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Entrevista a José Gonçalves: «Há um conhecimento do mercado na Accenture que queremos privilegiar»

A Accenture celebra em 2020 o 30.º aniversário em Portugal. «Esta nova equipa de gestão que eu lidero há cerca três anos e meio definiu um primeiro triénio de objetivos que basicamente passava por crescer ‘double digit’. Obviamente, isso significa crescer acima da média e ganhar quota de mercado e, por um lado, isso foi conseguido nos últimos três anos. E também, adicionalmente, sermos mais relevantes para a Accenture a nível global e isso não se faz pelo volume de negócios. Portanto, o nosso pensamento foi como é que conseguimos incubar em Portugal parcerias estratégicas com clientes inovadores, disruptivos, que sejam um exemplo e uma inspiração lá para fora. E temos conseguido fazê-lo», afirmou José Gonçalves durante a nona CEO’s Talks by Executive Digest.
Nesta entrevista conduzida pelo jornalista António Sarmento, José Gonçalves explicou também o que mudou na organização com a sua liderança. «Posso dizer tudo e nada. Nada no sentido em que os valores da empresa são muito parecidos. Ou seja, tudo o que tem a ver com estar ao lado dos clientes de uma forma genuína, mobilizar tudo o que tenha de ser mobilizado local e globalmente para o sucesso dos clientes, criar valor para as empresas e economia portuguesa. Há um respeito, um ADN, um conhecimento do mercado na Accenture, que queremos privilegiar. Portanto, eu acho que estarmos genuinamente ao lado das empresas para acrescentar valor de uma forma séria e comprometida, mobilizando o que for necessário, esse ADN da Accenture, reconhecido, não mudou».
«Mudou, talvez, se eu tivesse que sintetizar numa frase foi o facto de evoluirmos de uma empresa que era uma consultora ou uma prestadora de serviços, para uma empresa que se responsabiliza e se compromete a criar valor. Isso parece uma buzzword mas mais do que vender um serviço de consultoria, tecnologia ou outsorcing, o que nós queremos é olhar para um determinado cliente, ver os desafios que ele tem, como podemos ajudá-lo a melhorar a performance no negócio e comprometer-nos nesse objetivo», acrescenta o presidente da da Accenture Portugal.
Em relação às áreas mais relevantes da consultora, José Gonçalves refere que existe diversidade de capacidades, carreiras, competências, dentro de um único negócio que é o encontrar soluções para os clientes e comprometimento com a entrega do valor. Pode aqui ser destacado a consultoria estratégia e transformacional, a tecnologia de informação, gestão de operações e o negócio da agência digital.
O negócio das exportações da Accenture também corre em bom ritmo. «Foi uma aposta que fizemos em boa hora. Nós temos uma relação qualidade/custo imbatível. Portugal consegue ter uma qualidade, profissionalismo, flexibilidade, cultura e formas de trabalho mais adequadas. Hoje em dia, 40% do negócio são exportação e vemos como uma aposta ganha».
Sobre se o surto pandémico vai ter impacto significativo no futuro da consultoria, o presidente da Accenture Portugal sublinha: «Vai ter impacto em todos os nossos negócios e o nosso negócio é um negócio de talento. O curto prazo não vai ser fácil, penso que isso se aplica a muitas indústrias, mas é nesse momento que se vê duas coisas. Primeiro, a importância de se ter uma equipa resiliente, com capacidades de relação com os clientes e também económicas, que aguentam este período difícil. E, segundo, a capacidade de redefinir objetivos de uma forma ágil para que possamos voltar o mais rapidamente possível a um novo normal. Sim, acredito que todos vamos ser afectados no curto prazo. Sim, acredito que logo que haja um tratamento para este horrível virus, rapidamente vamos voltar a uma dinâmica boa. E até vão surgir oportunidades que não existiam antes».

 

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