«Entrámos na fase descendente» mas «não podemos aliviar a situação», alerta Costa

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quinta-feira que Portugal entrou numa fase descendente da pandemia da Covid-19, contudo alertou para a necessidade de não aliviar medidas, p

Simone Silva

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quinta-feira que Portugal entrou numa fase descendente da pandemia da Covid-19, contudo alertou para a necessidade de não aliviar a situação, para que o trabalho conseguido até aqui não seja desperdiçado.

«Entrámos na fase descendente, quer em número de contágios quer em nível de internamentos, o que significa que as medidas adotadas têm vindo a dar resultados, mas é fundamental consolidar este processo e portanto não podemos neste momento aliviar a situação para podermos chegar ao Natal com a situação controlada», afirmou.

À saída da reunião com os especialistas e pitos no Infarmed, Costa sublinhou que em Janeiro, Fevereiro, «teremos riscos acrescidos, seja pelas questões de temperatura, seja pelo convívio natalício, seja pela confluência com outros fatores, como o vírus da gripe».

«Estamos no bom caminho, mas é preciso prosseguir esse caminho para que possamos controlar e consolidar a situação», ressalvou o primeiro-ministro, dizendo que esta trajetória descente só pode ser mantida se houver «pressão sobre a mola».

Segundo os últimos dados as restrições adotadas até aqui, «têm vindo a produzir resultados», revela o primeiro-ministro. «Custa muito a quem não pode sair de casa, custa imenso a quem tem atividades económicas prejudicadas, mas é absolutamente necessário», defendeu.

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No que diz respeito à vacinação, Costa manifesta muita confiança no processo de construção de novas vacinas por parte da Agência Europeia e Medicamento, dizendo que «não obstante ter sido possível encurtar o tempo, não se facilitou na exigência e no rigor».

«As vacinas que vierem a ser validadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), merecem toda a confiança, quanto à sua eficácia, quanto aos efeitos que possam produzir e quanto à durabilidade da imunidade», garante o responsável, dizendo que «há todas as razões para podermos confiar no trabalho da EMA e na eficácia das vacinas que vierem a ser aprovadas».

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