Ensino à distância já custou 304 euros por aluno. Quase 40% das famílias vão pagar por explicações

Apenas 10% de 700 famílias não precisou de comprar equipamento para suportar as necessidades impostas pelo ensino à distância, conclui um inquérito da Fixando.

De acordo com os resultados, 69% dos inquiridos teve de adquirir computador portátil, 22% um tablet ou ipad, 21% um smartphone, 21% auriculares e 20% um computador de secretária. Contas da Fixando revelam que os portugueses foram obrigados, em média, a desembolsar 304 euros por aluno com a transição do ensino presencial para o ensino à distância.

O Zoom e o Skype foram usadas por 64% dos inquiridos, seguidos pela Telescola (49%), enquanto que 41% recorreu aos meios online para realização de trabalhos e exercícios.

A maioria das famílias (56,9%) refere que o rendimento é muito afectado com o confinamento e 37,1% considera que as avaliações não reflectem a capacidade real dos alunos. Há outros 25,8% que defendem que as avaliações são injustas. Como consequência, 35,4% das famílias inquiridas recorreu a explicações para este ano lectivo como ferramenta de preparação para os exames. Isto porque 49% defende que «o ensino à distância é insuficiente para obter bons resultados», 35% que «é difícil manter a concentração em casa e o rendimento baixa» ou que «é necessário apoio individual para exames» e 27% porque «a exigência mantém-se e é difícil corresponder».

Os inquiridos (36,7%) contam gastar mais de 250 euros em explicações. Em média, cada aluno irá gastar em média 161,62 euros em explicações este ano ainda, de acordo com o inquérito da Fixando.

Recorde-se que as escolas estão encerradas desde 16 de Março, quando o Governo decidiu suspender todas as actividades lectivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas online e a receber os trabalhos por e-mail ou pelo correio. O terceiro período arrancou a 14 de Abril e a telescola a 20 de Abril. Já os alunos do 11.º e 12.º anos regressaram às aulas no dia 18 de Maio.

As emissões diárias são transmitidas na RTP Memória, acessível por cabo ou satélite e por Televisão Digital Terrestre nas seguintes posições: TDT – posição 7, MEO – posição 100, NOS – posição 18, Vodafone – posição 17 e Nowo – posição 13.

Há actividades lectivas todos os dias úteis da semana, das nove horas da manhã até às 17:50 horas. Cada aula tem a duração de 30 minutos e vão ser dadas a alunos de dois anos em conjunto (1.º e 2.º), (3.º e 4.º), (5.º e.6.º), (7.º e 8.º) e 9.º ano.

A emissão de cada dia dos módulos individualizados está disponível online e é ainda disponibilizada uma aplicação móvel com todos os conteúdos. O #EstudoEmCasa também está no YouTube, através de cinco novos canais. Há aulas do pré-escolar ao ensino secundário.

A RTP 2, por sua vez, transmite conteúdos para crianças do pré-escolar, entre os três e os seis anos.

*Notícia actualizada com mais informação às 14:52

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