Entrar no Reino Unido fica hoje (ainda…) mais caro: saiba o que vai mudar

Autoridades britânicas publicaram uma nova tabela de taxas de imigração que afetam trabalhadores qualificados, profissionais de saúde e trabalhadores temporários, com aumentos que variam de entre 20 e 115 libras, dependendo do tipo e da duração do visto

Executive Digest

A partir desta quarta-feira, qualquer viajante que pretenda entrar no Reino Unido já precisará de uma Autorização Eletrónica de Viagem (ETA), um visto digital que passa a custar 16 libras por pessoa (aproximadamente 18,7 euros). Esta nova exigência é uma das consequências do Brexit e aplicar-se-á aos portugueses, bem como a viajantes de outros países abrangidos pelo regime de isenção de visto para o Reino Unido.

As autoridades britânicas publicaram uma nova tabela de taxas de imigração que afetam trabalhadores qualificados, profissionais de saúde e trabalhadores temporários, com aumentos que variam de entre 20 e 115 libras, dependendo do tipo e da duração do visto.



O aumento de preço varia de acordo com o tipo de visto, sendo os vistos de estudante e visitante os que apresentam o maior aumento:

Para estudantes, a taxa de visto para requerentes principais e dependentes aumentará em 7%, de 490 para 524 libras: já os visitantes do Reino Unido também podem esperar pagar mais, já que as taxas de visto de visitante devem aumentar em 10%.

O custo de um visto de seis meses aumentará de 115 para 127 libras, sendo que as vistos de visita de longo prazo de dois, cinco e 10 anos também pesarão mais no bolso dos viajantes, com taxas a chegar aos 475, 848 e 1.059 libras, respetivamente.

O que é a ETA e quem precisará de a obter?

A ETA é um documento eletrónico necessário para viagens de lazer, trânsito, atividades profissionais permitidas e estudos de curta duração. No caso de estadias mais longas ou atividades que não se enquadrem nestas categorias, os viajantes precisarão de requerer um visto apropriado.

Há, no entanto, algumas exceções. Os seguintes grupos estão isentos de apresentar uma ETA:

– Portadores de visto britânico válido;
– Residentes permanentes ou temporários no Reino Unido;
– Grupos escolares compostos por cinco ou mais crianças menores de 18 anos;
– Passageiros em escala no Reino Unido que não passem pelo controlo alfandegário.

Validade e custos da ETA

A ETA terá, a partir desta quarta-feira, um custo fixo de 16 libras por viajante e será válida por um período de dois anos, permitindo múltiplas entradas no Reino Unido, desde que cada estadia não ultrapasse seis meses. No entanto, a autorização expira automaticamente caso o passaporte associado deixe de ser válido, o que obrigará a uma nova solicitação e ao pagamento de uma nova taxa.

O Governo britânico recomenda que os pedidos de ETA sejam feitos pelo menos três dias antes da viagem, uma vez que o tempo de processamento pode variar em períodos de elevada procura.

Como obter a ETA?

Existem apenas duas formas de obter esta autorização:

– Através da plataforma online oficial do governo britânico;
– Através da aplicação dedicada para dispositivos móveis.

O processo de candidatura é relativamente rápido, levando cerca de 10 minutos a ser concluído. No entanto, não é possível interrompê-lo e retomá-lo mais tarde, pelo que os requerentes devem garantir que têm toda a informação necessária antes de começar.

Para submeter um pedido de ETA, será necessário apresentar:

– Passaporte biométrico válido emitido por um país abrangido pelo regime de isenção de visto para o Reino Unido;
– Fotografia digital recente de alta qualidade;
– Endereço de e-mail válido;
– Cartão bancário funcional para efetuar o pagamento.

Os viajantes portugueses que pretendam visitar o Reino Unido deverão, assim, planear as suas deslocações com antecedência, garantindo que cumprem todos os requisitos para evitar contratempos na entrada no país.

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