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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 15:08:43 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Robôs na saúde, na comida e nas fábricas: Japão prepara plano para automatizar o país por falta de mão de obra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 15:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[robôs]]></category>
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					<description><![CDATA[Plano foi apresentado por Ryosei Akazawa, ministro da Economia, Comércio e Indústria, e recebeu o nome de Noetra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Japão quer acelerar a chegada dos robôs ao quotidiano e preparar uma nova vaga de automação apoiada em inteligência artificial. O governo japonês anunciou uma estratégia nacional para introduzir cerca de 10 milhões de robôs no país até 2040, numa tentativa de responder à escassez de mão de obra provocada pelo envelhecimento da população e por políticas de imigração restritivas.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, o plano foi apresentado por Ryosei Akazawa, ministro da Economia, Comércio e Indústria, e recebeu o nome de Noetra. A ambição passa por levar robôs a 18 setores de atividade, com prioridade para áreas como a produção alimentar e a saúde, onde a pressão sobre os serviços e a falta de trabalhadores já se fazem sentir com intensidade.</p>
<p>Para concretizar a estratégia, o Japão pretende criar um centro de excelência em robótica baseada em inteligência artificial. A estrutura deverá apoiar empresas na adoção de robôs em larga escala, promover investigação e desenvolver programas de formação profissional para preparar trabalhadores e organizações para a integração destas tecnologias.</p>
<p>O plano assenta no Noetra, um modelo nacional de desenvolvimento multimodal criado no âmbito de um projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada. A iniciativa está centrada na chamada IA física, ou seja, sistemas capazes de aplicar inteligência artificial a tarefas concretas no mundo real, desde movimentos mecânicos a operações industriais, assistência a pessoas ou resposta a emergências.</p>
<p>Uma das peças centrais da estratégia será a criação de uma grande infraestrutura de dados para robótica e IA física. O Governo japonês quer reunir informação acumulada por empresas e setores ao longo de décadas, desde cuidados a idosos e operação de máquinas até processos de produção e resposta a desastres naturais.</p>
<p>A estratégia deverá contar com o envolvimento de grandes empresas japonesas, incluindo Sony, Honda, SoftBank e NEC. Outras companhias, como Fujitsu e Rakuten, também poderão vir a participar. Para as autoridades japonesas, a experiência industrial do país e a quantidade de dados acumulados pelas empresas podem tornar-se uma vantagem competitiva decisiva.</p>
<p>“Aproveitar os dados acumulados será a estratégia vencedora do Japão”, afirmou Ryosei Akazawa, citado pelo &#8216;El Economista&#8217;. A ideia é transformar esse conhecimento operacional em sistemas robóticos mais capazes, treinados para responder a necessidades reais em setores onde a contratação de trabalhadores é cada vez mais difícil.</p>
<p>O envelhecimento da população japonesa é o pano de fundo de todo o plano. Com menos pessoas em idade ativa e dificuldades em preencher vagas através dos métodos tradicionais de recrutamento, o governo vê a automação como uma resposta prática para manter serviços, produção e cadeias de abastecimento a funcionar.</p>
<p>A aposta nos robôs não significa apenas substituir tarefas repetitivas em fábricas. O objetivo é alargar a robótica a áreas críticas da vida económica e social, incluindo cuidados de saúde, assistência a idosos, produção alimentar e operações em ambientes de risco. A inteligência artificial deverá permitir que estes sistemas sejam mais autónomos, adaptáveis e úteis em contextos onde hoje ainda dependem de supervisão humana constante.</p>
<p>O Japão quer, assim, antecipar uma transformação que muitos países ainda encaram como distante. A diferença é que, para Tóquio, a robotização deixou de ser apenas uma promessa tecnológica: passou a ser uma resposta estratégica a um problema demográfico que já está a condicionar o crescimento económico, os serviços públicos e o funcionamento das empresas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787585]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Junho foi o mês com mais vítimas civis desde início da guerra, avisa ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:59:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 265 pessoas foram mortas e 1.816 ficaram feridas, de acordo com os números preliminares de junho, apresentados pelo Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dados preliminares da ONU mostraram hoje um aumento do número de vítimas civis, em junho, na Ucrânia, depois de maio ter sido o mês mais violento para a população civil desde o início da guerra.</p>
<p>Pelo menos 265 pessoas foram mortas e 1.816 ficaram feridas, de acordo com os números preliminares de junho, apresentados pelo Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).</p>
<p>Anteriormente, o ACNUDH tinha indicado que o número de civis mortos e feridos em solo ucraniano foi superior em maio do que em qualquer outro mês desde o início do conflito.</p>
<p>&#8220;Esta tendência preocupante parece manter-se em julho&#8221;, advertiu a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia.</p>
<p>Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, o ACNUDH verificou que pelo menos 16.402 civis, incluindo 802 crianças, foram mortos na Ucrânia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787574]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola avança no Congo mais depressa do que a resposta: há 600 mortos e profissionais em greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:56:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ébola]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[RD Congo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais recente relatório do Governo congolês identifica novos casos suspeitos em regiões anteriormente poupadas, incluindo Kisangani, na província de Tshopo, no centro-norte do país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O surto de Ébola no Congo está a espalhar-se para novas zonas do país e já provocou 600 mortes, numa altura em que a resposta sanitária enfrenta centros de tratamento quase lotados, dificuldades logísticas, insegurança e greves de profissionais de saúde por atrasos salariais.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, o mais recente relatório do Governo congolês identifica novos casos suspeitos em regiões anteriormente poupadas, incluindo Kisangani, na província de Tshopo, no centro-norte do país. O número total de casos confirmados subiu para 1.759, enquanto as autoridades investigam possíveis cadeias de transmissão fora das zonas já conhecidas do surto. A &#8216;Associated Press&#8217; confirmou igualmente que o balanço mortal chegou a 600 e que há suspeitas de propagação para províncias até agora não afetadas.</p>
<p>Os dois novos casos suspeitos em Kisangani preocupam as autoridades por razões diferentes. Um deles estará ligado à zona de saúde de Nia-Nia, em Ituri, província onde o surto começou. O outro, segundo o relatório citado pela &#8216;Euronews&#8217;, “não apresenta ligação geográfica aparente com surtos conhecidos”, o que pode indicar transmissão ainda não detetada ou falhas na identificação das cadeias de contacto.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde tem alertado que o vírus continua a propagar-se devido aos movimentos de população e à insegurança em várias zonas do país. Anne Ancia, representante da OMS no Congo, indicou que alguns centros de tratamento estão quase lotados, sinal de que a capacidade de resposta está sob forte pressão. A &#8216;Reuters&#8217; também noticiou que foram registados 51 novos casos e 20 mortes num período recente de 24 horas, num contexto em que o surto continua a crescer.</p>
<p>A situação é agravada pela contestação entre profissionais de saúde em Ituri, epicentro do surto. Trabalhadores envolvidos na vigilância epidemiológica, enterros seguros, segurança e sensibilização comunitária dizem não receber salários e subsídios desde que o surto foi declarado, em 15 de maio. Alguns abandonaram funções ou protestaram, ameaçando comprometer tarefas essenciais para conter a doença.</p>
<p>“Desde que foi declarado o surto da doença por vírus Ébola, temos exigido o pagamento pelo nosso trabalho”, disse Biensi Kano, membro da comissão de vigilância epidemiológica em Bunia, à Associated Press. Os profissionais denunciam também falta de meios, más condições de trabalho e tratamento desigual por parte das autoridades e das equipas de resposta.</p>
<p>As autoridades locais reconhecem dificuldades operacionais. Akilimali Pierre, coordenador de incidentes no Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo, afirmou à &#8216;AP&#8217; que o encerramento do aeroporto de Bunia está a dificultar a implementação da resposta, incluindo o fluxo de fundos necessário para pagar as equipas no terreno. Ao mesmo tempo, os profissionais enfrentam ataques de residentes revoltados e desconfiança em relação à existência ou gravidade do vírus.</p>
<p>O surto foi declarado oficialmente em 15 de maio, depois de a doença ter circulado durante semanas sem deteção formal. A atual epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo, uma estirpe rara do Ébola para a qual não existe vacina nem tratamento aprovados. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA indica que, nestes casos, o tratamento disponível é sobretudo de suporte clínico, enquanto decorrem esforços para testar novas opções terapêuticas.</p>
<p>Na semana passada, investigadores lançaram um ensaio clínico considerado aguardado para tentar encontrar uma resposta ao vírus Bundibugyo. Mas, no terreno, o desafio imediato continua a ser travar a transmissão: identificar contactos, isolar casos suspeitos, proteger profissionais, garantir enterros seguros e manter a confiança das comunidades.</p>
<p>O risco, para já, é que o surto continue a correr mais depressa do que a resposta. A chegada de casos suspeitos a novas regiões, a pressão sobre os centros de tratamento e a greve de equipas essenciais criam uma combinação perigosa. Num surto de Ébola, cada atraso na vigilância, no isolamento ou no pagamento de quem está na linha da frente pode transformar uma crise localizada numa emergência muito mais difícil de controlar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787572]]></sapo:autor>
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		<title>Putin ouviu a proposta para congelar a guerra. A resposta foi uma repreensão — e a ordem de avançar no Donbass</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/putin-ouviu-a-proposta-para-congelar-a-guerra-a-resposta-foi-uma-repreensao-e-a-ordem-de-avancar-no-donbass/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:45:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Recentes ataques ucranianos de longo alcance contra refinarias, portos e infraestruturas de combustível na Rússia não aproximaram Moscovo de negociações. Pelo contrário, terão endurecido a posição de Putin]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vladimir Putin rejeitou uma proposta dos seus próprios conselheiros para travar a guerra na atual linha da frente e repreendeu o grupo que lhe apresentou essa hipótese, mantendo-se determinado a continuar a ofensiva na Ucrânia. A informação foi avançada pela &#8216;Reuters&#8217;, citada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, com base em três fontes ligadas ao Kremlin.</p>
<p>Segundo duas dessas fontes, os recentes ataques ucranianos de longo alcance contra refinarias, portos e infraestruturas de combustível na Rússia não aproximaram Moscovo de negociações. Pelo contrário, terão endurecido a posição de Putin, que continua focado no objetivo de conquistar o restante território do Donbass ainda sob controlo ucraniano.</p>
<p>Uma das fontes, que se reúne regularmente com o presidente russo, disse à &#8216;Reuters&#8217; que Putin “fincou o pé” nesse objetivo. A mesma fonte afirmou que o líder russo repreendeu recentemente um grupo de conselheiros que sugeriu congelar o conflito ao longo da atual linha da frente como base para um cessar-fogo.</p>
<p>Outra fonte citada pela agência indicou que Putin acredita que as forças russas conseguirão, com o tempo, tomar o restante Donbass, razão pela qual não estará disposto a aceitar compromissos. As fontes apontam mesmo para uma “elevada probabilidade” de a Rússia escalar a guerra nos próximos meses, em vez de avançar para negociações de paz.</p>
<p>A leitura contraria as declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou, depois de contactos com Putin e com Volodymyr Zelensky, que o fim da guerra estava “mais perto do que as pessoas imaginam”. O Kremlin, pela voz de Dmitry Peskov, insistiu que Moscovo continua disponível para uma solução pacífica, mas sublinhou que a Rússia tem capacidade para prosseguir a chamada “operação militar especial”, expressão usada oficialmente por Moscovo para se referir à invasão da Ucrânia.</p>
<p>A avaliação de Kiev aponta no mesmo sentido das fontes citadas pela &#8216;Reuters&#8217;. Um alto responsável ucraniano disse que os serviços de informações também veem sinais de que Putin prepara uma nova escalada militar, que poderá incluir novas operações dentro da Ucrânia ou mesmo ações contra outro país europeu.</p>
<p>O presidente checo, Petr Pavel, lançou um aviso semelhante em declarações ao The Telegraph, citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;. Pavel defendeu que a Ucrânia tem cerca de dois meses para tentar empurrar Moscovo para negociações antes de uma eventual escalada russa, admitindo que Putin evite anunciar uma mobilização em larga escala antes das eleições parlamentares russas de 20 de setembro, mas possa fazê-lo depois.</p>
<p>A pressão sobre a Rússia tem aumentado devido aos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética. Refinarias, depósitos de combustível e portos têm sido visados por drones de longo alcance, provocando quebras na capacidade de refinação e problemas de abastecimento em várias regiões. O &#8216;The Guardian&#8217; noticiou esta quinta-feira que a Rússia impôs uma proibição à exportação de gasóleo para tentar estabilizar o mercado interno, após ataques que desencadearam escassez e aumentos de preços.</p>
<p>As autoridades ucranianas defendem que estes ataques têm como objetivo enfraquecer a capacidade de Moscovo para sustentar a guerra. A &#8216;Associated Press&#8217; referiu também que a campanha ucraniana contra a infraestrutura petrolífera russa tem provocado incêndios em depósitos e petroleiros, agravando uma crise de combustíveis sentida longe da linha da frente.</p>
<p>Apesar desses custos, as fontes ligadas ao Kremlin indicam que Moscovo interpreta a escalada como o caminho para obter aquilo que Putin considera uma vitória militar necessária no Donbass. A aposta russa parece, assim, menos orientada para uma pausa negocial e mais para uma tentativa de alterar o equilíbrio no terreno antes que a pressão económica e social dentro da Rússia se torne politicamente mais difícil de gerir.</p>
<p>O resultado é um impasse perigoso. A Ucrânia tenta transformar os ataques de longo alcance numa forma de pressão sobre Moscovo; os aliados europeus defendem que esse desgaste pode abrir espaço a negociações; e Putin, segundo fontes próximas do Kremlin, responde com maior determinação em continuar a guerra. Para já, a paz parece menos provável do que uma nova fase de escalada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787567]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Iscte reúne mais de 700 especialistas de 70 países para debater o futuro do terceiro setor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:36:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[especialistas]]></category>
		<category><![CDATA[ISCTE]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Iscte vai receber, entre 10 e 17 de julho, a 17.ª Conferência da Sociedade Internacional para a Investigação no Terceiro Setor (ISTR), um dos principais encontros mundiais dedicados às organizações sem fins lucrativos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="263" data-end="743">O Iscte vai receber, entre 10 e 17 de julho, a 17.ª Conferência da Sociedade Internacional para a Investigação no Terceiro Setor (ISTR), um dos principais encontros mundiais dedicados às organizações sem fins lucrativos. O evento reunirá mais de 700 especialistas de cerca de 70 países para discutir os desafios e o futuro do terceiro setor, com destaque para a forma como a investigação académica pode contribuir para aumentar o impacto das organizações sociais, fundações e ONG.</p>
<p data-start="745" data-end="1324">Sob o mote <em data-start="756" data-end="829">&#8220;Imaginando a próxima geração: reforçar os alicerces do terceiro setor&#8221;</em>, a conferência contará com a participação de algumas das maiores referências internacionais na área, como Susan Phillips, da Universidade de Carleton (Canadá), Amir Pasic, diretor da Lilly Family School of Philanthropy da Universidade de Indiana (Estados Unidos), e Georg von Schnurbein, da Universidade de Basileia (Suíça). Ao longo de quatro dias, especialistas vão partilhar práticas inovadoras, casos de sucesso e investigação aplicada ao desenvolvimento das organizações do terceiro setor.</p>
<p data-start="1326" data-end="1789">Para Raquel Rego, professora de Sociologia e investigadora do Iscte, a ligação entre ciência e intervenção social é essencial. &#8220;As organizações do terceiro setor apostam na investigação social desenvolvida em colaboração com universidades para garantir uma base de informação de qualidade&#8221;, afirma, acrescentando que, num contexto marcado por múltiplas crises, a conferência pretende reforçar a colaboração entre a academia e as organizações que atuam no terreno.</p>
<p data-start="1791" data-end="2141">O programa inclui mesas-redondas, sessões plenárias e apresentações de estudos sobre inovação social, filantropia, voluntariado e políticas públicas. Em Portugal, o encontro conta com o alto patrocínio do Presidente da República, António José Seguro, e dedicará três sessões exclusivamente ao contexto nacional, abertas ao público mediante inscrição.</p>
<p data-start="2143" data-end="2674">Entre os temas em destaque estará o papel do terceiro setor no desenvolvimento do país. Segundo Raquel Rego, Portugal é reconhecido internacionalmente pela evolução das suas organizações sociais e pelas experiências de inovação social, embora continue a enfrentar desafios como uma das mais baixas taxas de voluntariado formal da Europa. A investigadora defende, contudo, que grande parte da solidariedade acontece fora das estatísticas oficiais, através de redes de entreajuda familiar, de vizinhança e de mobilização comunitária.</p>
<p data-start="2676" data-end="3160" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A conferência inclui ainda uma mesa-redonda sobre os desafios do terceiro setor em Portugal, com representantes da Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal Inovação Social, Fundação &#8220;la Caixa&#8221;, CASES e Café Joyeux, bem como a apresentação do estudo &#8220;Cooperação em Transição: Práticas e Tendências que Moldam as ONGD em Portugal&#8221;. O encerramento contará com uma sessão dedicada à relação entre filantropia e investigação social, reunindo representantes de várias fundações nacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787563]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fechar a torneira ajuda, mas não resolve: Portugal perdeu água suficiente para abastecer 30 milhões de pessoas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
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		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[As falhas no abastecimento de água registadas nos últimos dias em Almada voltaram a colocar a gestão dos recursos hídricos no centro do debate]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As falhas no abastecimento de água registadas nos últimos dias em Almada voltaram a colocar a gestão dos recursos hídricos no centro do debate. Para a DECO PROteste, o episódio mostra que Portugal precisa de preparar melhor os sistemas de abastecimento para responder a situações de escassez, mas também de garantir que os consumidores conhecem os seus direitos e sabem como reduzir o impacto da falta de água no dia a dia.</p>
<p>A organização lembra que as interrupções ou condicionamentos no abastecimento podem tornar-se mais frequentes num contexto marcado pelas alterações climáticas, pela pressão crescente sobre os recursos hídricos e pelo envelhecimento das infraestruturas. Embora o caso de Almada resulte de uma ocorrência operacional específica, a DECO PROteste considera que a situação evidencia a necessidade de tornar as redes mais resilientes.</p>
<p>Os dados da organização apontam para um problema estrutural. Entre 2013 e 2024, Portugal perdeu cerca de 2 mil milhões de metros cúbicos de água nas redes de abastecimento, o equivalente a meia barragem do Alqueva ou ao abastecimento anual de cerca de 30 milhões de pessoas. Todos os anos, desaparecem aproximadamente 166 milhões de metros cúbicos de água já captada, tratada e transportada.</p>
<p>Almada também enfrenta desafios nesta matéria. O concelho está inserido numa zona de escassez hídrica elevada ou severa e, apesar de ter reduzido as perdas de água entre 2023 e 2024, de 402 para 284 litros por ramal e por dia, continua a apresentar valores que justificam reforço do investimento na renovação da rede.</p>
<p>A DECO PROteste sublinha que os consumidores podem reduzir de forma significativa o consumo doméstico através de pequenas mudanças. Segundo os seus cálculos, uma pessoa pode passar de cerca de 280 litros de água por dia para aproximadamente 100 litros se recorrer a equipamentos mais eficientes, como redutores de caudal, chuveiros economizadores e autoclismos de dupla descarga. A poupança pode chegar a 180 litros por dia, o equivalente a 36 garrafões de cinco litros.</p>
<p>Entre as recomendações estão privilegiar duches rápidos em vez de banhos de imersão, fechar a torneira enquanto se lava os dentes ou se ensaboa as mãos, reparar rapidamente fugas em torneiras e autoclismos, reaproveitar a água fria do duche, usar máquinas de lavar roupa e loiça apenas com carga completa e regar jardins nas horas de menor calor, sempre que possível com sistemas de gota a gota.</p>
<p>A organização recorda também que o abastecimento de água é um serviço público essencial. Por isso, as entidades gestoras têm deveres de informação e qualidade de serviço. Sempre que haja interrupções programadas ou situações que afetem significativamente o abastecimento, os consumidores devem ser informados de forma clara, atempada e transparente, para poderem preparar-se e reduzir os impactos no quotidiano.</p>
<p>Depois de falhas ou anomalias no abastecimento, a DECO PROteste aconselha os consumidores a verificarem cuidadosamente as faturas e a reclamarem sempre que detetem valores que não correspondam aos consumos efetivos ou incumprimentos nos padrões de qualidade do serviço. As reclamações podem ser apresentadas junto da entidade gestora e, quando necessário, junto da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos.</p>
<p>Para a DECO PROteste, porém, a poupança doméstica não pode ser a única resposta à escassez hídrica. A organização defende uma estratégia nacional assente em consumidores mais informados, redes de abastecimento mais eficientes e maior reutilização da água.</p>
<p>A organização considera que não basta pedir às famílias que reduzam consumos quando continuam a perder-se milhões de metros cúbicos de água tratada devido ao envelhecimento das infraestruturas. A resposta deve passar pela renovação das condutas, pelo reforço da monitorização das perdas, pela reutilização de águas residuais tratadas e por investimentos dirigidos aos territórios onde as necessidades são mais urgentes.</p>
<p>Num país onde apenas uma pequena parte dos municípios não enfrenta situações de escassez hídrica, a DECO PROteste defende que a proteção da água exige responsabilidade partilhada entre consumidores, entidades gestoras e decisores públicos. Só assim, considera a organização, será possível garantir um abastecimento mais seguro, sustentável e resiliente.</p>
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		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 104 número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:29:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 104 e há 57 desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 104 e há 57 desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</p>
<p>Entre os 104 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, em que 90 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 18 crianças e 86 adultos, indicou o MNE.</p>
<p>O anterior balanço contabilizava 102 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos e 57 desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>No total, o número de mortos subiu na quarta-feira para 3.811, enquanto o de feridos se manteve em 16.740, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelo Governo venezuelano.</p>
<p>O número de feridos mantém-se igual ao registado no balanço de domingo, enquanto o de falecidos representa um aumento de 126 pessoas.</p>
<p>O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, indicou numa reunião com a chefe de Estado interina, Delcy Rodríguez, que 17.907 pessoas ficaram sem habitação após o duplo sismo, enquanto se mantém &#8211; desde a passada quinta-feira &#8211; a cifra de resgatados em 6.462.</p>
<p>Rodríguez acrescentou que as autoridades já prestaram assistência a 86.794 famílias e distribuíram 9.603.000 quilogramas de alimentos.</p>
<p>O dirigente afirmou ainda que há 856 edifícios afetados pelos sismos, dos quais 190 colapsaram totalmente.</p>
<p>O parlamentar referiu que se encontram no país sul-americano 4.388 socorristas internacionais, além de 30.076 efetivos da Força Armada Nacional Bolivariana, polícias nacionais, estaduais e municipais, corpos de bombeiros, Proteção Civil e funcionários destacados nos acampamentos temporários.</p>
<p>Do mesmo modo, sublinhou que 28.992 pessoas se registaram como voluntários para ajudar na resposta à contingência após os dois sismos.</p>
<p>Na quarta-feira, o ministro da Educação, Héctor Rodríguez, informou que, pelo menos, 16.686 pessoas estão alojadas em 87 acampamentos temporários habilitados pelo Governo venezuelano.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>Os Estados Unidos da América (EUA) destinaram, até ao momento, mais de 386 milhões de dólares (cerca de 377 milhões de euros) em ajuda humanitária, informou o Departamento de Estado.</p>
<p>Relativamente a Portugal, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias ao país e anunciou hoje que a companhia aérea TAP vai retomar, em 13 de julho, os voos de e para a Venezuela, utilizando o Aeroporto Arturo Michelena de Valência, a 170 quilómetros a oeste de Caracas.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787530]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Governo português preocupado com impacto económico de novas tensões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:28:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Miranda Sarmento]]></category>
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					<description><![CDATA[Joaquim Miranda Sarmento referiu que o Governo vai "ver que efeitos é que isto vai ter nas próximas semanas, sobretudo no preço dos combustíveis, e atuar em conformidade"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vê &#8220;com preocupação&#8221; o impacto económico do ressurgimento de tensões no Médio Oriente, dados os novos ataques norte-americanos e iranianos, admitindo a &#8220;situação bastante incerta e volátil&#8221;, nomeadamente para os preços dos combustíveis.</p>
<p>&#8220;Este regressar da tensão no estreito Ormuz e no conflito do Medo Oriente naturalmente preocupa-nos. Todos tínhamos a expectativa há umas semanas, quando foi firmado um acordo, que o conflito terminaria, que a passagem pelo estreito Ormuz retomaria a sua normalidade e que com isso o preço do petróleo pudesse baixar para níveis pré-conflito e ter o mesmo efeito na gasolina e no gasóleo&#8221;, disse hoje o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas, na entrada para a reunião do Eurogrupo, o governante apontou: &#8220;A situação é bastante incerta, sempre muito volátil, e se voltarmos a ter uma situação de conflito e um agravamento do preço do petróleo isso tem naturalmente consequências negativas na economia&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esperemos que tudo possa ser sanado rapidamente&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Indicando que Portugal &#8220;acompanha a evolução e os impactos deste conflito&#8221;, Joaquim Miranda Sarmento referiu que o Governo vai &#8220;ver que efeitos é que isto vai ter nas próximas semanas, sobretudo no preço dos combustíveis, e atuar em conformidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;A situação orçamental de 2025, ao ter sido melhor do que aquilo que antecipava, deu-nos um pouco de margem, mas temos que atuar em função daquilo que seja a evolução das circunstâncias&#8221;, indicou, sem precisar.</p>
<p>Certo é que Portugal já anunciou que irá beneficiar do alívio das regras orçamentais da União Europeia proposto pela Comissão Europeia para acomodar despesas energéticas, uma medida que permite aos Estados-membros aumentar o investimento público em áreas como a energia e a segurança energética sem que esses gastos afetem o cumprimento das regras de défice e dívida da UE.</p>
<p>Questionado sobre que medidas poderiam ser incluídas, Joaquim Miranda Sarmento apontou que &#8220;essa é uma discussão que agora terá de ser feita com a Comissão&#8221;.</p>
<p>&#8220;A nossa expectativa é que naturalmente os apoios que foram decididos de desconto do ISP [Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos], de apoio no gasóleo agrícola, de apoio no gás óleo às empresas de transporte e às empresas de passageiros que fazem serviço público, portanto não podem refletir no preço o aumento dos combustíveis, o apoio aos fertilizantes, que tudo isso possa ser incluído na cláusula de escape&#8221;, elencou.</p>
<p>Citando dados de há cerca de um mês, referentes ao impacto orçamental das medidas portuguesas publicado pela Comissão Europeia, o ministro falou num valor próximo de 0,2% do PIB, caso não sejam adotadas mais medidas.</p>
<p>Em meados de junho, o Governo anunciou estar a elaborar o projeto de criação de taxas sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas, anunciado em maio, que enviará depois à Assembleia da República.</p>
<p>Já hoje, Joaquim Miranda Sarmento indicou aos jornalistas em Bruxelas que o executivo ainda está &#8220;analisar essa possibilidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Mais tarde, tomaremos decisões&#8221;, concluiu.</p>
<p>A posição surge quando o conflito entre os Estados Unidos e o Irão voltou a intensificar-se, com uma troca de ataques militares que agravou as preocupações em torno da segurança no estreito de Ormuz, uma rota por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo.</p>
<p>A escalada das tensões aumenta os receios de perturbações no abastecimento energético e de novos impactos na economia global, nomeadamente através da subida dos preços do petróleo e do aumento da incerteza nos mercados.</p>
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		<title>Caixa Geral de Depósitos é o banco com melhor desempenho em Portugal e entra no Top 200 mundial da The Banker</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:26:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Caixa Geral de Depósitos voltou a ser distinguida como o banco português mais bem classificado no ranking TOP 1000 World Banks 2026, da revista britânica The Banker, pertencente ao grupo Financial Times.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Caixa Geral de Depósitos voltou a ser distinguida como o banco português mais bem classificado no ranking TOP 1000 World Banks 2026, da revista britânica The Banker, pertencente ao grupo Financial Times. A instituição subiu duas posições face ao ano anterior, alcançando o 183.º lugar a nível mundial, sendo o único banco nacional a integrar o top 200 da publicação.</p>
<p>Pela primeira vez, a The Banker atribuiu ainda à Caixa um conjunto de distinções que reconhecem o seu desempenho em Portugal, nomeadamente nas categorias de melhor desempenho global, rendibilidade, eficiência operacional, rendibilidade ajustada ao risco, solidez, alavancagem e capital Tier 1.</p>
<p>A posição da instituição no ranking reflete os resultados financeiros registados no primeiro trimestre de 2026. Nesse período, a Caixa apresentou um resultado líquido consolidado de 397 milhões de euros e capitais próprios de 12,2 mil milhões de euros. O banco mantém rácios de solvabilidade CET1 e de Capital Total de 21,2%, já considerando a dedução do dividendo de 1.250 milhões de euros referente ao exercício de 2025, o maior alguma vez distribuído por um banco português.</p>
<p>A atividade comercial também registou crescimento no arranque do ano. Em Portugal, o volume de negócios aumentou cerca de três mil milhões de euros, impulsionado pela expansão da carteira de crédito em 1,7 mil milhões de euros e pelo reforço de 1,1 mil milhões de euros dos recursos de clientes. O crédito a empresas e instituições cresceu 852 milhões de euros, enquanto a produção de novo crédito ao investimento atingiu 2,2 mil milhões de euros. Já o crédito à habitação ultrapassou 1,6 mil milhões de euros, representando um aumento homólogo de 41%.</p>
<p>Segundo a instituição, a Caixa mantém a liderança na banca nacional, com quotas de mercado de 22,9% nos depósitos totais e de 18,3% no crédito. No segmento de particulares, detém uma quota de 30,9% nos depósitos e de 24,2% no crédito à habitação. O banco destaca ainda a evolução da sua operação digital, que conta com mais de 2,5 milhões de clientes digitais ativos, bem como a melhoria contínua da qualidade dos ativos e a redução da exposição a ativos não estratégicos.</p>
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		<title>Sentença de deputado do Chega Pedro Frazão por difamação adiada para 15 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:25:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A leitura da sentença do caso em que o deputado do Chega Pedro Frazão está acusado de ter difamado, em 2021, o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza, foi hoje adiada para 15 de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A leitura da sentença do caso em que o deputado do Chega Pedro Frazão está acusado de ter difamado, em 2021, o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza, foi hoje adiada para 15 de julho.</P><br />
<P>Marcada para o dia de hoje, no Tribunal Criminal de Lisboa, a sessão de leitura da sentença de Pedro Frazão acabou por ser adiada depois de o juiz responsável pelo julgamento ter pedido que fosse adicionada ao processo a &#8220;identificação civil destinada a comprovar a data de nascimento e consequentemente a idade do assistente [José Manuel Pureza]&#8221;. </P><br />
<P>O objetivo do juiz será perceber se, à data da publicação nas redes sociais de Pedro Frazão, o líder do Bloco de Esquerda tinha 62 anos, uma vez que o deputado do Chega escreveu &#8220;quem será o nojento de 62 anos?&#8221;.</P><br />
<P>Uma vez que foi adicionada documentação, as partes &#8211; arguido, Ministério Público e assistente &#8211; têm um prazo para se pronunciarem e, por isso, a sentença só será lida a 15 de julho, às 13:30. </P><br />
<P>Em causa está uma publicação nas redes sociais em que, segundo a acusação do Ministério Público a que a Lusa teve acesso, o deputado do Chega lançou a suspeita de que José Manuel Pureza, à data vice-presidente da Assembleia da República, poderia ter praticado um &#8220;crime contra a liberdade e autodeterminação sexual&#8221; de &#8220;uma jovem militante/simpatizante&#8221; do Bloco de Esquerda.</P><br />
<P>&#8220;Já não há Pureza no Bloco de Asquereza? #MeToo&#8221;, escreveu Pedro Frazão na publicação, tendo ainda questionado num comentário: &#8220;Quem será o nojento de 62 anos?&#8221;.</P><br />
<P>Para o Ministério Público, Pedro Frazão &#8220;tinha perfeita consciência&#8221; de que José Manuel Pureza &#8220;pertencia aos órgãos do Bloco de Esquerda, que havia sido eleito deputado por aquele partido e que tinha 62 anos de idade&#8221;.</P></p>
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		<title>Governo admite descida do rácio da dívida pública perante revisão em alta do PIB</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:25:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Governante apontou que "qualquer revisão de um ponto adicional de PIB nominal faz a dívida pública automaticamente baixar sensivelmente 0,9% [pontos percentuais]"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo admitiu hoje que o rácio da dívida pública possa baixar com uma revisão em alta do Produto Interno Bruto (PIB) nominal, a realizar pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) após atualização da população residente em Portugal.</p>
<p>&#8220;O PIB nominal até 2025 é uma competência do INE e o INE já anunciou que fará essa revisão em março do próximo ano. O PIB per capita do ponto de vista da construção do orçamento não é uma variável muito relevante, mas o PIB nominal é a variável mais relevante e, portanto, essa revisão em março naturalmente terá impacto no conjunto de variáveis, a começar pela dívida pública, que Portugal tem num valor próximo de 90%&#8221; do PIB, disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas, na entrada para a reunião do Eurogrupo, o governante apontou que &#8220;qualquer revisão de um ponto adicional de PIB nominal faz a dívida pública automaticamente baixar sensivelmente 0,9% [pontos percentuais]&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu creio que o ponto mais importante, contudo, nesse aspeto, é que o país passou, muito por culpa dos responsáveis políticos do governo do Partido Socialista, o país passou anos sem saber qual era a dimensão da população que tinha. Aquilo que o INE veio agora dizer é que, entre 2021 e 2024, entraram no país 700 mil pessoas sem que o país e os dirigentes e os responsáveis soubessem que essas pessoas tinham entrado, como é que entraram e quem eram&#8221;, elencou Joaquim Miranda Sarmento.</p>
<p>Ainda assim, tal efeito da imigração relacionado com maior atividade económica, poderá levar a uma revisão em alta do PIB nominal, o que levaria consequentemente a dívida pública em percentagem do PIB a baixar automaticamente, mesmo que o Estado continue a dever exatamente o mesmo dinheiro.</p>
<p>&#8220;Eu não sei se o PIB nominal vai ser revisto pouco ou vai ser revisto muito, mas vai ser revisto em março de 2027 e cada ponto percentual de revisão do PIB nominal faz a dívida pública baixar automaticamente 0,9% [pontos percentuais]. Portanto, se o PIB nominal for revisto em alguns pontos percentuais, a nossa dívida pública cai um bocadinho&#8221;, reforçou Joaquim Miranda Sarmento.</p>
<p>Ao mesmo tempo, tal revisão &#8220;também fez cair o PIB per capita&#8221;, assinalou o ministro.</p>
<p>&#8220;A suposta convergência [económica] pós-pandemia que nos venderam não existiu e, portanto, foi tudo uma falácia. [&#8230;] E por isso é que o PIB per capita caiu, face ao número que conhecíamos há duas semanas, e afinal não houve convergência nenhuma&#8221;, acusou o ministro das Finanças, assegurando não existir &#8220;nenhum impacto&#8221; no cumprimento das obrigações europeias.</p>
<p>No final de junho, o gabinete estatístico da UE, o Eurostat, anunciou que iria recalcular indicadores anteriormente publicados, como o PIB per capita, quando receber novos dados portugueses, após a revisão relacionada com o aumento populacional.</p>
<p>Antes, há três semanas, o INE anunciou que vai rever todos os indicadores per capita, como o PIB, emprego ou questões relacionadas com a justiça, educação ou saúde devido à revisão em alta das estimativas anuais de população residente para os anos de 2021 a 2024, com impacto nos resultados das contas nacionais.</p>
<p>A revisão do PIB e do PIB per capita que terá impacto nos valores apresentados por Portugal junto das instituições europeias, e que serviram por base a atribuição de fundos ou candidaturas a projetos, só poderá ser feita após a revisão das contas nacionais de 2021 a 2026, em março de 2027.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787544]]></sapo:autor>
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		<title>AIP alerta para corte de 16% nos fundos europeus destinados a Portugal e pede preparação das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:03:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Industrial Portuguesa (AIP) manifestou preocupação com as projeções que apontam para uma redução de 16% no financiamento europeu destinado a Portugal no próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia, referente ao período 2028-2034.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Industrial Portuguesa (AIP) manifestou preocupação com as projeções que apontam para uma redução de 16% no financiamento europeu destinado a Portugal no próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia, referente ao período 2028-2034.</p>
<p>A associação defende uma abordagem mais proativa por parte das associações empresariais e das empresas, alertando que o novo ciclo orçamental exigirá maior capacidade para captar financiamento através dos programas europeus de acesso direto.</p>
<p>Segundo a AIP, a redefinição das prioridades estratégicas da União Europeia — centradas na competitividade, inovação, defesa, segurança, autonomia estratégica e transição digital e energética — deverá traduzir-se numa redução de cerca de 13% da Política de Coesão e de 10% da Política Agrícola Comum. Em contrapartida, Bruxelas pretende reforçar os programas geridos diretamente pela Comissão Europeia e criar um Fundo Europeu para a Competitividade, com uma dotação prevista de 275 mil milhões de euros. Para o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, este novo enquadramento torna essencial que as associações empresariais acompanhem de forma ativa a evolução das políticas europeias e preparem as empresas para um acesso mais competitivo aos fundos comunitários.</p>
<p>Nesse contexto, a associação vai promover duas novas sessões de capacitação dedicadas ao próximo QFP, na sequência de uma primeira iniciativa realizada em Coimbra, que reuniu dirigentes e técnicos de cerca de 40 associações empresariais. A próxima sessão decorre a 9 de setembro, na Associação Empresarial de Braga, dirigida às associações da região Norte, enquanto a segunda está marcada para 17 de setembro, na sede da AIP, em Lisboa, destinada às associações do Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve. O objetivo é reforçar a preparação do tecido empresarial para identificar oportunidades de financiamento e adaptar-se ao novo ciclo de programação europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787534]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Guerra entra em zona crítica: Irão acusa EUA de atacar perto de central nuclear</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:21:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Acusação surgiu poucas horas depois de o exército dos EUA ter anunciado ataques contra dezenas de alvos no Irão, naquela que foi descrita como a segunda noite consecutiva de operações militares intensas contra o país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão acusou os Estados Unidos de terem atingido a zona envolvente da central nuclear de Bushehr, no sul do país, durante uma nova vaga de ataques americanos contra várias posições iranianas. A denúncia foi feita esta quinta-feira por autoridades locais, depois de relatos de explosões na província costeira de Bushehr.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a acusação surgiu poucas horas depois de o exército dos EUA ter anunciado ataques contra dezenas de alvos no Irão, naquela que foi descrita como a segunda noite consecutiva de operações militares intensas contra o país. A informação sobre o impacto perto da central nuclear foi atribuída a autoridades iranianas locais.</p>
<p>Ehsan Jahanian, vice-governador da província de Bushehr para os assuntos políticos, de segurança e sociais, disse à agência oficial iraniana IRNA que vários pontos da província foram atingidos. Entre os locais visados estariam o perímetro da central nuclear de Bushehr, a base militar de Choghadak e um cais de pesca no sul da província.</p>
<p>O responsável iraniano acrescentou que outro ataque americano, ocorrido mais cedo esta quinta-feira, atingiu um cais em Asaluyeh e provocou incêndios em barcos de pesca pertencentes a moradores locais. Não havia, de imediato, relatos de vítimas mortais ou feridos.</p>
<p>A central nuclear de Bushehr é uma das infraestruturas mais sensíveis do Irão e qualquer ataque nas suas imediações aumenta o risco de escalada política e militar. Teerão não afirmou que o reator tenha sido atingido diretamente, mas a referência ao perímetro da instalação basta para agravar a tensão num conflito que já envolve ataques sucessivos entre os EUA, Israel e o Irão.</p>
<p>A nova vaga de ataques americanos ocorre num momento de forte instabilidade regional. Segundo a Reuters, o Irão lançou ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países do Golfo, incluindo Kuwait, Qatar e Bahrain, em resposta a bombardeamentos americanos contra províncias iranianas. A Associated Press também noticiou que os EUA atingiram dezenas de locais no Irão, incluindo posições militares e infraestruturas próximas de Bushehr.<br />
Na Jordânia, as sirenes soaram esta quinta-feira ao início da tarde depois da deteção de mísseis provenientes do Irão, de acordo com a agência estatal jordana. O alerta surgiu depois de Teerão ter lançado novos ataques contra Kuwait e Bahrain, agravando o receio de que o confronto se espalhe por mais países da região.</p>
<p>As autoridades iranianas afirmam que os ataques americanos atingiram vários pontos da província de Bushehr. A agência Anadolu, citando responsáveis iranianos, também referiu que projéteis terão atingido o perímetro da central nuclear, além de uma base militar e estruturas portuárias.</p>
<p>A situação permanece fluida e marcada por versões contraditórias. Washington enquadra as operações como resposta a ataques iranianos e à ameaça sobre interesses americanos e rotas estratégicas no Golfo. Teerão, por sua vez, acusa os EUA de ampliarem o conflito e de colocarem em risco infraestruturas civis e sensíveis.</p>
<p>Mesmo sem indicação de danos diretos no reator de Bushehr, a referência a um ataque nas imediações da central nuclear muda a gravidade política do confronto. A guerra, que já ameaçava o equilíbrio regional, entra agora num terreno ainda mais perigoso: o das instalações nucleares, dos aliados do Golfo e da possibilidade de uma escalada difícil de conter.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787525]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal aplicou quase 29 mil medidas de penas alternativas à prisão em 2024, indica relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal aplicou quase 29 mil medidas alternativas à privação de liberdade em 2024, segundo estatísticas oficiais hoje publicadas pelo Conselho da Europa, sendo um dos países que mais aplica a suspensão de pena.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal aplicou quase 29 mil medidas alternativas à privação de liberdade em 2024, segundo estatísticas oficiais hoje publicadas pelo Conselho da Europa, sendo um dos países que mais aplica a suspensão de pena.</P><br />
<P>Segundo o relatório SPACE II de 2025, produzido anualmente pela Universidade de Lausanne para o Conselho da Europa e dedicado a analisar estatísticas sobre penas alternativas à pena de prisão, Portugal aplicou 28.903 medidas não privativas de liberdade, 13.723 das quais antes da sentença e 15.180 após decisão judicial.</P><br />
<P>O total de medidas aplicadas não corresponde a um total de arguidos/detidos, uma vez que uma mesma pessoa pode ser sujeita a mais do que uma medida alternativa à pena de prisão.</P><br />
<P>Segundo o relatório, na fase antes da sentença foram decididas 9.910 suspensões provisórias do processo e 2.230 medidas alternativas à detenção na fase pré-julgamento.</P><br />
<P>Ainda segundo os dados do Conselho da Europa, Portugal aplicou 8.644 decisões de pena suspensa, um dos valores mais elevados entre os Estados-membros deste organismo europeu.</P><br />
<P>Em Portugal a pena suspensa é aplicável a condenações a penas de prisão inferiores a cinco anos.</P><br />
<P>As decisões judiciais aplicaram ainda 3.309 penas de serviço comunitário, 428 vigilâncias eletrónicas, 604 prisões domiciliárias com vigilância eletrónica, 173 tratamentos e 1.536 decisões de liberdade condicional.</P><br />
<P>Portugal registou ainda a cessação de 24.057 medidas alternativas à privação de liberdade, das quais 20.930 por terem atingido o seu término, 962 por revogação, 241 por morte e 67 por ordem de prisão.</P><br />
<P>Entre os abrangidos por medidas alternativas a penas de prisão encontravam-se 395 menores, 3.017 mulheres e 395 estrangeiros. </P><br />
<P>Em 2024, os serviços prisionais produziram 5.799 relatórios relativos a liberdade condicional e 22.202 relatórios prévios a sentenças.</P><br />
<P>Em termos globais, entre os Estados-membros, no início de 2025 havia 1.433.011 pessoas sob supervisão em cumprimento de medidas alternativas às penas de prisão, o que corresponde, segundo os dados do Conselho da Europa a 154 pessoas sob supervisão por cada 100 mil habitantes.</P><br />
<P>O relatório revela ainda que, em termos percentuais, as mulheres correspondem a 10,7% do total da população sob medidas alternativas a penas de prisão, o que compara com uma percentagem de 5,4% de mulheres na população prisional.</P><br />
<P>&#8220;A diferença pode refletir, quer diferentes padrões de crimes entre homens e mulheres, quer diferenças nas sentenças e decisões de libertação, com as mulheres a terem uma representação proporcionalmente superior nas medidas de inserção na comunidade do que em penas de prisão&#8221;, refere o comunicado do Conselho da Europa.</P><br />
<P>O documenta salienta ainda que, no que diz respeito a cidadãos estrangeiros, a maior proporção de penas de prisão face a decisões de medidas alternativas pode ser explicada com a falta de requisitos legais, como residência, que os tornem elegíveis para esse tipo de medidas.</P><br />
<P>A população sob supervisão para medidas alternativas &#8220;pode variar drasticamente&#8221; entre os países europeus, refere o Conselho da Europa, refletindo diferentes abordagens do sistema penal e judicial, acrescentando que as maiores populações com medidas supervisionadas se encontravam em janeiro de 2025 na Polónia (652 por cada 100 mil habitantes); Turquia (495) e Geórgia (468).</P><br />
<P>Já as menores foram registadas em Montenegro (16), Grécia (21) e Macedónia do Norte (31).</P><br />
<P>O Conselho da Europa, organismo europeu com 46 Estados-membros em defesa dos direitos humanos, encoraja o uso de medidas alternativas a penas de prisão, como vigilância eletrónica, trabalho comunitário, prisão domiciliária e liberdade condicional, por exemplo, defendendo que podem ajudar efetivamente na integração dos condenados na sociedade e ajudar na gestão dos estabelecimentos prisionais.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787509]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Parlamento Europeu exclui comunicações encriptadas das regras de deteção de abuso sexual de crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:59:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[abuso sexual]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento europeu]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje alterações às regras de deteção de abuso sexual infantil 'online', como a exclusão de comunicações às quais tenha sido ou venha a ser aplicada a criptografia de ponta a ponta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje alterações às regras de deteção de abuso sexual infantil &#8216;online&#8217;, como a exclusão de comunicações às quais tenha sido ou venha a ser aplicada a criptografia de ponta a ponta.</p>
<p>Nesta votação foram adotadas alterações às posições do Conselho da União Europeia (UE) sobre uma derrogação às regras em matéria de privacidade eletrónica para efeitos de deteção de abusos sexuais de crianças em linha.</p>
<p>Em declarações à Lusa, o eurodeputado Paulo Cunha (PSD), que integra a Comissão para a Liberdade Cívica, Justiça e Assuntos Internos do PE, salientou que o hemiciclo comunitário &#8220;falhou, pela segunda vez, no objetivo da proteção das crianças&#8221;.</p>
<p>&#8220;Voltamos a ter um vazio legal pelo facto de terem sido aprovadas novas alterações ao texto que obrigam a conciliação&#8221;, explicou, apontando responsabilidades também aos eurodeputados portugueses da IL e do Chega pelo resultado de voto.</p>
<p>&#8220;Além da irresponsabilidade de provocar novamente um vazio legal, é inexplicável que tenham retirado do texto a possibilidade das autoridades terem acesso a mensagens que apresentem indícios de aliciamento de menores&#8221;, salientou.</p>
<p>A nova posição do PE será agora enviada ao Conselho da UE, que dispõe de três meses para aprovar ou rejeitar as alterações.</p>
<p>Se os representantes dos Estados-membros não aceitarem todas as alterações, o PE e o Conselho da UE passam à fase de conciliação para chegar a acordo sobre a lei.</p>
<p>Em causa está o mecanismo legal da UE que autoriza os prestadores de serviços &#8216;online&#8217; a identificar e reportar voluntariamente material de abuso sexual infantil, no âmbito de um regime temporário enquanto não é aprovado um quadro legislativo permanente.</p>
<p>Este regime, que estava em vigor desde 2021 e expirou em 03 de abril, permitia que, em certos casos de deteção voluntária de conteúdos pedopornográficos, não se aplicasse temporariamente a chamada diretiva &#8216;ePrivacy&#8217;, que regula a privacidade nas comunicações eletrónicas.</p>
<p>Em condições específicas, aplicações de mensagens ou de &#8216;email&#8217;, como WhatsApp ou Outlook, podiam usar tecnologias para detetar conteúdos pedopornográficos nas plataformas, removê-los e reportá-los às autoridades.</p>
<p>Por falta de acordo entre o PE e o Conselho da UE, em março, estas regras tinham expirado, impedindo os prestadores de serviços de procederem à deteção deste tipo de conteúdos, o que várias associações de proteção das crianças tinham alertado que levaria a um aumento dos casos de abuso sexual infantil.</p>
<p>A ausência de uma posição comum, na altura, deveu-se ao PE querer limitar ainda mais as condições em que o regime se aplicava, alterando a proposta inicial da Comissão Europeia, visando garantir que as medidas se mantinham &#8220;proporcionais e direcionadas&#8221;.</p>
<p>O Conselho da UE, que concordava com a proposta feita pela Comissão Europeia, considerou que as alterações propostas pelo PE iam tornar o regime ineficaz, ditando a falta de acordo.</p>
<p>Na posição que adotou na passada quinta-feira, o Conselho da UE voltou a acolher a proposta inicial da Comissão Europeia, à semelhança do que tinha feito em março.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787512]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Montanha de lixo desaba sobre trabalhadores na Índia: há pelo menos três mortos e desaparecidos nos escombros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo as autoridades, o deslizamento aconteceu por volta das 14h00 locais, quando a massa de lixo caiu de forma repentina sobre um edifício onde se encontravam vários trabalhadores. A instalação era operada pela empresa Antony Lara Renewable Energy]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos três pessoas morreram e mais de uma dezena ficaram presas nos escombros depois de uma montanha de lixo ter desabado sobre uma central de tratamento de resíduos no leste da Índia. O acidente ocorreu na passada quarta-feira, num aterro da cidade de Pimpri Chinchwad, depois de fortes chuvas terem tornado instável uma grande acumulação de resíduos.</p>
<p>Segundo as autoridades, o deslizamento aconteceu por volta das 14h00 locais, quando a massa de lixo caiu de forma repentina sobre um edifício onde se encontravam vários trabalhadores. A instalação era operada pela empresa Antony Lara Renewable Energy.</p>
<p>As operações de socorro prosseguiam esta quinta-feira, com equipas da Autoridade Nacional de Resposta a Desastres, do Exército indiano, dos bombeiros e da polícia a tentar remover estruturas instáveis e localizar eventuais sobreviventes. O comandante Santosh Bahadur Singh explicou que já tinham sido localizados três corpos e que um deles tinha sido recuperado.</p>
<p>Entre o momento do acidente e a madrugada seguinte, nove pessoas foram resgatadas com vida. Sete trabalhadores foram retirados nas primeiras horas após o desabamento e outros dois durante a noite. Vários estiveram presos durante mais de cinco horas, sem luz e sem conseguir perceber o que se passava à sua volta.</p>
<p>“Éramos cerca de 15 ou 16 pessoas. De vez em quando, as pessoas perdiam a esperança, mas todos mantiveram a coragem”, contou um sobrevivente à agência local PTI. O trabalhador disse que o grupo permaneceu preso durante quatro a cinco horas e que só percebeu a aproximação das equipas de socorro quando começou a sentir movimento. “Antes disso, estávamos completamente às escuras, não conseguíamos perceber nada”, relatou.</p>
<p>O governo municipal estima que cerca de 23 pessoas estivessem no interior das instalações no momento do acidente. Cinco conseguiram sair pelos próprios meios antes da chegada dos serviços de emergência.</p>
<p>A operação continua a ser particularmente difícil devido ao risco de novo colapso. Santosh Bahadur Singh afirmou que o edifício está “extremamente instável” e que a principal preocupação é evitar que a estrutura desabe sobre os próprios socorristas. A zona onde se acredita que algumas pessoas possam estar retidas é de acesso muito limitado, obrigando as equipas a avançar de rastos.</p>
<p>Apesar da utilização de detetores de sinais vitais e de cães de resgate, as autoridades não tinham, até ao momento, identificado sinais sonoros que indicassem a presença de sobreviventes debaixo dos escombros. O trabalho das equipas decorre contra o tempo, condicionado pela instabilidade da estrutura e pela enorme quantidade de resíduos acumulados sobre o edifício.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">🚨 BREAKING: A portion of an under-construction building has collapsed at the PCMC Waste-to-Energy project site in Pimpri-Chinchwad. Around 15–20 labourers are feared trapped. Fire brigade, police and disaster teams are carrying out rescue operations. <a href="https://x.com/hashtag/Pune?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Pune</a> <a href="https://x.com/hashtag/PimpriChinchwad?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#PimpriChinchwad</a> <a href="https://t.co/szafbwqcMp">pic.twitter.com/szafbwqcMp</a></p>
<p>&mdash; Varad Bhatkhande | Journalist (@VaradBhatkhande) <a href="https://x.com/VaradBhatkhande/status/2074799671118299613?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> </p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787514]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PSD acusa PS querer &#8220;mascarar incompetência&#8221; da Câmara de Almada na gestão da água</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/psd-acusa-ps-querer-mascarar-incompetencia-da-camara-de-almada-na-gestao-da-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Almada]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ps]]></category>
		<category><![CDATA[PSD]]></category>
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					<description><![CDATA[O PSD acusou hoje o PS querer "mascarar a incompetência" da Câmara Municipal de Almada na gestão da água e ter por isso impedido que fossem ouvidas com urgência entidades do setor na Comissão Parlamentar de Ambiente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PSD acusou hoje o PS querer &#8220;mascarar a incompetência&#8221; da Câmara Municipal de Almada na gestão da água e ter por isso impedido que fossem ouvidas com urgência entidades do setor na Comissão Parlamentar de Ambiente.</P><br />
<P>Em conferência de imprensa, na Assembleia da República, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, culpou a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, do PS, pelas falhas no abastecimento de água no concelho, e afastou responsabilidades do Governo nesta matéria.</P><br />
<P>&#8220;Hoje mesmo falei com a senhora ministra do Ambiente, que sei estará hoje também no concelho de Almada, para, dentro daquilo que é o âmbito de atuação do Governo, cuja responsabilidade nesta matéria é zero, podermos ver aquilo que, no âmbito das políticas do Governo, se pode fazer para ajudar a mitigar e a resolver esta situação&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Antes, referindo-se a Inês de Medeiros, Hugo Soares declarou que &#8220;o que está a acontecer em Almada deve-se, sabe-se agora, a uma total falta de investimento nos últimos anos na rede de abastecimento e de captação de água naquele concelho, e que tem evidentemente um rosto e uma culpada&#8221;.</P><br />
<P>O PSD considera, no entanto, que a autarca do PS &#8220;deve dar explicações é na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal&#8221;, não na Assembleia da República, e por isso não pediu a sua audição parlamentar, mas sim de entidades que o Governo tutela.</P><br />
<P>Hugo Soares relatou que o PSD requereu na terça-feira que fossem ouvidas em comissão parlamentar, com caráter de urgência, a APA &#8212; Associação Portuguesa do Ambiente, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), e as Águas de Portugal, mas que o PS inviabilizou essas audições.</P><br />
<P>O líder parlamentar do PSD acusou o PS de querer &#8220;ajudar a mascarar a incompetência do próprio PS na gestão da Câmara Municipal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O PS, face à crise que agora se vive em Almada e que afeta milhares de cidadãos, preferiu ajudar a camuflar a incompetência da senhora Presidente da Câmara Municipal, ao invés de permitir que o Parlamento fizesse o seu trabalho&#8221;, reforçou.</P><br />
<P>O objetivo do PSD era, &#8220;ouvindo essas entidades, perceber de que forma é que os senhores deputados podiam ter uma intervenção, e o próprio Governo, para ajudar a mitigar aquilo que acontece hoje no Conselho de Almada, que é uma situação que se arrasta há demasiado tempo&#8221;, referiu.</P></p>
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		<title>PS quer ouvir ministro da Educação e EDuQA na AR sobre classificação dos exames</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:37:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O PS quer ouvir no Parlamento o ministro da Educação e o EDuQA sobre o processo de classificação dos exames nacionais, disse hoje à Lusa o líder parlamentar socialista, que reconheceu que é díficil que estas audições aconteçam em breve.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS quer ouvir no Parlamento o ministro da Educação e o EDuQA sobre o processo de classificação dos exames nacionais, disse hoje à Lusa o líder parlamentar socialista, que reconheceu que é díficil que estas audições aconteçam em breve.</P><br />
<P>&#8220;Queremos ouvir o senhor ministro, quereremos ouvir outras entidades envolvidas neste processo, quer o EDuQA (antigo IAVE), entre outras entidades. Quereremos ouvir e convidar entidades externas que foram fornecedoras deste processo, e procurar escrutinar, usando os instrumentos parlamentares que temos&#8221;, afirmou Eurico Brilhante Dias, em declarações à Lusa, após ser questionado sobre se os socialistas pretendem pedir audições parlamentares na sequência das polémicas em torno dos exames nacionais.</P><br />
<P>Apesar dessa intenção, o líder da bancada socialista reconheceu que é díficil que estas audições se realizem em breve, como pretendia o PCP e o Livre, que apresentaram requerimentos para ouvir o ministro com caráter de urgência.</P><br />
<P>&#8220;Parece-nos particularmente difícil que venham a ocorrer neste momento&#8221;, disse.</P><br />
<P>O deputado do PS acrescentou ainda que, numa fase posterior, os socialistas farão uma reflexão sobre se este tema &#8220;merece ou não uma comissão parlamentar de inquérito&#8221;, como propôs o BE.</P><br />
<P>Brilhante Dias sublinhou que o país enfrenta agora um calendário com &#8220;marcos importantes&#8221;, destacando o próximo dia 17, a data de fixação das notas dos exames.</P><br />
<P>&#8220;Esperemos que esse calendário se cumpra, ainda assim há muitas questões. Se não se cumprir, mais questões se levantarão, mas volto a dizer: uma mensagem de tranquilidade e de confiança e que o senhor ministro que se dedique a resolver os problemas que criou&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Para o deputado socialista, as explicações recentes dadas pelo ministro da Educação são &#8220;absolutamente insuficientes&#8221;.</P><br />
<P>Brilhante Dias estendeu as críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que considerou que devia ter feito já um &#8220;pedido de desculpas às famílias portuguesas&#8221; e &#8220;procurado ajudar naquilo que é essencial, que é tranquilizar os alunos e as famílias&#8221;.</P><br />
<P>Esta manhã, o secretário-geral do PS afirmou que é incompreensível que o primeiro-ministro não tenha tido &#8220;uma palavra de tranquilidade e confiança&#8221; às famílias sobre as falhas nos exames nacionais, acusando Luís Montenegro de &#8220;insensibilidade atroz&#8221;.</P><br />
<P>Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos, que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.º fase assim como o calendário das provas da 2ª fase.</P><br />
<P></P><br />
<P></P><br />
<P>TS // SF</P><br />
<P>Lusa / Fim</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787497]]></sapo:autor>
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		<title>Comunicação a reguladores substitui aprovação prévia para publicitar produtos de investimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:35:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[PRIIPs]]></category>
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					<description><![CDATA[A publicidade a pacotes de produtos de investimento de retalho e a produtos de investimento com base em seguros vai deixar de precisar de aprovação prévia dos reguladores, passando a bastar uma comunicação à autoridade competente passível de oposição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A publicidade a pacotes de produtos de investimento de retalho e a produtos de investimento com base em seguros vai deixar de precisar de aprovação prévia dos reguladores, passando a bastar uma comunicação à autoridade competente passível de oposição.</p>
<p>As alterações ao regime jurídico dos produtos de investimento de retalho e a produtos de investimento com base em seguros (PRIIPs), aprovadas em Conselho de Ministros em maio, foram hoje publicadas em Diário da República e, segundo texto, são feitas &#8220;à luz das necessidades atuais de proporcionalidade e eficiência da supervisão&#8221;.</p>
<p>O decreto-lei n.º 134/2026, hoje publicado, procede à substituição do regime de aprovação prévia da publicidade a estes pacotes por &#8220;um regime de comunicação prévia à autoridade competente, com possibilidade de oposição no prazo de 10 dias úteis&#8221;, ficando excluídos os organismos de investimento coletivo que não se qualifiquem como instrumentos financeiros complexos.</p>
<p>Segundo o texto do decreto-lei, esta é uma solução que &#8220;permite orientar a verificação prévia da publicidade em função da complexidade e do risco dos produtos, mantendo-se o poder de intervenção das autoridades antes da difusão da publicidade&#8221;.</p>
<p>Com as alterações, as autoridades competentes também vão poder alargar a antecedência da notificação prévia do documento de informação até ao máximo de cinco dias úteis, mantendo-se &#8220;o prazo legal supletivo de dois dias úteis, em função das necessidades de supervisão&#8221;.</p>
<p>O diploma estabelece ainda um regime transitório que define que os procedimentos de aprovação prévia que estejam pendentes devem prosseguir ao abrigo do regime anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787483]]></sapo:autor>
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		<title>Hugo Soares convicto de que ministro da Educação irá ao parlamento quando os deputados quiserem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:34:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Líder parlamentar do PSD falava durante uma conferência de imprensa sobre as falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, em que acusou o PS de impedir audições parlamentares de entidades do setor para "camuflar" as responsabilidades da gestão autárquica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder parlamentar do PSD manifestou-se hoje convicto de que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, irá ao parlamento prestar esclarecimentos sobre os problemas na classificação dos exames nacionais quando os deputados quiserem.</p>
<p>&#8220;É indiferente. Quando os senhores deputados quiserem que ele venha, eu tenho a certeza que ele vem&#8221;, declarou Hugo Soares aos jornalistas na Assembleia da República.</p>
<p>O líder parlamentar do PSD falava durante uma conferência de imprensa sobre as falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, em que acusou o PS de impedir audições parlamentares de entidades do setor para &#8220;camuflar&#8221; as responsabilidades da gestão autárquica.</p>
<p>Em contraste, afirmou que &#8220;da parte do PSD não haverá nenhum obstáculo a que o senhor ministro da Educação possa vir ao Parlamento dar explicações&#8221;, e referiu que não era necessário a oposição ter recorrido a requerimentos potestativos, de caráter obrigatório.</p>
<p>&#8220;Nós não nos opomos, pelo contrário, achamos muito bem que, apesar dos vastíssimos esclarecimentos públicos que o senhor ministro se tem desdobrado a dar nos últimos dias, que ele possa vir ao Parlamento responder às perguntas dos senhores deputados. É assim que a democracia funciona&#8221;, declarou.</p>
<p>Questionado sobre o momento em que o ministro da Educação poderá vir ao parlamento, tendo em conta que está a ser pedida a sua audição nos próximos dias, Hugo Soares respondeu: &#8220;É indiferente. Quando os senhores deputados quiserem que ele venha, eu tenho a certeza que ele vem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Da parte do PSD, não haverá nenhum obstáculo a que o senhor ministro da Educação possa vir ao Parlamento dar explicações&#8221;, assegurou.</p>
<p>&#8220;Quando é que o senhor ministro cá vem? É uma pergunta que os senhores devem fazer, mas eu estou absolutamente convencido que o senhor ministro não tem problema nenhum em vir ao Parlamento, como já veio noutras ocasiões, dar os esclarecimentos que as senhoras e os senhores deputados entendem que deve dar&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Num contexto em que os problemas na classificação eletrónica dos exames nacionais levaram ao adiamento do calendário de avaliação e de divulgação de resultados e da segunda fase dos exames, o líder parlamentar do PSD referiu, porém, que está &#8220;mais preocupado que o senhor ministro esteja a tratar de que no dia 17 as notas possam ser publicadas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Como estou tão preocupado que a senhora presidente da Câmara [de Almada, Inês de Medeiros, do PS] esteja a resolver os problemas da água em Almada. É a obrigação de cada um&#8221;, defendeu Hugo Soares.</p>
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