Empresas arriscam perder mais de 5 biliões de euros com ciberataques até 2021

Até 2021, as perdas decorrentes de ataques cibernéticos deverão atingir os seis biliões de dólares (5,44 biliões de euros) a nível global. A previsão é da Aon, segundo a qual as empresas irão perder cada vez mais dinheiro na sequência de falhas de segurança: os custos processuais deste tipo de incidentes, as multas regulatórias – que aumentam após a implementação do Regulamento Geral de Protecção de Dados – e as quebras nas receitas devido a interrupções na actividade são as principais consequências financeiras.

Ainda assim, o dinheiro poderá não ser o principal problema. No relatório “Prepare for the expected: Safeguarding value in the era of cyber risk”, a Aon indica que as consequências a longo prazo poderão ser mais complicadas, nomeadamente os danos causados à reputação.

«A crise de reputação resultante de um ataque cyber pode comprometer o valor de mercado de uma empresa, destruir a lealdade à marca, limitar os esforços de transformação digital e até levar a uma diminuição do rating de crédito. Uma estratégia eficaz de resiliência cibernética pode ajudar a mitigar perdas financeiras imediatas e de longo prazo», explica Anabela Araújo, Chief Broking Officer e directora de Sinistros da Aon Portugal.

A Aon prevê ainda que o investimento em segurança cibernética ultrapasse o bilião de dólares (907 mil milhões de euros), nos cinco anos anteriores a 2021. Este é um sinal claro de que as empresas estão cada vez mais preocupadas com o tema. Em Portugal, por exemplo, o risco cibernético integrou, pela primeira vez, a lista dos cinco principais riscos para as empresas.

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