Enviado especial de Trump reúne-se hoje com Zelensky em Kiev para continuar negociações de paz

Presidente ucraniano salientou que o representante americano deverá “ficar por dois dias, talvez um pouco mais”, frisando que pretende que Kellogg, um general reformado que serviu na guerra do Vietname, visite a linha da frente, mostrando-se confiante de que aceitará.

Francisco Laranjeira

Keith Kellog, representante especial da Casa Branca para a guerra entre Rússia e Ucrânia, reúne-se esta quinta-feira em Kiev com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para continuar as negociações de paz promovidas pelo presidente Donald Trump.

O presidente ucraniano salientou que o representante americano deverá “ficar por dois dias, talvez um pouco mais”, frisando que pretende que Kellogg, um general reformado que serviu na guerra do Vietname, visite a linha da frente, mostrando-se confiante de que aceitará.

Zelensky também expressou o desejo de que Kellogg se reúna com o chefe do Exército ucraniano, Oleksandr Syrskyi, para saber em primeira mão a situação na linha da rente e a importância de os ucranianos receberem garantias sólidas de segurança para evitar novas agressões russas após o conflito.

À chegada, Keith Kellogg explicou que os EUA compreendem a necessidade de garantias de segurança em qualquer acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia e reconhecem também a importância da independência e soberania ucranianas.

“Parte da minha missão é sentar-me e ouvir e dizer ‘OK, quais são as vossas preocupações? Em que ponto estamos?” afirmou Keith Kellogg aos jornalistas pouco depois de chegar a Kiev.

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Já em Kiev, o responsável americano acredita também que este “é uma oportunidade para ter boas negociações potenciais”. “É muito clara para nós a importância da soberania e da independência desta nação”, acrescentou. “Parte da minha missão é sentar-me e ouvir.”

Kellogg também refletiu sobre a duração do conflito, reforçando que este dura há três anos. “O presidente Trump tem razão; é uma guerra que acredito sinceramente que não teria começado se ele ainda fosse presidente. É uma guerra flagrante. Ele compreende o sofrimento humano e compreende os danos”, acrescentou.

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