Empresas veem apoio às rendas a chegar com atraso de um mês

Os subsídios a fundo perdido do programa Apoiar Rendas estão atrasados. Criado para ajudar as empresas a suportar as perdas do primeiro semestre deste ano, também impactado pela pandemia, o apoio deveria ter chegado em duas tranches até ao final de junho, mas os últimos pagamentos só deverão ser feitos no final do mês de julho, com um mês de atraso.

A denúncia partiu da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e foi avançada pelo ‘Jornal de Negócios’.

No boletim diário desta quarta-feira, a associação afirma continuar “a receber relatos de empresas dos setores do alojamento turístico e da restauração e similares que permanecem com pagamentos pendentes no âmbito da medida Apoiar Rendas”.

A organização apela “à rápida regularização dos pagamentos em falta”, salientando “as limitações ao normal funcionamento” dos estabelecimentos, que ainda vigoram nos concelhos de maior risco, onde aos fins de semana é obrigatória a apresentação de um teste negativo ou do certificado digital.

O Ministério da Economia reconheceu, ao ‘Negócios’, “pagamentos ainda não processados”, sobre os quais “estão a ser realizadas aferições da veracidade das declarações” submetidas pelas empresas. Segundo o Ministério de Pedro Siza Vieira, é “expectável que sejam realizados até final do corrente mês”.

No âmbito do Apoiar Rendas já foram apoiados cerca de 25 mil projetos, correspondendo a mais de 66 milhões de euros de financiamento, dos quais foram já pagos cerca de 75%, como confirma o Executivo, o que significa que falta distribuir cerca de 16 milhões de euros pelas empresas.

O apoio ao pagamento das rendas oscila entre 30% e 50% do valor da prestação, de acordo com a quebra de faturação da empresa.

Depois de terem aberto no início de fevereiro, as candidaturas ao Apoiar Rendas foram sendo reabertas em março e em abril, até terem encerrado, definitivamente, a 30 de abril.

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