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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Dona da Fnac e MediaMarkt volta às aquisições em Portugal e compra 11 lojas da Staples</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FNAC Darty]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fnac Darty, grupo detentor das insígnias Fnac e MediaMarkt, chegou a acordo para a aquisição de 11 lojas da Staples Portugal, reforçando a sua presença no mercado nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fnac Darty, grupo detentor das insígnias Fnac e MediaMarkt, chegou a acordo para a aquisição de 11 lojas da Staples Portugal, reforçando a sua presença no mercado nacional.</p>
<p>A operação envolve a compra do “controlo exclusivo” de um conjunto de ativos da retalhista de material de escritório e papelaria, incluindo estabelecimentos localizados em Lisboa, Cascais, Setúbal, Lagoa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Barcelos, Penafiel, Viana do Castelo, Vila do Conde e Santarém, de acordo com uma notificação publicada pela Autoridade da Concorrência, revela o ‘Negócios’.</p>
<p>A aquisição surge numa altura em que Portugal continua a destacar-se como um dos mercados com melhor desempenho para a Fnac Darty. Nos primeiros três meses deste ano, a faturação do grupo em território nacional cresceu 7,4%, para 112,1 milhões de euros, superando a evolução registada pelo conjunto da empresa. Em 2025, a Fnac Darty alcançou receitas globais superiores a 10,3 mil milhões de euros, com Portugal a contribuir com 539 milhões.</p>
<p>Já a Staples Portugal, que foi adquirida pela Firmo em 2021, mantém mais de três dezenas de lojas no país e tinha anunciado um plano de investimento de oito milhões de euros para expandir a sua rede comercial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771491]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Seguradoras detetam 87 milhões em fraudes: ramo automóvel lidera com 13 mil casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Associação Portuguesa de Seguradores]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ramo automóvel surge como o principal foco de fraude, com mais de 13 mil casos comprovados e pedidos de indemnização avaliados em cerca de 40 milhões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seguradoras detetaram em Portugal fraudes no valor de 87 milhões de euros em 2024, montante correspondente a indemnizações consideradas indevidas e que acabaram por não ser pagas, avança o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/justica/artigo/seguradoras-detetaram-fraudes-de-87-milhoes-de-euros-em-falsos-acidentes-so-num-ano/18091378" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;, com base em dados da Associação Portuguesa de Seguradores.</p>
<p>O ramo automóvel surge como o principal foco de fraude, com mais de 13 mil casos comprovados e pedidos de indemnização avaliados em cerca de 40 milhões de euros. No total dos ramos analisados pela APS — vida risco, acidentes de trabalho, acidentes pessoais, automóvel e multirriscos — foram identificados 154 mil sinistros suspeitos.</p>
<p>A associação considera que o valor detetado representa uma poupança resultante da evolução dos mecanismos de deteção, prevenção e combate à fraude nos seguros. Ainda assim, os dados mostram que o fenómeno continua a crescer: face a 2023, o número de sinistros suspeitos aumentou 13%.</p>
<p><strong>Automóvel lidera casos comprovados e suspeitos</strong></p>
<p>Fonte oficial da APS citada pelo &#8216;Jornal de Notícias&#8217; confirma que o segmento automóvel continua a ser aquele em que há mais casos de fraude comprovada, mas também mais situações suspeitas e averiguadas.</p>
<p>A dimensão do ramo rodoviário ajuda a explicar parte do peso estatístico, mas a associação alerta que o problema vai além dos falsos acidentes ou dos danos inflacionados em participações individuais. A fraude mais preocupante, sublinha a APS, é a organizada e envolve prestadores de serviços, mais do que cidadãos isolados.</p>
<p>Além do automóvel, há expressão relevante nos seguros multirriscos, nos acidentes de trabalho e no ramo vida risco.</p>
<p><strong>Como funcionam os alertas das seguradoras</strong></p>
<p>A deteção destes casos assenta em sistemas internos de alerta usados pelas seguradoras. As chamadas ‘alarmísticas’ podem ser ativadas por vários sinais: repetição de sinistros associados à mesma pessoa, intervenção de entidades já ligadas a casos anteriores ou valores reclamados considerados anormais.</p>
<p>A APS explica que estes mecanismos variam consoante o ramo de seguro e a experiência acumulada por cada seguradora. O objetivo é identificar padrões suspeitos antes do pagamento da indemnização.</p>
<p>Apesar disso, nem todas as fraudes são detetadas. E, quando passam despercebidas, acabam por ser suportadas pela comunidade de segurados, refletindo-se nos preços dos seguros.</p>
<p><strong>Quando a seguradora pode ter de pagar mesmo havendo fraude</strong></p>
<p>Nos seguros de responsabilidade civil, em particular no ramo automóvel, a proteção de terceiros lesados tem um peso especial. Mesmo quando existem situações de fraude ou incumprimento contratual imputáveis ao segurado, a lei tende a salvaguardar o direito de indemnização do terceiro.</p>
<p>Isso significa que a seguradora pode ser obrigada a pagar ao lesado, sem prejuízo de, mais tarde, exercer o direito de regresso contra quem praticou a fraude ou violou as regras do contrato.</p>
<p><strong>A fraude também pode começar antes do sinistro</strong></p>
<p>A fraude nos seguros não acontece apenas no momento da participação ou liquidação de um sinistro. Também pode surgir na fase de subscrição do contrato, quando o tomador presta falsas declarações, omite informações relevantes para a avaliação do risco ou fornece dados inexatos sobre o bem ou a pessoa segura.</p>
<p>É o caso, por exemplo, de informação falsa sobre características do veículo, uso efetivo do bem segurado, estado de saúde, atividade profissional ou outras circunstâncias que possam alterar o risco assumido pela seguradora.</p>
<p><strong>Seguros de saúde ficam fora das contas</strong></p>
<p>As análises estatísticas da APS não abrangem todos os segmentos da atividade seguradora. Ficam de fora ramos de menor expressão ou áreas em que a fraude é mais difícil de quantificar.</p>
<p>É o caso dos seguros de saúde, onde, segundo a associação, o abuso convive com a fraude, mas é difícil de medir com rigor.</p>
<p><strong>Burla relativa a seguros pode dar até oito anos de prisão</strong></p>
<p>A fraude aos seguros está prevista no Código Penal como ‘burla relativa a seguros’. O crime ocorre quando alguém provoca, agrava ou simula um sinistro para obter indevidamente uma indemnização.</p>
<p>Estão incluídos casos como acidentes intencionais, agravamento deliberado de danos ou lesões provocadas para reclamar compensações. A moldura penal pode ir até três anos de prisão ou multa, agravando-se até oito anos nos casos mais graves. A tentativa também é punível e o procedimento criminal depende de queixa.</p>
<p>A APS diz não poder afirmar que exista uma perceção social generalizada de que enganar uma seguradora não é um crime grave. Ainda assim, defende mais informação ao consumidor para reforçar a literacia e a valorização dos seguros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771485]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Deixem trabalhar os portugueses&#8221;? Montenegro enfrenta 1.890 pré-avisos de greve, mas Costa teve pior registo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[António Costa]]></category>
		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[No total, desde o início da governação de Montenegro, foram entregues 1.890 pré-avisos de greve]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Luís Montenegro enfrentou, desde que chegou a São Bento, uma média de 2,5 pré-avisos de greve por dia. O valor é elevado, mas continua abaixo da média registada durante a maioria absoluta de António Costa, que chegou aos 3,6 pré-avisos diários, revela o &#8216;Público&#8217;, com base nos dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.</p>
<p>No total, desde o início da governação de Montenegro, foram entregues 1.890 pré-avisos de greve. A maior parte ocorreu fora do setor empresarial do Estado, num período em que o Governo procurou apresentar acordos de valorização de carreiras na administração pública como sinal de maior paz social.</p>
<p>Ainda assim, a tensão laboral voltou a ganhar peso político, sobretudo depois da discussão em torno da reforma laboral e da greve geral de dezembro, que juntou as duas centrais sindicais 12 anos depois da última paralisação conjunta.</p>
<p><strong>Montenegro e a promessa de pôr “cobro” à situação</strong></p>
<p>A tensão em torno das greves já tinha marcado a campanha eleitoral, quando Luís Montenegro, numa passagem pela Figueira da Foz, criticou uma paralisação da CP que afetava boa parte do país. “Um dia vamos ter de pôr cobro a isto”, afirmou então o líder da AD, numa referência à possibilidade de rever a lei da greve para garantir mais serviços mínimos.</p>
<p>Foi o único momento da campanha em que a legislação laboral foi abordada de forma mais direta, ainda que sem grande detalhe. O programa eleitoral da AD não antecipava uma reforma laboral profunda, para lá de referências genéricas à simplificação do Código do Trabalho e à redução de custos de contexto.</p>
<p><strong>O quarto trimestre de 2024 foi o mais carregado</strong></p>
<p>O período mais difícil para o atual Governo, em termos de pré-avisos de greve, ocorreu no quarto trimestre de 2024. Entre outubro e dezembro desse ano, foram comunicados 403 avisos prévios.</p>
<p>O dado surge depois do trimestre de maior acalmia, entre julho e setembro de 2024, quando tinham sido registados 151 pré-avisos. Já no primeiro trimestre deste ano, na sequência da greve geral de dezembro e dos impasses nas negociações da reforma laboral, foram comunicados 234 pré-avisos de greve.</p>
<p>Segundo os dados citados pelo &#8216;Público&#8217;, os setores com maior peso nesse período foram as atividades administrativas e dos serviços de apoio, com 24%, seguidas das indústrias transformadoras, com 22%, e das atividades de saúde humana e apoio social, com 19%.</p>
<p><strong>Costa enfrentou maior turbulência laboral</strong></p>
<p>Apesar da pressão sindical sobre o atual Governo, os números mostram que António Costa enfrentou uma contestação laboral mais intensa durante os 734 dias da governação socialista com maioria absoluta. Entre março de 2022 e abril de 2024, a média foi de 3,6 pré-avisos de greve por dia.</p>
<p>Em 2023, foram emitidos 1.495 pré-avisos de greve, o valor mais elevado desde o período da intervenção da troika em Portugal. Para esse cenário contribuíram o desgaste de vários anos de governação, a pressão política associada à maioria absoluta e a inflação, que em 2022 atingiu 7,8%, a taxa mais elevada dos últimos 30 anos.</p>
<p>Desde então, os números globais têm vindo a descer: 1.099 pré-avisos em 2024 e 839 em 2025.</p>
<p><strong>Greve geral recoloca reforma laboral no centro do debate</strong></p>
<p>Embora Costa tenha enfrentado maior turbulência estatística, foi com Montenegro que voltou a haver uma greve geral convocada pelas duas centrais sindicais. A paralisação de dezembro surgiu no contexto da reforma laboral que o Governo pretende levar por diante.</p>
<p>O paralelo traçado é o de 1988, quando as duas centrais sindicais também se uniram pela primeira vez numa greve geral motivada por alterações laborais. Desta vez, os sindicatos acusam o Governo de avançar com uma reforma que não foi submetida aos eleitores na campanha.</p>
<p>O Executivo, por seu lado, procurou desvalorizar o impacto da paralisação. Como acontece em praticamente todas as greves, instalou-se uma disputa de narrativas entre Governo e estruturas sindicais.</p>
<p><strong>Governo fala em adesão reduzida, sindicatos reclamam vitória</strong></p>
<p>As centrais sindicais descreveram a greve geral de dezembro como uma das maiores de sempre, apontando para mais de três milhões de trabalhadores em greve. O Governo rejeitou essa leitura.</p>
<p>O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que cerca de 95% dos trabalhadores não aderiram à greve e classificou a adesão como inexpressiva, sobretudo no setor privado e no setor social.</p>
<p>Luís Montenegro preferiu dividir o país entre uma “parte minoritária”, que estava em greve, e uma “parte largamente maioritária”, que continuava a trabalhar.</p>
<p>Ainda assim, o Banco de Portugal registou nesse dia uma quebra de 8% na atividade económica do país. No ano passado, esse indicador só foi ultrapassado no dia do apagão e na véspera de Natal.</p>
<p><strong>“Deixem os portugueses trabalhar”</strong></p>
<p>Perante uma nova paralisação, agora sem o apoio da UGT, o Governo começou a recuperar o mesmo argumento. A horas do início da greve, Montenegro afirmou, citado pela Lusa, estar convencido de que “a esmagadora maioria dos portugueses que trabalha, vai trabalhar”.</p>
<p>O primeiro-ministro recuperou assim parte do tom da sua campanha, quando pedia que o deixassem trabalhar. Desta vez, a formulação foi dirigida aos trabalhadores que não pretendem aderir à greve: “Espero que deixem os portugueses trabalhar”, afirmou, defendendo que deve ser garantido tanto o direito à greve como o direito de quem quer trabalhar, ir à escola, comparecer a consultas médicas ou cumprir as tarefas do dia a dia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771479]]></sapo:autor>
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		<title>IUC muda a favor dos contribuintes: Fisco não pode cobrar imposto a quem já não é dono do carro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:53:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tribunal Constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem ainda surge como titular no registo automóvel pode demonstrar que o veículo já foi vendido ou transmitido a outra pessoa e que, por isso, não deve ser chamado a pagar o imposto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cobrança do Imposto Único de Circulação (IUC) não pode recair automaticamente sobre a pessoa ou entidade que ainda aparece no registo automóvel se esta conseguir provar que já não é a proprietária efetiva do veículo. A decisão é do Supremo Tribunal Administrativo (STA), depois de o Tribunal Constitucional ter considerado inconstitucional a norma aplicada até agora, noticia o &#8216;Jornal de Negócios&#8217;.</p>
<p>Em causa está uma norma do Código do IUC segundo a qual o imposto incide sobre as pessoas em nome das quais se encontre registada a propriedade dos veículos, independentemente de quem seja o proprietário real. Embora essa norma continue formalmente no código, o entendimento agora fixado pelo Supremo passa por recuperar a lógica anterior: presume-se que o proprietário é quem consta do registo, mas essa presunção pode ser afastada com prova em contrário.</p>
<p>Na prática, quem ainda surge como titular no registo automóvel pode demonstrar que o veículo já foi vendido ou transmitido a outra pessoa e que, por isso, não deve ser chamado a pagar o imposto.</p>
<p><strong>Caso nasceu com 29 viaturas e 3.200 euros de IUC</strong></p>
<p>O processo que levou à mudança de entendimento envolvia uma instituição bancária a quem a Autoridade Tributária continuou a emitir liquidações de IUC relativas a 29 viaturas. O imposto em causa ascendia a 3.200 euros.</p>
<p>Os veículos tinham sido vendidos na sequência de contratos de aluguer de longa duração. No final desses contratos, a propriedade passava para os clientes, mas o registo automóvel não foi atualizado pelos novos proprietários. Como os veículos continuavam registados em nome do banco, o Fisco manteve a emissão anual das liquidações de IUC.</p>
<p>O contribuinte contestou as liquidações no tribunal arbitral do Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD) e ganhou. A Autoridade Tributária recorreu para o Supremo, invocando contradição de julgados, uma vez que existia uma decisão arbitral anterior, num caso semelhante, com solução oposta.</p>
<p><strong>Supremo tinha dado razão ao Fisco</strong></p>
<p>Num primeiro momento, o STA deu razão à Autoridade Tributária. O Supremo entendeu então que respondia pelo pagamento do imposto a pessoa em nome da qual o veículo estava registado à data do facto tributário, mesmo que a transmissão da propriedade já tivesse ocorrido.</p>
<p>Esse entendimento uniformizou jurisprudência em 2024 e seguia a leitura segundo a qual, depois da alteração legislativa de 2016, o IUC passou a depender apenas do registo automóvel, e não da propriedade efetiva do veículo.</p>
<p>O caso acabaria, porém, por chegar ao Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucional a norma aplicada pelo Supremo. Essa decisão obrigou o STA a rever a posição anteriormente assumida.</p>
<p><strong>Alteração de 2016 eliminou a presunção ilidível</strong></p>
<p>O ponto central está numa alteração ao Código do IUC feita em 2016. Até essa data, a lei estabelecia que eram sujeitos passivos do imposto os proprietários dos veículos, “considerando-se como tais” as pessoas em nome de quem estes se encontravam registados.</p>
<p>Essa formulação permitia interpretar o registo como uma presunção: quem estava inscrito era considerado proprietário, mas podia provar o contrário.</p>
<p>Depois da alteração de 2016, a redação passou a indicar simplesmente que são sujeitos passivos do imposto as pessoas singulares ou coletivas em nome das quais se encontre registada a propriedade dos veículos. Ao desaparecer a expressão anterior, desapareceu também a possibilidade de afastar a titularidade registada através de prova em contrário.</p>
<p><strong>Tribunal Constitucional viu violação da igualdade tributária</strong></p>
<p>O Tribunal Constitucional considerou que esta solução viola a Constituição, por atingir o princípio da igualdade tributária, na sua vertente de equivalência.</p>
<p>A lógica é simples: se o IUC se justifica pelos custos ambientais e viários associados à utilização dos veículos, não faz sentido tributar quem já não utiliza o veículo, não tem controlo sobre ele e não gera esses custos.</p>
<p>O &#8216;Jornal de Negócios&#8217; refere que esta orientação já tinha sido adotada em três acórdãos anteriores do Tribunal Constitucional, todos aprovados por unanimidade, embora apenas aplicáveis aos casos concretos em causa.</p>
<p>Agora, com o regresso do processo ao STA, o Supremo concluiu que a norma deve ser desaplicada e que deve ser recuperada a redação anterior, permitindo novamente prova em contrário.</p>
<p><strong>O que muda para futuros casos</strong></p>
<p>A decisão do Supremo uniformiza jurisprudência. Isso significa que os casos futuros que cheguem aos tribunais deverão ser decididos no mesmo sentido.</p>
<p>Assim, a Autoridade Tributária deixa de poder apoiar-se apenas no registo automóvel quando exista prova de que o proprietário efetivo do veículo é outra pessoa. O titular inscrito continua a ser presumido como proprietário, mas essa presunção pode ser contrariada.</p>
<p>A alteração é particularmente relevante em situações de venda, contratos de aluguer de longa duração, transmissão de veículos ou outros casos em que a atualização do registo automóvel não tenha acompanhado a mudança real de propriedade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771476]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Elevador da Glória: família de vítima fala em &#8220;sensação de abandono&#8221; e exige mais de um milhão à Carris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:45:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ação foi entregue esta semana no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa por Isaque Adam, marido da vítima, e pela filha do casal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A família de Ana Paula, uma das vítimas mortais do acidente no Elevador da Glória, exige uma indemnização de 1,05 milhões de euros à Carris, à seguradora Fidelidade e à empresa Mntc – Serviços Técnicos de Engenharia, que assegurava a manutenção do ascensor, revela o Público.</p>
<p>A ação foi entregue esta semana no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa por Isaque Adam, marido da vítima, e pela filha do casal. Em causa estão vários pedidos de compensação: pela perda da vida de Ana Paula, pelo sofrimento antes da morte, pelos danos morais causados ao marido e à filha e ainda pelos rendimentos salariais que a família deixou de receber devido à morte precoce da funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.</p>
<p>Ana Paula tinha 49 anos e fazia parte da equipa que tratava dos processos de adoção na Santa Casa, área que chegou a liderar durante alguns anos. No dia 3 de setembro de 2025, tinha saído do trabalho e entrado no Elevador da Glória, como fazia habitualmente. Tinha combinado ir ao ginásio com uma amiga, mas nunca chegou ao encontro.</p>
<p><strong>A procura desesperada por Ana Paula</strong></p>
<p>Foi essa amiga quem deu o alerta, depois de estranhar a ausência de Ana Paula e o facto de esta não atender o telemóvel. O marido encontrava-se numa aula, na qualidade de inspetor da Autoridade Nacional da Aviação Civil, e tinha o telefone em silêncio. Só no intervalo percebeu que tinha várias chamadas não atendidas.</p>
<p>Ao contactar a amiga da mulher, soube que Ana Paula não tinha aparecido e que, antes disso, tinha ocorrido um acidente grave no Elevador da Glória, transporte público que a vítima usava regularmente.</p>
<p>Na ação citada pelo &#8216;Público&#8217;, a família descreve as horas seguintes como um período de ansiedade crescente, marcado por chamadas sucessivas, deslocações a vários locais, pedidos de informação junto de colegas, profissionais de saúde e autoridades, rumores e ausência de confirmação sobre o paradeiro de Ana Paula.</p>
<p>A filha, então menor, estava no Algarve com uma família amiga quando soube do acidente e regressou a Lisboa em sobressalto. Durante a noite, pai e filha mantiveram a esperança, mas na manhã seguinte, após nova passagem por hospitais, receberam uma chamada para se deslocarem à Polícia Judiciária. Foi aí que souberam que Ana Paula estava entre as 16 vítimas mortais.</p>
<p><strong>Uma das últimas pessoas a entrar no ascensor</strong></p>
<p>De acordo com o relato de uma colega que a acompanhava e sobreviveu ao acidente, Ana Paula terá sido uma das últimas pessoas a entrar no elevador. Segundos depois, o cabo subterrâneo que ligava os dois ascensores rompeu junto à cabine onde seguiam as duas trabalhadoras.</p>
<p>Sem controlo e a alta velocidade, a cabine descarrilou a meio do percurso e embateu contra um edifício e postes de iluminação pública. O acidente provocou 16 mortos e 22 feridos.</p>
<p>O corpo de Ana Paula só foi libertado dois dias depois. A despedida da família ficou condicionada pela gravidade das lesões, havendo instruções para que o caixão não fosse aberto.</p>
<p><strong>“Abandono” e ausência de resposta concreta</strong></p>
<p>Na petição, os advogados da família, Nuno Pinto Coelho de Faria e Carolina Patinhas, descrevem uma sensação de abandono após o acidente. Embora tenham sido anunciados fundos, bolsas, comissões, planos e medidas, a família sustenta que, para quem perdeu mulher e mãe, “a resposta concreta permanece ausente”.</p>
<p>A ação refere ainda o impacto psicológico da tragédia na filha de Ana Paula, que deixou de andar de transportes públicos por não se sentir segura.</p>
<p>A Carris, contactada pelo &#8216;Público&#8217;, afirma que ainda não foi citada para qualquer ação desta natureza. A empresa pública acrescenta que os processos de indemnização dos 22 feridos e dos familiares das 16 vítimas mortais estão a ser conduzidos pela seguradora com a qual tem o seguro contratado, que estará em contacto com as vítimas e os familiares e já terá celebrado acordos.</p>
<p>A administração da Carris garante também que contactou os familiares das vítimas portuguesas e reuniu com todos os que manifestaram interesse, transmitindo disponibilidade para continuar a prestar apoio, incluindo acompanhamento psicológico.</p>
<p><strong>Família aponta falhas à Carris, à manutenção e ao Estado</strong></p>
<p>A ação entregue em tribunal atribui responsabilidades à Carris, enquanto entidade exploradora do Elevador da Glória, e à Mntc, enquanto empresa responsável pela manutenção do equipamento. A família invoca falhas detetadas pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários, o GPIAAF.</p>
<p>Entre os problemas apontados estão falhas na aquisição, receção, aceitação e validação técnica do cabo, na montagem, manutenção e controlo da pinha, peça que prende as extremidades do cabo de aço que liga as duas cabines, na manutenção do ascensor, na fiscalização e registo das intervenções, na formação técnica dos trabalhadores, no controlo da qualidade dos trabalhos realizados e na reavaliação do sistema de freio.</p>
<p>Para a família, este conjunto de falhas revela uma deficiência objetiva de organização, funcionamento, coordenação, fiscalização, controlo técnico e gestão de risco do serviço público de transporte de passageiros.</p>
<p>A petição também aponta responsabilidades ao Estado, por alegadamente ter permitido um vazio de fiscalização no Elevador da Glória. O documento sustenta que o ascensor escapava à tutela do Instituto da Mobilidade e dos Transportes ou de outro organismo externo, deixando a segurança dependente da própria entidade operadora e das empresas subcontratadas.</p>
<p>Os advogados consideram incompreensível que o Estado português e o município de Lisboa tenham permitido que a segurança de um transporte histórico, usado diariamente por milhares de passageiros, dependesse da própria operadora e de empresas contratadas, sem supervisão externa e independente em matéria de segurança.</p>
<p>No entendimento da família, as falhas identificadas revelam um padrão de desvalorização do risco, falta de atualização técnica, ausência de controlo de qualidade estruturado, falhas documentais, défice de formação especializada e decisões operacionais orientadas pela continuidade do serviço em detrimento da segurança.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771472]]></sapo:autor>
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		<title>Zeekr chega a Portugal com elétricos premium e um GT de 646 cv</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:40:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marca premium 100% elétrica estreia-se no mercado nacional pela mão da Salvador Caetano Auto. A gama já inclui Zeekr X, Zeekr 7X e Zeekr 001, enquanto o novo Zeekr 7GT chega este verão com até 655 quilómetros de autonomia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Zeekr assinalou oficialmente a entrada no mercado português com um evento realizado em Lisboa, pela mão da Salvador Caetano Auto, onde apresentou a sua gama premium 100% elétrica e reforçou a estratégia para Portugal.</p>
<p>A estreia nacional da marca fica marcada pela apresentação do novo Zeekr 7GT, um gran turismo elétrico que chegará ao mercado português este verão, com até 646 cv de potência, autonomia até 655 quilómetros em ciclo WLTP e aceleração dos 0 aos 100 km/h em 3,3 segundos.</p>
<p>A marca chega a Portugal com uma proposta centrada no conceito de ‘New Luxury’, uma visão contemporânea de luxo automóvel que combina tecnologia, desempenho, conforto, segurança e uma experiência de utilização mais intuitiva. O posicionamento assenta numa identidade europeia, desenvolvida no Centro Global de Design da Zeekr, em Gotemburgo, na Suécia.</p>
<p><strong>Gama elétrica premium já disponível em Portugal</strong></p>
<p>A ofensiva da Zeekr em Portugal arranca com quatro modelos 100% elétricos: Zeekr 001, Zeekr X, Zeekr 7X e Zeekr 7GT. Os três primeiros já estão disponíveis no mercado nacional, enquanto o 7GT se encontra em fase de pré-reserva e tem chegada prevista para o verão.</p>
<p>Todos os modelos têm por base a plataforma SEA, sigla para Sustainable Experience Architecture, e integram soluções como conectividade avançada, atualizações remotas Over-The-Air, sistemas inteligentes de assistência à condução e capacidades de carregamento ultrarrápido. A marca sublinha ainda a classificação máxima de cinco estrelas obtida nos testes de segurança Euro NCAP.</p>
<p>O evento de apresentação contou com a presença de Lukas Medeisis, Chief Exterior Designer da Zeekr Technology Europe AB, reforçando a ligação da marca ao centro de design sueco e à abordagem criativa que sustenta o novo Zeekr 7GT.</p>
<p><strong>Portugal visto como mercado estratégico</strong></p>
<p>Para Lothar Schupet, CEO da Zeekr Europe, Portugal assume um papel relevante na expansão europeia da marca. O responsável destacou o detalhe de construção, a tecnologia e a performance dos modelos, considerando que estes atributos podem tornar a Zeekr uma referência no mercado nacional.</p>
<p>A parceria com a Salvador Caetano Auto, que também assegura a operação da marca em Espanha, é apresentada como um dos pilares da entrada em Portugal.</p>
<p>Ricardo Lopes, diretor-geral da Caetano Automotive Portugal – Distribuição, considera que o acordo com a Zeekr representa mais um passo na estratégia do grupo para disponibilizar aos clientes portugueses propostas relevantes num momento de crescimento da mobilidade elétrica. O responsável destacou ainda o posicionamento premium da marca, a inovação dos veículos e o nível de serviço ao cliente associado à operação da Salvador Caetano Auto.</p>
<p><strong>Carregamento, peças e garantia até 10 anos</strong></p>
<p>A proposta da Zeekr em Portugal não se limita aos automóveis. A marca entra no mercado com um ecossistema de serviços de carregamento e assistência, incluindo consultoria especializada, instalação de carregadores domésticos e acesso a mais de 7.000 postos públicos através de aplicação e cartão dedicado.</p>
<p>A oferta inclui ainda soluções específicas para empresas e uma estrutura de após-venda com stock nacional, apoiada por um centro de distribuição central em Amesterdão. A disponibilidade de peças é anunciada entre um e três dias.</p>
<p>A marca disponibiliza também uma garantia até 10 anos, renovável a partir do quinto ano, como forma de reforçar a confiança na chegada ao mercado português.</p>
<p><strong>Zeekr 7GT é a grande estreia</strong></p>
<p>O grande destaque da apresentação em Lisboa foi o Zeekr 7GT, descrito como a interpretação da marca para o conceito de gran turismo elétrico. O modelo combina uma silhueta desportiva, linhas fluidas e uma proposta tecnológica orientada para o segmento premium.</p>
<p>Na versão Privilege AWD, o Zeekr 7GT utiliza dois motores elétricos e atinge até 646 cv de potência, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em 3,3 segundos. A autonomia pode chegar aos 655 quilómetros em ciclo WLTP na versão Long Range RWD.</p>
<p>A arquitetura elétrica de 800V permite carregamentos rápidos em corrente contínua, enquanto o equipamento tecnológico inclui head-up display de realidade aumentada, sistema de infotainment com ecrã OLED e sistemas ADAS de última geração.</p>
<p><strong>Do compacto Zeekr X ao Zeekr 001</strong></p>
<p>A gama começa no Zeekr X, proposta compacta elétrica com posicionamento premium e foco urbano. Na versão AWD, o modelo chega aos 496 cv e acelera dos 0 aos 100 km/h em 3,7 segundos. A autonomia pode atingir 415 quilómetros em ciclo WLTP.</p>
<p>O Zeekr 7X posiciona-se como SUV elétrico, combinando dimensões generosas, arquitetura de 800V, potência até 646 cv e autonomia até 615 quilómetros WLTP. O modelo integra suspensão pneumática ativa e sistemas de assistência à condução, procurando equilibrar eficiência, conforto e habitabilidade.</p>
<p>Já o Zeekr 001 assume-se como uma proposta mais transversal no segmento premium elétrico. Equipado com dois motores elétricos, pode atingir até 544 cv, acelerar dos 0 aos 100 km/h em 3,8 segundos e oferecer autonomia até 620 quilómetros WLTP.</p>
<p><strong>Preços começam nos 37.000 euros</strong></p>
<p>A gama Zeekr está disponível em Portugal com preços a partir de 37.000 euros, IVA incluído, para o Zeekr X. O Zeekr 7X começa nos 59.950 euros, enquanto o Zeekr 001 arranca nos 60.950 euros.</p>
<p>O novo Zeekr 7GT, previsto para este verão, terá preço desde 55.450 euros, IVA incluído, e já se encontra disponível para pré-reserva.</p>

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		<title>Explicador: o que os desempregados terão de fazer para receber a nova Prestação Social Única</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:15:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desempregados em idade ativa que venham a receber a futura Prestação Social Única (PSU) terão de cumprir um conjunto de obrigações para manter o acesso ao apoio. Saiba quais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os desempregados em idade ativa que venham a receber a futura Prestação Social Única (PSU) terão de cumprir um conjunto de obrigações para manter o acesso ao apoio. Além dos critérios de rendimento, quem tenha entre 18 anos e a idade normal da reforma e não esteja a trabalhar deverá estar inscrito no centro de emprego, disponível para aceitar emprego considerado conveniente, formação profissional e atividades de solidariedade social.</p>
<p>A PSU vai reunir várias prestações sociais não contributivas, incluindo o Rendimento Social de Inserção e o subsídio social de desemprego. A nova prestação deverá entrar em vigor a 1 de janeiro de 2027, mas ainda há vários detalhes por definir por portaria, incluindo a percentagem do Indexante dos Apoios Sociais que servirá de referência para calcular o valor do apoio. Em 2026, o IAS está fixado em 537,13 euros.</p>
<p><strong>O que muda para quem está desempregado?</strong></p>
<p>A principal novidade para os beneficiários desempregados é a obrigação de estarem disponíveis não apenas para aceitar trabalho ou formação, mas também para prestar atividades de solidariedade social. Estas atividades poderão ser realizadas a favor de entidades públicas, entidades sem fins lucrativos, instituições do setor da economia social ou organismos de proteção civil.</p>
<p>Na prática, poderão estar em causa tarefas em autarquias, escolas, instituições de saúde, lares, bombeiros ou outras entidades promotoras. O diploma sublinha, porém, que estas atividades devem ser acessórias e não podem substituir postos de trabalho existentes, nem sobrepor-se às funções desempenhadas pelos trabalhadores da entidade onde forem realizadas.</p>
<p><strong>Quantas horas podem ser exigidas?</strong></p>
<p>A regra geral prevê um limite máximo de 15 horas semanais para atividades de solidariedade social, sem ultrapassar oito horas por dia. As tarefas devem ser compatíveis com as aptidões e qualificações do beneficiário ou dos membros do agregado familiar abrangidos pela obrigação.</p>
<p>Há, contudo, duas situações que podem alterar este limite. Os jovens entre os 18 e os 25 anos que não trabalhem e não estejam dispensados podem ficar sujeitos a horas adicionais, embora as regras concretas ainda tenham de ser definidas pelo Governo. Além disso, a partir da terceira renovação da PSU, os beneficiários em idade ativa podem ser obrigados a aumentar a disponibilidade para atividades de solidariedade social, formação profissional ou outras obrigações, com o limite semanal a poder subir até 20 horas.</p>
<p><strong>Estas atividades são pagas?</strong></p>
<p>As atividades de solidariedade social não são remuneradas como trabalho. O que está previsto é a atribuição de uma senha de participação, cujo valor ainda será definido por portaria.</p>
<p>Ainda assim, os beneficiários têm direito a transporte, alimentação quando a atividade durar mais de quatro horas e seguro de acidentes pessoais, a cargo da entidade promotora. Também devem ser garantidas condições de segurança, higiene e saúde no desempenho das tarefas.</p>
<p><strong>Quem pode ficar dispensado?</strong></p>
<p>Nem todos os desempregados abrangidos pela PSU terão de prestar atividade de solidariedade social. A proposta prevê dispensas para quem tenha atestado de incapacidade temporária para o trabalho, receba pensão por incapacidade permanente absoluta decorrente de acidente de trabalho ou doença profissional, pensão de velhice antecipada ou pensão de invalidez.</p>
<p>Também ficam dispensadas pessoas com deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 80%, certificado por atestado médico de incapacidade multiuso, estudantes e cuidadores informais.</p>
<p><strong>O que acontece se houver recusa?</strong></p>
<p>A recusa injustificada pode ter consequências pesadas. Se o titular da PSU recusar propostas de trabalho, emprego conveniente, formação profissional ou atividades de solidariedade social, pode ficar impedido de aceder à prestação durante 24 meses.</p>
<p>Mesmo que venha mais tarde a integrar outro agregado familiar que peça a PSU, essa pessoa deixa de contar para aumentar o valor da prestação durante esse período. No entanto, os seus rendimentos continuam a ser considerados no cálculo do apoio, o que pode reduzir ou mesmo impedir o acesso do agregado à prestação.</p>
<p><strong>E se a recusa for de outro membro do agregado?</strong></p>
<p>Se a recusa partir de um elemento do agregado familiar que não seja o titular da prestação, a sanção é de 12 meses. Nesse período, essa pessoa deixa de ser considerada para efeitos de cálculo do montante da PSU, mas os seus rendimentos continuam a entrar nas contas do agregado.</p>
<p>Ou seja, a penalização pode afetar toda a família: o membro que recusou a obrigação deixa de aumentar o valor do apoio, mas continua a pesar no cálculo dos recursos familiares.</p>
<p><strong>Como é calculada a PSU?</strong></p>
<p>O valor da PSU será calculado com base numa percentagem do IAS, ainda por definir. A fórmula parte de um valor de referência da PSU multiplicado pelo número de adultos equivalentes do agregado familiar.</p>
<p>O requerente conta como 1. Cada outro adulto e cada menor contam como 0,5. Os indivíduos até aos 25 anos, inclusive, são equiparados a menores para este efeito. Ao valor base podem somar-se majorações por parentalidade e uma Componente de Incentivo ao Trabalho, quando aplicável, sendo depois deduzidos os rendimentos do requerente e do agregado.</p>
<p>Para avaliar os recursos, contam rendimentos de trabalho, rendimentos independentes, rendimentos de capitais, rendimentos prediais, pensões, prestações sociais e apoios à habitação com caráter regular. O património mobiliário e bens móveis, como automóveis, não podem ultrapassar 30 vezes o IAS, ou seja, 16.113,9 euros em 2026.</p>
<p><strong>O que falta saber?</strong></p>
<p>Apesar de a proposta já definir a estrutura central da PSU, ainda há pontos essenciais por regulamentar. Falta saber qual será a percentagem do IAS usada como referência, o valor da senha de participação, as regras concretas das horas adicionais para jovens dos 18 aos 25 anos e os detalhes da Componente de Incentivo ao Trabalho.</p>
<p>Também falta a aprovação parlamentar da autorização legislativa pedida pelo Governo. Só depois disso o Executivo poderá aprovar o decreto-lei que concretiza a nova prestação.</p>
<p>Para os desempregados, porém, a orientação política já é clara: a PSU deixará de ser apenas uma prestação dependente dos rendimentos e passará a estar ligada a deveres de inscrição, disponibilidade e participação ativa em medidas de emprego, formação ou solidariedade social.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771324]]></sapo:autor>
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		<title>Julgamento do processo ‘Tempestade Perfeita’ começa esta quarta-feira com 73 arguidos: o que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:00:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Operação Tempestade Perfeita]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional: o antigo diretor-geral Alberto Coelho, o ex-diretor financeiro Paulo Morais Branco e o antigo diretor dos serviços de Infraestruturas e Património Francisco Marques]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O julgamento do processo ‘Tempestade Perfeita’, relacionado com suspeitas de corrupção em obras e contratos no setor da Defesa, começa esta quarta-feira, 3 de junho, no Tribunal Central Criminal de Lisboa. Em causa está um dos processos mais relevantes ligados à contratação pública na área da Defesa, com 73 arguidos, entre 43 pessoas e 30 empresas.</p>
<p>A acusação do Ministério Público foi confirmada na íntegra pelo Tribunal Central de Instrução Criminal a 13 de fevereiro de 2025, depois de ter sido deduzida em agosto de 2023. Entre os arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional: o antigo diretor-geral Alberto Coelho, o ex-diretor financeiro Paulo Morais Branco e o antigo diretor dos serviços de Infraestruturas e Património Francisco Marques.</p>
<p>Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais, peculato e falsificação ou contrafação de documento. O julgamento deverá prolongar-se pelo menos até 25 de novembro de 2026, com uma interrupção de cerca de dois meses durante as férias judiciais de verão.</p>
<p><strong>Contratos da Defesa no centro do processo</strong></p>
<p>No centro do processo estão procedimentos de contratação pública de serviços e empreitadas de obras em que a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional surge como entidade adjudicante. Segundo o Ministério Público, as adjudicações terão sido decididas em benefício de determinadas empresas, a troco de contrapartidas financeiras e patrimoniais.</p>
<p>A intervenção realizada em 2020 no antigo Hospital Militar de Belém é uma das obras sob suspeita. A investigação aponta para um alegado esquema em que responsáveis públicos terão aproveitado as funções que exerciam para obter vantagens para si ou para terceiros.</p>
<p>O Ministério Público pede que seja declarado perdido a favor do Estado mais de um milhão de euros por crimes alegadamente cometidos por cerca de duas dezenas dos 73 arguidos.</p>
<p><strong>Ex-dirigentes da Defesa entre os principais arguidos</strong></p>
<p>Alberto Coelho, antigo diretor-geral da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, está acusado de corrupção passiva, branqueamento, peculato e falsificação. Na acusação, o Ministério Público defende ainda que seja condenado a pagar ao Estado mais de 86 mil euros, valor que considera corresponder a vantagens obtidas de forma ilícita.</p>
<p>Também Paulo Morais Branco, antigo diretor financeiro da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, está acusado de vários crimes de corrupção passiva, branqueamento e falsificação de documento. Neste caso, o Ministério Público pediu o pagamento de 415 mil euros.</p>
<p>Francisco Marques, antigo diretor dos serviços de Infraestruturas e Património, enfrenta igualmente acusações de corrupção passiva, branqueamento e falsificação de documento. O Ministério Público pede que seja condenado ao pagamento de quase 272 mil euros.</p>
<p><strong>Operação da PJ ocorreu em dezembro de 2022</strong></p>
<p>A operação ‘Tempestade Perfeita’ foi realizada pela Polícia Judiciária, em coordenação com o Ministério Público, a 6 de dezembro de 2022. O processo avançou depois para acusação em agosto de 2023, tendo a decisão instrutória confirmado integralmente a tese do Ministério Público.</p>
<p>A partir desta quarta-feira, o caso entra numa nova fase, com o início do julgamento no Tribunal Central Criminal de Lisboa. Em tribunal estarão em discussão não apenas as responsabilidades individuais dos antigos dirigentes e restantes arguidos, mas também a forma como terão sido conduzidos contratos públicos e empreitadas no setor da Defesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768807]]></sapo:autor>
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		<title>Greves gerais à sexta ou coladas a feriados? Os dados contam outra história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Das 12 greves gerais contabilizadas, incluindo a desta quarta-feira, a maioria ocorreu a meio da semana, sobretudo às quartas e quintas-feiras]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A greve geral marcada para esta quarta-feira volta a trazer para o debate público uma acusação antiga: a ideia de que as paralisações nacionais são habitualmente convocadas para sextas-feiras ou vésperas de feriado.</p>
<p>No entanto, a compilação feita pelo &#8216;AbrilAbril&#8217; sobre todas as greves gerais realizadas desde o 25 de Abril aponta noutra direção: das 12 greves gerais contabilizadas, incluindo a desta quarta-feira, a maioria ocorreu a meio da semana, sobretudo às quartas e quintas-feiras.</p>
<p>O tema ganhou força na greve geral de 11 de dezembro de 2025, quando vários comentadores televisivos recuperaram a tese de que os trabalhadores e sindicatos preferem marcar paralisações junto ao fim de semana. Foi o caso de Miguel Sousa Tavares, que afirmou que “os professores adoram fazer greves antes do fim-de-semana”. Também Ana Vieira, secretária-geral da Confederação do Comércio e Serviços de Segurança, estranhou que a greve geral não tivesse sido marcada para sexta-feira, “como é habitual”.</p>
<p><strong>O que mostram as datas das greves gerais</strong></p>
<p>A lista histórica desmente essa leitura. Desde 1982, Portugal teve greves gerais em vários dias da semana, mas apenas uma foi marcada para uma sexta-feira: a primeira, realizada a 12 de fevereiro de 1982. A partir daí, as paralisações gerais distribuíram-se por terças, quartas e quintas-feiras, com especial peso para os dias a meio da semana.</p>
<p>A greve geral de 11 de maio de 1982 foi a uma terça-feira. A de 28 de março de 1988 ocorreu a uma segunda-feira. Já no século XXI, a paralisação de 10 de dezembro de 2002 foi marcada para uma terça-feira, a de 30 de maio de 2007 para uma quarta-feira, e as greves de 24 de novembro de 2010, 14 de novembro de 2012 e 3 de junho de 2026 também caíram a uma quarta-feira.</p>
<p>As quintas-feiras também aparecem várias vezes: 24 de novembro de 2011, 22 de março de 2012, 27 de junho de 2013 e 11 de dezembro de 2025. Ou seja, a ideia de que as greves gerais são, por hábito, à sexta-feira não resiste ao confronto com o calendário.</p>
<p><strong>E a tese dos feriados?</strong></p>
<p>Depois da greve geral de dezembro de 2025, surgiu uma segunda acusação: a de que as greves gerais seriam normalmente marcadas perto de feriados. </p>
<p>A lista histórica não confirma a regra. A maioria das greves gerais ocorreu sem feriados próximos. Foi assim em 12 de fevereiro de 1982, 11 de maio de 1982, 30 de maio de 2007, 24 de novembro de 2010, 24 de novembro de 2011, 22 de março de 2012, 14 de novembro de 2012 e 27 de junho de 2013.</p>
<p>Há poucos casos em que existia algum feriado na mesma semana ou em dias relativamente próximos. A greve de 28 de março de 1988 decorreu na semana da Sexta-feira Santa, a quatro dias desse feriado. A de 10 de dezembro de 2002 aconteceu cinco dias antes de um feriado que calhou a um domingo. A de 11 de dezembro de 2025 realizou-se três dias depois de um feriado à segunda-feira. Ainda assim, estes exemplos não sustentam a ideia de uma prática habitual de “colar” greves gerais a feriados.</p>
<p><strong>A greve desta quarta-feira é inédita</strong></p>
<p>A paralisação de hoje tem, contudo, uma particularidade: é um caso inédito na história recente portuguesa, por ser a primeira greve geral convocada, desde o início do século XX, para um dia que antecede um feriado.</p>
<p>Isso não significa, por si só, irregularidade ou exceção problemática. Uma greve geral pode ser marcada para a véspera de um feriado. A questão é que, historicamente, isso não tem sido a regra. </p>
<p><strong>O calendário não confirma o mito</strong></p>
<p>A conclusão é simples: houve greves gerais em Portugal à terça, quarta, quinta, segunda e sexta-feira, mas a sexta-feira está longe de ser o padrão. Também não há base suficiente para afirmar que as paralisações são, por norma, marcadas junto a feriados.</p>
<p>A greve geral desta quarta-feira pode reacender a acusação por anteceder um feriado, mas a história das greves gerais em Portugal mostra que esse é precisamente o elemento excecional. O mito da greve sempre marcada para sexta-feira ou para fazer ponte não é confirmado pelas datas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771309]]></sapo:autor>
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		<title>Vítima do caso da esquadra do Rato vai a tribunal esta quarta-feira acusada por agentes que denunciou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:30:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Esquadra do Rato]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Rodrigues]]></category>
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					<description><![CDATA[Produtora de cinema, de 47 anos, é acusada de dois crimes de injúria agravada pelos próprios polícias que denunciou por agressão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Rita Rodrigues, uma das vítimas cuja queixa foi integrada no processo que investiga agressões, tortura e outros crimes atribuídos a vários agentes da PSP da esquadra do Rato, vai esta quarta-feira sentar-se no banco dos arguidos. A produtora de cinema, de 47 anos, é acusada de dois crimes de injúria agravada pelos próprios polícias que denunciou por agressão.</p>
<p>O julgamento coloca a produtora numa posição particularmente sensível: a sua queixa foi recentemente apensada ao processo principal da esquadra do Rato, mas, antes de esse caso avançar, será ela a responder em tribunal. Em causa estão Bruno Testa e António Teixeira, dois agentes que se encontram em prisão preventiva no âmbito da investigação mais ampla à atuação de polícias daquela esquadra.</p>
<p>Segundo a acusação contra Rita Rodrigues, a arguida terá injuriado os agentes durante uma intervenção policial, ao dizer frases como “Isso são maneiras de falar para as pessoas!?” e “Vocês não podem fazer isso!”. Os factos remontam a 13 de dezembro de 2024, no Chiado, em Lisboa, quando a produtora diz ter assistido a uma abordagem policial agressiva a um vendedor de rua africano.</p>
<p><strong>A denúncia que passou para o processo do Rato</strong></p>
<p>Rita Rodrigues apresentou queixa em junho de 2025. Segundo o relato feito ao jornal &#8216;Público&#8217;, passava pela Rua do Carmo quando viu agentes da PSP a serem agressivos com um vendedor de rua. Ao interpelar os polícias, afirma ter recebido ordens para se afastar e, pouco depois, ter sido agarrada violentamente pelo agente Bruno Testa, sem explicação.</p>
<p>A produtora descreve ter sido empurrada contra uma parede, obrigada a abrir as pernas numa “posição de rusga” e algemada de forma dolorosa, com os braços para cima. Mais tarde, associou essa posição ao que viria a ser descrito nas notícias sobre uma das vítimas do processo da esquadra do Rato.</p>
<p>No momento da detenção, a mãe estava ao seu lado. Rita Rodrigues contou que, sem saber o que lhe iria acontecer, começou a gritar: “Mãe, decora estes nomes: Bruno Testa e António Teixeira.” Segundo o seu relato, quando a mãe perguntou o que se passava, um dos agentes terá respondido: “Ou calas a boca ou vais detida também.”</p>
<p><strong>Crime de resistência caiu, mas a injúria segue para julgamento</strong></p>
<p>Na queixa apresentada ao Departamento de Investigação e Ação Penal, Rita Rodrigues acusa os polícias de agressões e de terem inventado declarações. Os agentes chegaram a imputar-lhe resistência e coação, mas esse crime acabou por cair no Ministério Público.</p>
<p>O que se mantém é a acusação por injúria agravada. A produtora teve a possibilidade de aceitar a suspensão provisória do processo, solução que permitiria evitar o julgamento e, em certas condições, deixar cair a acusação. Recusou.</p>
<p>Os dois agentes deverão depor por videoconferência, uma vez que se encontram em prisão preventiva no âmbito do processo da esquadra do Rato.</p>
<p><strong>O caso que abalou a PSP</strong></p>
<p>O julgamento desta quarta-feira surge num contexto mais amplo de forte pressão sobre a PSP. O processo da esquadra do Rato envolve vários agentes e suspeitas de agressões a pessoas em situação vulnerável, muitas delas já algemadas e sem risco de resistência.</p>
<p>Bruno Testa está indiciado por agressões em dois episódios do processo, um deles também com António Teixeira. Entre os casos mais graves está a agressão a dois homens em situação de sem-abrigo, num episódio em que outro agente, Guilherme Leme, é acusado de sodomizar uma das vítimas com um bastão.</p>
<p>A investigação tem sido dividida em vários momentos. Em julho de 2025, foram acusados Guilherme Leme e Óscar Borges, que deverão ir a julgamento. Em março, outros sete agentes foram alvo de mandados de captura e ficaram em prisão preventiva. Em maio, mais 15 agentes foram detidos e presentes a interrogatório, tendo quatro ficado em prisão preventiva. No total, há 13 agentes em prisão preventiva.</p>
<p><strong>Pelo menos 15 vítimas identificadas</strong></p>
<p>A queixa de Rita Rodrigues foi apensada ao processo principal, que já envolvia 13 vítimas identificadas. Com esta denúncia e com outra apresentada por Chloé Daquet em maio de 2025, o número de vítimas conhecidas sobe para 15.</p>
<p>O caso de Chloé Daquet tem semelhanças com o de Rita Rodrigues. A marceneira, então com 47 anos, disse ter sido agredida e detida depois de começar a filmar aquilo que descreveu como a agressão de dois agentes a um homem negro. Contou ainda ter sido transportada para a esquadra do Rato, algemada a um banco durante cerca de uma hora e meia e pressionada a apagar imagens do telemóvel.</p>
<p>Na altura, a PSP informou que tinha remetido a queixa ao Ministério Público e instaurado um processo disciplinar para apurar os factos e avaliar a conformidade da atuação dos polícias com os deveres da função e o código de conduta.</p>
<p><strong>“Quem é que te protege da polícia?”</strong></p>
<p>Rita Rodrigues diz agora sentir que a detenção dos agentes cumpriu, em parte, o motivo que a levou a recusar a suspensão provisória do processo. Ainda assim, não sabe o que poderá acontecer no julgamento desta quarta-feira.</p>
<p>A produtora está também a preparar uma curta-metragem sobre o episódio. “É importante divulgar. Porque a questão é: quem é que te protege da polícia?”, afirmou.</p>
<p>O processo que a leva agora ao banco dos arguidos torna o caso especialmente simbólico: uma mulher que acusa agentes da PSP de agressão vai responder em tribunal por palavras que, segundo a acusação, dirigiu aos próprios polícias que denunciou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770337]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: Portugal vai hoje a votos na ONU. O que está em causa na corrida ao Conselho de Segurança?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Conselho de Segurança]]></category>
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		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros das Nações Unidas. Para ser eleito, um país precisa de garantir uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos. O mandato, caso Portugal seja escolhido, terá a duração de dois anos e começa a 1 de janeiro de 2027]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai esta quarta-feira a votos na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, para tentar conquistar um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028. A candidatura, formalizada em 2013, disputa um dos dois lugares atribuídos ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, numa corrida em que os adversários diretos são a Alemanha e a Áustria.</p>
<p>A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros das Nações Unidas. Para ser eleito, um país precisa de garantir uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos. O mandato, caso Portugal seja escolhido, terá a duração de dois anos e começa a 1 de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>O que é o Conselho de Segurança?</strong></p>
<p>O Conselho de Segurança é o órgão das Nações Unidas com a responsabilidade principal pela manutenção da paz e da segurança internacional. Tem poder para aprovar resoluções vinculativas, autorizar missões de paz, impor sanções e discutir crises internacionais que possam ameaçar a estabilidade global.</p>
<p>É composto por 15 membros: cinco permanentes e dez não-permanentes. Os cinco permanentes são Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, todos com direito de veto. Os dez restantes são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos, distribuídos por grupos regionais para garantir representação geográfica.</p>
<p>Todos os anos, a Assembleia Geral elege cinco novos membros não-permanentes, substituindo metade dos lugares rotativos. No caso português, a eleição diz respeito ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, que tem dois assentos em disputa. Nesta eleição, Portugal, Alemanha e Áustria concorrem por esses dois lugares.</p>
<p><strong>Porque é que esta eleição importa?</strong></p>
<p>Estar no Conselho de Segurança não coloca Portugal ao nível dos cinco membros permanentes, porque os países não-permanentes não têm direito de veto. Mas dá ao país lugar direto na mesa onde são discutidas algumas das principais crises internacionais.</p>
<p>Durante dois anos, Portugal poderia votar resoluções, participar em negociações diplomáticas de alto nível, acompanhar dossiers de guerra e segurança internacional e influenciar debates sobre sanções, missões de paz, proteção de civis, terrorismo, conflitos regionais e novas ameaças à segurança.</p>
<p>Há ainda um elemento de visibilidade diplomática. Os membros do Conselho de Segurança presidem ao órgão de forma rotativa, durante um mês, por ordem alfabética. Nesse período, o país que preside pode propor o programa mensal de trabalho, convocar reuniões extraordinárias e gerir a participação de Estados ou entidades sem assento no Conselho.</p>
<p><strong>O que Portugal promete defender?</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa tem como lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. A ideia central é apresentar Portugal como um país defensor do multilateralismo, do direito internacional, da diplomacia preventiva e da cooperação entre Estados.</p>
<p>Na página oficial da candidatura, Portugal afirma que pretende ajudar a construir um Conselho de Segurança mais preparado para prevenir conflitos, criar parcerias e proteger a paz. Entre as prioridades estão a mediação, a diplomacia preventiva, a ligação entre alterações climáticas e segurança, a proteção de civis, a paz e segurança das mulheres e dos jovens, e uma maior cooperação entre o Conselho de Segurança e outros órgãos da ONU.</p>
<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defende na mensagem oficial da candidatura que o multilateralismo está no centro da política externa portuguesa e recorda que Portugal contribuiu com mais de 20 mil efetivos para missões de paz da ONU nos últimos 65 anos. Para o Governo, isso permite apresentar o país como um “contribuinte líquido para a paz mundial”.</p>
<p><strong>Portugal já esteve no Conselho de Segurança?</strong></p>
<p>Sim. Portugal, membro das Nações Unidas desde 1955, já foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança em três ocasiões: 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. Em todas as vezes em que se candidatou, conseguiu ser eleito.</p>
<p>No mandato mais recente, em 2011-2012, Portugal conseguiu bater a candidatura do Canadá, enquanto a Alemanha foi eleita à primeira volta. Agora, a Alemanha volta a estar na corrida, tal como a Áustria, o que torna a eleição desta quarta-feira particularmente competitiva.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, admitiu estar confiante, mas reconheceu que a disputa é exigente. O chefe da diplomacia portuguesa tem defendido que Portugal pode beneficiar da sua imagem de país “construtor de pontes”, com uma rede de relações relevante em várias regiões do mundo.</p>
<p><strong>O que Portugal ganha se for eleito?</strong></p>
<p>O benefício mais imediato é diplomático. Um assento no Conselho de Segurança dá a Portugal acesso direto a informação, negociações e decisões sobre conflitos e crises internacionais. Para um país de dimensão média, é uma oportunidade de aumentar influência, reforçar alianças e mostrar capacidade de mediação.</p>
<p>Há também ganhos de reputação. Uma eleição confirmaria o peso da diplomacia portuguesa, a capacidade de reunir apoios internacionais e a continuidade de uma campanha que atravessou vários governos desde 2013. Num momento de guerra na Ucrânia, tensão no Médio Oriente, pressão migratória, alterações climáticas e competição entre grandes potências, o lugar teria particular relevância política.</p>
<p>Para Portugal, a candidatura também serve para projetar prioridades próprias: oceanos, direito internacional, cooperação para o desenvolvimento, segurança climática, missões de paz e reforma do sistema multilateral. Não significa poder decidir sozinho, mas permite ter voz no centro da diplomacia global.</p>
<p><strong>E o que está em causa para a ONU?</strong></p>
<p>A eleição de membros não-permanentes é uma forma de renovar a composição do Conselho e dar representação a países que não pertencem ao grupo restrito dos membros permanentes. Esses lugares rotativos procuram equilibrar a presença regional e evitar que o Conselho seja apenas dominado pelas grandes potências.</p>
<p>Ainda assim, o funcionamento do Conselho continua condicionado pelo direito de veto dos cinco membros permanentes. É por isso que Portugal tem defendido uma ONU mais representativa e transparente, incluindo a reforma do Conselho de Segurança. Marcelo Rebelo de Sousa já tinha defendido, em 2021, uma reforma que desse maior presença a África, ao Brasil e à Índia como membros permanentes, para tornar o órgão mais ajustado ao século XXI.</p>
<p><strong>O que acontece se Portugal perder?</strong></p>
<p>Se Portugal não for eleito, falha uma candidatura preparada há mais de uma década e perde uma oportunidade rara de regressar ao centro da diplomacia de segurança internacional. O país continuaria, naturalmente, a participar na ONU e na política externa multilateral, mas sem o mesmo grau de acesso, visibilidade e capacidade de intervenção no Conselho de Segurança.</p>
<p>Como há três candidatos para dois lugares, um dos países ficará de fora. A Alemanha chega à corrida com peso político e financeiro dentro do sistema internacional, enquanto a Áustria tem tradição diplomática e acolhe instituições internacionais em Viena. Portugal aposta na sua rede diplomática, na relação com países africanos, latino-americanos e lusófonos, e na imagem de mediador.</p>
<p>Por isso, a votação desta quarta-feira não é apenas uma formalidade. É uma prova à capacidade da diplomacia portuguesa de transformar uma campanha longa em votos concretos no momento decisivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771294]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Segurança Social faz hoje primeiro pagamento dos apoios sociais de junho: já viu o calendário das restantes transferências deste mês?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/seguranca-social-faz-hoje-primeiro-pagamento-dos-apoios-sociais-de-junho-ja-viu-o-calendario-das-restantes-transferencias-deste-mes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[doença profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de junho de 2026.</p>
<p>Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares.</p>
<p>Assim, é possível um melhor planeamento e uma salvaguarda para os beneficiários, na medida em que sabem exatamente o dia em que recebem o subsídio. Veja o calendário:</p>
<p>Quarta-feira</p>
<p>Doença Profissional: pensões e subsídios</p>
<p>Sexta-feira</p>
<p>Rendas</p>
<p>08 JUN</p>
<p>Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de Despesas de Funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 JUN</p>
<p>Prestações familiares<br />
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social</p>
<p>19 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>26 JUN</p>
<p>2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
<p><strong>Pensões e subsídios de doença profisisonal</strong></p>
<p>A doença profissional dá direito a proteção quando a incapacidade resulta direta e comprovadamente da atividade exercida ou das condições em que o trabalho é prestado. Podem beneficiar desta proteção trabalhadores por conta de outrem, trabalhadores independentes, trabalhadores domésticos inscritos como trabalhadores por conta de outrem e pessoas abrangidas pelo seguro social voluntário, desde que preencham as condições exigidas pela Segurança Social. O primeiro passo é a certificação da doença profissional, que permite avaliar se existe incapacidade temporária ou permanente e que tipo de prestação deve ser atribuída.</p>
<p>Quando a doença impede temporariamente o trabalhador de exercer a sua atividade, pode haver lugar a subsídio por incapacidade temporária por doença profissional. Se a incapacidade for absoluta, o valor corresponde a 70% da remuneração de referência nos primeiros 12 meses e passa para 75% depois desse período; se for parcial, corresponde a 70% da redução da capacidade de ganho. Nos casos em que a doença deixa sequelas permanentes, pode ser atribuída uma pensão por doença profissional, calculada em função da remuneração de referência e do grau de incapacidade fixado.</p>
<p>Além da pensão ou do subsídio por incapacidade temporária, podem existir outros apoios, consoante a situação concreta: prestações em espécie para cuidados médicos, medicamentos, próteses, deslocações, alojamento ou alimentação; subsídio para readaptação da habitação; apoio para ações de reabilitação profissional; bonificação da pensão; ou subsídio de elevada incapacidade. A Segurança Social indica que a pensão e algumas prestações em espécie podem ser vitalícias quando não há possibilidade de cura, enquanto apoios como a readaptação da habitação ou o subsídio de elevada incapacidade são pagos uma única vez.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771256]]></sapo:autor>
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		<title>País a meio-gás com greve geral de hoje. Dos transportes e escolas à saúde e municípios, um guia dos setores mais afetados</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pais-a-meio-gas-com-greve-geral-de-hoje-dos-transportes-e-escolas-a-saude-e-municipios-um-guia-dos-setores-mais-afetados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), numa das maiores mobilizações laborais dos últimos anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), numa das maiores mobilizações laborais dos últimos anos. A paralisação surge como resposta à proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo de Luís Montenegro e deverá ter impacto em praticamente todos os setores da economia e dos serviços públicos.</p>
<p>Ao longo das últimas semanas, dezenas de sindicatos e federações anunciaram a adesão ao protesto, levando a central sindical a antecipar uma participação expressiva. Os maiores efeitos deverão sentir-se nos transportes, saúde, educação, administração pública e aviação, mas a greve estende-se também às telecomunicações, indústria, comércio, hotelaria, autarquias, comunicação social e cultura.</p>
<p>O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, tem defendido que a greve constitui uma resposta necessária às alterações laborais propostas pelo Executivo, considerando que estas representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A União Geral de Trabalhadores (UGT), por sua vez, decidiu não aderir à paralisação.</p>
<p><strong>Transportes públicos sob forte pressão</strong><br />
O setor dos transportes deverá ser um dos mais afetados pela greve.</p>
<p>A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) mobilizou trabalhadores de praticamente todas as empresas do setor, prevendo uma adesão significativa.</p>
<p>Os pré-avisos abrangem trabalhadores da CP — Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro do Porto, Metro Mondego e STCP.</p>
<p>Na ferrovia, a CP já alertou para fortes constrangimentos na circulação, apesar da existência de serviços mínimos. As perturbações deverão prolongar-se até quinta-feira, devido ao impacto operacional da paralisação.</p>
<p>O coordenador nacional da Fectrans, José Manuel Oliveira, afirmou recentemente que os sinais recolhidos apontam para uma adesão muito elevada, admitindo mesmo uma atividade residual em várias empresas.</p>
<p>Segundo o dirigente sindical, &#8220;tudo nos leva a crer que teremos uma greve com uma grande participação, nunca inferior àquilo que foi o do dia 11 de dezembro, em alguns sítios, até com alargamentos de maiores adesões do que a última greve geral&#8221;.</p>
<p><strong>Metropolitano de Lisboa praticamente parado</strong><br />
Entre os serviços mais afetados encontra-se o Metropolitano de Lisboa.</p>
<p>A empresa já tinha antecipado que a circulação dos comboios seria suspensa a partir das 23h00 de terça-feira, permanecendo interrompida durante toda a jornada de greve.</p>
<p>A reposição gradual da operação deverá ocorrer apenas durante a manhã de quinta-feira, estando prevista para cerca das 06h30.</p>
<p>Milhares de passageiros poderão ser obrigados a recorrer a alternativas rodoviárias, aumentando a pressão sobre o restante sistema de transportes.</p>
<p><strong>Carris funcionará com limitações</strong><br />
Também a Carris enfrenta um dia particularmente difícil.</p>
<p>O Tribunal Arbitral determinou serviços mínimos, garantindo o funcionamento de várias carreiras consideradas essenciais. Contudo, a oferta ficará bastante reduzida.</p>
<p>Algumas linhas deverão circular apenas parcialmente, enquanto outras funcionarão apenas nos períodos de maior procura, sobretudo durante as horas de ponta da manhã e da tarde.</p>
<p><strong>Ligações fluviais e suburbanas afetadas</strong><br />
Os operadores fluviais da Transtejo/Soflusa poderão registar interrupções significativas.</p>
<p>As ligações entre as duas margens do Tejo poderão sofrer atrasos, cancelamentos e alterações de horários.</p>
<p>Também operadores suburbanos e regionais deverão enfrentar constrangimentos relevantes ao longo do dia.</p>
<p><strong>Aviação e aeroportos enfrentam centenas de perturbações</strong><br />
A greve estende-se igualmente ao setor da aviação.</p>
<p>O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) aderiram à paralisação.</p>
<p>As estimativas sindicais apontam para perturbações em cerca de 500 voos.</p>
<p>Além da TAP, poderão ser afetadas operações de companhias como SATA, Ryanair e easyJet.</p>
<p>Apesar disso, foram definidos serviços mínimos destinados a assegurar ligações consideradas essenciais.</p>
<p>No caso da TAP, permanecem garantidos voos para os Açores, Madeira, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Luxemburgo, Alemanha e Itália.</p>
<p>Os passageiros afetados poderão recorrer aos mecanismos legais de remarcação ou compensação previstos na regulamentação europeia.</p>
<p><strong>Hospitais e centros de saúde funcionam com constrangimentos</strong><br />
O setor da saúde deverá registar uma adesão expressiva.</p>
<p>A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) confirmou a participação dos médicos dos setores público, privado e social.</p>
<p>A organização sindical considera que as alterações laborais propostas poderão traduzir-se em maior precariedade, aumento dos horários de trabalho e perda de direitos.</p>
<p>Também o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) aderiu à greve.</p>
<p>A paralisação dos enfermeiros decorre durante todo o dia, podendo produzir efeitos desde o turno noturno anterior.</p>
<p>Os serviços mínimos garantirão a resposta em áreas críticas, mas poderão ocorrer adiamentos de consultas, exames, cirurgias programadas e outras atividades não urgentes.</p>
<p>Ao protesto juntam-se igualmente os técnicos de emergência pré-hospitalar representados pelo STEPH.</p>
<p><strong>Escolas podem encerrar e provas poderão ser afetadas</strong><br />
A educação surge entre os setores com maior potencial de adesão.</p>
<p>A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou pré-aviso de greve e apelou à participação dos docentes.</p>
<p>A paralisação coincide com a realização das provas de Português do 6.º ano, uma circunstância que aumenta a sensibilidade da jornada.</p>
<p>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que os alunos eventualmente afetados terão uma nova oportunidade para realizar as provas.</p>
<p>Além da Fenprof, o STOP também promove iniciativas associadas à mobilização dos profissionais da educação.</p>
<p>Muitas escolas poderão enfrentar dificuldades de funcionamento devido à ausência simultânea de professores, assistentes operacionais e trabalhadores administrativos.</p>
<p><strong>Universidades e investigação também afetadas</strong><br />
O impacto da greve estende-se ao ensino superior.</p>
<p>O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) convocou docentes, investigadores e restantes trabalhadores das instituições públicas para aderirem à paralisação.</p>
<p>Poderão ocorrer perturbações em aulas, exames, trabalhos laboratoriais, atividades de investigação e serviços académicos.</p>
<p><strong>Administração pública enfrenta dia de paralisação</strong><br />
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública apelou à participação dos funcionários públicos.</p>
<p>Espera-se impacto em organismos da administração central, institutos públicos, repartições de atendimento ao cidadão e diversos serviços estatais.</p>
<p>Os sindicatos defendem aumentos salariais intercalares e uma maior valorização dos serviços públicos.</p>
<p><strong>Autarquias e serviços municipais com atividade reduzida</strong><br />
Os trabalhadores da administração local também aderiram ao protesto.</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) confirmou a participação dos funcionários das autarquias e do setor empresarial local.</p>
<p>Entre os serviços potencialmente afetados encontram-se:</p>
<ul>
<li>Atendimento ao público;</li>
<li>Licenciamentos;</li>
<li>Obras municipais;</li>
<li>Manutenção urbana;</li>
<li>Espaços verdes;</li>
<li>Serviços administrativos;</li>
<li>Equipamentos municipais.</li>
</ul>
<p>Em Lisboa, o sindicato apelou igualmente à adesão de trabalhadores da Câmara Municipal, juntas de freguesia e empresas municipais.</p>
<p><strong>Recolha de lixo poderá sofrer atrasos</strong><br />
Os serviços de higiene urbana figuram entre os mais vulneráveis à greve.</p>
<p>Em vários concelhos poderão verificar-se atrasos na recolha de resíduos, limpeza de ruas e manutenção do espaço público.</p>
<p>A intensidade dos constrangimentos dependerá da adesão registada em cada município.</p>
<p><strong>AIMA enfrenta novos atrasos</strong><br />
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) já atravessa um período de elevada pressão operacional.</p>
<p>A situação poderá agravar-se devido à greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração, que abrange vários dias desta semana.</p>
<p>Poderão ocorrer novos atrasos em processos de regularização, renovação documental e atendimento presencial.</p>
<p><strong>Telecomunicações e call centers com tempos de espera mais longos</strong><br />
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav) e o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) aderiram ao protesto.</p>
<p>As perturbações poderão refletir-se sobretudo nos centros de contacto e serviços de apoio ao cliente.</p>
<p>Os consumidores poderão enfrentar tempos de espera mais prolongados para assistência técnica e atendimento comercial.</p>
<p><strong>Comércio e serviços privados também aderem</strong><br />
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) confirmou a participação na greve geral.</p>
<p>A paralisação poderá afetar:</p>
<ul>
<li>Superfícies comerciais;</li>
<li>Centros logísticos;</li>
<li>Escritórios;</li>
<li>Serviços administrativos;</li>
<li>Empresas de prestação de serviços.</li>
</ul>
<p>O impacto dependerá da adesão registada em cada região e empresa.</p>
<p><strong>Indústria e setor automóvel com risco de quebras de produção</strong><br />
A greve também chega à indústria.</p>
<p>Os trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa aprovaram por unanimidade o apoio à paralisação.</p>
<p>A interrupção poderá afetar a produção da fábrica e de várias empresas fornecedoras instaladas no complexo industrial de Palmela.</p>
<p>A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom) também aderiu à greve, podendo provocar constrangimentos em obras, fábricas e unidades industriais.</p>
<p><strong>Hotelaria, restauração e turismo na lista dos setores afetados</strong><br />
A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht) integra igualmente o movimento grevista.</p>
<p>Hotéis, restaurantes, unidades turísticas e empresas ligadas ao setor alimentar poderão enfrentar dificuldades operacionais durante o dia.</p>
<p>Em algumas regiões, sobretudo nas áreas de maior procura turística, os efeitos poderão ser particularmente visíveis.</p>
<p>Arquitetura e atividades técnicas juntam-se ao protesto</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores em Arquitetura (Sintarq) aderiu à paralisação.</p>
<p>A estrutura sindical considera que a revisão laboral proposta pelo Governo representa um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e justificou dessa forma a sua participação na greve geral.</p>
<p><strong>Comunicação social também pode sentir efeitos</strong><br />
O Sindicato dos Jornalistas apelou à participação dos profissionais dos meios de comunicação social.</p>
<p>Dependendo dos níveis de adesão, poderão ocorrer limitações em redações, equipas de produção, operações técnicas e cobertura informativa.</p>
<p>Os sindicatos argumentam que a reforma laboral poderá agravar situações de precariedade já existentes no setor.</p>
<p><strong>Cultura e equipamentos culturais com atividade condicionada</strong><br />
Embora nem todas as entidades culturais tenham formalizado adesões, vários equipamentos culturais poderão funcionar com limitações.</p>
<p>Em Lisboa, trabalhadores ligados ao Teatro Nacional D. Maria II participam em iniciativas integradas na greve.</p>
<p>Espaços geridos pela EGEAC poderão igualmente sentir impactos decorrentes da paralisação.</p>
<p><strong>O que está em causa na reforma laboral que motivou a greve?</strong><br />
No centro da contestação encontra-se o programa governamental denominado &#8220;Trabalho XXI&#8221;.</p>
<p>O pacote inclui mais de uma centena de alterações ao Código do Trabalho e legislação associada.</p>
<p>Entre as medidas mais contestadas pelos sindicatos estão:</p>
<ul>
<li>Alargamento dos serviços mínimos durante greves;</li>
<li>Maior facilidade de utilização de contratos a prazo;</li>
<li>Reintrodução do banco de horas individual;</li>
<li>Alterações às regras de despedimento;</li>
<li>Mudanças no recurso ao outsourcing;</li>
<li>Revisão das regras do teletrabalho;</li>
<li>Alterações ao estatuto dos trabalhadores independentes economicamente dependentes;</li>
<li>Aumento dos limites do trabalho suplementar;</li>
<li>Novas regras de parentalidade.</li>
</ul>
<p>A CGTP exige a retirada integral da proposta e considera que apenas uma forte mobilização nacional poderá impedir a sua aprovação parlamentar.</p>
<p><strong>Uma das maiores jornadas de contestação dos últimos anos</strong><br />
Com adesões confirmadas em dezenas de organizações sindicais e abrangendo praticamente todos os setores estratégicos da economia portuguesa, a greve geral desta quarta-feira surge como uma das maiores demonstrações de força do movimento sindical nos últimos anos.</p>
<p>Os maiores impactos deverão concentrar-se nos transportes, saúde, educação, administração pública e aviação, mas os efeitos poderão fazer-se sentir em praticamente todas as áreas da vida quotidiana, tornando este um dos dias mais desafiantes para trabalhadores, empresas e cidadãos em todo o país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771119]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Quarta-feira de greve geral traz calor no interior, nevoeiro no litoral e UV extremo em Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quarta-feira-de-greve-geral-traz-calor-no-interior-nevoeiro-no-litoral-e-uv-extremo-em-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta quarta-feira vai acentuar a divisão meteorológica em Portugal continental: o interior volta a aquecer, enquanto a faixa costeira deverá continuar limitada pela influência marítima, com nevoeiros, nebulosidade e temperaturas mais contidas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A quarta-feira vai acentuar a divisão meteorológica em Portugal continental: o interior volta a aquecer, enquanto a faixa costeira deverá continuar limitada pela influência marítima, com nevoeiros, nebulosidade e temperaturas mais contidas. As previsões do &#8216;Luso Meteo&#8217; apontam para uma nova subida das temperaturas máximas no interior, num início de junho marcado por fortes variações térmicas, enquanto o &#8216;Tempo.pt&#8217; destaca o reforço da influência atlântica e da nortada na fachada ocidental.</p>
<p>No litoral, não conte com calor generalizado. O fluxo de norte e noroeste continuará ativo e deverá travar a subida das temperaturas junto à costa, com máximas em muitos locais entre os 18 e os 23 graus. Em Lisboa, os valores poderão ainda chegar aos 25 graus, mas no litoral Norte e Centro a sensação deverá ser mais fresca, sobretudo com nebulosidade, neblinas ou nevoeiros durante a manhã.</p>
<p><strong>Interior volta a aquecer</strong></p>
<p>A situação será diferente nas regiões do interior, sobretudo no Centro, no Alentejo, no vale do Tejo e no interior algarvio. Aí, a massa de ar mais quente e seca continuará a dominar e as temperaturas máximas deverão subir entre 2 e 5 graus em vários pontos. As previsões apontam para valores acima dos 30 graus e, nos locais tradicionalmente mais quentes, perto ou mesmo acima dos 35 graus.</p>
<p>Este contraste poderá ser bastante evidente ao longo do dia. Segundo o &#8216;Tempo.pt&#8217;, a diferença entre o litoral e o interior poderá ultrapassar os 10 graus em poucas dezenas de quilómetros, sobretudo durante a tarde, quando a influência marítima mantiver a costa mais fresca e o interior continuar sob ar mais quente e seco.</p>
<p><strong>Nevoeiro, chuvisco e vento na costa</strong></p>
<p>O céu deverá apresentar-se pouco nublado em grande parte do país, mas com períodos de maior nebulosidade nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela até ao final da manhã. No litoral Norte e Centro, não está afastada a possibilidade de chuva fraca ou chuvisco matinal.</p>
<p>O vento deverá soprar fraco a moderado de oeste ou noroeste, mas poderá ganhar intensidade durante a tarde no litoral e nas terras altas, em especial no Centro e Sul. As rajadas poderão chegar aos 55 km/h em zonas mais expostas, antecipando uma mudança mais fresca e húmida que deverá marcar os dias seguintes.</p>
<p><strong>Quarta-feira será o dia a aproveitar antes da mudança</strong></p>
<p>Apesar da subida das máximas no interior, esta quarta-feira não deverá marcar o início de um período estável de calor em todo o país. Pelo contrário, o &#8216;Luso Meteo&#8217; antecipa uma nova viragem a partir de quinta-feira, com tempo mais fresco e húmido entre quinta e sábado, mantendo a lógica de ‘montanha-russa’ que tem marcado os últimos dias.</p>
<p>As temperaturas mínimas poderão até descer ligeiramente em algumas regiões, devido à menor nebulosidade durante a noite. Essa descida deverá tornar-se mais evidente no resto da semana, com noites mais frescas depois de um arranque de junho ainda irregular.</p>
<p><strong>Radiação UV em níveis muito elevados</strong></p>
<p>Um dos alertas mais importantes para esta quarta-feira está relacionado com a radiação ultravioleta. Mesmo nas zonas onde o calor não será intenso, o índice UV deverá estar em níveis muito elevados ou extremos, pelo que é recomendada precaução na exposição solar.</p>
<p>O uso de protetor solar, chapéu, óculos de sol e roupa adequada será especialmente importante para quem passar muito tempo ao ar livre. Nas horas de maior radiação, a exposição direta deve ser reduzida, sobretudo no caso de crianças, idosos e pessoas mais sensíveis ao calor.</p>
<p><strong>Açores e Madeira com tempo diferente</strong></p>
<p>Nos Açores, a aproximação de uma superfície frontal deverá trazer períodos de céu muito nublado e alguma chuva fraca nas ilhas do Grupo Ocidental. No Grupo Central poderão ocorrer aguaceiros fracos ocasionais, enquanto São Miguel e Santa Maria deverão escapar à precipitação, embora com possibilidade de nevoeiros. As temperaturas deverão subir ligeiramente, com ambiente ameno e algo abafado, e máximas até 25 graus.</p>
<p>Na Madeira, o cenário será mais estável. O céu deverá estar pouco nublado na maioria das regiões, embora as encostas norte e as zonas montanhosas da ilha possam registar períodos de maior nebulosidade. O vento de norte ou nordeste poderá soprar com mais intensidade nos extremos ocidental e oriental da ilha, com rajadas fortes, mas sem alterações relevantes nas temperaturas.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771286]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Recuperadas garrafas centenárias de vinhos de Bordéus esquecidas em castelo boémio</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/recuperadas-garrafas-centenarias-de-vinhos-de-bordeus-esquecidas-em-castelo-boemio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 00:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com aromas de cedro, frutos secos e açafrão, oito vinhos do Château d'Yquem, há muito esquecidos sob o soalho de uma capela boémia, foram recentemente restaurados na propriedade em Bordéus onde foram produzidos há 130 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Com aromas de cedro, frutos secos e açafrão, oito vinhos do Château d&#8217;Yquem, há muito esquecidos sob o soalho de uma capela boémia, foram recentemente restaurados na propriedade em Bordéus onde foram produzidos há 130 anos.</P><br />
<P>Estes vinhos &#8216;milagrosamente&#8217; preservados fazem parte de uma coleção avaliada em cinco milhões de dólares, composta por pelo menos 130 garrafas de vinho e conhaque, incluindo colheitas como &#8220;Pedro Ximenes 1899&#8221; e &#8220;Porto 1892&#8221;.</P><br />
<P>A coleção foi descoberta no sítio arqueológico do complexo medieval de Becov nad Teplou, no que é hoje o oeste da República Checa. </P><br />
<P>Esta propriedade, que outrora fez parte do Império Austríaco, pertenceu à família aristocrática transnacional de língua alemã Beaufort-Spontin.</P><br />
<P>A propriedade foi confiscada pela Checoslováquia em 1945 e, com a ausência dos proprietários, o vinho permaneceu escondido durante décadas sob o soalho da capela do castelo, junto a um precioso relicário, antes de ser descoberto pela polícia secreta comunista em 1985.</P><br />
<P>Mas enquanto o inestimável objeto litúrgico foi imediatamente transferido para Praga para uma extensa restauração, antes de regressar a Becov para ser exposto em 2002, o próprio vinho permaneceu, mais ou menos, esquecido.</P><br />
<P>Foi redescoberto há dez anos durante um inventário. E foi então que se iniciou uma delicada operação de resgate.</P><br />
<P>A prestigiada adega francesa liderou o processo, substituindo as rolhas e instalando cápsulas protetoras nas garrafas que tinha produzido em 1892 e 1896.</P><br />
<P>&#8220;Provámos uma amostra para garantir que, em termos de equilíbrio no paladar e perceção geral, o vinho correspondia a um Château d&#8217;Yquem daquela época&#8221;, contou o mestre de adega Toni El Khawand.</P><br />
<P>As análises laboratoriais confirmaram a sua proveniência e, como o vinho sucumbiu gradualmente ao oxigénio, a propriedade teve de o decantar, pelo que apenas cinco garrafas originais puderam ser devolvidas cheias a Becov.</P><br />
<P>Numa apresentação destas garrafas sobreviventes com a sua história excecional, o enólogo comparou a prova deste vinho de &#8220;grande complexidade&#8221; a um &#8220;momento mágico&#8221;. </P><br />
<P>E realçou que o vinho sobreviveu graças ao seu elevado teor de açúcar e &#8220;impressiona com a sua frescura quase ácida no paladar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Na verdade, abri-lo é como abrir o próprio tempo&#8221;, salientou à agência France-Presse (AFP), detetando canela e noz-moscada, bem como notas &#8220;mais típicas de um Château d&#8217;Yquem desta época: aromas de chocolate, café e oud&#8221;.</P><br />
<P>Embora o Instituto Nacional do Património Checo tenha estimado o valor da coleção em milhões de dólares caso fosse leiloada. El Khawand recusou-se a fornecer uma estimativa financeira, porque &#8220;acima de tudo, tem valor moral e histórico&#8221;.</P><br />
<P>Nenhum leilão está planeado por enquanto e o histórico castelo da Europa Central pretende, em vez disso, exibir todas as suas garrafas ao público.</P><br />
<P>Para o efeito, lançou uma campanha de angariação de fundos, esperando também &#8220;realizar uma análise mais aprofundada dos vinhos, se possível&#8221;, salientou a gestora de coleções, Katerina Nyvltova.</P><br />
<P>&#8220;E se pudermos recondicionar o resto, certamente não perderemos a oportunidade&#8221;, destacou ainda à AFP.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771457]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: EUA sancionam maior bolsa de ativos digitais iraniana a Nobitex e outras três</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 23:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Como parte da campanha da administração Trump para pressionar o Irão a chegar a acordo com os EUA e Israel para pôr fim à guerra, Whashington impôs terça-feira sanções à maior bolsa de ativos digitais iraniana e a mais três.  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Como parte da campanha da administração Trump para pressionar o Irão a chegar a acordo com os EUA e Israel para pôr fim à guerra, Whashington impôs terça-feira sanções à maior bolsa de ativos digitais iraniana e a mais três.  </P><br />
<P>A maior empresa de ativos digitais do Irão, a Nobitex, e o seu presidente e cofundador, Amir Hossein Rad, foram, assim, abrangidos por estas sanções dos Estados Unidos. </P><br />
<P>O Tesouro diz que a Nobitex processou mais de 50% de todos os rendimentos de ativos digitais iranianos no ano passado e apoia a vasta rede de evasão de sanções iraniana.  </P><br />
<P>As sanções surgem quando agências de notícias semioficiais iranianas noticiaram, hoje, que o Irão deixou de comunicar com os mediadores das negociações sobre a extensão de um cessar-fogo na guerra com os EUA e Israel.  </P><br />
<P>O presidente dos EUA, Donald Trump, contestou a afirmação e disse que as negociações continuam.  </P><br />
<P>O Tesouro norte-americano acusa a Nobitex de transferir ativos e fundos para fora do país para proteger a riqueza do regime após o início das operações de combate dos EUA no Irão. </P><br />
<P>Um representante da Nobitex não conseguiu será tingido através de e-mail. </P><br />
<P>Responsáveis dos EUA afirmam que o Irão depende fortemente de criptomoedas e outros ativos digitais para contornar as sanções. </P><br />
<P>O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse no Reagan National Economic Forum este mês: &#8220;Apreendemos cerca de mil milhões de dólares das suas criptomoedas&#8221;, referindo-se ao Irão. </P><br />
<P>O mais recente anúncio da administração Trump é uma das várias medidas implementadas para infligir dor económica ao Irão. </P><br />
<P>Para esse efeito, os EUA também impôs sanções económicas secundárias aos países que fazem negócios com pessoas, empresas e navios sob controlo iraniano &#8212; incluindo aliados como os Emirados Árabes Unidos e concorrentes como a China. </P><br />
<P>Os bancos também receberam avisos sobre a gestão de dinheiro iraniano. E na semana passada, os EUA impuseram sanções à recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irão, que é uma agência destinada a controlar o transporte marítimo através do estreito e estreito de Ormuz. </P><br />
<P>O Tesouro norte-americano descreve a agência como um &#8220;esquema para extorquir o transporte marítimo internacional&#8221;. </P><br />
<P>Entretanto, os militares dos EUA pararam navios mercantes que tentavam quebrar um bloqueio liderado pelos EUA aos portos iranianos. </P><br />
<P>Os EUA lançaram o bloqueio a 17 de abril, depois de o Irão ter fechado efetivamente o estreito de Ormuz após o início da guerra no Médio Oriente com os ataques dos EUA e de Israel a 28 de fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771456]]></sapo:autor>
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		<title>Microsoft lança IA própria visando &#8216;libertar-se&#8217; da OpenAI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 23:12:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Microsoft revelou terça-feira od seus próprios modelos de inteligência artificial (IA) de ponta, visando reduzir a sua dependência do criador do ChatGPT, a OpenAI.  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Microsoft revelou terça-feira od seus próprios modelos de inteligência artificial (IA) de ponta, visando reduzir a sua dependência do criador do ChatGPT, a OpenAI.  </P><br />
<P>A gigante tecnológica norte-americana aproveitou a sua conferência anual em São Francisco para programadores, a Microsoft Build, para lançar o MAI-Thinking-1, o seu primeiro modelo de &#8220;raciocínio&#8221; &#8212; IA que decompõe um problema passo a passo antes de fornecer uma solução.</P><br />
<P>Com esta ferramenta, ainda apenas disponível para alguns clientes, o laboratório de IA do grupo, que sofreu uma grande reformulação em março, chega cerca de um ano e meio depois de pioneiros do setor como a OpenAI, a Google e a Anthropic.</P><br />
<P>&#8220;É importante que sejamos autossuficientes&#8221;, defendeu Sophie Lebrecht, uma das novas investigadoras de IA da Microsoft. </P><br />
<P>O novo modelo de raciocínio, adiantou, foi construído &#8220;de raiz&#8221;, sem a prática comum na indústria de &#8220;destilar&#8221; (copiar) o que já existe de melhor, de forma a ter bases &#8220;perfeitamente limpas, comercialmente sólidas e de nível profissional&#8221;.</P><br />
<P>Desde o ano passado, o grupo deixou de estar exclusivamente ligado à OpenAI e detém apenas uma licença para a sua tecnologia até 2032.</P><br />
<P>Mustafa Suleyman, responsável da Microsoft AI, encarregue de desenvolver uma &#8220;superinteligência humanística&#8221;, segundo a terminologia da empresa, apresentou também hoje outros modelos originais, para a geração de imagens, transcrição, criação de vozes sintéticas e programação.</P><br />
<P>O CEO da Microsoft, Satya Nadella, cuja empresa compete ferozmente com a Amazon e a Google no setor da computação online, encerrou a conferência prometendo às empresas &#8220;um ecossistema construído à volta&#8221; destas, &#8220;ao contrário de alguns modelos que simplesmente têm sede de todos os dados&#8221;.</P><br />
<P>A empresa apresentou também um mini-PC com um chip Nvidia para programadores, o Surface RTX Spark Dev Box, capaz de executar modelos de IA offline, bem como uma plataforma de IA dedicada à investigação científica e um novo chip quântico, o Majorana 2.</P><br />
<P>A gigante norte-americana demonstrou principalmente a sua intenção de apanhar a onda da chamada IA ????&#8221;agente&#8221;, que transformou a tecnologia de um simples &#8216;chatbot&#8217; num assistente que age em seu nome, apresentando o Microsoft Scout.   </P><br />
<P>A chegada do Scout, o primeiro de uma série de assistentes &#8220;sempre ativos&#8221; mesmo quando o computador está desligado (preparar reuniões, gerir calendários, escrever e-mails), dá continuidade a mais de trinta anos de esforços da Microsoft para construir o assistente ideal, desde o avatar Bob até à ainda limitada adoção do Copilot (20 milhões de licenças pagas nas empresas).</P><br />
<P>Para esta nova era, a Microsoft revelou uma aposta no hardware: um ecossistema de dispositivos Android concebidos para interagir com agentes de IA utilizando comandos de voz, sem a necessidade de abrir aplicações como num computador ou telemóvel.</P><br />
<P>Em palco, a empresa apresentou dois protótipos: uma espécie de altifalante de secretária com ecrã, que reconhece o utilizador pelo rosto, exibe as suas tarefas do dia e pode funcionar como um computador quando ligado a um ecrã; e um crachá para conversar com o agente de IA, desenvolvido em parceria com a Qualcomm.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771455]]></sapo:autor>
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		<title>Greve Geral: Raimundo diz que pacote laboral &#8220;está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:55:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral do PCP disse hoje que o pacote laboral "está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado" e que a greve geral dará um sinal inequívoco nesse sentido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do PCP disse hoje que o pacote laboral &#8220;está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado&#8221; e que a greve geral dará um sinal inequívoco nesse sentido.</P><br />
<P>Paulo Raimundo falava hoje junto aos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, para um contacto com os trabalhadores em piquete de greve, numa iniciativa que contou também com a presença do presidente da autarquia e de alguns vereadores.</P><br />
<P>&#8220;Este pacote laboral está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado. E a greve geral está a começar aqui hoje também a dar um sinal inequívoco nesse sentido&#8221;, disse.</P><br />
<P>O secretário-geral do PCP disse ainda que a greve geral será uma afirmação de um &#8220;não à precariedade, há desregulação das horas de trabalho&#8221; e de um &#8220;sim aos direitos e à estabilidade&#8221;.</P><br />
<P>Paulo Raimundo adiantou que qualquer trabalhador que pense nas dificuldades que hoje já tem, nomeadamente a precariedade laboral e os baixos salários, percebe que &#8220;tem razões acrescidas para fazer greve&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Eu não acredito que não haja um trabalhador que seja, daqueles que põe o país a funcionar, daqueles que todos os dias se levanta para pôr tudo a trabalhar, para pôr tudo a funcionar e criar riqueza, que não tenha razões para aderir a greve&#8221;, disse.</P><br />
<P>Os trabalhadores, adiantou Paulo Raimundo, estão apenas a exigir &#8220;que não lhe ponham os pés em cima das costas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta gente trabalha, põe o país a funcionar. São os únicos que criam a riqueza. Não há mais ninguém que crie riqueza se não os trabalhadores, são os imprescindíveis. Ora, os imprescindíveis não precisam de mais pressão sobre os salários, de mais precariedade, de mais desregulação dos horários de trabalho, de mais despedimentos sem justa causa. O que precisam é de direitos, dignidade, respeito, tempo para a viver e salários. É isso que estão aqui a exigir também&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.</P><br />
<P>O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.</P><br />
<P>A paralisação de quarta-feira deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores a terem já anunciado a sua participação, nomeadamente a função pública, com destaque para saúde e ensino, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.</P><br />
<P>No final do ano, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral para 11 de dezembro de 2025 em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da &#8216;troika&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771454]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Ataques israelitas no sul do Líbano fazem cinco mortos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medio-oriente-ataques-israelitas-no-sul-do-libano-fazem-cinco-mortos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:52:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ataques israelitas no sul do Líbano causaram hoje a morte a cinco pessoas, incluindo uma criança, e feriram outras 48 pessoas, incluindo funcionários de um hospital, revelou o Ministério da Saúde libanês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Ataques israelitas no sul do Líbano causaram hoje a morte a cinco pessoas, incluindo uma criança, e feriram outras 48 pessoas, incluindo funcionários de um hospital, revelou o Ministério da Saúde libanês.</P><br />
<P>Entre os feridos nos ataques no sul do país estavam &#8220;um médico e cinco funcionários do hospital público de Tebnine, que sofreu danos no mais recente episódio da série de ataques levados a cabo pelo inimigo israelita contra hospitais e centros de saúde&#8221;, referiu o ministério em comunicado.</P><br />
<P>Israel continuou hoje os seus ataques aéreos no sul do Líbano, apesar das promessas de desescalada de Washington, que está a patrocinar uma nova ronda de negociações entre diplomatas libaneses e israelitas e culpa o Hezbollah, pró-Irão, que se opõe a estas negociações.</P><br />
<P>Delegações de Israel e do Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, foram recebidas no Departamento de Estado durante o dia e nenhum dos participantes fez qualquer declaração.</P><br />
<P>De acordo com a embaixada libanesa em Washington, o Hezbollah aceitou na segunda-feira uma proposta dos EUA que estipula que Israel se abstenha de atacar os subúrbios em troca do compromisso do Hezbollah de cessar os seus ataques contra Israel.</P><br />
<P>O plano prevê que o cessar-fogo seja posteriormente &#8220;expandido para abranger todo o Líbano&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se for alcançado um acordo de cessar-fogo abrangente&#8221;, Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês e intermediário entre o Hezbollah e os Estados Unidos, garantirá que o grupo pró-Irão o respeite, adiantou o seu conselheiro à AFP.</P><br />
<P>O Hezbollah não aceitará um &#8220;cessar-fogo parcial&#8221; com Israel, declarou à AFP um alto responsável do grupo.</P><br />
<P>Trump tinha anunciado na segunda-feira que Benjamin Netanyahu tinha prometido não enviar tropas para Beirute e que o Hezbollah &#8220;cessaria completamente o fogo&#8221;, antes de o primeiro-ministro israelita reafirmar que Israel &#8220;atacaria alvos terroristas em Beirute&#8221; se o Hezbollah continuasse os seus ataques.</P><br />
<P>O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reiterou hoje a posição, afirmando que os Estados Unidos tinham &#8220;aprovado o princípio&#8221;.</P><br />
<P>A representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) no Líbano, Anandita Philipose, denunciou hoje que o Exército israelita está a atacar hospitais libaneses, colocando em risco 13.500 grávidas.</P><br />
<P>Philipose afirmou que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorreram mais de 190 ataques a serviços de saúde, resultando na morte de 128 profissionais de saúde e ferimentos em outros 332.</P><br />
<P>Israel foi incluído pela primeira vez, na semana passada, na lista de países responsáveis pelos padrões de violência sexual relacionada com conflitos, extraída do último relatório da ONU que alerta para o uso contínuo da violação, da escravatura sexual e do rapto como armas de guerra e repressão política.</P><br />
<P>A última vaga de confrontos entre Israel e o grupo xiita Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.</P><br />
<P>As autoridades libanesas elevaram já para mais de 3.450 o número de mortos e mais de 10.500 o de feridos em consequência dos ataques realizados pelo exército israelita em território libanês desde 02 de março, data em que foram retomados os confrontos com o Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril.</P><br />
<P>O Ministério da Saúde libanês indicou, em comunicado citado pela agência de notícias libanesa NNA, que 3.468 pessoas morreram, entre as quais 128 profissionais de saúde, e 10.577 ficaram feridas na sequência destes bombardeamentos. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771453]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Trump pediu a Xi que ajude a desbloquear negociações entre Rússia e Ucrânia &#8212; imprensa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:24:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.</P><br />
<P>De acordo com pessoas familiarizadas com as conversações realizadas durante a cimeira entre os dois líderes, em maio, em Pequim, Trump transmitiu a Xi que as negociações entre Rússia e Ucrânia encontram-se bloqueadas e apelou à China para convencer o Presidente russo, Vladimir Putin, a regressar à mesa de negociações com o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, escreveu o jornal de Hong Kong.</P><br />
<P>O pedido reflete a necessidade de Washington envolver Pequim nos esforços para resolver um conflito que entrou no quinto ano e que Trump colocou no centro da sua agenda de política externa desde o regresso à Casa Branca.</P><br />
<P>A guerra foi um dos temas abordados durante a cimeira, embora o comércio e o investimento tenham dominado as conversações. Segundo as mesmas fontes, questões como Taiwan e o Irão tiveram também maior destaque do que a Ucrânia nas discussões entre os dois líderes.</P><br />
<P>Trump confirmou publicamente que o conflito foi abordado durante os encontros, mas limitou-se a afirmar que se trata de um tema que os Estados Unidos gostariam de ver resolvido.</P><br />
<P>A ficha informativa divulgada pela Casa Branca após a cimeira não fez qualquer referência à guerra, enquanto o comunicado chinês apenas indicou que Xi e Trump trocaram opiniões sobre a crise na Ucrânia e outros assuntos internacionais.</P><br />
<P>Pequim aprofundou as relações com Moscovo desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, tornando-se um importante apoio económico e diplomático para a Rússia.</P><br />
<P>A China nunca condenou publicamente a invasão e tem rejeitado as acusações ocidentais de que ajuda a sustentar o esforço de guerra russo através do fornecimento de bens de dupla utilização, insistindo que controla rigorosamente as exportações e que o comércio com Moscovo decorre dentro da normalidade.</P><br />
<P>Dias após a partida de Trump de Pequim, Xi recebeu Vladimir Putin na capital chinesa. Na ocasião, os dois países assinaram uma declaração conjunta na qual a Rússia manifestou apoio ao desejo da China de desempenhar um &#8220;papel construtivo&#8221; na resolução da crise ucraniana por vias políticas e diplomáticas.</P><br />
<P>As fontes indicaram ainda que as exportações chinesas de terras raras também estiveram em destaque durante a cimeira. Washington continua insatisfeito com os controlos impostos por Pequim à exportação destes minerais estratégicos, fundamentais para a produção de semicondutores e sistemas de defesa.</P><br />
<P>Segundo as mesmas fontes, são esperadas novas negociações entre o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.</P><br />
<P>A China impôs no ano passado amplas restrições à exportação de terras raras, suspendendo posteriormente parte dessas medidas no âmbito da trégua comercial alcançada por Trump e Xi durante a reunião realizada em outubro, em Busan, na Coreia do Sul.</P><br />
<P>De acordo com um documento divulgado pela Casa Branca em maio, Pequim comprometeu-se a responder às preocupações dos Estados Unidos relacionadas com falhas nas cadeias de abastecimento de terras raras e outros minerais críticos.</P></p>
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