Encontro sino-lusófono regressa com 600 empresários após quatro anos

Mais de 600 empresários vão participar num encontro empresarial da China e dos países de língua portuguesa, que regressa a 23 de abril, após quatro anos de interregno devido à pandemia, foi hoje anunciado.

Executive Digest com Lusa

Mais de 600 empresários vão participar num encontro empresarial da China e dos países de língua portuguesa, que regressa a 23 de abril, após quatro anos de interregno devido à pandemia, foi hoje anunciado.

A previsão foi feita por Ji Xianzheng, secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, mais conhecido como Fórum de Macau.

“Os países lusófonos com certeza também vão formar delegações das instituições de promoção empresarial”, disse o dirigente chinês aos jornalistas.

As Linhas de Ação Governativa de Macau para 2024, divulgadas em novembro, já tinham referido o regresso do Encontro de Empresários da China e dos Países de Língua Portuguesa.

A iniciativa vai decorrer no terceiro e último dia da sexta conferência ministerial do Fórum de Macau, que inclui a assinatura do plano de ação do organismo até 2027, documento que foi discutido hoje pelo Secretariado Permanente da instituição.

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Após a reunião, Ji Xianzheng disse que o plano vai abranger novas áreas de cooperação, entre as quais a economia digital, o comércio eletrónico, o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas.

A realização da sexta conferência ministerial, entre 21 e 23 de abril, foi anunciada na segunda-feira, mas o secretário-geral garantiu que as preparações “não começaram ontem, começaram há vários meses”.

Ji admitiu que o Fórum de Macau ainda está “a contactar com as capitais dos países lusófonos para recolher informações da formação das delegações”, mas demonstrou confiança na presença de ministros na conferência.

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Cinco conferências ministeriais foram realizadas no território em 2003, 2006, 2010, 2013 e 2016, durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.

Inicialmente prevista para 2019, a sexta conferência ministerial foi adiada para junho de 2020, devido às eleições para a Assembleia Legislativa de Macau, mas com a pandemia da covid-19 acabou por não se realizar.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

O Secretariado Permanente do Fórum integra três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e Casimiro de Jesus Pinto (nomeado por Macau).

O Secretariado Permanente inclui ainda nove delegados dos países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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As exportações de mercadorias dos países de língua portuguesa para a China atingiram 147,5 mil milhões de dólares (136,1 mil milhões de euros) no ano passado, o valor mais elevado desde que o Fórum de Macau começou a apresentar este tipo de dados oficiais, em 2013.

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