaterais, política europeia e as "crises internacionais".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República chegou hoje ao Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho que terá como tema as relações bilaterais, política europeia e as &#8220;crises internacionais&#8221;.</P><br />
<P>António José Seguro chegou de carro ao Palácio do Eliseu às 13:18 locais (12:18 de Lisboa), tendo percorrido a pé o pátio interior, ao som de uma marcha militar tocada pela Guarda Republicana francesa, enquanto Emmanuel Macron o aguardava no topo da escadaria do palácio.</P><br />
<P>A meio do percurso, Macron desceu a escadaria e ambos cumprimentaram-se com um aperto de mão, sorrisos e uma breve troca de palavras, antes de pararem à frente das câmaras para a fotografia protocolar.</P><br />
<P>Os dois chefes de Estado vão agora reunir-se para um almoço de trabalho, não estando previstas quaisquer declarações à imprensa.</P><br />
<P>Numa nota divulgada antes do encontro, a Presidência francesa refere que o almoço de trabalho &#8220;mostra a vontade dos dois países de continuarem a desenvolver a sua parceria em todas as áreas&#8221;.</P><br />
<P>A Presidência francesa acrescenta ainda que, durante o encontro, Seguro e Macron deverão falar sobre os &#8220;grandes dossiês europeus, designadamente a competitividade e a soberania da UE&#8221;, assim como o seu próximo orçamento comunitário, entre 2028 e 2034.</P><br />
<P>&#8220;Também abordarão as principais crises internacionais, em particular a situação no Médio Oriente e o apoio à Ucrânia&#8221;, indica o Eliseu.</P><br />
<P>A Presidência francesa destaca ainda que este encontro se realiza apenas &#8220;alguns meses&#8221; depois de António José Seguro ter sido eleito e no seguimento da entrada em vigor, em 12 de abril de 2026, do Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e França, assinado em fevereiro de 2025. </P><br />
<P>António José Seguro encontra-se hoje em Paris, onde, além do encontro com Emmanuel Macron, também se vai reunir, à tarde, com cerca de duas dezenas de empresários portugueses, na residência da embaixada de Portugal em Paris.</P><br />
<P>O Presidente da República está acompanhado nesta visita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784133]]></sapo:autor>
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		<title>Melo aponta julho para assinatura de contratos SAFE e primeiros equipamentos em 2029</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:43:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante uma audição regimental, na Assembleia da República, Nuno Melo afirmou que a candidatura portuguesa ao Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE),-- empréstimos europeus no valor de 5,8 mil milhões de euros, - está "em fase contratual"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Defesa Nacional previu hoje que os contratos SAFE serão assinados em julho e os primeiros equipamentos deverão chegar ao país em 2029, tema que gerou um debate tenso com Chega e PS.</p>
<p>Durante uma audição regimental, na Assembleia da República, Nuno Melo afirmou que a candidatura portuguesa ao Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE),&#8211; empréstimos europeus no valor de 5,8 mil milhões de euros, &#8211; está &#8220;em fase contratual&#8221;.</p>
<p>&#8220;No que dependa de nós, os primeiros contratos serão assinados no final de julho. No que nós dependa&#8221;, repetiu.</p>
<p>Os primeiros equipamentos, previu Nuno Melo, deverão chegar ao país em 2029 e 2030, e contarão com &#8220;satélites, fragatas, veículos blindados e outros veículos, sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, drones, munições&#8221;, além de um investimento &#8220;muito significativo&#8221; no Arsenal do Alfeite.</p>
<p>A data da assinatura dos contratos foi um dos temas que gerou perguntas da oposição, nomeadamente do Chega e PS. O deputado Nuno Simões de Melo foi o primeiro a notar que o ministro já tinha referido, numa audição anterior, que os contratos deveriam ser assinados em maio.</p>
<p>Num tom mais tenso, Nuno Melo desvalorizou: &#8220;Se for em junho, julho, em agosto, em setembro, desde que fique feito, nós ficamos com as capacidades, o senhor deputado fica com a retórica parlamentar.&#8221;</p>
<p>Neste momento, Nuno Simões de Melo, do Chega, acusou Nuno Melo de não estar a responder a perguntas, queixa que Luís Dias, do PS, também manifestou mais adiante. Os dois partidos, já na fase final da audição, chegaram a referir que &#8220;perguntavam alhos&#8221; e o ministro respondia &#8220;com bugalhos&#8221; e notaram um &#8220;Nuno Melo evasivo&#8221; &#8212; críticas negadas pelo governante que disse &#8220;responder o que considera adequado e suficiente&#8221;.</p>
<p>O socialista Luís Dias também questionou o ministro sobre quando serão assinados os primeiros contratos do SAFE e recebidas as primeiras verbas, notando as várias datas já anunciadas.</p>
<p>Nuno Melo negou qualquer derrapagem na assinatura dos contratos, afirmando que apenas deu datas indicativas, e que nem tudo depende do Governo nesta matéria.</p>
<p>O Conceito Estratégico de Defesa Nacional, datado de 2013, também foi tema, com perguntas de Nuno Simões de Melo e de Rui Tavares, do Livre. Nuno Melo concordou que o tema é importante mas relativizou, dizendo que os investimentos não podiam esperar por este conceito cuja proposta de revisão ainda tem que ser entregue ao parlamento.</p>
<p>Bruno Ventura, do PSD, escolheu apontar o dedo ao PS, numa intervenção na qual ironizou os objetivos do projeto de lei dos socialistas que pretende reforçar as competências do parlamento na área da Defesa e criar uma nova Lei de Programação de Efetivos.</p>
<p>&#8220;Imagino que o militar destacado na República Centro-Africana tenha pensado &#8216;é pá, graças a Deus, o PS pensou em nós e vamos ter mais um deputado no Conselho de Superior Defesa Nacional'&#8221;, ironizou.</p>
<p>Na mesma linha, Nuno Melo acusou os socialistas de apresentarem um projeto que considerou inconstitucional, sustentando que &#8220;quem conduz a Defesa é o Governo e não o parlamento&#8221;, e lamentando a quebra do tradicional consenso entre os maiores partidos nesta área de soberania.</p>
<p>Interrogado pelo deputado do CDS-PP João Almeida, o ministro da Defesa adiantou ainda que o ministério vai apresentar uma participação criminal sobre a proliferação de construções ilegais na área do depósito de munições da NATO, em Fernão Ferro, distrito de Setúbal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784167]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Ataques russos com drones e mísseis contra a Ucrânia diminuíram em junho, revela AFP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:41:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de drones de longo alcance e de mísseis russos lançados contra a Ucrânia diminuiu significativamente de maio para junho, segundo uma análise da agência noticiosa France-Presse (AFP) baseada em dados da Força Aérea ucraniana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de drones de longo alcance e de mísseis russos lançados contra a Ucrânia diminuiu significativamente de maio para junho, segundo uma análise da agência noticiosa France-Presse (AFP) baseada em dados da Força Aérea ucraniana.</P><br />
<P>Salientando que Kiev intensificou nos últimos meses os ataques contra a Rússia, a AFP indica que Moscovo lançou 5.749 drones de longo alcance e 180 mísseis contra território ucraniano fora da zona de combate, segundo os dados publicados diariamente por Kiev, o que representa uma redução de 29% no número de drones e de 15% no de mísseis em comparação com maio, após vários meses marcados por um número recorde de ataques.</P><br />
<P>Apesar da diminuição, realça a agência noticiosa francesa, estes ataques provocaram elevados danos materiais e numerosas vítimas.</P><br />
<P>A 02 de junho, um ataque russo de grande escala, com recurso a 656 drones e 73 mísseis, fez 23 mortos, entre os quais 16 em Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, e sete em Kiev, onde cerca de 50 pessoas ficaram também feridas, segundo as autoridades.</P><br />
<P>Este foi o maior número de drones e mísseis lançado pela Rússia num único dia durante o mês de junho.</P><br />
<P>A 15 de junho, vários bairros da capital ucraniana voltaram a ser atingidos por intensos bombardeamentos, que causaram cinco mortos e danificaram, entre outros edifícios, a Catedral da Dormição, um emblemático templo ortodoxo de Kiev inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO e localizado no Mosteiro das Cavernas da capital.</P><br />
<P>Segundo a Força Aérea ucraniana, Moscovo lançou então 611 drones e 70 mísseis contra Kiev e várias regiões da Ucrânia.</P><br />
<P>Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou, por seu lado, os ataques contra território russo e contra regiões ucranianas sob controlo da Rússia, que Kiev apresenta como represálias pelos bombardeamentos quase diários de Moscovo desde o início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.</P><br />
<P>Kiev visa sobretudo infraestruturas energéticas, procurando reduzir as receitas provenientes dos hidrocarbonetos que permitem ao Kremlin financiar o esforço de guerra.</P><br />
<P>A 18 de junho, um ataque ucraniano de grande escala atingiu uma importante refinaria na região de Moscovo, provocando explosões e um incêndio de grandes dimensões. O ataque fez 17 feridos, segundo o governador regional.</P><br />
<P>O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu no domingo &#8220;alguma escassez&#8221; de combustíveis provocada por estes ataques, mas assegurou que a situação &#8220;não é crítica&#8221;.</P><br />
<P>Várias regiões russas impuseram restrições à venda de combustíveis a particulares, enquanto a Crimeia, anexada por Moscovo à Ucrânia, em 2014, foi colocada em &#8220;estado de emergência&#8221;.</P><br />
<P>Na semana passada, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter aprovado uma &#8220;operação de influência&#8221; com duração de 40 dias contra a Rússia, &#8220;destinada a obrigá-la a pôr fim à guerra&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784104]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo mantém verba de 7,6 milhões para vacinação da gripe e Covid-19 nas farmácias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:40:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A participação das farmácias na próxima campanha de vacinação sazonal contra a gripe e covid-19 vai custar ao Estado 7,6 milhões de euros, o mesmo da anterior campanha, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A participação das farmácias na próxima campanha de vacinação sazonal contra a gripe e Covid-19 vai custar ao Estado 7,6 milhões de euros, o mesmo da anterior campanha, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República.</p>
<p>O diploma que estabelece o modelo de funcionamento da Campanha de Vacinação Sazonal do Outono-Inverno de 2026-2027 contra a gripe e Covid-19 nas farmácias de oficina explica que a Direção-Geral da Saúde ainda terá de definir os critérios referentes à população que pode vacinar-se na farmácia.</p>
<p>Na anterior época de gripe, podiam vacinar-se nas farmácias gratuitamente contra a gripe e Covid-19 todas as pessoas com idades entre os 60 e os 84 anos de idade sem registo de reação adversa grave ou hipersensibilidade a qualquer das vacinas, assim como os profissionais de saúde das farmácias.</p>
<p>A portaria, assinada pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, sublinha o &#8220;contributo relevante&#8221; das farmácias para uma &#8220;vacinação mais célere da população&#8221;, permitindo alcançar num período mais curto níveis mais elevados de proteção.</p>
<p>Por outro lado, a participação das farmácias na vacinação sazonal também permite que os serviços de saúde possam reafetar os seus recursos para outras ações, seja no âmbito da vacinação ou da prestação de cuidados e acompanhamento dos utentes.</p>
<p>Na portaria, o Governo sublinha a importância da vacinação contra a gripe e contra a Covid-19 para prevenir a transmissão destes vírus, reduzir a morbilidade e a mortalidade nas pessoas em maior risco e aliviar a pressão sazonal sobre o sistema de saúde, ao reduzir a procura de cuidados e a probabilidade de hospitalização.</p>
<p>As vacinas contra a gripe e contra a covid-19 são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde para vacinação nas farmácias que reúnam as condições necessárias como dispor do serviço de administração de vacinas e ter profissionais com formação específica para as administrar.</p>
<p>De acordo com a portaria, as farmácias podem praticar um horário mais alargado e a lista das farmácias aderentes à campanha de vacinação sazonal será disponibilizada nos &#8216;sites&#8217; do Serviço Nacional de Saúde, da Direção-Geral da Saúde e do Infarmed.</p>
<p>Na Campanha de Vacinação Sazonal Outono-Inverno 2025-2026, que terminou a 30 de abril e contou com a participação de 2.500 farmácias, mais de 2,5 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe e mais de 1,3 milhões contra a Covid-19.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784086]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal sueco condena Google a pagar 1,3 mil M€ por violar direito da concorrência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[Um tribunal sueco condenou hoje a Google a pagar 14,3 mil milhões de coroas (cerca de 1,3 mil milhões de euros) ao comparador de preços PriceRunner, por considerar que a Google favoreceu ilegalmente o seu próprio serviço.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um tribunal sueco condenou hoje a Google a pagar 14,3 mil milhões de coroas (cerca de 1,3 mil milhões de euros) ao comparador de preços PriceRunner, por considerar que a Google favoreceu ilegalmente o seu próprio serviço.</P><br />
<P>A empresa sueca recorreu ao Tribunal de Patentes e Concorrência de Estocolmo em 2022, na sequência de um acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) que determinou que a &#8216;gigante&#8217; norte-americana tinha &#8220;violado o direito da concorrência da UE ao manipular os resultados de pesquisa a favor dos seus próprios serviços de comparação de preços&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A queixa baseia-se no facto de a Google ter abusado da sua posição dominante enquanto motor de busca, favorecendo o seu próprio serviço de comparação de preços em detrimento dos serviços concorrentes&#8221;, recordou o tribunal sueco em comunicado.</P><br />
<P>O Tribunal de Estocolmo considerou que &#8220;a Pricerunner &#8211; detida pelo grupo Klarna &#8211; sofreu um prejuízo pelo facto de o Google ter, durante muitos anos, favorecido ilegalmente o seu próprio serviço de comparação de preços&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, a decisão judicial ficou aquém dos &#8220;cerca de 80 mil milhões de coroas suecas&#8221; (cerca de 7,2 mil milhões de euros) pedidos inicialmente pela empresa sueca.</P><br />
<P>Um porta-voz da Google tinha declarado em outubro que a empresa &#8220;se opunha firmemente a esta ação judicial e aguardava com expectativa a oportunidade de apresentar os seus argumentos&#8221; perante o tribunal.</P><br />
<P>Já em 2021, o Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou uma decisão da Comissão Europeia datada de 2017, segundo a qual &#8220;a Google infringiu o direito da concorrência ao favorecer o seu próprio serviço de compras &#8216;online'&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784177]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo admite avaliar propostas sobre poupanças complementares para a reforma</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-admite-avaliar-propostas-sobre-poupancas-complementares-para-a-reforma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:36:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A indicação foi deixada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante uma audição parlamentar sobre a ação do Governo nos primeiros seis meses de mandato.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo não prevê avançar nesta legislatura com uma reforma estrutural da Segurança Social, mas admite introduzir medidas relacionadas com poupanças complementares para a reforma, mecanismos de capitalização e literacia financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">A indicação foi deixada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante uma audição parlamentar sobre a ação do Governo nos primeiros seis meses de mandato.</p>
<p class="isSelectedEnd">A governante afirmou que o relatório de sustentabilidade da Segurança Social, elaborado pelo economista Jorge Bravo, ainda não chegou ao Ministério, mas disse esperar recebê-lo “nos próximos dias”.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se calhar, quando chegar ao gabinete já lá está”, afirmou Rosário Palma Ramalho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra afasta reforma estrutural da Segurança Social</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em resposta à deputada socialista Ana Paula Bernardo, a ministra garantiu que uma reforma profunda da Segurança Social não está no horizonte da legislatura.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não está no programa do Governo a reforma estrutural do regime da Segurança Social”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, Rosário Palma Ramalho admitiu que poderão ser introduzidos alguns elementos no sistema, sem alterar o regime de fundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tendo em conta recomendações recentes do Fundo Monetário Internacional e o relatório da Comissão Europeia do final do ano passado, a ministra considerou possível que, mesmo sem uma reforma estrutural, seja benéfico avançar com medidas de literacia financeira ou planos complementares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a governante, estas soluções não alterariam o regime da Segurança Social, mas permitiriam introduzir o tema “com o devido cuidado”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo aberto a propostas sobre capitalização</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra respondeu também à deputada e presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, que desafiou o Governo a criar contas poupança isentas de impostos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho sinalizou que o Executivo estará disponível para analisar propostas que constem do relatório do grupo de trabalho, bem como propostas apresentadas pelos partidos em matérias relacionadas com esquemas complementares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A governante afirmou que o objetivo será avaliar soluções que possam melhorar o futuro dos novos pensionistas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relatório será analisado antes de ser divulgado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Questionada sobre quando será divulgado o relatório de sustentabilidade da Segurança Social, a ministra garantiu que seguirá o mesmo procedimento adotado com o Livro Verde da Segurança Social, pedido pelo anterior Governo do PS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho explicou que o documento será primeiro analisado internamente, depois levado aos parceiros sociais, apresentado aos deputados e só posteriormente divulgado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo de trabalho responsável pelo relatório iniciou funções a 30 de janeiro de 2025. Estava previsto que apresentasse, até ao final de julho do ano passado, um relatório de progresso sobre regimes complementares e de capitalização, mecanismos de reforma parcial e reavaliação do regime de reforma antecipada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse relatório deveria dar prioridade a políticas que incentivassem a permanência na vida ativa e aumentassem o volume de contribuições.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo inicial não foi cumprido devido às eleições antecipadas. Posteriormente, foi fixado o prazo de janeiro de 2026, que também não se concretizou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra rejeita redução da idade da reforma</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a audição parlamentar, Rosário Palma Ramalho assegurou ainda que “nunca” negociou com o Chega uma redução da idade da reforma.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra classificou essa possibilidade como irresponsável, por considerar que teria impacto imediato no sistema de pensões e comprometeria a sua sustentabilidade a longo prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Baixar a idade da reforma é irresponsável, tem um efeito imediato no sistema de pensões e compromete-o no longo prazo”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo mantém objetivo de reformar legislação laboral</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A audição decorreu na Comissão Parlamentar do Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a primeira desde que a oposição chumbou o pacote laboral do Governo, a 19 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho deixou claro que o Executivo não abdica da intenção de reformar a legislação laboral.</p>
<p>A ministra afirmou que o Governo “não abdicará do seu objetivo de reformar a legislação laboral”, apesar do chumbo parlamentar do pacote apresentado pelo Executivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784176]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Omã desafia ameaças de Trump e avança com Irão para cobrar passagem em Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:23:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão foi formalizada em Mascate, durante uma reunião entre o sultão Haitham bin Tariq al-Said, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Omã e Irão acordaram criar um grupo de trabalho bilateral para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito de Ormuz, num movimento que desafia as ameaças feitas por Donald Trump e pode abrir caminho à cobrança de tarifas aos navios que atravessam uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão foi formalizada em Mascate, durante uma reunião entre o sultão Haitham bin Tariq al-Said, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi.</p>
<p class="isSelectedEnd">A declaração conjunta evita usar a palavra “portagem”, preferindo referir “serviços prestados” e “custos associados” na futura administração do estreito. No entanto, Qalibaf foi mais direto ao afirmar, em Teerão, que Ormuz não voltará às condições anteriores à guerra e que o Irão receberá pagamentos pelos serviços prestados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ameaçou Omã há cinco semanas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão surge poucas semanas depois de Donald Trump ter ameaçado Omã durante uma reunião de gabinete na Casa Branca. O Presidente norte-americano afirmou então que o sultanato teria de se comportar como os restantes países árabes, caso contrário os Estados Unidos teriam de o “fazer explodir”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do aviso, Mascate avançou com Teerão. A aproximação foi reforçada nos últimos dias, com o sultão Haitham a receber responsáveis iranianos em Omã e, esta segunda-feira, a ser recebido por Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento mostra que a ameaça de Trump não impediu Omã de prosseguir uma estratégia própria para o estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A fórmula evita a palavra “portagem”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O acordo entre Omã e Irão foi construído com linguagem diplomática cuidadosa. Em vez de falar em cobrança de portagens, a declaração refere a administração futura do estreito, os serviços marítimos prestados e os custos associados, sempre em linha com os padrões internacionais e com respeito pelos direitos soberanos dos dois Estados costeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A base jurídica e prática da proposta está num precedente já existente: Omã cobra há décadas as chamadas obrigações de navegação no seu troço do estreito. A Armada Real de Omã opera um centro de controlo na ilha de Didamar, no meio do canal, e a empresa Arabian Maritime and Navigation Aids Services cobra tarifas ligadas à manutenção de 167 boias de balizamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse sistema é reconhecido internacionalmente e nunca foi contestado por Washington. A diferença é que Mascate e Teerão pretendem agora transformar esse modelo numa arquitetura conjunta que abranja todo o estreito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ameaçou, mas assinou a base do acordo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento de Omã e Irão expõe uma contradição na posição norte-americana. O Memorando de Islamabad, assinado por Trump em 17 de junho no Palácio de Versalhes, já previa que o Irão manteria um diálogo com Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Agora, Teerão e Mascate argumentam que estão apenas a executar essa cláusula. Ou seja, o que Trump critica surge precisamente de um acordo que o próprio assinou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sequência reforça a leitura de que o Presidente norte-americano ameaça publicamente, mas recua ou perde margem de pressão quando os aliados regionais calculam que Washington não vai transformar os avisos em ação militar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Omã abandona a neutralidade silenciosa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante décadas, Omã foi visto como o “canal de Mascate”, uma ponte discreta entre Estados Unidos e Irão quando as duas partes não conseguiam falar diretamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foi Omã que facilitou as primeiras conversações secretas sobre o acordo nuclear iraniano durante a Administração Obama, mediou contactos durante o primeiro mandato de Trump e acolheu a última ronda negocial antes da operação militar norte-americana contra o Irão, em fevereiro deste ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A doutrina do falecido sultão Qabus bin Said al-Said resumia-se numa frase: amigo de todos, inimigo de ninguém.</p>
<p class="isSelectedEnd">O atual sultão, Haitham bin Tariq al-Said, manteve essa tradição de equilíbrio, mas acrescentou-lhe uma lógica económica mais assertiva. A prioridade de Mascate é a Visão 2040, um plano de diversificação destinado a reduzir a dependência dos hidrocarbonetos e transformar Omã num centro regional logístico, financeiro e turístico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A guerra em Ormuz ameaça esse projeto. Afeta o turismo, trava o investimento e prejudica os portos de Salalah e Duqm. Por isso, a aproximação de Omã ao Irão não é apresentada como uma escolha ideológica, mas como uma decisão económica: se a passagem pelo estreito vai ser paga, Mascate quer estar do lado que também cobra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sinais de aproximação a Teerão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O reposicionamento de Omã tem sido gradual. Em março, Haitham foi um dos primeiros líderes mundiais a felicitar Mojtaba Khamenei pela designação como novo líder supremo iraniano, um gesto pouco habitual para um Estado do Golfo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em abril, recebeu em Mascate o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi. Mais tarde, o chefe da diplomacia omanita, Badr al-Busaidi, publicou um artigo na “The Economist” em que classificou a guerra contra o Irão como uma catástrofe e acusou a Administração Trump de ter perdido o controlo da própria política externa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mascate já tinha deixado de ser silenciosa. Agora, deixou também de ser plenamente neutral.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estreito de Ormuz divide aliados do Golfo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução do dossiê coloca pressão sobre os países dependentes da passagem por Ormuz. A diplomacia europeia começou a mexer-se, com Emmanuel Macron a receber o sultão de Omã no Eliseu e Ursula von der Leyen a defender, durante a cimeira do G7, uma abertura sem restrições nem portagens.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, a influência europeia sobre Mascate e Teerão é limitada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dentro do Conselho de Cooperação do Golfo, as posições também não são iguais. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos podem contornar o estreito através de oleodutos terrestres alternativos. Já Kuwait, Qatar e Barém não têm essa saída.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Opção militar é considerada inviável</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta militar ao controlo ou à cobrança em Ormuz é apresentada como pouco realista. A operação Fúria Épica mostrou, durante três meses, que controlar militarmente o estreito seria impossível sem uma ocupação terrestre prolongada da costa iraniana, uma hipótese defendida apenas pelos setores mais conservadores do Partido Republicano, como o antigo secretário da Segurança Nacional John Bolton.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a via alternativa do cabotagem internacional, desviando tráfego para rotas como o porto omanita de Duqm, só seria viável a médio prazo. Exigiria grandes investimentos em oleodutos e terminais que poderiam demorar anos a estar operacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A opção jurídica, por sua vez, enfrenta o precedente das taxas já cobradas por Omã, que existem há décadas, são consideradas legais e nunca foram contestadas pelos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Negociar tarifas pode ser a saída mais realista</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante este quadro, a solução mais prática a curto prazo poderá passar por aceitar que haverá alguma forma de cobrança em Ormuz e negociar tarifas mais baixas em troca de maior estabilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa solução contraria a narrativa que Trump tem vendido à sua base eleitoral, mas pode ser a única capaz de reduzir a incerteza sobre o preço do petróleo e a segurança do tráfego marítimo.</p>
<p>Enquanto Washington insiste em ameaças públicas, Mascate parece apostar na paciência e no cálculo económico. O sultão Haitham sabe que o tempo joga a seu favor e que o futuro de Ormuz poderá ser decidido menos pela retórica de Trump e mais pela capacidade de Omã e Irão transformarem um precedente técnico num novo</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784170]]></sapo:autor>
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		<title>Mobilidade, inovação e futuro: OMODA &#124; JAECOO associa-se ao QSP Summit 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:16:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[OMODA & JAECOO]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[QSP Summit 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerimónia de abertura da 19.ª edição do QSP Summit teve lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, seguindo-se dois dias de conteúdos, experiências e networking na Exponor, em Matosinhos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A OMODA | JAECOO é o Official Car do QSP Summit 2026, assumindo o papel de parceiro automóvel oficial de uma das principais plataformas europeias dedicadas ao management e ao marketing. A parceria desenvolve-se sob o tema “Leading the Future Economy” e reforça a ligação da marca à inovação, à tecnologia, à sustentabilidade e ao futuro da mobilidade.</p>
<p>A cerimónia de abertura da 19ª edição do QSP Summit teve lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, seguindo-se dois dias de conteúdos, experiências e networking na Exponor, em Matosinhos. O programa aborda temas como inovação, sustentabilidade, inteligência artificial, tecnologia, liderança, tendências, marketing, comportamento económico e geoestratégia, distribuídos por vários palcos e momentos de contacto entre participantes, marcas e especialistas.</p>
<p>A associação entre a OMODA | JAECOO e o QSP Summit assenta na convergência entre duas visões orientadas para o futuro. Por um lado, o evento afirma-se como palco de pensamento estratégico nas áreas da gestão, marketing, inovação, liderança, tecnologia e sustentabilidade. Por outro, a OMODA | JAECOO posiciona-se no setor automóvel com soluções de mobilidade avançadas, design diferenciador, tecnologia de ponta e foco na sustentabilidade.</p>
<p>Enquanto parceiro automóvel oficial, a marca reforça a sua presença junto de uma audiência composta por líderes empresariais, gestores, empreendedores, profissionais de marketing, decisores e especialistas. Num contexto em que a mobilidade deixa de ser apenas uma forma de deslocação, a OMODA | JAECOO procura afirmar-se como parte da experiência, da eficiência e da forma como pessoas e organizações se relacionam com o futuro.</p>
<p>“Esta parceria com o QSP Summit representa uma oportunidade única para aproximar a OMODA | JAECOO de uma comunidade que pensa, decide e constrói o futuro. A mobilidade está no centro das grandes transformações económicas e sociais, e queremos fazer parte dessa conversa com soluções que combinam tecnologia, design, eficiência e experiência”, afirma Pedro Alves, diretor de Marketing da OMODA | JAECOO Portugal.</p>
<p>A presença no QSP Summit 2026 permite à OMODA | JAECOO apresentar a sua visão de mobilidade a um público qualificado, num evento reconhecido como um dos maiores encontros europeus de management e marketing. A edição deste ano contará com cerca de 100 oradores nacionais e internacionais e proporcionará contacto direto com mais de 130 marcas.</p>
<p>A OMODA | JAECOO chega ao evento com uma gama de SUVs eletrificados e híbridos, incluindo modelos orientados para diferentes perfis de utilização, do ambiente urbano à condução mais versátil. Em Portugal, a marca apresenta propostas híbridas, híbridas plug-in e 100% elétricas, alinhadas com a transformação do mercado automóvel e com a procura crescente por soluções de mobilidade mais tecnológicas e eficientes.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784156]]></sapo:autor>
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		<title>Ser ou Parecer? Eis a Questão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:02:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Tomás Neves de Almeida, Principal da Boyden Leadership Consulting]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<p><em><strong>Por Tomás Neves de Almeida, Principal da Boyden Leadership Consulting</strong></em></p>
<p>A maioria das organizações gosta de dizer que escolhe líderes pela sua capacidade de liderar. Ainda assim, demasiadas vezes, essa escolha é influenciada mais por sinais facilmente visíveis do que propriamente por competência.</p>
<p>Este é um dos paradoxos mais relevantes e menos discutidos: nem todos os que parecem líderes conseguem liderar. E nem todos os que conseguem liderar parecem, à primeira vista, ser líderes.</p>
<h5>Emergência vs Eficácia</h5>
<p>Existe uma distinção fundamental na investigação sobre liderança que raramente vejo discutida nas empresas: a diferença entre a emergência e a eficácia da liderança.</p>
<p>A emergência refere-se ao processo pelo qual um indivíduo é percebido como líder pelos outros: quem impõe presença, quem domina a sala. A eficácia refere-se a algo bem mais concreto: a capacidade de gerar resultados através das pessoas. Estas duas realidades não são o mesmo, e confundi-las tem um custo elevado.</p>
<p>Quando as organizações não distinguem emergência de eficácia, aumentam o risco de promover líderes em sobre-emergência: pessoas que chegam a posições de liderança porque parecem líderes, mas que não têm as competências necessárias para serem eficazes. O inverso também é problemático: a sub-emergência, que descreve pessoas que poderiam ser eficazes na função, mas que não chegam a esse papel porque não “parecem” líderes. Em ambos os casos, a organização perde.</p>
<h5>A armadilha da primeira impressão</h5>
<p>Certas características tornam um indivíduo mais visível como líder sem o tornarem necessariamente mais eficaz. A extroversão é um dos exemplos mais estudados, sendo um dos traços de personalidade mais associados à emergência de liderança. Pessoas extrovertidas tendem a tomar a iniciativa, a socializar com facilidade e a ocupar mais espaço nos momentos de decisão. Mas a extroversão não prediz, por si só, eficácia. Com o tempo e com maior exposição ao indivíduo, o impacto positivo da sua extroversão tende a diminuir.</p>
<p>O mesmo padrão pode observar-se em traços de personalidade ditos negativos, como o narcisismo, o maquiavelismo ou a psicopatia. Pessoas narcisistas, por exemplo, tendem a emergir mais facilmente como líderes por serem assertivas, comunicar com confiança e projetar convicção. Mas, uma vez no cargo, a sua menor consideração pelas relações interpessoais e a tendência para explorar relações em benefício próprio podem comprometer a performance das equipas.</p>
<p>Até o tom de voz pode enganar. A entrega vocal (o quanto alguém soa convincente, seguro ou cativante nos primeiros momentos de interação) está associada à emergência de liderança, mas não necessariamente à eficácia real.</p>
<p>Estas características ativam protótipos mentais de liderança (imagens idealizadas do que um líder “deve parecer”) que podem levar as organizações a escolher quem mais se aproxima dessa imagem e não necessariamente quem é, ou pode vir a ser, mais competente na função.</p>
<h5>O custo da organizacional da confusão</h5>
<p>O fracasso de liderança não é raro. A literatura tem apontado para taxas de insucesso entre novos executivos na ordem dos 30 a 60%. Não por falta de inteligência ou ambição, mas porque as características que facilitam a chegada ao topo não são as mesmas que garantem eficácia após se estar na posição.</p>
<p>As competências associadas a uma liderança eficaz são frequentemente mais silenciosas. Desenvolvem-se com o tempo e demonstram-se no contexto certo. Tornam-se visíveis na forma como o líder decide, mobiliza, responsabiliza, desenvolve pessoas e sustenta resultados.</p>
<p>Por exemplo, um dos traços mais associados à eficácia, a conscienciosidade &#8211; responsabilidade, rigor, disciplina e orientação para objetivos &#8211; só é percetível após uma interação prolongada. Quem tem esta característica tende a subemergir: não é imediatamente reconhecido como líder, mas poderia ser mais eficaz no papel. Perde o lugar para quem parece mais, mas entrega menos.</p>
<h5>Identificar quem é líder, não quem parece</h5>
<p>A resposta não é ignorar a presença ou a capacidade de influência, pois são dimensões reais e relevantes. A resposta é não as confundir com eficácia e perceber até que ponto são realmente relevantes no contexto em questão. Isto implica tratar a seleção e o desenvolvimento de líderes como um processo, não como uma decisão de primeira impressão. Implica utilizar avaliações estruturadas &#8211; feedback 360°, indicadores de performance passada, análise de contextos de liderança anteriores &#8211; que capturam quem produz resultados, não apenas quem parece capaz de os produzir.</p>
<p>Implica, também, reconhecer que alguns dos melhores líderes não “parecem” líderes numa entrevista de 30 ou 60 minutos. São os que, com o tempo, constroem equipas coesas, tomam decisões difíceis e entregam resultados consistentes. Esses raramente dominam uma sala à primeira vista. Mas são eles que transformam organizações.</p>
<h5>Quem consegue realmente liderar?</h5>
<p>Liderança é, no final, sobre resultados. O melhor líder não é o mais extrovertido, nem o mais carismático, nem o que mais impressiona a sala. É o que consegue, de forma consistente e através dos outros, atingir os objetivos da organização.</p>
<p>A questão que as organizações devem colocar não é &#8220;quem parece líder?&#8221;, mas &#8220;quem consegue realmente liderar?&#8221;. A distinção parece óbvia. A prática diz o contrário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Tomás Neves de Almeida, Principal da Boyden Leadership Consulting]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A IA é o Novo Tamagotchi</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-ia-e-o-novo-tamagotchi/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:59:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Rasquilha]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Luís Rasquilha, CEO do Ecossistema Inova. Board Member/Non Executive Diretor (NED) da GIANT Brasil e da Maza Tarraf. Líder do Comitê de estratégia do Consórcio Unifisa. Professor convidado na FDC, Hospital Albert Einstein e ESALQ/USP. Colunista do MIT Sloan Review Brasil e Executive Digest Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Alimentamos a Inteligência Artificial… e ela passa a alimentar-nos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1996, milhões de pessoas em todo o mundo carregavam no bolso um pequeno ovo de plástico com um ecrã monocromático. Chamava-se <strong>Tamagotchi</strong>. O conceito era simples: alimentar, cuidar, limpar, brincar e acompanhar um pequeno ser digital que dependia totalmente da atenção do seu dono. Se deixássemos de interagir, ele adoecia. Se o ignorássemos durante demasiado tempo, desaparecia. Na altura parecia apenas um brinquedo. Hoje percebemos que talvez fosse uma antecipação extraordinária da relação que estamos a construir com a Inteligência Artificial.</p>
<p style="text-align: justify;">A diferença é que, desta vez, não estamos apenas a cuidar de um pequeno animal virtual. Estamos a alimentar uma inteligência que, em muitos casos, acabará por cuidar de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A IA aprende connosco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Inteligência Artificial não nasce inteligente. Ela aprende. Aprende com milhões de documentos, livros, imagens, vídeos e conversas. Mas, sobretudo, aprende através da interacção humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pergunta.<br />
Cada correcção.<br />
Cada contexto fornecido.<br />
Cada documento carregado.<br />
Cada decisão validada.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo contribui para tornar os modelos mais eficazes.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como o Tamagotchi precisava de comida digital, a IA precisa de dados. Sem dados, não existe inteligência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O novo ativo estratégico chama-se Contexto</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante décadas acreditámos que informação era poder. Hoje percebemos que informação, por si só, vale pouco. O verdadeiro diferencial está no contexto. Uma IA genérica consegue responder a quase tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas uma IA que conhece a empresa, os clientes, os processos, a estratégia, a cultura e os objetivos consegue gerar valor exponencialmente superior. É exatamente isso que está a acontecer com os novos agentes inteligentes. Já não são apenas motores de pesquisa sofisticados. São colaboradores digitais que aprendem continuamente com cada interação. Quanto mais trabalham connosco, melhores ficam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estamos a criar colaboradores digitais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas empresas, começa a surgir uma nova categoria de trabalhadores. Não recebem salário. Não têm horário. Não entram em férias. Não adoecem. São agentes de Inteligência Artificial especializados.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe um agente para marketing. Outro para vendas. Outro para recursos humanos. Outro para finanças. Outro para estratégia. Cada um vai acumulando conhecimento específico da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como um colaborador sénior, conhece processos, aprende exceções, memoriza decisões e melhora continuamente. Quanto mais tempo permanece na empresa, maior se torna o seu valor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O paradoxo do Tamagotchi</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Tamagotchi dependia totalmente do seu dono. A IA parece seguir o mesmo caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas existe uma diferença fundamental. À medida que a alimentamos, ela também começa a alimentar-nos. Ajuda-nos a decidir. Escreve connosco. Analisa cenários. Cria estratégias. Resume reuniões. Desenvolve código. Produz apresentações. Apoia diagnósticos médicos. Sugere investimentos. Ensina. Aprende. E, cada vez mais, toma decisões em nosso nome.</p>
<p style="text-align: justify;">A relação deixa de ser unilateral. Passa a ser simbiótica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O risco da dependência</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tal como aconteceu com a Internet e, mais tarde, com o smartphone, a IA traz um novo risco. A dependência cognitiva. Se deixarmos que a Inteligência Artificial pense sempre por nós, deixaremos gradualmente de exercitar competências fundamentais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>pensamento crítico;</li>
<li>criatividade;</li>
<li>capacidade analítica;</li>
<li>memória;</li>
<li>resolução de problemas;</li>
<li>tomada de decisão.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A IA deve ampliar a inteligência humana. Nunca substituí-la. As organizações mais inteligentes serão aquelas que conseguirem equilibrar automação com pensamento humano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem alimenta quem?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez esta seja a pergunta mais interessante da próxima década. Estamos a alimentar a Inteligência Artificial. Mas ela também está a moldar a forma como pensamos. Influenciando decisões. Sugerindo caminhos. Organizando prioridades. Criando conhecimento. O Tamagotchi precisava de nós para sobreviver. A IA precisa de nós para evoluir. Mas talvez nós passemos, também, a precisar dela para competir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O verdadeiro desafio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A questão nunca foi tecnológica. É humana. Quem conseguir ensinar melhor a Inteligência Artificial terá uma vantagem competitiva extraordinária. Porque, no futuro, o ativo mais valioso deixará de ser apenas o conhecimento. Será a capacidade de construir inteligências que aprendem connosco. Talvez o maior legado do velho Tamagotchi não tenha sido um brinquedo. Tenha sido ensinar-nos, há quase trinta anos, que aquilo em que investimos atenção cresce.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje continuamos a fazer exatamente isso. Só que, em vez de alimentarmos um pequeno animal digital, estamos a alimentar uma inteligência capaz de transformar empresas, profissões e sociedades. E talvez a pergunta mais importante já não seja se vamos utilizar Inteligência Artificial. A verdadeira questão é: <strong>que tipo de Inteligência Artificial estamos a ensinar todos os dias?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-783798 aligncenter" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-675x450.jpg" alt="" width="675" height="450" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-675x450.jpg 675w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-300x200.jpg 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-768x512.jpg 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-1200x800.jpg 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-600x400.jpg 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA.jpg 1299w" sizes="auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px" /></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Luís Rasquilha, CEO do Ecossistema Inova. Board Member/Non Executive Diretor (NED) da GIANT Brasil e da Maza Tarraf. Líder do Comitê de estratégia do Consórcio Unifisa. Professor convidado na FDC, Hospital Albert Einstein e ESALQ/USP. Colunista do MIT Sloan Review Brasil e Executive Digest Portugal]]></sapo:autor>
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		<title>Da guerra com o Irão às noites na Truth Social: livro traça retrato íntimo da Casa Branca de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:59:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A obra descreve um Presidente obcecado com a sua imagem, com as redes sociais e com o reconhecimento pessoal, num ambiente onde a política externa, os escândalos judiciais e as disputas internas parecem muitas vezes misturar-se com impulsos pessoais e lealdades de ocasião.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um novo livro sobre a segunda presidência de Donald Trump descreve uma Casa Branca marcada por menos travões internos, maior personalização do poder e um círculo de colaboradores cada vez mais disposto a seguir o instinto do Presidente norte-americano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em “Regime Change”, Maggie Haberman e Jonathan Swan, dois jornalistas do “New York Times” que acompanham de perto a política norte-americana, traçam o retrato de um Trump regressado ao poder com menos receios, menos limites e rodeado de menos pessoas dispostas a contrariá-lo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A obra descreve um Presidente obcecado com a sua imagem, com as redes sociais e com o reconhecimento pessoal, num ambiente onde a política externa, os escândalos judiciais e as disputas internas parecem muitas vezes misturar-se com impulsos pessoais e lealdades de ocasião.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>TikTok no meio da guerra com o Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das cenas centrais do livro decorre no 17.º dia da guerra dos Estados Unidos contra o Irão. Donald Trump recebeu Maggie Haberman e Jonathan Swan na Sala Oval, numa altura em que já tinham morrido 13 militares norte-americanos e milhares de iranianos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o livro, o Presidente não parecia concentrado em mapas, baixas ou negociações. Sobre a mesa tinha imagens dos áceres que queria plantar no jardim presidencial e uma folha com um número: 339 mil milhões. Eram as visualizações acumuladas pelos seus vídeos no TikTok.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Podem acreditar?”, terá perguntado Trump aos jornalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cena é apresentada na obra como uma espécie de síntese do segundo mandato: não apenas um Presidente excêntrico, mas um líder que voltou à Casa Branca com a convicção de que o poder deve ser exercido sem grandes contenções.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O caso Epstein chegou à Situation Room</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O livro relata também reuniões de alto nível na Situation Room, a sala reservada às crises de segurança nacional, para discutir o risco político associado aos ficheiros de Jeffrey Epstein.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mesma sala usada para gerir ataques terroristas, crises nucleares e operações militares terá servido para avaliar os danos que um escândalo sexual poderia provocar num Presidente que regressou ao poder com uma promessa de vingança e controlo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A obra inclui citações atribuídas ao vice-presidente JD Vance, ao procurador-geral adjunto Todd Blanche, à chefe de gabinete Susie Wiles e ao diretor de comunicação Steven Cheung durante essa reunião.</p>
<p class="isSelectedEnd">A precisão dos diálogos alimentou suspeitas em Washington sobre um eventual acesso dos autores a gravações de áudio de encontros de alto nível. Haberman e Swan não confirmam nem desmentem essa possibilidade, limitando-se a dizer que não comentam as suas fontes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ataca livro de madrugada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">“Regime Change” entrou rapidamente no debate político norte-americano. O livro vendeu mais de 150 mil exemplares no primeiro dia, levando a editora a encomendar outros 150 mil.</p>
<p class="isSelectedEnd">A reação de Trump também surgiu depressa. O Presidente atacou a obra durante a madrugada na Truth Social, insultou Maggie Haberman e garantiu que o livro era, na sua maioria, inventado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump negou ainda que os autores tivessem gravações das suas conversas, apesar de eles não terem afirmado publicamente que as possuíam. Na mesma publicação, voltou a destacar a sua vitória eleitoral e regressou ao tema da guerra, declarando que o Irão nunca teria uma arma nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd">O livro descreve precisamente esse Trump noturno, irritado e obcecado com a própria imagem. A resposta do Presidente acabou por reforçar o retrato traçado pela obra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Netanyahu, Irão e decisões por afinidade pessoal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A política externa surge no livro como uma extensão da forma como Trump gere o poder. Numa das passagens mais graves, Benjamin Netanyahu terá ido à Casa Branca e reunido com Trump na Situation Room, onde defendeu que os Estados Unidos se juntassem a uma ofensiva para derrubar o regime iraniano e destruir o seu programa nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Haberman e Swan, o secretário de Estado classificou o plano como “uma porcaria”, enquanto o diretor da CIA o considerou “ridículo”. Trump ouviu os avisos, mas ficou mais convencido pela versão de Netanyahu. “Parece bem”, terá respondido. Depois disso, todos se alinharam.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cena é apresentada como exemplo de um método de decisão baseado menos nos canais institucionais e mais na confiança, no instinto e na afinidade pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Canal paralelo com Moscovo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Algo semelhante terá acontecido em relação à Rússia. Steve Witkoff, antigo advogado, investidor imobiliário e enviado de Trump para o Médio Oriente, surge no livro como figura central na construção de um canal paralelo com Moscovo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Keith Kellogg tinha sido inicialmente escolhido como enviado especial oficial para a Ucrânia, mas, segundo os autores, Trump acabou por afastá-lo das conversações com os russos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mensagem dentro da Administração foi clara: ninguém da equipa deveria falar com Moscovo porque “estamos a trabalhar num acordo”. O canal oficial foi assim substituído por um negociador da confiança direta do Presidente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Elon Musk tornou-se problema interno</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro nome central no livro é Elon Musk, escolhido por Trump para liderar o Serviço DOGE de corte burocrático. A sua atuação abriu uma crise dentro da Administração depois de enviar um email em massa a centenas de milhares de funcionários federais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mensagem perguntava: “O que fez na semana passada?” Cada funcionário tinha 48 horas para indicar cinco realizações. Musk chegou a escrever que a falta de resposta seria interpretada como uma carta de demissão.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com “Regime Change”, a Casa Branca não sabia completamente o que Musk estava a fazer. A chefe de gabinete Susie Wiles ficou furiosa, tal como vários membros do Governo. O homem mais rico do mundo entrou no Estado com uma abordagem de choque e acabou por se tornar mais um problema que a Casa Branca teve de conter.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Powell sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O livro também descreve a relação de Trump com Jerome Powell, presidente da Reserva Federal. Trump detestava Powell por manter as taxas de juro elevadas, mas não parecia decidido a demiti-lo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a obra, um assessor explicou que o Presidente tinha escolhido outra estratégia: não afastá-lo, mas “torturá-lo”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase é apresentada como um resumo da relação de Trump com instituições que não controla diretamente. Nem sempre precisa de as destruir; muitas vezes basta submetê-las a pressão, humilhação e desgaste.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A Casa Branca como corte</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Haberman e Swan descrevem uma Casa Branca menos parecida com uma Administração tradicional e mais próxima de uma corte. Natalie Harp, uma jovem assistente de Trump, surge como uma figura constantemente presente, levando-lhe recortes favoráveis da imprensa conservadora e mensagens de devoção pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando Elon Musk rompeu com Trump por causa do seu projeto orçamental, o Presidente terá reagido como alguém pessoalmente abandonado. “Deixam-me sempre. Fazem sempre isto. É por isso que não posso ter amigos”, terá dito, antes de pedir o telefone e ligar duas vezes a Musk. As duas chamadas caíram no correio de voz.</p>
<p class="isSelectedEnd">A obra apresenta Trump como alguém profundamente dependente da adulação e do reconhecimento, mesmo depois de regressar ao cargo mais poderoso da política norte-americana.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da grandeza histórica aos episódios mais íntimos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">“Regime Change” sustenta que Trump não quer ser lembrado como apenas mais um Presidente. Quer integrar a categoria dos “grandes homens” da História.</p>
<p class="isSelectedEnd">O livro liga essa obsessão ao seu regresso ao poder, apresentado não apenas como uma campanha eleitoral, mas também como uma operação de sobrevivência pessoal depois de anos de investigações, acusações, condenações e processos de impeachment.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase atribuída a Trump resume esse espírito de revanche: “Eu era o perseguido e agora sou o caçador.”</p>
<p class="isSelectedEnd">A obsessão pela grandeza aparece em episódios quase caricaturais. Numa entrevista com os autores, Trump terá afirmado que um historiador lhe disse que, pelo alcance do seu arsenal e das suas forças armadas, era mais poderoso do que Gengis Kan ou Estaline. Haberman e Swan descobriram depois que o suposto historiador era o caddie do golfista Gary Player.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Noites em claro, Truth Social e doces</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O livro entra também na dimensão mais privada do poder. Trump surge como um Presidente que dorme pouco, escreve na Truth Social quando o resto da Casa Branca já está em silêncio e não partilha quarto com Melania.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final dessas noites em claro, a papelera do Presidente surgiria cheia de sacos vazios de batatas fritas, embalagens de chocolates e copos de gelado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre todas as revelações da obra — do Irão ao caso Epstein, de Musk à Rússia, passando por Jerome Powell — este detalhe terá sido um dos que mais irritou Trump.</p>
<p>O retrato final é o de um Presidente que quer medir-se com figuras históricas como Alexandre, o Grande, mas que surge descrito de madrugada, sozinho, rodeado de elogios, açúcar e ressentimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784139]]></sapo:autor>
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		<title>Primark aumenta em 4% vendas nos primeiros nove meses do ano fiscal para 8.795 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:58:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Primark aumentou em 4% as receitas nos primeiros nove meses do exercício fiscal, que termina em setembro, atingindo 7.577 milhões de libras (cerca de 8.795 milhões de euros), informou a multinacional britânica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Primark aumentou em 4% as receitas nos primeiros nove meses do exercício fiscal, que termina em setembro, atingindo 7.577 milhões de libras (cerca de 8.795 milhões de euros), informou a multinacional britânica.</p>
<p>No trimestre que terminou em junho, as receitas do negócio de retalho da empresa detida pela Associated British Foods (ABF) ascenderam a 2.920 milhões de libras (cerca de 3.390 milhões de euros), 4% acima do valor registado no mesmo período do exercício anterior.</p>
<p>A cadeia têxtil indicou que as novas lojas contribuíram, neste trimestre, com 5% para o crescimento das receitas, com um bom desempenho em mercados-chave de crescimento na Europa, nos Estados Unidos e no Médio Oriente.</p>
<p>A Primark registou no Reino Unido um crescimento das vendas de 1% no terceiro trimestre a taxa de câmbio constante, com vendas comparáveis praticamente estáveis, enquanto na Europa continental, onde a confiança dos consumidores continua baixa, as vendas totais diminuíram 1% e as comparáveis 3,6%.</p>
<p>No caso dos Estados Unidos, a atividade comercial continuou a ser irregular durante o período, com a abertura de três novas lojas, incluindo a primeira em Manhattan (Nova Iorque), elevando o total para 41.</p>
<p>As vendas no mercado norte-americano cresceram 16% no terceiro trimestre.</p>
<p>O negócio de &#8216;franchising&#8217; da cadeia, que conta agora com três lojas no Dubai e uma no Kuwait, registou um desempenho sólido, apesar do contexto do mercado.</p>
<p>&#8220;Num ambiente de consumo desafiante&#8221;, incluindo o impacto do conflito no Médio Oriente, a ABF continua a esperar que a Primark alcance uma margem operacional ajustada para o ano inteiro de aproximadamente 10%.</p>
<p>&#8220;Embora o ambiente do retalho tenha continuado a ser complexo na maioria dos mercados, a Primark continuou a reforçar a sua proposta de valor para o cliente, incluindo o lançamento de novos produtos, uma abordagem mais precisa em termos de preços e um maior investimento em marketing, especialmente no domínio digital&#8221;, comentou o presidente executivo (CEO) da ABF, George Weston.</p>
<p>Em abril, o grupo ABF anunciou que iria separar-se da cadeia de lojas Primark no final de 2027, permitindo que a marca de moda a preços baixos passe a ser cotada na Bolsa de Londres.</p>
<p>Com esta decisão, tomada após uma revisão do negócio, o grupo de alimentos e retalho ABF rompe a sua estrutura de conglomerado após 65 anos.</p>
<p>A nível global, a ABF registou um volume de receitas de 14.774 milhões de libras (cerca de 17.149 milhões de euros) nos primeiros nove meses do seu ano fiscal, um aumento de 1%, incluindo um crescimento de 3% no terceiro trimestre, para 5.304 milhões de libras (cerca de 6.157 milhões de euros).</p>
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		<title>Sismo na Venezuela: médicos transformam McDonald’s em hospital de campanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Médicos voluntários e doações da sociedade civil estão a manter de pé uma estrutura precária que simboliza a dimensão da tragédia, a falta de meios e o desamparo vivido pela população nas zonas mais afetadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um McDonald’s abandonado em La Guaira, na Venezuela, foi transformado num hospital de campanha improvisado para responder à emergência provocada pelo sismo que atingiu o país há uma semana. Médicos voluntários e doações da sociedade civil estão a manter de pé uma estrutura precária que simboliza a dimensão da tragédia, a falta de meios e o desamparo vivido pela população nas zonas mais afetadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No interior da antiga hamburgueria, médicos e enfermeiros improvisaram salas de atendimento, uma farmácia e até um bloco operatório. Foi ali que o cirurgião Miguel Romero operou uma mulher que tinha acabado de dar à luz sozinha e que ainda tinha restos da placenta alojados. A intervenção foi feita a mais de 40 graus, às escuras, apenas com a luz dos telemóveis das enfermeiras e sobre uma banqueta do restaurante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em menos de uma hora, Romero conseguiu retirar todos os restos com pinças de precisão cirúrgica. O médico já tinha realizado este tipo de operação, mas nunca em condições tão extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais de 1.900 mortos e 10 mil feridos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma semana depois do sismo, a esperança de encontrar sobreviventes entre os escombros é cada vez menor, enquanto os números da devastação continuam a aumentar. O balanço ultrapassa já os 1.900 mortos e os 10 mil feridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Governo venezuelano, 855 edifícios foram afetados pelo terramoto, dos quais 189 sofreram colapso total. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e responsável pela comunicação diária sobre a tragédia, anunciou que foram instalados 50 acampamentos na periferia da capital para acolher sobreviventes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foram também improvisadas oito novas morgues, onde se acumulam cadáveres.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Corpos acumulam-se no porto de La Guaira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O porto de La Guaira concentra centenas de corpos à espera de identificação por familiares. Na rua, formam-se filas quilométricas de pessoas que aguardam para entrar nas instalações do principal porto do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto esperam, muitos procuram roupas entre montes acumulados na via pública. O estado costeiro concentra a parte mais dura da tragédia, com torres turísticas de mais de dez pisos reduzidas a escombros e cadáveres ainda soterrados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há também zonas mais pobres onde a ajuda quase não chega. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados alertou que a situação humanitária nas áreas mais afetadas se deteriorou rapidamente, perante a escassez grave de alimentos, o colapso dos serviços básicos e o aumento dos riscos de proteção para a população deslocada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospital nasceu de uma manta e duas lonas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante a falta de resposta imediata, um estudante finalista de Medicina, vindo de Caracas para ajudar nos primeiros dias, começou por montar um ambulatório improvisado com uma manta e duas lonas presas a uma árvore, junto ao McDonald’s abandonado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos primeiros doentes foi um polícia com uma quebra de tensão. Depois de estabilizar o agente, o estudante pediu autorização para usar a hamburgueria, de forma a trabalhar em condições menos precárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O acordo foi simples: os médicos entrariam no restaurante e os agentes garantiriam a proteção do espaço perante o risco de roubos e assaltos, que começam a tornar-se frequentes nas zonas mais críticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No sábado, os voluntários conseguiram entrar no edifício. No dia seguinte, depois de retirarem escombros, organizaram os espaços. O bloco operatório ficou no antigo comedor do primeiro piso. A farmácia foi instalada junto ao balcão onde antes eram servidos hambúrgueres. No andar de cima, colchões gastos servem de zona de descanso para médicos e enfermeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relação tensa com a polícia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A relação com os agentes não tem sido fácil. O estudante que faz a ligação com a polícia afirma que só confia nos responsáveis hierárquicos e acusa alguns agentes de tentarem aproveitar-se da tragédia.</p>
<p class="isSelectedEnd">No antigo espaço de refeições, os médicos penduraram sacos de soro e vitaminas no teto, presos com ligaduras. Entre os pacientes está o oficial Nelson Guerrero, de 52 anos, que pediu insulina por ter apenas um rim, depois de um acidente de viação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Estamos aqui para não aceitar a sem-vergonhice das pessoas, para que ninguém faça o que não deve”, afirmou o agente, enquanto recebia a medicação e transpirava devido ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Edifício vizinho ameaça ruir</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No interior do hospital improvisado, a tensão aumentou depois de os voluntários terem sido avisados de que o edifício ao lado, um enorme bloco de mais de 100 apartamentos, pode ruir a qualquer momento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trata-se de uma construção pública erguida no âmbito da Misión Vivienda, projeto lançado pelo chavismo para a população mais carenciada. Vizinhos recordam que Hugo Chávez esteve na inauguração do edifício há mais de duas décadas e citou então uma frase atribuída a Simón Bolívar, dita após o terramoto que atingiu Caracas em 1812: “Se a natureza se opõe, lutaremos contra ela e faremos com que nos obedeça.”</p>
<p class="isSelectedEnd">A lembrança pesa agora sobre moradores que continuam expostos ao sol, ao cheiro a decomposição e ao risco de novos desabamentos. “Parece que estamos amaldiçoados”, disse um dos vizinhos, com o rosto tapado por uma camisola.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Descontentamento cresce perante falta de apoio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo de Delcy Rodríguez, sob tutela norte-americana desde a captura de Nicolás Maduro em janeiro, enfrenta agora a sua primeira grande prova.</p>
<p class="isSelectedEnd">O descontentamento da população aumenta a cada dia, com milhares de militares e polícias armados destacados na zona. O risco de um rebentamento social é descrito como uma ameaça latente, com consequências imprevisíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não temos notícias do Governo. Aqui, pelo menos, não nos estão a apoiar”, afirmou o cirurgião Miguel Romero, que coordena o hospital de campanha por turnos com outros médicos, sobretudo quando é necessário sair para atender no terreno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Romero, de 34 anos, está a fazer um doutoramento em neurologia na Alemanha. Chegou à Venezuela um dia antes do sismo para visitar a família em Coro, uma cidade rural costeira. Depois de mais de dez horas de autocarro até La Guaira, dorme apenas algumas horas por dia desde que chegou à zona zero.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medicamentos, resgatistas e chuva</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A farmácia improvisada no McDonald’s está bem abastecida, garantem os médicos. Há analgésicos intravenosos, material cirúrgico, ansiolíticos e até medicamentos veterinários para tratar animais de estimação na zona do parque de estacionamento, onde antes passavam carros para levantar refeições.</p>
<p class="isSelectedEnd">O piso superior também acolhe equipas internacionais de resgate que não têm onde dormir. Mais de 2.300 profissionais chegaram de países como México, China, Espanha e Qatar.</p>
<p class="isSelectedEnd">A noite de segunda-feira foi especialmente difícil, depois de ter chovido pela primeira vez em La Guaira desde o sismo. A chuva já era esperada por ser verão, mas o céu tinha dado tréguas até então. A água e a lama agravaram ainda mais as condições no terreno.</p>
<p>Apesar da destruição, Miguel Romero mantém a esperança. O médico diz confiar na força, resiliência e estoicismo de uma população mobilizada e agarrada à vida.</p>
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