A direção executiva do SNS vai manter até ao final do ano o sistema de encerramentos rotativos das urgências de obstetrícia. “Em função da avaliação positiva que consideramos deste programa, foi consensualizado manter de forma prudente e cautelosa a continuação desta metodologia no interno, com ligeiras alterações e a realizar nova avaliação no final”, indicou Fernando Araújo, diretor executivo do SNS, na Comissão Parlamentar de Saúde.
O responsável do SNS garantiu que com este plano foi “assegurada qualidade e previsibilidade na resposta dada às grávidas”. “A direção executiva do SNS não toma decisões no gabinete, reúne-se com os profissionais e é com base nessas discussões que acaba por elaborar o plano”, garantiu Fernando Araújo, salientando que “a carência de médicos de ginecologia e obstetrícia não é de agora e não há solução imediata”.
Fernando Araújo indicou que a taxa de retenção dos novos especialistas de ginecologia e obstetrícia, que acabaram a formação na primeira época deste ano no SNS “foi de mais de 80%” mas a falta de profissionais “obriga a um exigente planeamento para garantir a resposta”.
A fechar, a operação “Nascer em Segurança”, que arrancou nos fins de semana do Natal e Ano Novo, permitiu reduzir “em mais de 80% os fechos imprevistos, revelando que o plano, apesar de questões pontuais que existiram, foi cumprido com efetividade”.













