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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Jun 2026 09:14:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Pagamentos, urgências e energia em risco: estudo alerta para fragilidades digitais na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:11:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo da Boston Consulting Group identifica fragilidades estruturais na infraestrutura digital europeia com potencial para desencadear uma crise de alcance sistémico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A infraestrutura digital tornou-se essencial para o funcionamento económico e social da Europa, mas a sua capacidade de resistir a falhas prolongadas continua abaixo do nível de dependência que hoje suporta. O alerta é feito pela Boston Consulting Group no estudo “<a href="https://www.bcg.com/publications/2026/what-happens-when-europes-data-stops-flowing" target="_blank" rel="noopener">The Day Europe’s Data Stops Flowing</a>”, que identifica fragilidades estruturais na infraestrutura digital europeia com potencial para desencadear uma crise de alcance sistémico.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a BCG, uma interrupção prolongada no fluxo de dados poderia afetar pagamentos, saúde, energia, serviços de emergência, mobilidade e cadeias de abastecimento. O estudo conclui que a vulnerabilidade europeia resulta, em parte, do próprio sucesso da digitalização: quanto mais integrada e dependente de dados se torna a região, maior é a exposição a falhas em infraestruturas críticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de os operadores conseguirem gerir interrupções de curta duração e de as redes estarem desenhadas com redundância ao nível central, a infraestrutura de dados europeia mantém fragilidades relevantes perante cenários de stress prolongado. A consultora identifica um “gap de resiliência” entre o grau de dependência digital da Europa e a capacidade real da infraestrutura para continuar a funcionar sob pressão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal e Espanha já tiveram alerta sobre infraestruturas digitais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Eduardo Bicacro, Managing Director e Partner da BCG Lisboa, lembra que Portugal e Espanha tiveram no ano passado um alerta sobre a importância das infraestruturas digitais. Para o responsável, o estudo mostra que a necessidade de reforçar a resiliência deste ecossistema é real também à escala europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Esta deve ser uma prioridade estratégica para a Europa, para os players do setor e para os seus investidores”, afirma Eduardo Bicacro. O responsável sublinha que, embora muitas destas infraestruturas estejam entregues à iniciativa privada, as instituições públicas têm de assumir o seu papel na regulação e no apoio ao financiamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as responsabilidades públicas, o responsável da BCG aponta a monitorização da qualidade do serviço e dos níveis de redundância, o apoio ao financiamento de melhorias em resiliência e a coordenação da cooperação transfronteiriça.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pontos únicos de falha aumentam exposição da Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O esforço coordenado de governos, reguladores, empresas e instituições permitiu à Europa aproximar-se dos Estados Unidos e da Ásia em conectividade digital. No entanto, esse avanço também aumentou a exposição da região a falhas de infraestrutura crítica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as vulnerabilidades mais relevantes, a BCG destaca os pontos únicos de falha nas ligações da rede principal e de acesso final. Estas fragilidades têm sido repetidamente sinalizadas pela Agência da União Europeia para a Cibersegurança e pela Comissão Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vastas áreas da Europa Central e de Leste, mais de 80% do tráfego internacional passa por apenas um ou dois conectores físicos. Esta concentração cria riscos acrescidos em caso de falha, ataque ou perturbação prolongada.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo alerta ainda para fragilidades na proteção de infraestruturas secundárias, como centros de dados regionais e sistemas de cópia de segurança, bem como para a exposição dos cabos submarinos. Segundo a Agência da União Europeia para a Cibersegurança, menos de 20% das estações de amarração de cabos na União Europeia têm vigilância permanente, 24 horas por dia, sete dias por semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">A capacidade de reparação simultânea destes ativos continua limitada, num contexto de governação fragmentada. Para a BCG, essa fragmentação amplifica o risco caso ocorram falhas múltiplas em simultâneo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pagamentos, saúde, energia e emergência entre os setores vulneráveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma falha prolongada nos fluxos de dados teria impacto direto em vários setores críticos. Nos serviços financeiros, mesmo interrupções breves poderiam atrasar liquidações, gerar desalinhamentos de liquidez e provocar volatilidade nos mercados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024, apenas 39% das compras na União Europeia foram feitas em dinheiro físico. Nos Países Baixos, esse valor desceu para 17%, deixando muitos consumidores sem alternativa em caso de falha nos sistemas digitais de pagamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na defesa e segurança pública, a dependência de redes civis de telecomunicações poderia comprometer a coordenação em contexto de crise, reduzir a visibilidade operacional das forças de segurança e limitar a difusão de alertas públicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na saúde, a utilização alargada de registos eletrónicos, portais de diagnóstico e sistemas na cloud torna o setor particularmente sensível à perda de conectividade. Cerca de metade dos laboratórios clínicos europeus utiliza plataformas na nuvem para funções críticas que ficariam paralisadas sem ligação.</p>
<p class="isSelectedEnd">No setor energético, a transição para as renováveis reforçou a dependência do controlo digital da rede. Uma falha de conectividade poderia retirar visibilidade operacional aos operadores, obrigando a reduções preventivas de carga mesmo quando a oferta de energia fosse suficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na indústria e na logística, uma disrupção digital prolongada poderia congelar cadeias de abastecimento e comprometer o acesso a bens essenciais, incluindo alimentos e medicamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Três cenários de crise digital</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para medir o impacto de uma falha nos fluxos de dados, a BCG estruturou três cenários, definidos pela duração da perturbação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num cenário de interrupção de curta duração, a Europa funcionaria em modo de contingência, com impacto imediato, mas ainda gerível. Até 200 milhões de euros em pagamentos digitais poderiam sofrer atrasos. Os serviços de emergência recorreriam a sistemas de rádio dedicados, sem integração GPS, e entre 30 mil e 50 mil chamadas poderiam ficar em espera.</p>
<p class="isSelectedEnd">Neste primeiro cenário, cerca de 150 mil testes laboratoriais tornar-se-iam inacessíveis e os operadores energéticos perderiam eficiência devido à falta de monitorização em tempo real.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num segundo cenário, com um dia de interrupção, a falha comprometeria a coordenação entre sistemas críticos, aumentando a tensão económica e a perturbação social. A disrupção do TARGET2, sistema de liquidação interbancária em euros em tempo real, poderia bloquear entre 25 e 30 mil milhões de euros em pagamentos grossistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse cenário, até 140 mil chamadas de emergência poderiam ficar em atraso, cerca de 400 mil consultas seriam canceladas e 500 mil resultados de testes tornar-se-iam inacessíveis. No setor energético, entre 2 e 3 GW de energia renovável poderiam ser desligados devido à perda de monitorização da rede.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma semana sem dados teria impacto sistémico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário mais grave analisado pela BCG prevê uma semana de interrupção. Nesse caso, as consequências atingiriam escala sistémica, com os mecanismos de contingência a revelarem-se insuficientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O bloqueio de transações poderia ascender a cerca de 200 mil milhões de euros. Os serviços de emergência sofreriam uma degradação significativa, mais de 4 milhões de consultas seriam canceladas e as farmácias enfrentariam riscos de rutura de stock.</p>
<p class="isSelectedEnd">No setor energético, poderia tornar-se necessária uma redução de 5% a 10% da procura de pico. Para a BCG, este cenário demonstraria de forma inequívoca que a infraestrutura digital é, na prática, um pilar estrutural das sociedades modernas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma falha desta dimensão teria também consequências na perceção internacional da Europa enquanto parceiro económico fiável, com possível impacto na confiança dos investidores a longo prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>BCG defende modelo de resiliência coordenada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante estas fragilidades, a BCG defende a passagem de uma lógica de proteção fragmentada para um modelo de resiliência coordenada. Os governos devem monitorizar a qualidade do serviço digital e os níveis de redundância, criar instrumentos de financiamento adequados e coordenar a cooperação entre setores críticos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A consultora defende ainda o reforço da articulação transfronteiriça, incluindo no tratamento de dados sensíveis. Já as organizações, tanto em setores críticos como não críticos, devem mapear dependências digitais, identificar pontos únicos de falha e estabelecer critérios de resiliência com os seus fornecedores.</p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas devem também desenvolver procedimentos operacionais em modo offline e participar em exercícios de simulação e teste de esforço. Para os fornecedores de infraestruturas e redes, a BCG recomenda arquiteturas modulares e geograficamente distribuídas, capazes de contornar pontos de falha.</p>
<p>Com mais de 450 milhões de cidadãos europeus dependentes diariamente da infraestrutura digital, a resiliência tornou-se um desafio estratégico coletivo. A BCG defende que a proteção do futuro digital da Europa exige ação imediata e coordenada entre agentes públicos e privados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782940]]></sapo:autor>
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		<title>Carneiro desafia Governo a fazer &#8220;inversão de marcha&#8221; e critica manobras com o Chega</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:10:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ O secretário-geral do PS desafiou hoje o Governo a fazer "inversão de marcha" porque vai "em contramão numa autoestrada em grande velocidade", acusando-o de "manobras ideológicas" com o Chega e de procurar distrair a atenção dos portugueses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral do PS desafiou hoje o Governo a fazer &#8220;inversão de marcha&#8221; porque vai &#8220;em contramão numa autoestrada em grande velocidade&#8221;, acusando-o de &#8220;manobras ideológicas&#8221; com o Chega e de procurar distrair a atenção dos portugueses.</p>
<p>&#8220;A minha expectativa é que o Governo faça inversão de marcha porque há muito tempo que o Governo está em contramão numa autoestrada e em grande velocidade, o que só pode dar mau resultado&#8221;, respondeu aos jornalistas José Luís Carneiro quando questionado pelos jornalistas sobre se esperava uma nova fase no relacionamento com o Governo depois do acordo para a Prestação Social Única (PSU).</p>
<p>O líder do PS falava à comunicação social à chegada de uma viagem de comboio entre Sintra e Lisboa, no arranque das jornadas parlamentares do PS.</p>
<p>Para Carneiro, &#8220;as manobras ideológicas que o Governo tem conduzido com o Chega são a prova dessa contramão em grande velocidade e na autoestrada&#8221;, criticando ainda &#8220;o modo como os partidos que constituíram momentaneamente uma maioria têm procurado distrair as atenções dos portugueses&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu dou-vos um exemplo, vocês já ouviram falar, como eu também, de um &#8216;OVNI&#8217; chamado Fundo Soberano. Isto foi há oito dias. Já ouviram mais falar desse assunto, desse tema? Talvez não tenha pegado, talvez não tenha enraizado&#8221;, exemplificou.</p>
<p>Na opinião do líder do PS estas &#8220;são manobras de diversão ideológica&#8221; que faz com que &#8220;as atenções mediáticas saiam daquilo que é o essencial&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não queremos que as pessoas saiam do essencial e que as políticas saiam do essencial porque o essencial hoje é o custo de vida, é a habitação, é a saúde, é os rendimentos, é a economia&#8221;, disse ainda.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782944]]></sapo:autor>
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		<title>Confiança dos consumidores aumenta em junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O indicador de confiança dos consumidores aumentou em junho, depois de recuos nos três meses anteriores, depois de em abril ter chegado ao ponto mais baixo desde novembro de 2023, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O indicador de confiança dos consumidores aumentou em junho, depois de recuos nos três meses anteriores, depois de em abril ter chegado ao ponto mais baixo desde novembro de 2023, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>&#8220;A evolução do último mês resultou dos contributos positivos de todas as componentes: perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da realização de compras importantes por parte das famílias e da situação financeira do agregado familiar, assim como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar&#8221;, explica o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Com base nos resultados dos inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, o INE regista que o saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços &#8220;diminuiu nos últimos dois meses&#8221;, após em abril ter tido o maior aumento desde 2008.</p>
<p>Já o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços recuou entre abril e junho, &#8220;depois dos aumentos observados nos três meses anteriores&#8221; e de ter tido, em março, o valor mais elevado desde março de 2022 &#8212; sendo estes últimos os meses seguintes ao início da guerra no Irão e na Ucrânia, respetivamente.</p>
<p>Depois da descida em março, o indicador de clima económico aumentou entre abril e junho e superou o nível observado no início do ano.</p>
<p>O INE acrescenta que os indicadores de confiança nos serviços e no comércio aumentaram, estabilizaram na indústria transformadora e diminuíram na construção e obras públicas.</p>
<p>No caso dos serviços, a variação reflete &#8220;os contributos positivos das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das perspetivas relativas à evolução da procura&#8221;, enquanto no comércio, o aumento em junho espelha &#8220;os contributos positivos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses&#8221;.</p>
<p>Na indústria transformadora, a estabilização do indicador decorre de um equilíbrio entre o contributo positivo das opiniões sobre a evolução da procura global e o contributo negativo das perspetivas de produção e das apreciações sobre os &#8216;stocks&#8217; de produtos acabados.</p>
<p>Na construção e obras públicas, a descida na confiança, após dois meses de subida, reflete os contributos negativos das perspetivas de emprego e das apreciações sobre a carteira de encomendas.</p>
<p>Segundo detalha o INE, o saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu no mês de junho em todos os setores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782938]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;O procurement deve ser um pilar de eficiência, conformidade, gestão do risco e criação de valor”: Susana Pina, Banco Português de Fomento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Banco Português de Fomento]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[procurement]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Português de Fomento (BPF) está a acelerar a transformação digital da sua função de procurement, numa estratégia que pretende reforçar a eficiência, a transparência e o controlo dos processos de aquisição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Português de Fomento (BPF) está a acelerar a transformação digital da sua função de procurement, numa estratégia que pretende reforçar a eficiência, a transparência e o controlo dos processos de aquisição, num contexto em que as exigências regulatórias e de gestão de risco assumem um peso crescente nas instituições financeiras.</p>
<p>Segundo o banco, o procurement deixou de ser uma função exclusivamente administrativa para se afirmar como uma área estratégica, com impacto na criação de valor, na sustentabilidade, na inovação e na resiliência da organização.</p>
<p>No caso do BPF, a atividade de compras decorre num enquadramento fortemente regulado, exigindo o cumprimento de critérios de eficiência, proporcionalidade, transparência e controlo interno, em conformidade com as orientações do Banco de Portugal, da supervisão europeia e do Código dos Contratos Públicos.</p>
<p>A instituição prepara-se agora para disponibilizar uma nova plataforma digital de procurement, que permitirá otimizar e tornar mais rastreáveis os processos de aquisição. O objetivo passa por apoiar decisões baseadas em dados, antecipar tendências, otimizar categorias de despesa e acompanhar o desempenho dos fornecedores.</p>
<p>De acordo com o banco, esta evolução ganha particular importância perante as exigências da gestão de risco associada a fornecedores externos. As orientações da Autoridade Bancária Europeia (EBA) reforçam a necessidade de supervisão contínua dos prestadores de serviços considerados críticos, tornando a tecnologia uma ferramenta essencial para assegurar níveis mais elevados de conformidade e auditabilidade.</p>
<p>Além dos critérios económicos, o BPF refere que as decisões de compra integram também fatores ambientais, de integridade e de responsabilidade social, permitindo uma avaliação mais abrangente dos fornecedores.</p>
<p>Citada em comunicado, Susana Pina, diretora coordenadora de Meios e Compras do Banco Português de Fomento, afirma que &#8220;o procurement deve posicionar-se como um pilar de eficiência, conformidade, gestão do risco e criação de valor&#8221;, considerando que a aposta na transformação digital reflete essa visão estratégica.</p>
<p>A responsável acrescenta que a adoção de novas tecnologias permitirá tornar os processos mais ágeis, suportar decisões assentes em dados e reforçar a conformidade, contribuindo para aumentar o grau de maturidade da função de procurement na instituição.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782932]]></sapo:autor>
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		<title>Biden chama “falhado” a Trump e acusa-o de incompetência, corrupção e vaidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:57:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Biden criticou também a relação de Trump com Vladimir Putin, depois da invasão da Ucrânia pelas forças russas em 2022.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Joe Biden chamou “falhado” a Donald Trump num discurso duro em Hanover, no Maryland, no qual acusou o atual Presidente dos Estados Unidos de incompetência, corrupção e vaidade. A intervenção foi feita este sábado, durante uma gala organizada pelo Partido Democrata do Maryland, que pretende ajudar os democratas a recuperar o controlo do Congresso nas eleições intercalares de novembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num discurso de cerca de dez minutos, Biden apontou vários projetos promovidos por Trump em Washington, incluindo a demolição da Ala Este da Casa Branca para abrir espaço a um salão de baile, a inscrição do seu nome na fachada do John F. Kennedy Center for the Performing Arts, entretanto retirada por ordem judicial, os planos para um arco triunfal e a renovação de 14,7 milhões de dólares do espelho de água do Lincoln Memorial, afetado por uma proliferação de algas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não são apenas projetos de vaidade”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Biden afirmou que estes casos não são apenas “projetos de vaidade” na capital norte-americana. O antigo Presidente referiu também a intenção da administração Trump de indemnizar pessoas condenadas, e depois perdoadas pelo Presidente, pelo envolvimento no ataque violento ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021, ocorrido depois da derrota de Trump no fim do seu primeiro mandato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao enumerar estes episódios, Biden interrompeu-se para lançar uma crítica direta ao sucessor: “Que falhado.”</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo Presidente concentrou parte das críticas no projeto do espelho de água do Lincoln Memorial. Segundo o artigo original, o Governo federal atribuiu um contrato de 1,7 milhões de dólares, sem concurso, para um sistema de filtragem a um doador de Trump que é vizinho do clube Mar-a-Lago, na Florida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Biden disse que esse caso “reflete algo ainda pior do que o narcisismo e a incompetência no centro desta administração”. “É a corrupção, a corrupção descarada, evidente”, afirmou. “Corrupção numa escala nunca antes vista na história americana em qualquer administração.”</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Críticas à relação com Putin e à NATO</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Biden criticou também a relação de Trump com Vladimir Putin, depois da invasão da Ucrânia pelas forças russas em 2022. O antigo Presidente acusou ainda Trump de promover uma “distorção e destruição deliberadas” da NATO, aliança militar que tem sido vista como pressionada pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no Irão no final de fevereiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Ele diminuiu a nossa posição no mundo mais do que qualquer Presidente na história”, afirmou Biden, de 83 anos, referindo-se a Trump, de 80.</p>
<p class="isSelectedEnd">O discurso foi feito exatamente dois anos depois do debate televisivo desastroso entre Biden e Trump, que antecedeu a decisão do então Presidente de abandonar a corrida à reeleição nas presidenciais de novembro de 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump acabaria por vencer um segundo mandato na Casa Branca, derrotando a candidata apoiada por Biden, a então vice-presidente Kamala Harris.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Família Biden mais visível após saída da Casa Branca</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A intervenção de Biden surge também numa altura em que a sua família tem vindo a tornar-se mais visível na cena política, depois da sua saída da Presidência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A antiga primeira-dama Jill Biden publicou as suas memórias, “View from the East Wing”, a 2 de junho. Nesse mesmo dia, participou num evento de promoção do livro, onde afirmou que o diagnóstico de cancro do marido, anunciado em maio de 2025, “põe realmente a vida em perspetiva”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Hunter Biden, filho do antigo Presidente, também ganhou novos seguidores nas redes sociais através de publicações autodepreciativas sobre política, saúde mental e recuperação de dependências. A visibilidade surgiu depois de, nos últimos dias da Presidência, Biden lhe ter concedido um perdão relacionado com condenações federais por posse de arma e crimes fiscais.</p>
<p>Antes da gala deste sábado, Biden tinha adotado um tom mais convencional numa declaração atribuída a si, divulgada antes do discurso. “Sempre acreditei que a democracia não é um desporto para espectadores”, afirmou, elogiando os organizadores políticos por baterem a portas, fazerem telefonemas e dedicarem tempo a um trabalho que “ninguém vê, mas de que todos beneficiam”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782931]]></sapo:autor>
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		<title>Calor extremo avança pela Europa: Alemanha, Chéquia, Polónia e Hungria batem recordes acima dos 40 °C</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:52:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 191 milhões de pessoas na Europa enfrentaram temperaturas de pelo menos 35 °C, num cenário de avisos de calor extremo em vários países.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A vaga de calor que já tinha atingido a Europa Ocidental avançou para leste e levou Alemanha, Chéquia, Polónia e Hungria a registarem temperaturas recorde este domingo, com valores acima dos 40 °C. Mais de 191 milhões de pessoas na Europa enfrentaram temperaturas de pelo menos 35 °C, num cenário de avisos de calor extremo em vários países.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Alemanha, os dados preliminares do serviço meteorológico nacional apontam para um novo máximo histórico de 41,7 °C em Coschen, junto à fronteira com a Polónia, no leste de Brandeburgo. O valor superou o anterior recorde de 41,5 °C, registado apenas um dia antes em Drewitz.</p>
<p class="isSelectedEnd">O calor extremo agravou também o risco de incêndio. Em Gohrischheide, no leste da Alemanha, deflagrou um incêndio numa floresta contaminada com munições da Segunda Guerra Mundial, o que dificultou o trabalho dos bombeiros. Já no sudoeste do país, junto à aldeia de Traisen, uma operação de combate às chamas teve de ser interrompida num antigo local de destruição de munições, depois de explosões terem sido desencadeadas. Uma unidade de desativação de engenhos explosivos foi chamada ao local e cerca de 650 pessoas tiveram de abandonar as suas casas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Berlim, a polícia recorreu a canhões de água lançados para o ar para ajudar residentes e turistas a refrescarem-se. A operadora ferroviária alemã Deutsche Bahn aconselhou a população a evitar todas as viagens não essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Polónia bate recorde com 40,5 °C</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Polónia também ultrapassou o seu recorde absoluto de temperatura. Em Słubice, junto à fronteira com a Alemanha, os termómetros chegaram aos 40,5 °C, superando o máximo de 40,2 °C registado em 1921, há 105 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante o fim de semana, a agência de segurança do Governo polaco enviou mensagens de texto à população, apelando para que evitasse a exposição ao sol e esforços físicos, bebesse água e usasse chapéu. Em várias cidades foram instaladas cortinas de água para ajudar os residentes a lidar com o calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Hungria, foi igualmente batido o recorde para esta data, com 40,7 °C registados em Budakalász, acima dos 40,0 °C verificados no sábado. A Chéquia comunicou um novo máximo histórico de 41,9 °C em Doksany, confirmado pelo instituto hidrometeorológico do país. Numa nota divulgada ao início da tarde, o organismo alertou que as temperaturas continuavam a subir e que aquele poderia ainda não ser o valor máximo final.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Eslováquia, foram registados 39,3 °C em Mužla, no sudoeste do país. A Dinamarca tinha já registado no sábado a temperatura mais elevada desde o início das medições, em 1874, com 36,6 °C a norte de Odense.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>França começa a contabilizar mortes associadas ao calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em França, as autoridades começaram a contabilizar as mortes associadas à vaga de calor. A agência nacional de saúde pública indicou que, entre 24 e 27 de junho, foram registadas mais 1000 mortes do que nos meses anteriores. Estes números são ainda provisórios e deverão aumentar de forma significativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O maior aumento foi observado entre pessoas que morreram em casa, em particular na região de Île-de-France, que inclui Paris e os seus subúrbios. A maioria das vítimas tinha mais de 65 anos, mas também foram afetadas pessoas mais jovens.</p>
<p class="isSelectedEnd">A agência de saúde pública francesa sublinhou que estes dados recordam a importância de medidas de solidariedade dirigidas a pessoas isoladas ou em situação de profunda solidão, mesmo em áreas altamente urbanizadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Philippe Juvin, médico de urgência e deputado do partido de direita Les Républicains, afirmou que o balanço final de mortes em França deverá ser muito elevado. Disse ainda que poderão existir pessoas em casa em coma, ou já mortas, que só venham a ser encontradas na próxima semana.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais e serviços de emergência sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que os hospitais e os serviços de emergência deverão continuar sob pressão nos próximos dias. Já Marine Tondelier, líder dos Verdes, defendeu que deve ser feita total clarificação sobre o elevado número de mortes e que devem ser retiradas conclusões políticas para agir perante a crise climática.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, indicou que os serviços de ambulância responderam a mais de 122 mil ocorrências durante o período mais quente da vaga de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Espanha, os dados preliminares apontam para pelo menos 327 mortes que poderão estar relacionadas com o calor entre domingo passado e quinta-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Tempestades violentas atingem França e Bélgica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além do calor extremo, uma grande parte do norte de França foi atingida por trovoadas violentas e ventos fortes, que provocaram vários feridos. Os serviços de emergência responderam a quedas de árvores em estradas e a inundações em habitações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na região de Aisne, os relâmpagos provocaram vários incêndios, incluindo um em Laon, onde cinco pessoas ficaram feridas. As tempestades causaram ainda falhas no fornecimento de eletricidade e mais de 60 mil casas estavam sem luz na manhã de domingo.</p>
<p>Na Bélgica, um homem morreu depois de uma árvore cair sobre o veículo em que seguia, nos arredores de Bruxelas, na sequência das tempestades violentas que atingiram grande parte do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782928]]></sapo:autor>
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		<title>SNS fechou 2025 com mais utentes, mais pessoas sem médico de família e défice acima de mil milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:44:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo relatório sobre a evolução do desempenho do Serviço Nacional de Saúde em 2025 mostra que as dificuldades nas urgências hospitalares persistem, sobretudo no cumprimento dos prazos recomendados para atendimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Serviço Nacional de Saúde voltou a aumentar o número de utentes em 2025, invertendo a diminuição registada no ano anterior. No total, o SNS contabilizou cerca de 10,7 milhões de utentes, mas também registou uma subida no número de pessoas sem médico de família, mostra o novo relatório sobre a evolução do desempenho do Serviço Nacional de Saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final de 2025, havia 1,56 milhões de utentes sem médico de família, mais 41 mil do que em 2024. Cerca de 70% destes utentes estavam concentrados na região de Lisboa e Vale do Tejo, evidenciando a pressão persistente sobre os cuidados de saúde primários.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Consultas presenciais caíram nos cuidados primários</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O volume total de consultas médicas nos cuidados de saúde primários reduziu-se ligeiramente em 2025, com uma quebra de 0,9% face ao ano anterior. Esta evolução interrompeu o crescimento observado em 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descida foi explicada sobretudo pela redução das consultas presenciais, que caíram 4,0% em comparação com 2024. Em sentido contrário, as consultas não presenciais continuaram a aumentar, registando uma subida de 3,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Urgências melhoram, mas tempos recomendados continuam longe de ser cumpridos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos serviços de urgência e internamento, o número de episódios de urgência diminuiu, mas a capacidade de resposta atempada continuou condicionada. Em 2025, os tempos máximos de atendimento recomendados foram cumpridos em 44% dos casos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de representar uma melhoria face aos 56% registados em 2024, o indicador continua a revelar dificuldades persistentes nas urgências hospitalares, sobretudo no cumprimento dos prazos recomendados para atendimento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Plano de Emergência teve execução parcial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Plano de Emergência e Transformação na Saúde, aprovado em maio de 2024, teve uma execução parcial e heterogénea. O plano incluía 54 medidas, distribuídas por cinco eixos estratégicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O II Relatório de Progresso, com informação disponível até 31 de março de 2025, reconheceu melhorias em várias áreas de acesso e produção assistencial. Ainda assim, o documento evidenciou que a pressão sobre o SNS permaneceu elevada, em especial nos cuidados primários e continuados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SNS registou défice de 1035 milhões de euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, a Conta do SNS passou a refletir a nova configuração institucional resultante da reorganização do Serviço Nacional de Saúde. No final do ano, o perímetro de consolidação integrava 47 entidades do serviço público de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a conta consolidada provisória elaborada pela ACSS, o SNS registou em 2025 um défice de 1035 milhões de euros. O valor ficou significativamente acima dos 217 milhões de euros previstos no Orçamento do Estado para esse ano, embora represente uma melhoria de 534 milhões de euros face a 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação financeira do SNS continuou dependente de reforços extraordinários de capital atribuídos pelo Estado, que não estão refletidos no saldo do SNS. Entre 2016 e 2025, esses reforços extraordinários acumularam cerca de 7,9 mil milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Receita cresceu, mas despesa também aumentou</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A receita total do SNS atingiu 15.926 milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento de 10,8%, ou mais 1548 milhões de euros, face a 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">As receitas de impostos provenientes do Orçamento do Estado continuaram a ser a principal fonte de financiamento do SNS, representando 93,9% do total das receitas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A despesa do SNS chegou aos 16.962 milhões de euros em 2025, mais 4,4% do que no ano anterior, num aumento de 1014 milhões de euros. Esta subida ficou sobretudo a dever-se ao acréscimo de 502 milhões de euros nas despesas com pessoal, 333 milhões de euros em fornecimentos e serviços externos e 158 milhões de euros em compras de inventários.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dívida a fornecedores subiu para 1,5 mil milhões</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A dívida a fornecedores externos do SNS aumentou 148 milhões de euros em 2025, fixando-se em 1,5 mil milhões de euros. O acréscimo resultou tanto do aumento da dívida vencida, em 107 milhões de euros, como da dívida vincenda, em 41 milhões de euros.</p>
<p>O prazo médio de pagamento das entidades do SNS subiu para 95 dias, mais 18 dias do que no ano anterior. Em 2025, apenas 11 das 47 entidades integradas no SNS cumpriram o objetivo de manter o prazo médio de pagamento abaixo dos 60 dia</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782916]]></sapo:autor>
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		<title>PSI em alta com EDP a subir mais de 1% e Navigator a cair 3,63%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:42:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com a EDP a liderar os ganhos e a subir 1,21% para 4,52 euros e a Navigator a cair 3,63% para 3,30 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com a EDP a liderar os ganhos e a subir 1,21% para 4,52 euros e a Navigator a cair 3,63% para 3,30 euros.</p>
<p>Cerca das 09:25 em Lisboa, o PSI avançava 0,24% para 9.158,51 pontos, com nove empresas a subir, seis a descer e uma a manter a cotação (Altri em 4,84 euros).</p>
<p>Às ações da EDP seguiam-se as da EDP Renováveis, Galp e REN, que subiam 0,96% para 13,69 euros, 0,82% para 18,51 euros e 0,39% para 3,82 euros.</p>
<p>A Ibersol, Teixeira Duarte e Jerónimo Martins também se valorizavam, designadamente 0,31% para 9,85 euros, 0,18% para 0,55 euros e 0,12% para 17,26 euros.</p>
<p>As outras duas empresas que se valorizavam eram o BCP (0,10% para 1,02 euros) e Mota-Engil (0,04% para 4,79 euros).</p>
<p>Em sentido contrário, além da Navigator, os CTT, NOS e Semapa recuavam 0,67% para 5,91 euros, 0,58% para 5,16 euros e 0,47% para 21 euros.</p>
<p>A Corticeira Amorim e a Sonae também desciam, 0,31% para 6,45 euros e 0,24% para 2,07 euros.</p>
<p>Na Europa, as principais bolsas abriram hoje mistas depois de uma nova escalada de tensão no Irão no fim de semana e atentas à comparecência da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em Sintra, depois do encerramento dos mercados.</p>
<p>Depois de um fim de semana de nova escalada entre os EUA e o Irão, com ataques cruzados, do Irão contra barcos que cruzavam o estreito de Ormuz e bases no Kuwait e no Bahrein, e resposta dos EUA com ataques contra instalações militares iranianas, que terminou com um acordo na noite passada para parar os ataques, por enquanto, e retomar as negociações técnicas esta semana em Doha, o preço do petróleo regista avanços.</p>
<p>Entretanto, hoje em Sintra inicia-se o Fórum anual do Banco Central Europeu com o tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e o discurso de abertura será feito pela presidente do BCE, Christine Lagarde.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, avança 0,38% para 72,26 dólares.</p>
<p>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam subidas de 0,31% e de 0,90%, depois de terem terminado em baixa na sexta-feira.</p>
<p>O euro subia 0,21% para 1,1408 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782919]]></sapo:autor>
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		<title>A nova corrida já não é à energia: Saúde poderá tornar-se um dos maiores mercados estratégicos da próxima década</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:27:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sistemas de saúde estão a tornar-se uma prioridade estratégica para os governos europeus, num contexto marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas e pelo envelhecimento da população.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os sistemas de saúde estão a tornar-se uma prioridade estratégica para os governos europeus, num contexto marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas, pelo envelhecimento da população e pelo aumento da frequência de crises sanitárias e climáticas. Segundo uma análise da Allianz Global Investors, esta evolução deverá impulsionar um novo ciclo de investimento destinado a reforçar a autonomia e a resiliência do setor.</p>
<p>Segundo a gestora de ativos, a saúde deve ser encarada como uma infraestrutura crítica, ao mesmo nível da energia, da defesa ou das redes digitais, por desempenhar um papel determinante na estabilidade económica, na produtividade e na capacidade de resposta a situações de crise.</p>
<p>A análise, assinada por Nicole Papassavvas, sustenta que a Europa deverá alargar o conceito de soberania para incluir uma maior autonomia na gestão dos sistemas de saúde, reduzindo a dependência de fornecedores externos de medicamentos, tecnologias, dados e profissionais de saúde.</p>
<p>A Allianz Global Investors identifica vários fatores que estão a pressionar a resiliência dos sistemas de saúde, entre os quais a fragmentação geopolítica, a dependência das cadeias de abastecimento globais, o envelhecimento da população, a escassez de profissionais, os ciberataques, os eventos climáticos extremos e o risco de novas pandemias.</p>
<p>A dependência europeia da Ásia para o fornecimento de ingredientes farmacêuticos ativos é apontada como um dos principais riscos. Atualmente, cerca de 60% destes componentes utilizados em medicamentos genéricos são produzidos na China e na Índia, consequência de anos de deslocalização da produção em busca de menores custos.</p>
<p>A análise alerta ainda que a saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) enfraqueceu a coordenação internacional na vigilância epidemiológica e na resposta a surtos, tornando mais difícil a deteção precoce de novas doenças e aumentando os custos da monitorização global dos riscos sanitários.</p>
<p>Para reforçar a autonomia dos sistemas de saúde, a Allianz Global Investors identifica quatro áreas prioritárias de investimento: modernização das infraestruturas hospitalares, reforço da capacidade europeia de investigação e produção farmacêutica, desenvolvimento de infraestruturas de dados e inteligência artificial na saúde e valorização dos profissionais do setor.</p>
<p>No domínio das infraestruturas, a gestora considera que os hospitais terão de investir em soluções que aumentem a sua capacidade de resposta às alterações climáticas, como sistemas de refrigeração mais eficientes e fontes alternativas de energia.</p>
<p>Já no setor farmacêutico, defende que o reforço da capacidade produtiva europeia permitirá assegurar o fornecimento de medicamentos essenciais e responder mais rapidamente em futuras emergências sanitárias.</p>
<p>A governação dos dados de saúde e o recurso à inteligência artificial são igualmente apontados como fatores estratégicos, numa altura em que uma parte significativa dos dados sensíveis continua a ser processada fora da União Europeia.</p>
<p>A escassez de profissionais de saúde constitui outro desafio estrutural. A Allianz Global Investors recorda que o mundo poderá enfrentar um défice de pelo menos 10 milhões de trabalhadores de saúde até 2030, defendendo melhores condições de trabalho e uma maior utilização de tecnologias digitais e robótica para aliviar a pressão sobre os sistemas.</p>
<p>A gestora sublinha ainda que o mercado global da saúde deverá atingir um valor de cerca de 13,7 biliões de dólares em 2025 e continuar a crescer a um ritmo médio anual de cerca de 7% durante a próxima década.</p>
<p>Neste contexto, considera que o investimento em infraestruturas de saúde, produção farmacêutica, tecnologias digitais e capital humano deverá ganhar importância à medida que os governos privilegiam políticas de maior autonomia e resiliência, criando novas oportunidades de investimento de longo prazo.</p>
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		<title>Bolsas europeias mistas depois de escalada no Médio Oriente e atentas a intervenção de Lagarde em Sintra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:20:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje mistas depois de uma nova escalada de tensão no Irão no fim de semana e atentas à presença da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em Sintra, depois do encerramento dos mercados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje mistas depois de uma nova escalada de tensão no Irão no fim de semana e atentas à presença da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em Sintra, depois do encerramento dos mercados.</p>
<p>Às 08:40 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,02% para 635,98 pontos.</p>
<p>As bolsas de Londres, Paris e Madrid baixavam 0,13%, 0,12% e 0,14%, enquanto as de Frankfurt e Milão subiam 0,21% e 0,42%, respetivamente.</p>
<p>A bolsa de Lisboa invertia a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,14% para 9.148,71 pontos.</p>
<p>Depois de um fim de semana de nova escalada entre os EUA e o Irão, com ataques cruzados, do Irão contra barcos que cruzavam o estreito de Ormuz e bases no Kuwait e no Bahrein, e resposta dos EUA com ataques contra instalações militares iranianas, que terminou com um acordo na noite de domingo para parar os ataques, por enquanto, e retomar as negociações técnicas esta semana em Doha, o preço do petróleo regista avanços.</p>
<p>Entretanto, hoje em Sintra inicia-se o Fórum anual do Banco Central Europeu com o tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e o discurso de abertura será feito pela presidente do BCE, Christine Lagarde.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, avança 0,38% para 72,26 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em agosto, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), sobe 1,10%, para 69,99 dólares.</p>
<p>O gás natural para entrega em julho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia ligeiramente, para 41,28 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>Os metais preciosos estavam em baixa, com uma descida de 0,64% no caso do ouro, para 4.062,63 dólares a onça, e um recuo de 1,28% no caso da prata, para 58,4023 dólares.</p>
<p>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam subidas de 0,31% e de 0,90%.</p>
<p>O Dow Jones e o Nasdaq terminaram em baixa na sexta-feira, com o primeiro a cair 0,09% e o segundo a recuar 0,24%.</p>
<p>Na Ásia, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, caiu hoje 0,2%, no meio da renovada incerteza pelo cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão depois da troca de novos ataques durante o fim de semana, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com um avanço de 0,23%.</p>
<p>O índice de referência da bolsa de Xangai ganhou 1,16%, o parque de Shenzhen 0,19% e o Hang Seng de Hong Kong subia 1,78% quando faltava pouco para o final da sessão.</p>
<p>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos sobe para 2,854%, depois de ter fechado em 2,850% na sessão anterior.</p>
<p>O euro subia 0,21% para 1,1408 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>A bitcoin avançava 0,50% para 59.870 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782909]]></sapo:autor>
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		<title>Sem novo alívio no IRS este ano: contribuintes não terão mês de retenção extraordinariamente baixa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo confirmou que este ano não haverá uma redução adicional do IRS, afastando a repetição das medidas extraordinárias aplicadas em 2024 e 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo confirmou que este ano não haverá uma redução adicional do IRS, afastando a repetição das medidas extraordinárias aplicadas em 2024 e 2025. Nesses dois anos, os contribuintes beneficiaram, já perto do final do ano, de um mês com retenção na fonte extraordinariamente baixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/06/29/economia/noticia/governo-confirma-fmi-ano-nao-havera-corte-adicional-irs-2179646?utm_content=web_manhas" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a confirmação consta do relatório anual do Fundo Monetário Internacional sobre a economia portuguesa. No documento, é referido que o compromisso do Governo com o equilíbrio orçamental faz depender futuras reduções do IRS do espaço fiscal disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, fonte do Ministério das Finanças confirmou que a decisão mencionada no relatório do FMI se refere à eventual repetição, em 2026, dos cortes adicionais de IRS feitos pelo Executivo nos dois anos anteriores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sem repetição dos cortes extraordinários de 2024 e 2025</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024 e 2025, para além das reduções de taxas previstas nos respetivos Orçamentos do Estado, o Governo avançou com cortes adicionais de IRS. Em 2024, a medida foi aplicada em outubro; em 2025, em setembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esses cortes tiveram efeitos retroativos ao início do ano e traduziram-se numa descida extraordinária da taxa de retenção do IRS paga pelos contribuintes nesses meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">As reduções adicionais surgiram em conjunto com a atribuição de um bónus aos pensionistas. As duas medidas ajudaram a dar impulso à economia no final de 2024 e 2025, através do aumento do consumo das famílias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Tempestades travaram margem para nova descida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2026, a proposta de Orçamento do Estado incluiu, já durante a negociação parlamentar, um corte de taxas de IRS de pequena dimensão. No entanto, o Governo nunca avançou com a promessa de repetir, a meio do ano, as medidas extraordinárias adotadas anteriormente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha afirmado em várias ocasiões que 2026 seria um ano especialmente desafiante do ponto de vista orçamental.</p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório do FMI revela agora que qualquer cenário de novo corte adicional do IRS ainda este ano caiu devido às tempestades registadas em Portugal em fevereiro, que criaram dificuldades acrescidas ao exercício orçamental.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em relação a um eventual novo bónus nas pensões ainda este ano, o relatório do FMI não faz qualquer referência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contas públicas pressionam decisão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo projeta atualmente para 2026 um saldo orçamental positivo de 0,1% do PIB. No entanto, várias entidades, incluindo o Banco de Portugal e o FMI, apontam para resultados ligeiramente menos favoráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">No primeiro trimestre do ano, as contas públicas registaram um défice de 0,7% do PIB, reforçando a pressão sobre a margem orçamental disponível para novas medidas fiscais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova descida do IRS em 2027 ainda não está afastada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de afastar um corte adicional este ano, o Governo ainda não colocou de lado a possibilidade de incluir uma nova redução do IRS no Orçamento do Estado para 2027, que será entregue na Assembleia da República em outubro.</p>
<p>Joaquim Miranda Sarmento condicionou essa decisão à evolução da economia e das contas públicas nos próximos meses. “Temos o compromisso de continuar a descer o IRS, veremos como vão evoluir a economia e as contas públicas nos próximos meses, e depois tomaremos decisões”, afirmou o ministro das Finanças.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782906]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal vulnerável a sismos: só 19% das habitações têm cobertura específica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:54:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Na prática, a esmagadora maioria dos proprietários ficaria sem direito a indemnização em caso de sismo, dependendo de eventuais apoios públicos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A maioria das habitações em Portugal continua sem seguro com cobertura para fenómenos sísmicos, apesar da vulnerabilidade do país a este tipo de risco. Segundo a <a href="https://www.sabado.pt/vida/detalhe/portugal-vulneravel-a-maioria-das-casas-continua-sem-seguro-para-sismos" target="_blank" rel="noopener">SÁBADO</a>, apenas 19% dos imóveis têm proteção contra sismos, uma cobertura que é facultativa e que continua longe de abranger a maioria dos proprietários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados foram avançados à SÁBADO pela Associação Portuguesa de Seguradores, que considera que este nível de proteção é reduzido. A associação acrescenta que a evolução no último ano foi residual, o que significa que o número de casas com seguro contra risco sísmico se manteve praticamente inalterado em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Seguro contra sismos continua a ser facultativo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, a esmagadora maioria dos proprietários ficaria sem direito a indemnização em caso de sismo, dependendo de eventuais apoios públicos. A resposta do Estado, num cenário de grande dimensão, poderia revelar-se insuficiente perante o volume de solicitações, sobretudo numa fase inicial em que as operações de busca e salvamento seriam prioritárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão voltou a ganhar relevância no rescaldo do sismo que abalou a Venezuela e provocou grande destruição. O caso venezuelano tem levado à mobilização de ajuda internacional, incluindo uma missão portuguesa de 64 elementos enviada em dois aviões da Força Aérea.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante este cenário, a Associação Portuguesa de Seguradores defende a necessidade de reforçar a literacia sobre o tema e sensibilizar cidadãos e empresas para a importância da proteção. A entidade defende também a criação de soluções que aumentem o acesso e a adesão a esta cobertura, bem como mecanismos estruturados de partilha de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Risco sísmico é maior da Área Metropolitana de Lisboa para sul</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Da Área Metropolitana de Lisboa para baixo, o risco sísmico é mais elevado devido à existência de falhas ativas. Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026, a terra tremeu três vezes nestas regiões, com abalos sucessivos de magnitude até 5,3.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este contexto tem aumentado o receio de uma repetição de uma tragédia semelhante à de 1 de novembro de 1755, quando Lisboa foi devastada por um sismo estimado entre 8,5 e 9 na escala de Richter. À época, não existiam sismógrafos, pelo que estes valores resultam de estimativas baseadas no nível de destruição.</p>
<p class="isSelectedEnd">A APS alerta para a importância de antecipar o risco e proteger pessoas e património, evitando uma dependência excessiva da resposta pública em situações de grande dimensão. Em comunicados anteriores, a associação já tinha avisado que não se trata de uma incerteza, mas de um risco real, de ocorrência certa em momento incerto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>DECO PROteste pede mais transparência</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A DECO PROteste defende igualmente uma abordagem preventiva. Magna Canas, porta-voz e jurista da associação, afirma à SÁBADO que esta matéria deve ser encarada como uma prioridade, exigindo maior transparência por parte das seguradoras e uma reflexão sobre soluções estruturais que permitam uma resposta mais robusta e generalizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Associação Portuguesa de Seguradores propõe ainda a criação de um fundo nacional para riscos catastróficos, no âmbito do Programa Transformação, Recuperação e Resiliência, criado no início de 2026 para preparar o país para os impactos climáticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que deve verificar no seguro da casa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ter seguro contra sismos pode fazer a diferença, mas é essencial analisar bem a apólice. O seguro de incêndio é exigido pelos bancos no crédito à habitação, mas a cobertura de danos causados por sismos tem de ser contratada à parte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Magna Canas recomenda confirmar se a cobertura de sismos está efetivamente incluída, uma vez que nem sempre faz parte do pacote base. Também é importante verificar os limites de indemnização, as exclusões e a franquia, que pode ser elevada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A jurista alerta ainda para a necessidade de garantir que os valores seguros da casa e do recheio estão atualizados. Caso contrário, o proprietário pode receber menos do que o necessário em caso de sinistro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comparar propostas pode evitar surpresas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Comparar propostas entre seguradoras é outro passo essencial, sobretudo porque as condições podem variar bastante. Segundo Magna Canas, um seguro mais barato pode significar menor proteção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O valor do prémio depende de vários fatores, incluindo a zona do país onde o imóvel se encontra. Em Lisboa, onde o risco sísmico é maior, o preço tende a ser mais elevado.</p>
<p>Uma simulação para um imóvel construído em 2000 e situado em Lisboa aponta para valores entre 230 e 430 euros por ano. No Centro do país, os valores poderão ser um pouco mais baixos. Depois de escolhido o seguro, é fundamental ler o contrato com atenção antes de assinar, para evitar dúvidas sobre o que está realmente coberto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782903]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro sem ofertas registadas no Governo apesar de presentes recebidos em eventos públicos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/montenegro-sem-ofertas-registadas-no-governo-apesar-de-presentes-recebidos-em-eventos-publicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar da ausência de registos, foram identificados pelo menos dois momentos em que Luís Montenegro recebeu presentes, com imagens públicas desses episódios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O primeiro-ministro, Luís Montenegro, não declarou à Secretaria-Geral do Governo qualquer oferta com valor igual ou superior a 150 euros, patamar a partir do qual o registo é obrigatório. A informação foi confirmada ao Correio da Manhã por fonte oficial da Secretaria-Geral do Governo, que garantiu não existir “registo de qualquer oferta de bem que constitua ou possa ser interpretado pela sua recusa, como uma quebra de respeito interinstitucional”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o <a href="https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/montenegro-ignora-registo-obrigatorio-de-ofertas" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, apesar da ausência de registos, foram identificados pelo menos dois momentos em que Luís Montenegro recebeu presentes, com imagens públicas desses episódios. Em abril, o chefe do Executivo recebeu do FC Porto, clube do qual é adepto, a camisola “Presidente dos Presidentes”, criada em homenagem a Jorge Nuno Pinto da Costa e colocada à venda por 200 euros. No mercado secundário, o mesmo artigo chegou a ser anunciado por valores até 1200 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já este mês, antes da partida da seleção nacional para o Mundial, Montenegro recebeu da Federação Portuguesa de Futebol uma camisola oficial, cujo preço é de 150 euros, sem incluir eventual personalização.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Secretaria-Geral aponta para valor estimado das ofertas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Confrontada com estas situações, a Secretaria-Geral do Governo respondeu que “o critério legalmente relevante para a sujeição de uma oferta a este registo é o do seu valor estimado e não necessariamente o seu preço de venda ao público”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mesma entidade acrescentou ainda que “o regime legal vigente não fixa prazo para a apresentação das ofertas”. Por esse motivo, defendeu que “a ausência de registo de um determinado bem, numa certa data, não permite, por si só, extrair qualquer conclusão quanto ao incumprimento dos deveres aplicáveis”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Luís Montenegro está no cargo de primeiro-ministro desde abril de 2024 e, de acordo com a informação prestada pela Secretaria-Geral do Governo, não existem ofertas registadas em seu nome.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comparação com Costa e Aguiar-Branco</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Correio da Manhã recorda que António Costa, antecessor de Montenegro no cargo, declarou 11 ofertas apenas nos primeiros seis meses de aplicação do Código de Conduta, criado em 2016. Entre os bens registados pelo antigo primeiro-ministro estiveram um drone e um telemóvel oferecidos na China.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também na atual legislatura existem exemplos de registo de ofertas entre dirigentes sociais-democratas. José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, comunicou 37 ofertas desde junho de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Logo em julho, numa visita a Luanda em que Montenegro também participou, Aguiar-Branco recebeu do Governo de Angola uma peça em madeira, que passou para o património da Assembleia da República. Em março de 2026, numa deslocação a Pequim, foram registadas “várias ofertas”, de acordo com a informação disponível no site do Parlamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em setembro de 2025, também Luís Montenegro viajou até à China, com receções ao mais alto nível, mas não registou quaisquer ofertas junto da Secretaria-Geral do Governo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SGG nega falhas, mas admite melhorias no processo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de negar falhas no registo de ofertas, a Secretaria-Geral do Governo admitiu que lhe cabe implementar procedimentos destinados a reforçar e facilitar o processo de comunicação e registo, seguindo as melhores práticas de transparência.</p>
<p>O Código de Conduta do Governo foi criado na sequência do caso conhecido como “Galpgate”, relacionado com viagens oferecidas pela Galp para o Euro 2016 a três secretários de Estado, que acabaram por se demitir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782900]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Canábis medicinal, documentos falsos e milhões em cripto: como funcionava a rede que terá enganado o Infarmed</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/canabis-medicinal-documentos-falsos-e-milhoes-em-cripto-como-funcionava-a-rede-que-tera-enganado-o-infarmed/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma alegada rede internacional de tráfico de droga terá usado empresas do setor farmacêutico, licenças ligadas à canábis medicinal e certificados falsificados para criar uma aparência de legalidade em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma alegada rede internacional de tráfico de droga terá usado empresas do setor farmacêutico, licenças ligadas à canábis medicinal e certificados falsificados para criar uma aparência de legalidade em Portugal. A Operação “Erva Daninha”, conduzida pela Polícia Judiciária no âmbito de um inquérito do DCIAP, desmantelou uma estrutura com laboratório em Abrantes, fornecedores na Malásia e na Índia, clientes nos Países Baixos e receitas estimadas em dezenas de milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o <a href="https://observador.pt/especiais/cripto-quimicos-da-india-e-falsificacoes-de-licencas-como-uma-rede-de-falsa-canabis-medicinal-enganou-o-infarmed-para-traficar-droga/" target="_blank" rel="noopener">Observador</a>, a acusação visa 13 arguidos e 11 sociedades comerciais, suspeitos de crimes como branqueamento de capitais, falsificação de documento, tráfico de estupefacientes e associação criminosa. O processo descreve uma organização que terá usado o “manto de legalidade” de empresas licenciadas para encobrir importações, transformação e distribuição de droga.</p>
<p class="isSelectedEnd">O centro operacional da rede em Portugal passava pela Polyfarchemi, instalada no Tagusvalley, Parque de Ciência e Tecnologia em Alferrarede, Abrantes. O espaço aparentava ser um laboratório legítimo, mas, segundo o DCIAP, os equipamentos apresentavam adaptações típicas de unidades clandestinas, incluindo balanças de precisão, misturadores industriais, bombas de vácuo e sistemas de embalamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Polyfarchemi nunca teve autorização do Infarmed para comercializar substâncias controladas. Ainda assim, de acordo com a acusação citada pelo Observador, o objetivo seria transformar o laboratório num centro de produção ilícita de metanfetaminas e catinonas sintéticas, incluindo 3-CMC e 3-MMC, além de modificar canábis desviada do circuito legal para produzir THC-P, um canabinoide de elevada potência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante as buscas realizadas em maio de 2025, a PJ apreendeu cerca de 500 quilos de 3-CMC e caixas de anfetaminas. A droga estava embalada em sacos com o logótipo da Novartis e escondida em caixas da empresa portuguesa Cabopol, com a qual a Polyfarchemi nunca teve relação comercial. Os rótulos falsificados indicavam compostos químicos lícitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além das drogas sintéticas, a rede usava grandes quantidades de canábis adquirida a produtores nacionais licenciados. O destino oficial declarado ao Infarmed incluía países africanos, como Guiné-Bissau, Quénia e República Democrática do Congo, mas a acusação sustenta que a droga acabava desviada para o mercado europeu, sobretudo Países Baixos, Espanha e França.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o DCIAP, Portugal registou a exportação de 1.206 quilos de canábis para a Guiné-Bissau entre 2023 e 2025 e mais 5.533 quilos para a República Democrática do Congo entre 2024 e 2025, sem que esses países tenham declarado importações oficiais. Em 2025, foram ainda registados 357 quilos para o Quénia, apesar de aquele país ter uma estimativa de importação aprovada de apenas 300 gramas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A rede também importava substâncias sintéticas da Índia, acondicionadas em bidões industriais e enviadas por via aérea para Lisboa. Nas alfândegas, o produto era declarado fraudulentamente como cristais destinados ao setor industrial, plásticos ou substâncias químicas lícitas, acompanhado de certificados de análise falsos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A acusação aponta fragilidades no processo de fiscalização do Infarmed. Até maio de 2025, não existia uma verificação sistemática, nem contacto direto com autoridades estrangeiras, para confirmar a autenticidade dos certificados de importação. Dirigentes do Infarmed admitiram em depoimento falta de meios humanos para responder ao volume de pedidos gerado pela legislação da canábis medicinal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os documentos falsificados apresentavam erros evidentes. Havia endereços de e-mail com domínios gratuitos, lapsos linguísticos, traduções incorretas e marcas oficiais com indícios de montagem digital. Um certificado supostamente emitido pela autoridade reguladora da Guiné-Bissau tinha validade até 30 de fevereiro de 2024, uma data inexistente, sem que isso tivesse feito soar alarmes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O DCIAP refere ainda o papel de Luís Soares, antigo inspetor do Infarmed entre 1996 e 2021, que terá sido recrutado pela organização como consultor técnico. Segundo a acusação, a sua função passaria por apoiar a reconversão da Sofex, empresa farmacêutica de Massamá adquirida por Benny Falk, para obter aprovação do Infarmed para processamento de canábis.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cúpula da organização seria composta por Geert Caers, cidadão neerlandês tratado como “Big Boss”, e Benny Falk, dinamarquês apontado como responsável pela execução da estrutura no terreno. Entre 2019 e 2024, Caers terá transacionado mais de 30,4 milhões de dólares em criptoativos na Binance, valor equivalente a cerca de 26,8 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O circuito financeiro passava também pela Malásia, onde uma operadora identificada como Cammy geria 17 sociedades de fachada. Através destas empresas terão circulado pelo menos 11 milhões de euros, depois canalizados para Portugal sob a aparência de empréstimos e contratos comerciais ligados à compra de canábis.</p>
<p class="isSelectedEnd">No processo foram apreendidas cerca de 1,78 toneladas de canábis no Sardoal, mais de três toneladas de biomassa e flor de canábis em armazéns de logística, cerca de 500 quilos de 3-CMC, 149 quilos de 3-MMC, 30 mil comprimidos de Lorazepam, armas de fogo, veículos de gama alta e cerca de 363,7 mil euros em numerário.</p>
<p>Alguns dos principais suspeitos estão fugidos, incluindo Benny Falk, Keith Fernandes e Tiago Sá Pedroso, gerente da Polyfarchemi. Geert Caers foi extraditado para Portugal em setembro de 2025 e colocado em prisão preventiva. A acusação descreve uma rede transnacional que terá combinado licenças de canábis medicinal, certificados falsos, criptoativos, sociedades de fachada e logística internacional para traficar droga e branquear capitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782893]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Se recebe apoios da Segurança Social, saiba que o primeiro pagamento de julho é feito já esta semana. Veja o calendário</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/se-recebe-apoios-da-seguranca-social-saiba-que-o-primeiro-pagamento-de-julho-e-feito-ja-esta-semana-veja-o-calendario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de julho de 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de julho de 2026.</p>
<p>Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares. Esta semana, na sexta-feira, é já feito o primeiro pagamento, correspondente às pensões e subsídios de doença profissional.</p>
<p>Assim, é possível um melhor planeamento e uma salvaguarda para os beneficiários, na medida em que sabem exatamente o dia em que recebem o subsídio. Veja o calendário:</p>
<p>03 JUL<br />
Doença Profissional: pensões e subsídios</p>
<p>07 JUL<br />
Rendas</p>
<p>08 JUL<br />
Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de Despesas de Funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 JUL<br />
Prestações familiares<br />
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social</p>
<p>21 JUL<br />
Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 JUL<br />
Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>28 JUL<br />
2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782507]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal volta a receber gás da Rússia a seis meses da proibição europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A descarga aconteceu este domingo no terminal da REN, em Sines, e foi a segunda importação deste ano com origem naquele país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Portugal voltou a receber gás natural liquefeito proveniente da Rússia, numa altura em que já começou a contagem decrescente para a proibição total das importações de gás russo pela União Europeia. A descarga aconteceu este domingo no terminal da REN, em Sines, e foi a segunda importação deste ano com origem naquele país.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://expresso.pt/economia/economia_energia/2026-06-28-a-seis-meses-da-proibicao-de-importacao-portugal-volta-a-receber-gas-da-russia-a0feb613" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, o navio Yakov Gakkel atracou no Porto de Sines este domingo de manhã, depois de transportar gás durante cerca de dez dias desde o terminal de Sabetta, na península de Yamal, no Ártico, um dos principais pontos de exportação de gás natural liquefeito da Rússia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Comissão Europeia declarou guerra ao gás russo em 2022, após a invasão da Ucrânia, mas as importações de gás natural liquefeito oriundas da Rússia só ficarão efetivamente proibidas a partir de janeiro de 2027. Até lá, Portugal continua a receber gás russo ao abrigo de contratos ainda em vigor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Navio russo descarregou gás em Sines</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Yakov Gakkel, com bandeira das Bahamas, tem quase 300 metros e foi construído em 2019 na Coreia do Sul, no âmbito de um contrato para fornecer navios destinados às exportações da península de Yamal. Segundo o Expresso, o navio deverá regressar a Sabetta depois da passagem por Portugal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A embarcação já tinha protagonizado, em agosto de 2022, a terceira descarga de gás russo em Portugal desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Desta vez, a sua chegada a Sines coincidiu com a proximidade da proibição europeia que, dentro de seis meses, impedirá novas importações de gás natural liquefeito russo para a União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados da Administração do Porto de Sines não indicam quem é o importador do gás, e a informação da REN também não identifica a entidade responsável. No entanto, o único contrato de longo prazo que tem trazido gás russo para Portugal pertence à espanhola Naturgy, segundo já assumiu publicamente o Governo português.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contrato da Naturgy com a Yamal LNG vai até 2041</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Naturgy assinou, em 2013, um contrato para comprar gás à Yamal LNG até 2041. O acordo obriga a empresa espanhola a adquirir anualmente 38 terawatt hora de gás, mesmo que não fique com esse gás, no quadro dos contratos conhecidos como “take or pay”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a francesa Total contratou com a Yamal LNG a compra de gás até 2032. No entanto, as sanções da União Europeia vão obrigar estes importadores a rever os seus planos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir de janeiro de 2027, ficará totalmente proibida a importação de gás liquefeito vindo da Rússia, assim como qualquer negócio de companhias europeias para revenda desse gás fora do espaço comunitário.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso da Naturgy, o impacto será significativo. No relatório e contas de 2025, a empresa espanhola indica que o contrato com a Yamal LNG representa 16% das suas compras de energia e que os compromissos de aquisição até ao fim do contrato rondam os 11 mil milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Espanha entre os países mais expostos ao gás russo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão europeia de proibir o gás russo a partir de 2027 deverá ter maior impacto em países onde a Rússia continua a ser um fornecedor relevante. É o caso de Espanha, onde o porto de Bilbau é o quarto maior destino europeu do gás proveniente da península de Yamal, atrás de Zeebrugge, na Bélgica, e de Montoir e Dunquerque, em França.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente do porto de Bilbau, Ivan Jimenez, afirmou ao “Financial Times” que as importações de gás russo devem ser reduzidas, mas defendeu que esse corte não pode ser feito “de um dia para o outro”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em maio, a Rússia assegurou quase 28% das importações de gás natural de Espanha, de acordo com dados da Enagás, congénere espanhola da REN. A Argélia continua, ainda assim, a ser o principal fornecedor do mercado espanhol.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também citada pelo jornal britânico, a ministra espanhola da Energia, Sara Aagesen, disse acreditar que “é possível” eliminar as importações de gás russo a partir de 1 de janeiro, defendendo que “a Europa precisa de cortar totalmente com o gás russo”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal recebeu 3,3 TWh de gás russo no ano passado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, Portugal importou 3,3 terawatt hora de gás russo, um valor em linha com o ano anterior. Este volume faz do mercado nacional o destino de quase 10% do contrato de gás que a Naturgy assinou com a Yamal LNG, embora já tenham existido anos com maior atividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2021, Portugal chegou a receber 8,7 terawatt hora de gás da Rússia, antes do abrandamento registado nos anos seguintes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este ano, o terminal da REN em Sines já tinha recebido uma descarga de gás russo em fevereiro. Nesse mês, um dos quatro navios que entregaram gás em Sines veio de Sabetta, enquanto outro teve origem nos Estados Unidos e dois chegaram da Nigéria.</p>
<p>Nos primeiros cinco meses de 2026, Portugal importou 20,9 terawatt hora de gás natural. De acordo com a plataforma REN Datahub, 50,5% vieram da Nigéria, 34,4% dos Estados Unidos, 9,9% de Espanha, por gasoduto, e 5,2% da Rússia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782889]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Portugueses desaparecidos aumenta para 89</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:17:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis na Venezuela devido aos sismos de quarta-feira cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis na Venezuela devido aos sismos de quarta-feira cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.</p>
<p>Para já, vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes são 53, entre as quais oito crianças.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782888]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 100 mil contribuintes já pagam AIMI: famílias abrangidas aumentaram mais de 20%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Este foi o maior crescimento registado desde a criação do imposto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O número de contribuintes que pagam Adicional ao IMI ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 100 mil. Em 2025, o AIMI chegou a 101.820 contribuintes, mais 8,9% do que no ano anterior, refletindo o dinamismo do mercado imobiliário e o aumento do investimento no setor.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/impostos/detalhe/ja-ha-mais-de-100-mil-contribuintes-a-pagar-aimi" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Negócios</a>, este foi o maior crescimento registado desde a criação do imposto. O aumento foi particularmente expressivo entre os contribuintes singulares, que cresceram 22%, enquanto o número de empresas abrangidas subiu 6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados constam das estatísticas oficiais recentemente publicadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira e mostram que o AIMI incidiu, em 2025, sobre 613.618 prédios, mais 7,4% face ao ano anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas continuam a pagar a maior fatia do imposto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de o AIMI incidir sobre imóveis habitacionais e terrenos para construção, a maior parte do imposto continua a ser suportada por pessoas coletivas. Segundo o Jornal de Negócios, houve 82.818 empresas a pagar AIMI em 2025, mais 6% do que em 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas empresas eram proprietárias de cerca de 375 mil imóveis abrangidos pelo imposto, avaliados pelo Fisco em aproximadamente 33 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, o crescimento mais acentuado verificou-se entre as famílias. Em 2025, foram 19.002 os contribuintes singulares, incluindo heranças indivisas, que pagaram AIMI, mais 22% do que no ano anterior. Este universo detinha 238.565 imóveis abrangidos, com um valor patrimonial tributário total de 4,9 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Receita do AIMI subiu para 176 milhões de euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No total, o Adicional ao IMI rendeu 176,15 milhões de euros aos cofres do Estado em 2025, mais 14% do que no ano anterior. A subida acompanha a evolução do valor patrimonial tributário dos imóveis abrangidos, que aumentou cerca de 13%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este crescimento estará sobretudo relacionado com imóveis novos avaliados pela primeira vez pela Autoridade Tributária ou com prédios alvo de obras de reabilitação profundas. Nestes casos, os imóveis são reavaliados pelo Fisco, o que pode fazer subir o respetivo valor patrimonial tributário.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como funciona o AIMI?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O AIMI foi criado em 2017 para tributar patrimónios imobiliários mais elevados. Ao contrário do IMI, que incide individualmente sobre cada prédio, o Adicional ao IMI é calculado com base na soma dos valores patrimoniais tributários dos prédios urbanos detidos por cada contribuinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para este cálculo contam os prédios urbanos com afetação habitacional e os terrenos para construção. Ficam excluídos os imóveis classificados como comerciais, industriais ou para serviços, bem como os classificados como “outros”.</p>
<p class="isSelectedEnd">O imposto é apurado com base no património detido a 1 de janeiro de cada ano, incluindo também usufrutos e direitos de superfície.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Famílias só pagam acima dos 600 mil euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No caso das pessoas singulares e das heranças indivisas, existe uma dedução inicial de 600 mil euros. Isto significa que só há lugar ao pagamento de AIMI quando a soma do valor patrimonial tributário dos imóveis ultrapassa esse montante. A taxa aplicável é de 0,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já as empresas não beneficiam desta dedução à cabeça. Por isso, podem ter de pagar AIMI mesmo que o valor patrimonial tributário do património detido seja inferior a 600 mil euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para as empresas, a taxa geral é de 0,4%. No entanto, pode subir para 0,7% quando o imóvel é usado para fins pessoais por sócios ou membros dos órgãos sociais. Nas parcelas de valor mais elevado, a taxa pode atingir 1% ou 1,5%, consoante estejam em causa valores acima de 1 milhão ou de 1,5 milhões de euros. Para entidades sediadas em territórios com regime fiscal mais favorável, aplica-se uma taxa agravada de 7,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Receita não fica nos municípios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Embora seja um adicional ao IMI, o AIMI não é receita municipal. O imposto é arrecadado pelo Estado Central e a receita é consignada ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.</p>
<p>Assim, apesar de estar associado ao património imobiliário, o AIMI tem um destino diferente do IMI tradicional, que é cobrado pelos municípios.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782885]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fórum BCE começa esta segunda-feira em Sintra para discutir futuro da Europa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/forum-bce-comeca-esta-segunda-feira-em-sintra-para-discutir-futuro-da-europa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:15:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Este fórum é um evento anual organizado pelo BCE e realizado em Sintra, Portugal, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fórum anual do Banco Central Europeu (BCE) começa esta segunda-feira, em Sintra, com os olhos postos no futuro da Europa, num contexto de incerteza à volta da política comercial e do conflito no Médio Oriente.</p>
<div id="txt">
<p class="text-paragraph">Este fórum é um evento anual organizado pelo BCE e realizado em Sintra, Portugal, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.</p>
<p class="text-paragraph">Este ano tem como tema “Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade” e arranca esta segunda-feira, dia 29 de junho, com um discurso de abertura de Christine Lagarde, presidente do BCE, às 20:00 (hora de Lisboa).</p>
<p class="text-paragraph">A discussão passará por temas relacionados com o comércio internacional, após os anúncios de tarifas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, terem motivado uma mudança de cenário, bem como numa altura ainda de incerteza sobre o desenrolar do conflito no Médio Oriente, que afetou os preços da energia e levou o BCE a subir os juros em 25 pontos base na reunião de junho.</p>
<p class="text-paragraph">A manhã do segundo dia do fórum conta com duas sessões, a primeira sobre acelerar o crescimento na Europa e outra sobre os ciclos regulatórios, riscos à estabilidade e oportunidades de crescimento.</p>
<p class="text-paragraph">Segue-se um painel sobre a inteligência artificial (IA) e estabilidade financeira, com responsáveis do FMI, do Banco de Inglaterra, da Universidade da Pennsylvania e da Apollo Global Management, bem como uma conversa também sobre IA entre o economista chefe da OpenAI, Aaron Chatterji, e o membro do Conselho Executivo do BCE Philip R. Lane.</p>
<p class="text-paragraph">Já o terceiro e último dia, 01 de julho, começa com uma sessão sobre as implicações da migração para a produtividade e o crescimento na Europa, analisando um ‘paper’ sobre o tema, bem como uma sessão sobre a &#8216;tokenização&#8217;, focada nos pagamentos digitais.</p>
<p class="text-paragraph">Há ainda um painel sobre o papel da Europa no novo cenário global do comércio internacional, com responsáveis do Banco de Desenvolvimento Inter-Americano, da OCDE, da Universidade de Zurique e da Comissão Europeia.</p>
<p class="text-paragraph">Após o almoço há o habitual &#8220;momento alto&#8221; do encontro, um painel sobre política monetária com governadores de bancos centrais: Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra, Christine Lagarde, Tiff Macklem, governador do Banco do Canadá, e Kevin Warsh, presidente do Conselho de Governadores do Sistema da Reserva Federal dos EUA, que assumiu o cargo em maio.</p>
<p class="text-paragraph">O Fórum BCE termina com a cerimónia de entrega do Prémio Jovem Economista e o discurso de encerramento de Lagarde.</p>
<p class="text-paragraph">Nesse dia, existirá ainda um jantar para os participantes organizado pelo Banco de Portugal, sendo esta a primeira vez que o fórum ocorre sob a liderança do governador Álvaro Santos Pereira, que tomou posse em outubro do ano passado.</p>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782788]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Barómetro CIP/ISEG aponta para recuperação da economia portuguesa no segundo trimestre, com exportações em alta</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/barometro-cip-iseg-aponta-para-recuperacao-da-economia-portuguesa-no-segundo-trimestre-com-exportacoes-em-alta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Barómetro CIP/ISEG]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os indicadores de atividade setorial predominam sinais positivos, com evolução favorável nos serviços, na construção e obras públicas, no comércio a retalho e na indústria transformadora.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia portuguesa deverá voltar a crescer em cadeia no segundo trimestre de 2026, depois da estagnação registada no início do ano, segundo o Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG de junho.</p>
<p>De acordo com a análise da CIP – Confederação Empresarial de Portugal e do ISEG, os indicadores disponíveis apontam para um desempenho globalmente positivo da economia portuguesa, suportado pela evolução favorável de vários setores de atividade, pela recuperação da confiança e pela melhoria recente do comércio internacional.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, o PIB registou um crescimento homólogo de 2,3%, acelerando face aos 1,9% observados no último trimestre de 2025. Em cadeia, contudo, a economia ficou praticamente estagnada, depois de ter crescido 0,9% no trimestre anterior. Esta evolução refletiu um enquadramento externo marcado pela incerteza e por condições internas mais adversas, incluindo os efeitos das tempestades que atingiram várias regiões do país.</p>
<p>Apesar deste contexto, o Barómetro CIP/ISEG antecipa que a economia portuguesa retome o crescimento em cadeia no segundo trimestre. Entre os indicadores de atividade setorial predominam sinais positivos, com evolução favorável nos serviços, na construção e obras públicas, no comércio a retalho e na indústria transformadora. Apenas o comércio por grosso registou um decréscimo moderado.</p>
<p>A produção industrial apresentou em abril uma variação homóloga nula, penalizada pela queda de 18,4% na produção de eletricidade. Excluindo o agrupamento de energia, a produção industrial cresceu 3,8%, com evoluções positivas em todos os restantes agrupamentos. O volume de negócios na indústria voltou também a crescer de forma significativa, com uma variação homóloga de 9,2%, apoiada tanto pelo mercado nacional como pelo mercado externo.</p>
<p>Na construção e obras públicas, o Índice de Produção registou em abril uma variação homóloga de 2,6%, depois de ter crescido 3,1% no conjunto do primeiro trimestre. O emprego no setor aumentou 2,2% e as remunerações cresceram 6,0%. Em abril, o número de fogos licenciados em construções novas subiu 5,6% face ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Nos serviços, o volume de negócios cresceu 0,8% em abril, após uma quebra homóloga de 1,5% no conjunto do primeiro trimestre. As atividades de informação e comunicação destacaram-se com um crescimento de 6,2%, impulsionado pelas atividades de consultoria e programação informática, que avançaram 20,2%.</p>
<p>Também o comércio a retalho manteve uma evolução positiva. Em abril, o volume de negócios aumentou 4,9% em termos homólogos, depois de ter crescido 4,3% no primeiro trimestre. O comércio de produtos não alimentares cresceu 6,9% e o de produtos alimentares aumentou 2,0%. O comércio e manutenção automóvel registou uma subida homóloga de 12,2%.</p>
<p>O Barómetro destaca ainda a inversão da dinâmica no comércio internacional. Depois de uma quebra acentuada das exportações entre janeiro e fevereiro e de um crescimento inferior ao das importações em março, abril trouxe uma evolução mais favorável: o crescimento das exportações de bens excedeu o das importações, abrindo perspetivas positivas para a recuperação do contributo da procura externa líquida no segundo trimestre.</p>
<p>“Num contexto desafiante, marcado por guerras e pela instabilidade geopolítica, e com a transmissão progressiva dos aumentos no custo da energia às diferentes cadeias de valor, é muito positivo assinalar a forma como as empresas portuguesas reagiram e se adaptaram às condições com que se depararam neste primeiro semestre”, afirma Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP.</p>
<p>O responsável sublinha ainda que o aumento das vendas ao exterior mostra que “a generalidade das empresas exportadoras portuguesas sai desta crise com a competitividade reforçada nos mercados internacionais”. Rafael Alves Rocha destaca também a resposta das empresas afetadas pelas tempestades, considerando “notável” a capacidade de reorganização e de utilização eficiente dos apoios disponíveis.</p>
<p>O investimento foi outro dos sinais positivos identificados no início do ano. No primeiro trimestre, a formação bruta de capital fixo cresceu 10,6% em termos homólogos, beneficiando sobretudo da subida de 29,6% no investimento em máquinas e equipamentos e de 21,3% em equipamento de transporte. Este desempenho mais do que compensou a desaceleração do investimento em construção, que cresceu 2,7%.</p>
<p>A confiança também deu sinais de recuperação. Em maio, os indicadores de clima económico e de sentimento económico evoluíram positivamente face a abril, interrompendo a deterioração registada nos meses anteriores. O indicador de confiança dos consumidores inverteu igualmente a tendência de queda que vinha desde fevereiro, refletindo uma melhoria das opiniões sobre a situação financeira das famílias e sobre a situação económica do país no próximo ano.</p>
<p>Em junho, o Índice de Confiança ISEG relativo à evolução da atividade económica portuguesa no curto prazo subiu para 48,7 pontos, face aos 48,1 registados em maio, interrompendo três meses consecutivos de descida. Em termos homólogos, o índice aumentou 4,7%.</p>
<p>A evolução portuguesa surge mais favorável do que a verificada no conjunto da Zona Euro, ainda que os países da moeda única também tenham registado sinais de recuperação. Em maio, os indicadores de confiança dos consumidores, sentimento económico e clima económico melhoraram na Área Euro, embora de forma menos pronunciada do que em Portugal. Entre as principais economias relevantes para Portugal, Itália, Alemanha e França evoluíram positivamente, enquanto Espanha registou uma ligeira quebra.</p>
<p>Apesar dos sinais positivos, a CIP recomenda prudência quanto à evolução dos próximos meses. “Ainda não é clara a intensidade com que o aumento do preço da energia se está a transmitir ao longo das cadeias de valor, nem a rapidez com que esse impacto se irá desvanecer”, afirma Rafael Alves Rocha.</p>
<p>O diretor-geral da CIP acrescenta que, embora os mercados internacionais já estejam a incorporar a perspetiva de um acordo no Médio Oriente, o processo de negociação entre os Estados Unidos e o Irão continua a aconselhar cautela.</p>
<p>As previsões macroeconómicas reunidas no Barómetro apontam para um crescimento do PIB português entre 1,6% e 2,0% em 2026, consoante as instituições, com o Banco de Portugal a estimar 1,8% e a OCDE a apontar para 1,7%. Para 2027, as projeções mantêm-se próximas, entre 1,6% e 1,8%.</p>
<p>Para a CIP e o ISEG, a leitura central é que a economia portuguesa entra no segundo trimestre com sinais de recuperação, mas ainda exposta a riscos externos relevantes. A próxima edição do Barómetro deverá concretizar a previsão para o crescimento da economia no segundo trimestre do ano.</p>
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