Por Jorge Farromba
O novo Qashqai apresenta-se ao público renovado em várias frentes: esteticamente, nas motorizações e no comportamento.
A responsabilidade da marca Nissan em renovar aquele que é o seu modelo mais conhecido no mercado enquanto não chega o elétrico Ariya era uma necessidade face à concorrência.
Maior e mais largo, o Qashqai apresenta-se com um desenho mais elegante e mais robusto – ainda para mais se o compararmos ao modelo da geração anterior.
Como modelo que lançou o segmento dos SUV, a Nissan tem aqui a responsabilidade de apresentar um produto apelativo. E, a frente, com a grelha V-Motion, os faróis LED esguios, uns párachoques robustos e uma frente mais elevada que se prolonga nas laterais e termina numa traseira renovada, também com uma nova assinatura luminosa dos faróis – esguios e horizontais, dão a elegância necessária (e a atualidade) a este modelo.
No interior, encontramos também várias alterações, sendo que a mais notória é o aumento do espaço interior tanto na dianteira como na traseira (fruto das maiores dimensões do modelo), um interior renovado com painel de instrumentos totalmente digital, um ecrã central posicionado em posição mais elevada e, no campo de visão dos nossos olhos, novos bancos mais confortáveis, elétricos e com sistema de massagem com várias opções, bem como, três regulações de software para o comportamento do Nissan – eco, Standard e Sport – que mudam a resposta do motor, da dureza da direção.
E, em estrada?
Em estrada e, face ao modelo anterior notamos sobretudo uma mudança para melhor no comportamento do Qashqai, com uma frente mais incisiva e sem adornamento em excesso, corroborado por uma direção mais comunicante do estado da estrada e um maior conforto.
Em termos de motor, este é o motor 1.3 com 158 cv e caixa manual de seis velocidades, sendo que o mesmo cumpre a sua função com uma caixa que privilegia a condução em estrada, bem escalonada, mas que nos obriga a recorrer à mesma com mais frequência em cidade. Pessoalmente, prefiro as caixas automáticas pelo modo como as mesmas gerem todas as dinâmicas da condução e até pelo fator segurança pois, deste modo, temos sempre as duas mãos no volante, sabendo que o sistema reage em função da pressão do pé direito sobre o acelerador de modo instantâneo.
Com esta plataforma CMF-C, o Qashqai ganhou em vários domínios e apresenta-se assim ao mercado com atributos renovados, sendo que a grande aposta na segurança ativa e passiva são uma constante, com todos os sensores habituais – desde o de ângulo morto, cruise control adaptativo, travagem emergência, saída involuntária de faixa de rodagem.
Com o motor 1.3 e o sistema mild-hybrid de 12 V obtivemos consumos médios ao fim de 350km (estrada, cidade, AE e estrada de montanha) de 8.1l sendo que em AE conseguimos médias de 6.2l.
Num modelo recheado de equipamento nesta versão, onde a qualidade de construção e dos materiais regista um upgrade face à geração anterior o Qashqai é proposto por um preço final: 43.300€ (versão Tekna) – a partir de 33.000€ nas versões com menor equipamento.


















