Endesa e ex-CEO da EDP juntos para construir a maior central solar em Portugal

A Endesa acelera a sua transição para a geração renovável e estende o seu investimento a Portugal. A empresa de energia liderada por José Bogas associou-se à Hyperion Renewables, uma das maiores promotoras de energia limpa de Portugal para desenvolver uma central fotovoltaica de 257 MW com baterias de armazenamento, noticia o ‘El Confidential’.

A Hyperion Renewables foi fundada por João Talone, antigo CEO da EDP.  O executivo também é cofundador da Magnum Capital Partners, onde é sócio do ex-CEO do Banco Santander Ángel Corcóstegui.

Na liderança da Hyperion consta também Pedro Bastos Rezende, outro ex-executivo da EDP que participou da Hidrocantábrico, empresa espanhola de energia que comprou o grupo português, informa o sigilo.

Com esta aliança, a Endesa posiciona-se para crescer em Portugal.

 

O parque solar que está a desenvolver com a Endesa ficará situado em Divor, concelho de Évora. Uma região com ótimas condições de radiação para uma infra-estrutura deste tipo. Fontes da indústria estimam que o investimento rondará os 200 milhões de euros. Além da central fotovoltaica, haverá um complexo de armazenamento de 10 MW com duas horas de autonomia.

O projeto encontra-se em avançado grau de licenciamento, com todos os direitos assegurados, segundo fontes próximas do projeto, e acrescentam que já obteve o PIP favorável da Câmara Municipal de Évora no início do ano, tanto para o parque solar como para a linha de evacuação que irá ligar o parque à futura subestação da REN (operadora do sistema em Portugal) em Divor (com uma distância de aproximadamente dois quilómetros).

Atualmente, um dos desafios do parque é fechar o que se conhece como um acordo direto com a operadora da rede de transmissão. A Endesa e a Hyperion solicitaram o mesmo em meados de 2019.

O projeto terá 257 MW de capacidade máxima e mais de 571 mil painéis fotovoltaicos. A central poderá implicar um investimento em torno de 180 milhões de euros.

A central terá uma produção anual estimada de 400 mil megawatt hora (MWh), energia que permitirá evitar a emissão de 320 mil toneladas de dióxido de carbono caso a mesma eletricidade fosse gerada numa central a carvão, ou 138 mil toneladas de CO2 face a uma central a gás natural.

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