Tinha apenas 9 anos quando, em meados dos anos 1960, se revelou o dono de uma voz que se tornaria lendária. À época, o menino Peter Robbins, natural da Calfórnia, não cabia em si de contente por “interpretar” um dos seus heróis e fez sucesso como tal entre 1963 e 1969. O seu amor pelas personagens era tal que tinha mesmo Snoopy e Charlie Brown tatuados no seu braço.
Só que, entretanto, foi substituído por um ator mais novo. Daquela fase inicial, os produtores mantiveram apenas o seu “Augh” original. Depois, tal como tantas outras crianças-prodígio em Hollywood, seguiu-se um percurso atribulado, marcado por um diagnóstico de doença bipolar e vários problemas com a lei.
Em 2013, declarou-se mesmo culpado de ameaçar e perseguir uma sua ex-namorada e também o cirurgião plástico a quem Robbins pagou uma operação para aumentar o peito.
Uma série de outras ameaças públicas ao responsável do condado de San Diego levou-o ainda a passar algum tempo atrás das grades. Quando saiu, multiplicou-se em entrevistas a explicar que “todos deveriam levar a doença bipolar muito a sério: bastava ver o que lhe tinha acontecido”.
A sua morte, por suícidio, acabou por ser anunciada pela família esta quarta-feira, 25. Tinha 65 anos.



