Ensaio. Toyota Aygo X, o ‘pequeno descontraído’ que quer conquistar a Europa pela qualidade e alegria ao volante

Pode este modelo feito na Rep. Checa ‘combater’ a tendência de desaparecimento dos citadinos tradicionais? Jorge Farromba explica-lhe o estilo descontraído

Jorge Farromba

Num mercado onde cada vez mais os citadinos tradicionais estão a desaparecer, a Toyota continua a ser uma resistente, porque mantém a sua filosofia de motores a combustão, apoiados por baterias, e este pequeno crossover urbano não vive de artifícios; é um automóvel descomplicado, robusto e surpreendentemente confortável, com uma qualidade que não tem nada de segmento de entrada e o conforto está acima do esperado para um citadino.

A estética é feliz, jovem, alegre e arrojada. Foca-se num publico jovem mas também nos seniores que pretendem um automóvel prático com tudo o que necessitam.

A suspensão, mesmo com os pneus finos, absorve bem as irregularidades da estrada, mesmo as rústicas; o isolamento acústico foi melhorado face à versão anterior sendo que aqui a caixa CVT ajuda bastante.

A posição de condução é elevada e o espaço disponível à frente correto. Apresenta nesta configuração  uma sensação de domínio da estrada, mas também de uma ergonomia muito simples e intuitiva..

Para quem julga que este citadino se amedronta com a estrada, esqueçam! O comportamento dele é leve, previsível e muito estável, com uma direção  rápida e um raio de viragem excelente.

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O chassis deriva do Yaris e, mesmo a velocidades mais altas é seguro. Conduz-se por isso com facilidade e, acima de tudo, diria, “com alegria”. Em termos da qualidade interior, mesmo o modelo de entrada da marca, o Aygo possui uma qualidade de construção acima do esperado. De facto possui muitos plásticos rijos, mas estão bem montados, mas o destaque vai para a simplicidade do teto de abrir em lona; retrátil com um funcionamento simples, e um baixo peso que não compromete a rigidez do automóvel; faz-me lembrar na década de 70, quando ainda não tínhamos legislação, onde  havia pessoas que basicamente cortavam o teto do automóvel, principalmente nos Fiat 600 e colocavam lona, além de retirarem os párachoques cromados para um desenho mais clean.

O Aygo X é, em si mesmo, jovial, mostrando a imagem de um citadino divertido e descontraído. Os consumos são uma agradável “chatice para as gasolineiras” pois o motor 1.0 de 3 cilindros ou 1.5 híbrido não consegue fazer mais do que 4,6l e para isso temos mesmo de exagerar. Há outro ponto que convém destacar que é a relação peso-potência que ajuda a explicar a leveza e agilidade pois sobressai potência suficiente para o dia a dia especialmente com esta caixa CVT.

Em resumo, a Toyota aposta aqui naquilo que ela sabe fazer bem – simplicidade, fiabilidade e facilidade de utilização num automóvel prático, fácil de estacionar, económico, até mesmo no preço final, e que possui uma imagem moderna que agrada maioritariamente não só ao público jovem, mas aquele público mais sénior que gosta já de ter um automóvel mais prático e pequeno

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Fabricado pela Toyota na República Checa, uma unidade que é reconhecida pela sua qualidade de montagem e que conjuga com os 10 anos de garantia da marca e um preço que se inicia nos 17000€, honesto, robusto e surpreendentemente sofisticado para o seu tamanho.

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